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Depois da remodelação

por Pedro Correia, em 22.10.17

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O que ficou este ministro ainda a fazer no Governo?

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Só por isto?

por Helena Sacadura Cabral, em 19.10.17

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O país anda tão triste, que já nem reage às noticias que vem recebendo. Agora foi o armamento roubado de Tancos que apareceu, vejam lá, ali ao lado, ao que julgo na Chamusca, todo bem embaladinho. Todo, todo não, porque parece que ainda faltavam umas "balitas", daquelas que nas Glock parece que matam bastante rápido.
Enfim, como não sou especialista e tudo isto tem avariado  o meu coração, entre incêndios, Catalunha e armamento, até corro o risco de trocar o nome das regiões e o dos responsáveis. Se assim for, desculpem, porque é do stress em que tenho vivido desde sábado.
O que não consigo é deixar de perguntar a mim própria - já que os "outros" não me respondem - como é que tudo isto aconteceu. Lembram-se que o ministro da pasta, há uns dias, até admitia que não tivesse havido roubo? 
Não tivesse havido roubo? Mas se o governante se atreveu a dizer isto, teve uma enorme premonição. É que o material estava tão pertinho de Tancos e tão bem acondicionado, que é bem capaz de Azeredo Lopes ter razão. Aquilo não foi roubado, foi apenas deslocado  E é por isso, por ter sido apenas deslocado, por esse pequeno movimento aleatório, que estão a pedir a cabeça do ministro? Francamente, com exigências destas daqui a pouco ninguém quer ser ministro!

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A jogada de Azeredo Lopes

por João Pedro Pimenta, em 26.09.17

Apertado entre o caso de Tancos e o ricochete que as suas desastradas declarações provocaram, fragilizando ainda mais a sua situação, José Alberto Azeredo Lopes teve agora uma intervenção discreta mas surpreendente. Depois de ter sido o porta-voz da candidatura de Rui Moreira em 2013 e seu chefe de gabinete até ir para o Governo, o Ministro da Defesa vem agora apoiar Manuel Pizarro, recandidato do PS à câmara do Porto, com a desculpa apressada de que "algo mudou". Azeredo Lopes, nitidamente pouco à vontade, ainda esteve numa acção de campanha de Pizarro, tentando passar despercebido e sem dar mais explicações.

 

Pode parecer estranho que um Ministro sem filiação partidária, que fazia parte do núcleo duro de Moreira, que era um dos rostos da sua campanha, e que aparentemente saiu sem zangas, venha de repente, e de forma inesperada, apoiar o candidato do PS contra o actual inquilino dos Aliados, tendo ainda por cima de ouvir o adjectivo "cata-vento" atirado por forças políticas como PSD ou Bloco. Mas há uma explicação plausível: Azeredo Lopes vê a sua posição de tal forma fragilizada que se agarra agora a uma candidatura do PS para ganhar as boas graças do partido do governo e assim conquistar algum apoio. Apoiando Pizarro, pode ser que o aparelho socialista o tente segurar por mais uns tempos. Mas é uma jogada de eficácia duvidosa, e só demonstra o quanto a sua situação é delicada. Se Azeredo não resistir no cargo a seguir às autárquicas, não voltará certamente a conquistar a confiança de Moreira, e tão cedo também não será chamado pelo PS, pelo que ficará com a sua carreira política e institucional seriamente comprometida. O mais provável é ter de regressar a reger a cadeira de Direito Internacional Público e que tão cedo não saia de lá.

 

 

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O massacre de sábado à noite.

por Luís Menezes Leitão, em 02.07.17

Já tinha tido a ocasião de comparar a tentativa deste governo de fuga às suas responsabilidades com o comportamento de Nixon no Watergate. Mas agora Azeredo Lopes resolveu fazer uma imitação total de Nixon, reproduzindo o episódio do massacre de sábado à noite, em que Nixon demitiu o procurador independente que o estava a investigar, levando à resignação do Attorney-General e o seu vice. Indo ainda mais longe que Nixon, Azeredo Lopes demitiu de uma assentada cinco comandantes, apenas para assegurar, imagine-se, que "as averiguações decorrerão de  forma absolutamente isenta e transparente".

 

Só há uma pergunta a fazer. O nosso querido e afectuoso presidente, que até é o comandante supremo das Forças Armadas, vai continuar a permitir esta permanente fuga às responsabilidades dos nossos governantes e este constante enxovalhar das instituições sob a sua tutela? Por muito menos que isso Jorge Sampaio dissolveu o parlamento e mandou Santana Lopes para casa. Marcelo deveria perceber rapidamente que a chefia do Estado exige algo mais do que selfies, afectos, beijinhos e abraços. Exige que o presidente tenha sentido de Estado e garanta o regular funcionamento das instituições democráticas. O que manifestamente não está a acontecer no Portugal de 2017.

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Brincar com o fogo.

por Luís Menezes Leitão, em 12.04.16

Eu também achei extremamente infelizes as declarações do Director do Colégio Militar. Mas o que deve caracterizar um Ministro é saber ter o sentido das proporções e não regar o fogo com gasolina. O Ministro achou, no entanto, que esta era a oportunidade para fazer um exercício de autoridade, expondo o seu Chefe de Estado-Maior do Exército, a quem exigiu publicamente explicações e medidas a tomar. O Chefe de Estado-Maior do Exército, que obviamente não tem estatuto para ser sujeito a este tipo de desconsiderações, apresentou a sua demissão, num gesto de grande dignidade, imediatamente secundado pelo Vice-Chefe de Estado Maior do Exército. Aí está como a habilidade do Ministro conseguiu que um caso tão transcendente como os afectos dos meninos do Colégio Militar decapitasse a cúpula do Exército português. E espanta que o Presidente da República, que é constitucionalmente o Comandante Supremo das Forças Armadas, assista a isto tudo sem qualquer intervenção, aceitando de cruz as demissões que lhe enviam. Exigir-se-ia nesta fase ao Presidente menos espectáculo e mais sentido de Estado.

 

Quanto ao Ministro da Defesa, surge agora esta fotografia mostrando-o a passar revista às tropas, de camisa aberta e com ar desleixado, perante militares aprumados. Depois de o Primeiro-Ministro ter avisado que os seus Ministros, nem à mesa do café se podiam esquecer que o eram, resta saber o que pensa de um Ministro da Defesa que vai passar revista às tropas como se estivesse numa tasca. É óbvio que este Ministro não tem quaisquer condições para continuar. Mesmo que agora arranje à pressa substitutos para os chefes do Exército, a verdade é que eles serão muito mal vistos pelos militares que devem liderar, depois da demissão dos anteriores chefes que não aceitaram ser sujeitos a desconsiderações por parte do Ministro. Os novos chefes que aceitarem o cargo darão a entender que aceitam estas desconsiderações, o que será fatal para a sua capacidade de comando.

 

Senhor Ministro: Antes de tomar qualquer atitude, pense que a sua função é liderar as Forças Armadas. Qual destas duas palavras é que não percebeu?

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