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Não acertam uma (actualizado)

por Pedro Correia, em 19.08.17

 

17 de Agosto:

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luis Carneiro, disse hoje à Lusa que não há portugueses entre as vítimas do atentado de Barcelona.

 

18 de Agosto:

Portuguesa de 74 anos entre os mortos em Barcelona, havendo outra desaparecida, informa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

 

19 de Agosto:

Morreram duas portuguesas no atentado das Ramblas, em Barcelona. A segunda vítima agora identificada é uma mulher de 20 anos que estava dada como desaparecida. A notícia foi confirmada este sábado pelo primeiro-ministro, que tem estado em contacto com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas,

 

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Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 18.08.17

 

La tarde en que vimos el suelo de Las Ramblas. De Juan Soto Ivars, no El Confidencial.

Las tres duras lecciones que deja el atentado de Las Ramblas. De Jason Burke, no El Diario.es

Llorar no es suficiente. De Rosa Díez, no El Español.

 

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Mais um atentado.

por Luís Menezes Leitão, em 26.07.16

Hoje foi mais um atentado, agora em Rouen, em relação a um padre que rezava a missa, e que foi degolado por assaltantes pertencentes ao Estado Islâmico, em frente aos seus fiéis. Um acto de barbárie e ódio só comparável aos tempos do nazismo. Mas pelos vistos na Europa vai tudo continuar em estado de negação. Até quando os dirigentes europeus persistirão em ignorar que a Europa vive uma verdadeira guerra religiosa, declarada por fanáticos, que não hesitarão em combater até á morte contra os valores europeus? Ontem as pessoas em França tinham medo de ir a espectáculos públicos. Hoje passaram a ter medo de entrar numa igreja. Lentamente o Estado Islâmico vai destruindo a Europa, perante a complacência dos governantes europeus.

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O horror em Nice.

por Luís Menezes Leitão, em 15.07.16

Há uma diferença muita clara entre os Estados Unidos e a Europa no que respeita aos atentados no seu território. Os Estados Unidos sempre entenderam que o ataque no 11 de Setembro foi um acto de guerra, a que teriam que responder pela mesma forma. E a verdade é que conseguiram controlar ataques posteriores no seu território. Já na Europa insiste-se em ver as situações como meros atentados terroristas, que por isso se vão sucessivamente repetindo.

 

Os ataques em Paris, Bruxelas e Nice são verdadeiros actos de guerra e é nesse sentido que têm de ser encarados. A escolha de Nice para ser alvo de um atentado no 14 de Julho não é inocente. Exprime o ódio dos autores do atentado à Nação Francesa e ao seu dia nacional. E escolhe para atacar não apenas uma zona turística importantíssima na Riviera Francesa, mas especialmente o território que mais recentemente pertence à França. Nice só é território francês desde 1860, sendo que antes era pertença do Reino da Sardenha. O ataque a Nice simboliza assim um ataque ao Estado francês e às suas fronteiras actuais.

 

Há muito que se sabe que esta gente quer destruir os Estados europeus, que consideram inimigos do Califado que pretendem instalar em território europeu. Mas a Europa não parece ter consciência do perigo que a ameaça. Ainda há dias Hollande falava em levantar o estado de emergência em França, que agora se viu forçado a prorrogar. Enquanto não se reagir militarmente contra estes fanáticos, terminando de vez com o Estado Islâmico, os atentados terroristas continuarão a multiplicar-se em solo europeu.

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A Europa derrotada (2).

por Luís Menezes Leitão, em 28.03.16

Este post do João André demonstra bem o estado em que a Europa vive. Contra os terroristas, não se combate, informa-se. Para além disso, é preciso tomar "medidas excepcionais", que "não adianta[m] muito", para "tentar transmitir a imagem de se estar a fazer alguma coisa". Quanto ao resto, o que interessa é ir buscar razões. As razões para a explosão não são um bando de criminosos ter-se decidido pura e simplesmente fazer explodir, matando uma série de vítimas inocentes. Não. "As razões para esta explosão se encontram no nosso presente e no nosso passado. Encontram-se nos cruzados de há mil anos e nos modernos (ou pelo menos percebidos como tal) que estupidamente ignoraram o xadrez geopolítico da região. Estão na pobreza de quem sofre todos os dias e na riqueza de quem lhes dá os meios para se irem explodir. Estão em muitos mais pontos que muita gente bastante mais informada e inteligente […] já apontou". 

 

E enquanto a gente bem informada e inteligente discute, o controlo de fronteiras foi reinstituído. Não há problema, pois há sempre o Google Maps. O direito à manifestação também desapareceu. Mas quem é que poderia esperar que a polícia fosse capaz de proteger 100.000 manifestantes, quando "ainda existirão terroristas não identificados, activos e livres"? Não interessa que a população pague impostos para poder dormir descansada. O que interessa é discutir profundamente o problema do terrorismo nas suas raízes milenares. Até lá, vivamos felizes, sequestrados na nossa Europa, sem direito à deslocação ou à manifestação, devendo mesmo permanecer fechados nas nossas casas. Tout va bien dans le meilleur des mondes.

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A Europa derrotada.

por Luís Menezes Leitão, em 27.03.16

Nesta crónica, Alberto Gonçalves está cheio de razão. Neste momento, trava-se uma guerra contra a Europa e a Europa já a perdeu. O Estado Islâmico pode estar a recuar na Síria, devido ao apoio de Putin a Assad, mas mantém a Europa refém de qualquer atentado, como se viu em Paris e em Bruxelas. E os cidadãos europeus mostram-se incapazes de qualquer resistência. Mesmo uma simples marcha contra o medo em Bruxelas é proibida pelas autoridades do país, para convencer os cidadãos que devem ter é medo e esconder-se em casa. Um simples jogo de futebol, que deveria ter lugar em Bruxelas, é transferido para Leiria, talvez o sítio mais seguro que se conseguiu encontrar no continente europeu.

 

Mas perante esta captura da mais elementar liberdade dos cidadãos europeus, a resposta a que todos assistimos no espaço público é a um discurso desculpabilizador dos atentados e quase sempre culpabilizador do Ocidente. George W. Bush, o petróleo e o capitalismo são os grandes responsáveis pelo surgimento destes terroristas, que de outra forma andariam por aí a cantar loas à harmonia universal. Mas é curioso que, quando se vê os comunicados desta gente, os referenciais são muito mais antigos: há um sonho de restauração do califado e um ódio às cruzadas, que ocorreram há mil anos. Na verdade o seu objectivo é apenas fazer a Europa recuar mais de mil anos. E neste enquadramento, a resposta a que se assiste no espaço público faz lembrar as discussões bizantinas sobre o sexo dos anjos, enquanto Constantinopla era invadida.

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A Europa insegura.

por Luís Menezes Leitão, em 22.03.16

Por razões profissionais viajei para Bruxelas na quinta-feira passada, regressando na sexta-feira. O avião da TAP das 7h05m é extremamente usado por quem tem assuntos a tratar em Bruxelas e é habitual encontrarmos políticos e gente conhecida no avião. A quinta-feira passada não foi excepção. No meu avião viajavam também Passos Coelho e António Vitorino. No aeroporto de Bruxelas ainda encontrei Marinho e Pinto e tivemos tempo para uma breve conversa no aeroporto.

 

Nesse dia havia a cimeira entre a União Europeia e a Turquia e Bruxelas parecia uma cidade em estado de sítio. Logo à saída do avião fomos identificados por funcionários do aeroporto, o que foi a primeira vez que vi acontecer dentro do espaço Schengen (ainda existirá?). No aeroporto encontravam-se soldados sempre de metralhadoras empunhadas. Apanhando um táxi para o centro da cidade, o espectáculo era o mesmo: todos os edifícios públicos estavam guardados por soldados em posição de combate. Uma simples cimeira parecia afinal justificar que uma cidade se preparasse como se fosse para receber a invasão de um exército inimigo.

 

Lá consegui deslocar-me ao sítio da minha reunião de trabalho, apesar de várias ruas estarem cortadas. No regresso ao hotel, tentei apanhar um táxi, mas o motorista convenceu-me a desistir da viagem, dizendo que levaria horas com os engarrafamentos. Optei por isso por ir a pé, apesar de a distância ser enorme. À volta, a cidade parecia habituada a este sistema. As pessoas faziam as suas corridas pela rua, as esplanadas e os restaurantes estavam abertos e a cidade, com a sua magnífica Grand Place, resplandecia ao pôr-do-sol. E permanecia a habitual arrogância dos habitantes flamengos, recusando que na sua capital um estrangeiro se lhes dirigisse em francês. Mas não deixava de se sentir um medo latente nas pessoas, como que esperando um ataque a propósito da cimeira.

 

No dia seguinte à noite regressei a Lisboa, mas estava ainda no aeroporto de Bruxelas quando ouvi a notícia da prisão de Salah Abdeslan, o principal responsável pelos atentados de Paris. Apesar do tom triunfalista do anúncio, que a televisão procurava repetir, não me pareceu que as pessoas tivessem ficado minimamente tranquilas. Pelo contrário, o ambiente que se sentia era de que essa prisão poderia ser apenas um rastilho para novo ataque, como agora se verificou.

 

A principal função de um Estado é proteger e garantir a segurança da sua população. É manifesto que a Europa está a falhar rotundamente nessa função. Neste momento, necessita de pagar à Turquia para recolher os refugiados que todos os dias aqui chegam, e apesar de todos os meios de vigilância que coloca no terreno, não é minimamente capaz de proteger algo tão vital para a segurança das pessoas como o aeroporto e o metro no seu principal centro político. O que mais será preciso acontecer para que a segurança dos europeus seja protegida?

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Freedom is not free.

por Luís Menezes Leitão, em 15.11.15

Hoje a França bombardeou territórios do Estado Islâmico, dando assim uma resposta militar ao que foi um verdadeiro acto de guerra contra civis inocentes. Essa resposta só faz, no entanto, sentido se for para preparar uma invasão terrestre. Por muito que evolua a tecnologia, uma guerra só se ganha colocando tropas no terreno e ocupando o território do inimigo.

 

Neste momento, a guerra é de facto a única defesa possível, perante uma horda de bárbaros, que atacou brutalmente o coração da Europa. E não vale a pena sonhar com uma resposta política ou lamentar estarmos a perder tudo o que tínhamos garantido na Europa. Não é a política que vai paralisar os futuros ataques, a não ser que essa política seja a rendição pura e simples, caso em que, aí sim, perderíamos de facto tudo o que temos. E só temos garantido aquilo que estamos dispostos a defender, por muito que isso nos custe. 

 

Há muito que os americanos sabem isso, que exprimem numa frase que diz tudo: "Freedom is not free". É bom que os europeus também o aprendam.

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Guerra ao ódio

por Tiago Mota Saraiva, em 15.11.15

Ontem, pediram-me do i que participasse numa série de artigos de opinião sobre os atentados em Paris. Ali deixei o meu contributo para a discussão do tema.


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We will always have Paris.

por Luís Menezes Leitão, em 14.11.15

Se há cidade que simboliza a civilização europeia e o seu espírito de liberdade, essa cidade é  precisamente Paris, a Cidade-Luz. Há muito que é uma cidade que está no coração de todos os europeus e por ela muitos combateram, até com sacrifício da própria vida.

Nas guerras religiosas francesas, Henrique IV, enquanto chefe protestante, conquistou quase todo o território francês, mas foi-lhe recusada a entrada em Paris, que permanecia como bastião do catolicismo. Para ter Paris, não hesitou em converter-se à religião católica, tendo então pronunciado a célebre frase: "Paris vale bem uma missa" (Paris vaut bien une messe).

Na II Guerra Mundial, a principal humilhação que os alemães causaram aos franceses foi precisamente a conquista de Paris, não hesitando em desfilar junto ao Arco do Triunfo,  ultrage supremo desse símbolo da glória francesa. Quando o exército alemão começou a ser derrotado, Hitler quis destruir Paris, mas o governador alemão, Dietrich von Choltitz não lhe obedeceu, também fascinado pela beleza de cidade. A famosa pergunta de Hitler: "Paris já está a arder?" (Ist Paris verbrannt?) não teve a resposta que ele desejaria.

 

Há muito que acho que o Estado Islâmico está a desafiar todos os fundamentos da civilização europeia, numa barbárie sem precedentes, de que a destruição de Palmira é um triste símbolo. Quando se verifica, porém, um ataque no coração do continente europeu, mesmo na sua mais bela cidade, a resposta só pode ser uma: a guerra. E a mesma é inevitável, já que nenhuma contemporização se admite num caso destes. Como disse Churchill, a propósito da contemporização do governo de Chamberlain com Hitler: "Podiam ter escolhido entre a guerra e a vergonha. Escolheram a vergonha e terão a guerra".

 

Neste momento, os mortos e feridos de Paris exigem que se termine de uma vez por todas com esta situação na Síria, que já causou um número excessivo de mortos e refugiados, e, quer se queira, quer não, para isso são precisos exércitos no terreno. Mas é a civilização europeia que neste momento corre perigo, podendo ter o mesmo destino da civilização romana, caída às mãos de um grupo de bárbaros. E, por muito dura que uma guerra seja, pelo menos que no âmbito dela continue a ser possível a um casal de apaixonados dizer: "We will always have Paris".

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Os novos atentados em Paris deixam em evidência o erro grosseiro que foi cometido pela generalidade das análises produzidas a propósito do ataque ao Charlie Hebdo. O acto terrorista foi discutido, nessa oportunidade, na óptica da retaliação à provocação dos cartoonistas. Ora, sendo esse o ponto de partida, a discussão estava inquinada desde o início, ainda que se defendesse então que nenhuma provocação justifica uma carnificina como a que ocorreu (e é certo que nem todos assumiram, sequer, essa posição e que alguns encontraram argumentos para responsabilizar as vítimas). A verdade é que o terrorismo, como agora voltamos a constatar, não tem justificação, apenas procura pretextos. Hoje, a pergunta que deve fazer-se perante uma nova carnificina, e que deixa claro o logro argumentativo em que então quase todos incorrreram, é a seguinte: qual a provocação que estas vítimas fizeram aos autores, sejam eles quem forem, dos atentados? Pois é. É por isso que a única posição possível perante este tipo de situações é uma condenação radical, incondicional e absoluta, sem necessidade de quaisquer outras considerações ou argumentos.

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11 de setembro, 11 curtas-metragens

por Patrícia Reis, em 11.09.15

Onze curta-metragens sobre o 11 de setembro de 2001. Danis Tanovic e Ken Loach relacionam a data do atentado a outros acontecimentos. Tanovic lembra-se do dia 11 de julho de 1995, quando ocorreu o massacre em Srebrnica e Loach rememora que Salvador Allende foi deposto do governo chileno em 11 de setembro de 1973. Idrissa Ouedraogo opta por uma comédia reflexiva sobre Burkina Faso. Samira Makhmalbaf mostra uma professora que tenta explicar o ataque a um grupo de crianças. Sean Penn evoca a vida de uma viúva que morava à sombra das duas torres desabadas. Claude Lelouch descreve as reações de vários surdos ao evento ou que testemunharam o evento. Shonei Imamura recorre às memórias japonesas da Segunda Guerra Mundial e Mira Nair mostra os problemas das minorias étnicas. Amos Gitai dá a sua interpretação sobre o papel da mídia em uma informação de significado internacional. Alejandro González Iñárritu apresenta 11 minutos de preces na escuridão, enquanto Youssef Chahine reflete a perspectiva do Oriente Médio.

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