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"O FMI? Não tem que enganar."

por Rui Rocha, em 06.04.16

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O melhor é ir levantando o cacau

por Rui Herbon, em 30.06.15

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Já não há pachorra

por Rui Herbon, em 13.05.15

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O governo do Syriza tem sido um desastre:

 

1 – Ao mesmo tempo que o executivo admite ficar em breve sem liquidez, a sua maioria no parlamento aprovou a readmissão de 13.000 funcionários públicos, aos quais deviam explicar como vão pagar a médio prazo. Talvez Varoufakis pense já fazê-lo em dracmas (cuja desvalorização nas primeiras semanas do eventual regresso é estimada por alguns em 80%) ou em dívida pública que, evidentemente, não irá pagar (recorda o peronismo argentino – les beaux esprits se rencontrent).

 

2 – Em apenas 100 dias, o governo de Tsipras conseguiu que as estimativas de crescimento do PIB grego para este ano passassem de 2,5% para a estagnação. Ao mesmo tempo o desemprego mantém-se nos 25%.

 

3 – O sistema financeiro grego apenas funciona à custa de empréstimos do BCE. Os cidadãos confiam tanto no seu governo e na sua capacidade para dirimir a crise que estão a tirar o dinheiro dos bancos, praticamente insolventes, para colocá-lo fora do país ou, em alternativa, manter os euros debaixo do colchão.

 

4 – O prémio de risco sobre obrigações do país do Egeu voltou a níveis insustentáveis e, se não forem os parceiros europeus e entidades comunitárias a fornecer liquidez a Atenas, a bancarrota será inevitável.

 

Claro que o discurso do Syriza é culpar os credores pela situação. O que havia que explicar-lhes, pela enésima vez, é que o que se pede a Atenas é que adopte um modelo económico sustentável. A Grécia viveu as últimas décadas à conta de dinheiro emprestado. Quando se verifica os défices públicos dos últimos 15 anos, a sua percentagem relativamente ao PIB atinge, na maior parte dos casos, os dois dígitos. Se nos voltarmos para o défice comercial, os números são igualmente maus. É esse défice duplo, público e comercial (para além de ser cronicamente um país de evasão fiscal e de capitais), a causa da situação grega; não os credores. As contas públicas foram aldrabadas durante décadas (os dados anteriores a 2011 nem constam no Eurostat, por serem fantasiosos), para conseguirem a adesão à CEE, a entrada no euro e os empréstimos que foram mantendo o país à tona. Mas nunca Tsipras e companhia admitirão essa evidência, porque seria o seu fim político. A sua estratégia é tentar manter um nível de vida incompatível com a riqueza que o país cria; à conta do dinheiro dos outros, claro, inclusive de países (como os do Báltico) onde o salário mínimo é metade. O que me espanta é ainda haver na Europa quem os ature.

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