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Frases de 2015 (48)

por Pedro Correia, em 22.10.15

«Amei o Parlamento.»

Assunção Esteves, despedindo-se ontem dos deputados

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50 sombras de Abril

por Sérgio de Almeida Correia, em 25.02.15

schneider-81817114_109208b.jpgNão tenho nada contra, apesar de não me parecer bem, digo-o já, que comentem em público desta forma despudorada o que andam a fazer em privado. Vir desvendar para os jornais que tiveram um "convívio", por sinal de natureza "íntima", que meteu almoço, na sede da Associação 25 de Abril, não creio que seja o mais curial para o bom nome das instituições que representam. Bem sei que o cavalheiro, embora um militar de Abril, sempre com o dedo no gatilho, não será o Marlon Brando. Nem a senhora presidente da Assembleia da República é a Maria Schneider. Mas, ainda assim, um pouco de recato não ficaria mal. Fico satisfeito por saber que foi "quente e agradável", pois é sinal de que o objectivo foi atingido. Ainda bem. Escusado era mandar o gabinete dizer que "vai repetir-se". Fica a vizinhança toda a saber e à espreita da próximo "convívio", o que pode inibir a performance, dando cabo da intimidade do momento. Além de que há pormenores que ninguém quer saber. E filmes que não são para todas as audiências.

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A mestria como coloca a voz e a justeza das tonalidades que imprime ao canto são do conhecimento de todos, assim como, no esteio da tradição, foi imprimindo inovações importantes ao fado.

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A existência do que não existe...

por Helena Sacadura Cabral, em 10.04.14

Presidente da Assembleia da República trata reivindicações dos militares de usarem da palavra na cerimónia como algo "que não existe". Vasco Lourenço responde que, sendo assim, não estarão presentes.

Temo que se torne cada vez mais difícil entender o que a Presidente da Assembleia da República quer dizer, quando usa da palavra. A mim, parece-me que a senhora entende que os capitães de Abril devem ser convidados - e foram -, mas não quer que eles falem.

Não percebo nada destas matérias, mas julgo que haverá regras para quem fala na ocasião. Se os capitães se enquadram nessas regras devem poder falar. Se não se enquadram não falam. E explica-se, sem medos nem reservas, as razões da decisão tomada. O que se não pode é arrumar o assunto dizendo que ele não existe. Será que sou eu que estou a ficar senil?!

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Cravos de crochet...

por Helena Sacadura Cabral, em 13.02.14

 

Oiço a Presidente da Assembleia da República e, confesso, começo a ter alguma dificuldade em a entender. Ou, quem sabe, em entender-me.
Primeiro, a senhora admitiu um mecenato institucional para partilhar as despesas com as comemorações dos 40 anos da revolução dos cravos. Depois, perante as reacções negativas face ao projecto, quis expressar a necessidade de que os afectos(?) também fossem tidos em consideração naquelas festividades. E daí, nem sei bem como, ei-la a admitir a hipótese de um desfile de chaimites frente à sede da democracia, ornamentado com cravos vermelhos de Joana Vasconcelos, cujo preço rondaria os 5000 euros unitários.
Alguém me diz se esta ideia tem pés e cabeça, ou mesmo só cabeça, num país como o nosso? Serei eu que estou com dificuldades cognitivas?!

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Degenerando

por Rui Rocha, em 08.01.14

Juan Belmonte foi um dos nomes maiores da tauromaquia. Para além de ter imposto, nas primeiras décadas do século passado, um estilo de toureio que rompeu com os cânones da lide de então, ficou conhecido por ser um leitor entusiasta, tendo entre os seus autores preferidos Stendhal e Doistoievsky. Para além de dominar a arte do temple na arena, tinha também um refinado sentido de humor. Certo dia, Valle-Inclán, figura maior da literatura espanhola, entusiasmado com determinada actuação, ter-lhe-á dito que para ser considerado o maior de todos os tempos só faltaria morrer na praça. Ao que Belmonte terá respondido, templando cada palavra: far-se-á o que for possível, Don Ramón. Num outro episódio, Belmonte, acompanhado de um amigo, assistia a uma corrida de touros com fins de beneficência. A presidir ao evento encontrava-se o Governador Civil daquelas paragens. A certa altura, este terá localizado Belmonte entre o público e foi ao seu encontro, ali o submetendo a uma calorosíssima recepção. Passados longos minutos, e tendo o Governador Civil finalmente regressado ao palanque presidencial, o amigo interpelou-o: Don Juan, e de onde vieram tais conhecimentos? Belmonte terá explicado que, em tempos, o agora frondoso Governador Civil, tinha sido seu bandarilheiro. O amigo, algo céptico, insistiu: e como é, D. Juan, que alguém que foi um simples bandarilheiro chegou a Governador Civil? Não foi preciso outro pretexto para Belmonte desferir uma das suas mais célebres estocadas: degenerando, caríssimo companheiro, degenerando. É nesta monumental faena de Belmonte que não posso deixar de pensar perante o triste espectáculo a que temos assistido a propósito da morte de Eusébio. A começar nas intervenções de Assunção Esteves, passando pelas declarações de Mário Soares e acabando na desconchavada colagem de José Sócrates à figura do futebolista, temos tido episódios maus de mais. Como terá esta gentinha chegado, em diferentes momentos, aos mais altos cargos da Nação? Confesso que só me ocorre a explicação de Belmonte. Degenerando, caríssimos companheiros. Degenerando.

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O mecenato no Parlamento.

por Luís Menezes Leitão, em 07.01.14

 

Já tinha achado ridículas as declarações de Assunção Esteves sobre os custos da trasladação de Eusébio para o Panteão, e a preocupação com o facto de eles serem suportados pelo orçamento do Parlamento, a que o Pedro faz referência mais abaixo. Mas fui ver aqui com mais detalhe o conteúdo das declarações. Parece que «Assunção Esteves sugeriu uma "partilha de custos", ao abrigo de "uma espécie de mecenato", que em Portugal ainda não está suficientemente desenvolvido, admitindo que o processo não seja suportado pelo parlamento, mas por "um grupo de cidadãos ou uma associação"». Isto quase parece um pedido para que seja um grupo de benfiquistas ou o próprio Benfica a suportar os custos da trasladação de Eusébio para o Panteão, assumindo-se assim o clube como mecenas do Parlamento. E diz-se que esta "espécie de mecenato" ainda não está suficientemente desenvolvida em Portugal, mas que "em termos de crise, é uma cultura que também temos de começar a explorar". Não sei quais são os países do mundo em que o Parlamento aceita ter mecenas privados, mas não devem ser exemplos a seguir. Já sabia que vivíamos num país falido, mas esperava que as nossas instituições tivessem um pouco mais de sentido de Estado. 

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De mal a pior

por Pedro Correia, em 07.01.14

A presidente da Assembleia da República não acerta uma. Já era despropósito suficiente aceitar pronunciar-se sobre a possível trasladação dos restos mortais de Eusébio para o Panteão Nacional no próprio local onde decorria o velório. Pior foi falar em dinheiro numa situação destas, com uma chocante falta de sensibilidade, invocando os "custos muito elevados" dessa trasladação. E esteve ainda pior quando desceu ao concreto, aludindo às "centenas de milhares de euros" que isso acarretaria aos cofres do Parlamento - tudo isto antes de se realizar o funeral de Eusébio para o cemitério do Lumiar. No fim, o seu gabinete viu-se forçado a clarificar a questão num comunicado em que já se menciona uma quantia bem menor: 50 mil euros.

O que nos reconduz ao princípio: Assunção Esteves nunca devia ter falado como falou, no local onde falou, nas circunstâncias em que falou. E sobretudo nunca devia ter falado do que não sabe. Ao menos para evitar ser desmentida pelo seu próprio gabinete.

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"O meu medo é o do inconseguimento, em muitos planos: o do inconseguimento de não ter possibilidade de fazer no Parlamento as reformas que quero fazer, de as fazer todas, algumas estão no caminho; o inconseguimento de eu estar num centro de decisão fundamental a que possa corresponder uma espécie de nível social frustacional derivado da crise."  Assunção Esteves.

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Não citarás Beauvoir em vão

por Rui Rocha, em 27.07.13

Cécile Kyenge, ministra italiana da Imigração, tem sido alvo dos actos mais abjectos. Há dias, Roberto Calderoli, vice-presidente do Senado, chamou-lhe orangotango. Na passada sexta-feira, atiraram-lhe bananas. Estes actos definem, naturalmente, apenas e só quem os pratica. A barbárie vem à superfície, desta vez, por Cécile Kyenge ser negra. A ministra da Integração poderia ter respondido, por exemplo, citando Simone de Beauvoir: não podemos deixar que os nossos carrascos nos criem maus hábitos. Poderia e teria razão para isso. Todavia, Cécile Kyenge preferiu outro caminho. A citação seria um mero recurso retórico. Cécile meteu o discurso na realidade: com tantas pessoas a morrer de fome por causa da crise é triste desperdiçar comida assim. O sentido democrático e a maturidade cívica também são isto. O desapego de si, da sua posição formal como ministra e a sensibilidade que permite pensar em terceiros mesmo sob fogo cerrado. Acossada, não se defendeu a si própria, mas remeteu para o sofrimento de outros, ridicularizando assim, ainda mais, o gesto obsceno dos que a pretendiam ofender. Na resposta, Cécile foi simplesmente Cécile. Trata-se, obviamente, de uma chapada de luva negra que estalou na face dos energúmenos. Mas é, também, um exemplo para quem, a uns milhares de quilómetros de distância, ainda há umas poucas semanas, com altivez, desvio corporativo e insuflado sentido da própria honra, citou Beauvoir para chamar carrascos, de forma absolutamente desproporcionada, aos cidadãos que se manifestaram nas galerias da casa que se diz ser a da nossa democracia.

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Sugestão à Presidente da Assembleia da República.

por Luís Menezes Leitão, em 11.07.13

 

Nunca proponha encerrar o Parlamento aos visitantes. Não volte a citar Simone de Beauvoir nem chame carrascos a manifestantes. Se quer mostrar erudição cite antes Mirabeau: "Ide dizer ao vosso senhor que nós estamos aqui pela vontade do Povo, e que não sairemos senão pela força das baionetas".

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Há limites

por Helena Sacadura Cabral, em 13.08.12


Hoje interrompo o tempo de férias porque quero fazer eco da minha indignação. 

Todos temos direito à privacidade, mesmo que ocupemos lugares públicos. E o direito à imagem é inalienável nesse campo.

Ora numa notícia publicada no Diário de Notícias, no dia 9 de Agosto - de que só ontem tive conhecimento -,  que tem por título "Assunção Esteves descansa em biquíni na praia", a Presidente da Assembleia da República é "apanhada" em várias fotos suas, em traje de banho de duas peças, naquilo que considero uma intromissão na esfera da sua vida privada. O texto da notícia é também passível de insídia, mas já nem falo nisso. Apenas lamento a falta de qualidade.

Não conheço pessoalmente Assunção Esteves. Sei quem é e, pela notícia, verifico que estava no pleno uso das suas férias. Portanto, com os direitos que daí lhe advêm. E sem estar a conceder qualquer entrevista que justificasse o abuso jornalístico.

O que pretendeu, então o jornal? Menorizar a segunda figura da nação? Menorizar a mulher que desempenha essa função? Insidiar algo? O quê?!

Eu sei que estamos na silly season. Mas até neste campo há limites à parvoeira nacional, sobretudo em jornais cujo passado nos faz pensar que continuam a merecer o nosso respeito. Lamentável! 

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