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Quantos anos tenho?

por Helena Sacadura Cabral, em 09.12.17

Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.

Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança.
Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada. E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia.
Quantos anos tenho? Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas…
Valem muito mais que isso.
O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta?!
O que importa é a idade que sinto.
Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos.
Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.
Quantos anos tenho? Isso a quem importa?
Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto.
 
Estas foram as palavras de José Saramago que hoje me apeteceu tornar minhas no dia do meu aniversário. É assim que eu me sinto!

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DELITO: oito anos de vida

por Pedro Correia, em 05.01.17

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O DELITO DE OPINIÃO nasceu a 5 de Janeiro de 2009. Faz hoje oito anos. Assumindo-se como "um blogue apostado na reflexão e na análise dos mais diversos temas relacionados com a actualidade, sem receio de exprimir convicções claras e fortes, nem de confrontar opiniões numa sociedade onde se regista um défice permanente de debate".

 

Continuamos como no primeiro dia: uma equipa plural, irreverente, solidária, robustecida por laços de cumplicidade que transcendem convicções ideológicas e opiniões políticas.

Continuamos atentos ao que se passa em Portugal e no estrangeiro. E atentos também aos nossos colegas: não passou um só dia sem citarmos outros títulos da blogosfera em rubricas permanentes como o Blogue da Semana ou a Ligação Directa (esta já com 933 entradas, cada uma alusiva a um blogue diferente).

Aqui trazemos também todos os dias - sem falhar, há quase quatro anos - uma sugestão literária. E trouxemos ainda 223 convidados especiais, numa iniciativa inédita que se prolongou por mais de um ano: cada um escreveu sobre o que quis, sem condicionamentos de qualquer espécie. Como se fossem qualquer de nós.

 

Alguns que formam hoje esta equipa tão heterogénea e diversificada chegaram como comentadores e não tardaram a integrar o elenco de autores, confirmando a nossa perspectiva inicial de que um blogue é uma espécie de edifício em permanente construção. Este carácter de perpétua infinitude, longe de ser um sintoma de fragilidade, é um sinal de robustez.

Porque um projecto destes só vale a pena se for assim: uma forma de criar elos com outros, pensem como nós ou pensem de modo diferente.

Elo - essa palavra tão portuguesa e simultaneamente tão universal. Três letras capazes de abraçar o mundo.

 

O nosso gosto de comunicar mantém-se incólume, a vontade de prosseguir é maior que nunca.

Creio falar em nome de todos os meus colegas ao fazer um balanço dos oito anos entretanto decorridos com esta frase singela e sincera: valeu a pena.

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A nossa Helena faz anos!

por Patrícia Reis, em 07.12.16

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Parabéns, Pedro Correia

por Rui Rocha, em 03.06.16

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Sete anos depois

por Pedro Correia, em 05.01.16

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O DELITO DE OPINIÃO nasceu faz hoje sete anos. Assumindo-se como "um blogue apostado na reflexão e na análise dos mais diversos temas relacionados com a actualidade, sem receio de exprimir convicções claras e fortes, nem de confrontar opiniões numa sociedade onde se regista um défice permanente de debate".

Continuamos como no primeiro dia: uma equipa plural, irreverente, solidária, robustecida por laços de cumplicidade que transcendem convicções ideológicas e opiniões políticas. Continuamos atentos ao que se passa em Portugal e no estrangeiro. E atentos também aos nossos colegas: não passou um só dia sem citarmos outros títulos da blogosfera em rubricas permanentes como o Blogue da Semana ou a Ligação Directa (esta já com quase 900 entradas, cada uma alusiva a um blogue diferente). Aqui trouxemos também 223 convidados especiais, numa iniciativa que se prolongou por mais de um ano: cada um escreveu sobre o que quis, sem condicionamentos de qualquer espécie. Como se fossem qualquer de nós.

Alguns que formam hoje esta equipa tão heterogénea e diversificada chegaram como comentadores e não tardaram a integrar o elenco de autores, confirmando a nossa perspectiva inicial de que um blogue é uma espécie de edifício em permanente construção. Este carácter de perpétua infinitude, longe de ser um sintoma de fragilidade, é um sinal de robustez.

Logo no primeiro dia, recebemos por cá o incentivo de vários colegas que permanecem activos nestas lides ou pontificam nas redes sociais - colegas como a Joana Lopes, o João Severino, o João Távora, o Joaquim Carlos, o Luís Novaes Tito, o Paulo Ferreira e o Rui Bebiano, entre vários outros, a quem dirijo saudações muito especiais. Todas as palavras amigas que fomos recebendo nos calaram fundo, mas estas primeiras mensagens dirigidas a um blogue que mal saíra da casca para gatinhar os primeiros metros de uma longa viagem tornaram-se particularmente inesquecíveis.

Porque um projecto destes só vale a pena se for assim: uma forma de criar elos com outros, pensem como nós ou pensem de modo diferente.

Elo - essa palavra tão portuguesa e simultaneamente tão universal. Três letras capazes de abraçar o mundo.

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Eh, what's not up, wabbit?

por José António Abreu, em 28.07.15

Surgido pela primeira no dia 27 de Julho de 1940, em The Wild Hare, do genial Tex Avery, com uma aparência ainda longe daquela com que ficaria mais conhecido mas já com voz (e sotaque nova-iorquino) do polifónico Mel Blanc, Bugs Bunny fez ontem 75 anos. Mordaz, senhor do seu nariz e da sua cenoura, raramente vencido, é um dos meus heróis desde a época dos programas televisivos de Vasco Granja. O tempo, contudo, trouxe-me uma perplexidade: para coelho, e apesar de um outro flirt ao longo da carreira, Bugs interessou-se surpreendentemente pouco pelo sexo oposto (admita-se: existem humanos, lá pela Califórnia e noutros sítios, com maior fixação em coelhinhas do que ele) e deixou pouquíssima descendência.

 

Adenda: A última vez que Mel Blanc lhe cedeu a voz foi em 1988, no filme da Disney Quem Tramou Roger Rabbit?, realizado por Robert Zemeckis. De modo a permitir o uso de Bugs, a Warner exigiu que ele estivesse no ecrã pelo menos tanto tempo como o rato Mickey. Zemeckis foi mais longe. Não somente lhes concedeu o mesmo tempo de exposição (enfim, tudo cronometrado, Mickey deve ganhar por quase um segundo) como os fez partilhar a mesma cena. Nela, Bugs e Mickey caem lado a lado de pára-quedas, fornecendo a Eddie Valiant - excelente Bob Hoskins - um «sobresselente» que não constitui grande ajuda. O que salva Valiant (como tantos homens) é a paixão de uma mulher.

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Parabéns Francisca!

por Patrícia Reis, em 20.05.15

 

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Os filmes da minha vida (48)

por Pedro Correia, em 26.04.15

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Kay Adams (Diane Keaton) e Michael Corleone (Al Pacino) em O Padrinho (1972)

 

O MITO É O NADA QUE É TUDO:

NOS 75 ANOS DE AL PACINO

É uma das cenas mais inesquecíveis do cinema - do tempo em que o cinema ainda não havia sido destronado, como forma de expressão artística, pela excelente televisão dos nossos dias.

Ele e ela estão sentados a uma mesa. Ele acaba de vir da guerra, aparece de uniforme a conferir-lhe dimensão de herói: é Michael Corleone (Al Pacino). Ela, naquela hora irrepetível do esplendor na relva, é a noiva dele, Kay Adams (Diane Keaton).

Percebemos que o diálogo que travam terá consequências irreparáveis na vida de ambos.

 

Ela, com o sexto sentido a alertá-la para um final infeliz, despeja-lhe todo um cardápio de dúvidas - visando-o menos a ele do que ao poderoso clã familiar no qual está prestes a entrar como esposa e nora, consciente de que dará um passo do qual talvez venha a arrepender-se para sempre.

Ele, com um sopro de inocência insuflado no olhar, procura atenuar-lhe os receios com todos os recursos estilísticos de que a eloquência masculina é capaz perante uma mulher apaixonada. Assegura-lhe ser diferente dos restantes Corleones. Ilude-a ao proclamar que não foi em vão que combateu pela pátria, como o mais decente dos cidadãos faria. Faz-lhe promessas que não tardarão a ser quebradas, cumprindo um ritual atávico da velha Sicília que lhe sulca os genes.

O destino irá desmentir-lhe as palavras com precário prazo de validade, sinceras apenas no momento preciso em que são pronunciadas. Mas Kay acredita nelas. E todos nós, que assistimos àquele diálogo como testemunhas privilegiadas, acreditamos igualmente nelas. Porque a mentira em arte é verdade também.

Haja o que houver, aconteça o que acontecer, jamais esqueceremos aquele último lampejo de inocência no olhar de Michael Corleone no primeiro tomo da trilogia d' O Padrinho, realizada por Francis Ford Coppola. Um filme que vale por uma sinfonia de Beethoven, uma partitura de Brahms, um drama de Ibsen, uma tela de Goya. Do tempo em que o cinema não se envergonhava de ser arte.

 

Al Pacino é um dos raros actores que conferem genialidade interpretativa a um simples olhar. Já era assim em 1972, quando pela primeira vez deu vida e voz à figura de Michael Corleone. Sem esgares, sem truques histriónicos, sem gestos desmesurados. Aproveitando cada pausa, cada silêncio, cada momento aparentemente morto para melhor compor a personagem. Como é próprio de um grande intérprete.

E continua assim aos 75 anos, cumpridos ontem. A trabalhar. Porque um verdadeiro actor nunca se reforma. Porque um verdadeiro actor sabe melhor que ninguém como são autênticos, na pele e na carne, aqueles imortais versos de Pessoa: "O mito é o nada que é tudo".

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Parabéns André!

por Patrícia Reis, em 29.03.15

 

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Parabéns Ana Lima!

por Patrícia Reis, em 19.03.15

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Parabéns Rui Hebron!

por Patrícia Reis, em 16.03.15

 

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Parabéns Rui Rocha!

por Patrícia Reis, em 13.03.15

 

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Parabéns Marta!

por Patrícia Reis, em 01.03.15

 

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Seis anos

por Pedro Correia, em 05.01.15

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O DELITO DE OPINIÃO festeja hoje o sexto aniversário. Continuando a ser, como sucedeu logo a partir das primeiras semanas, um dos blogues com maior audiência em Portugal.

Os números dizem tudo: nos últimos seis meses recebemos 380.386 visitas e registámos 650.039 visualizações (mais de cem mil por mês). Números que contradizem alguns arautos que já se apressaram a decretar a morte da blogosfera.

Por mim, deixo já aqui o vaticínio de que em 2015 - um ano de grandes mudanças em perspectiva, a vários níveis - não só manteremos esta vasta audiência como vamos ampliá-la.

Sem nunca perder de vista os nossos objectivos, traçados no primeiro dia. Parece que foi ontem e já passaram seis anos.

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Parabéns a João Sousa André, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 15.12.14

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No dia em que Manoel de Oliveira festeja 106 anos

por Pedro Correia, em 11.12.14

 

O melhor filme português de sempre

 

Durante muito tempo, quando fazia a mim próprio a pergunta sobre qual seria o melhor filme português de sempre, hesitava na resposta.

Podia ser A Canção de Lisboa (1933), extraordinária comédia 'à portuguesa', como muito mais tarde se convencionou chamar -, prodígio de escrita cinematográfica, ímpar entre nós, com um trio de actores em estado de graça e uma agilíssima realização do arquitecto Cottinelli Telmo. Beatriz Costa, Vasco Santana e António Silva ainda hoje, tantas décadas depois, provocam gargalhadas no espectador com os seus diálogos saídos da inspiração de Chianca de Garcia e José Gomes Ferreira. É um filme cheio de momentos antológicos, como o da ida do falso veterinário Vasquinho ao jardim zoológico e a sua frase "Chapéus há muitos".

Podia ser O Pai Tirano (1941), outro filme único na nossa cinematografia - prova evidente de que o seu realizador, António Lopes Ribeiro, era não só um produtor de rasgo e um divulgador de mérito mas também um cineasta capaz de assinar um trabalho que transcendeu a sua época. Como Jean Renoir faria muito mais tarde em A Comédia e a Vida, aqui também o cinema e o teatro se enlaçam na banal existência quotidiana, gerando de caminho um singular retrato de um certo Portugal desses anos em que a guerra assolava o mundo. É um filme cheio de segundas intenções, começando pelo próprio título, e também percorrido por momentos antológicos protagonizados por excelentes actores, como Ribeirinho, Teresa Gomes, de novo Vasco Santana e uma fugaz diva do cinema português chamada Leonor Maia que passaria a ser conhecida por Tatão, o nome da sua personagem em O Pai Tirano. Haverá maior enlace entre a comédia e a vida?

 

Mas além destes dois houve sempre outro. Um filme que vi na altura apropriada, ainda criança. Porque é de crianças que trata. E não me lembro de mais nenhum produzido antes dele, em Portugal ou qualquer outra paragem, que soubesse tratar o mundo infantil de forma tão sensível e tão credível. Desde os instantes iniciais, com aquele inesquecivel pré-genérico que culminava no súbito aparecimento de um comboio em grande velocidade e um grito de horror. Falo de Aniki-Bóbó (1942): nada sabia do nome do realizador nem daquelas informações adicionais que fui acumulando sobre esta primeira longa-metragem de Manoel de Oliveira, produzida por Lopes Ribeiro. Mas impressionou-me como nenhuma outra, naquela época, esta história de uns meninos humildes na Ribeira do Porto que poderia servir de metáfora à condição humana. Adorei a personagem da menina Teresinha, aqueles cenários naturais que prenunciavam o fabuloso neo-realismo italiano e aquela pronúncia genuína e autêntica dos actores, nenhum deles profissional excepto Nascimento Fernandes.

(Sublinho o papel do sotaque porque é um pormenor técnico totalmente descurado nos filmes portugueses contemporâneos: hoje todos falam da mesma maneira nas longas-metragens, independentemente do lugar onde nasceram ou onde residem as personagens. Infelizmente a pronúncia do Norte quase desapareceu do cinema nacional.)

 

Pormenor interessante: Oliveira, que seria depois considerado o mais artificial dos nossos cineastas, assinou aqui aquele que seria durante muito tempo um dos filmes portugueses rodados em atmosfera mais real. Um pouco à semelhança de um Picasso, que subverteu as formas depois de mostrar ao mundo que sabia reproduzi-las com mestria clássica.

São poucos os filmes pelos quais nos apaixonamos e que conseguimos admirar em simultâneo. Aniki-Bóbó é um deles. Cada vez que o revejo vou consolidando a mnha convicção de que se trata do melhor filme português de todos os tempos.

Não sou o único a pensar assim: a Sight & Sound, uma das mais prestigiadas publicações sobre cinema à escala mundial, elaborou há uns anos a lista das 500 melhores películas de sempre. Só há uma portuguesa. Qual? Aniki-Bóbó.

Texto reeditado

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Parabéns Helena Sacadura Cabral, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 08.12.14

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Parabéns a Adolfo Mesquita Nunes, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 29.11.14

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Parabéns a José Gomes André, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 18.11.14

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Parabéns a Teresa Ribeiro, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 16.11.14

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Parabéns a Ivone Mendes da Silva, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 01.11.14

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Parabéns a Luís Menezes Leitão, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 10.10.14

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Parabéns a Ana Cláudia Vicente, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 26.09.14

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Bella per sempre

por Pedro Correia, em 20.09.14

 

Icona della bellezza italiana nel mondo, allora come oggi. Il tempo non conta, tanti auguri Sofia.

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Parabéns a Gui Abreu de Lima, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 11.09.14

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Parabéns a Ana Margarida Craveiro, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 08.09.14

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Parabéns José Bandeira, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 05.09.14

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Parabéns a Laura Ramos, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 14.07.14

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Parabéns a Fernando Sousa, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 02.07.14

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Parabéns a José Maria Pimentel, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 25.06.14

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Setenta anos depois!

por Helena Sacadura Cabral, em 18.06.14

Setenta anos e muitas vidas depois, como diz hoje o Paulo Abreu Lima, no seu blogue - http://assimterraceu.blogspot.pt/ - Chico Buarque está cá para nos mostrar como se pode continuar a encantar com esta belíssima idade. Há até quem se descubra nela...

Sabem? Considero que ele é, agora, muito mais "apetecível" - desculpem, mas não encontro, no nosso vocabulário, outra expressão mais fiel para o qualificar - do que há meio século, quando nos começou a enfeitiçar!

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Parabéns a João Campos, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 14.06.14

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Parabéns a Leonor Barros, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 14.06.14

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Parabéns a Pedro Correia, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 03.06.14

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Parabéns a André Couto, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 29.03.14

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Parabéns a Ana Lima, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 19.03.14

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Parabéns a Rui Rocha, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 13.03.14

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Parabéns à nossa Marta Spínola

por Patrícia Reis, em 01.03.14

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Parabéns à nossa Ana Vidal, com beijos nossos

por Patrícia Reis, em 11.02.14

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Postal de aniversário

por Pedro Correia, em 05.01.14

 

Ao nosso leitor José Sejeiro

 

Num blogue onde até hoje já foram publicados quase 200 mil comentários, é natural que muitos tenham marcado cada um de nós. A mim nenhum marcou tanto como um texto de poucas linhas, inscrito já não sei em que caixa de comentários, da autoria de uma criança ainda, ou de uma pré-adolescente, que só aqui apareceu uma vez.

Dizia essa pequena mensagem que o bisavô da menina, por irreparáveis dificuldades de visão, já não podia comentar mais aquilo que por cá ia sendo escrito. Limitar-se-ia a escutar se alguém lesse para ele, designadamente esta bisneta. Mesmo assim, não queria -- ao menos por esta via -- deixar-nos uma última palavra de incentivo e saudação.

Recordo sempre este textinho, que tanto me comoveu, como expressão evidente daquilo que ainda há dias aqui mencionei como um dos principais atributos da blogosfera, que tantos vêm condenando antecipadamente ao ostracismo: é um poderoso exercício contra a solidão. Porque aqui se comunica, aqui se forjam elos, aqui se estabelecem amizades até com quem pensa de maneira muito diferente da nossa, aqui adquirimos a certeza de que estamos menos isolados. Contra a iniquidade, contra a depressão, contra o devastador silêncio que alastra como um cancro nas sociedades contemporâneas, onde demasiada gente não consegue ouvir mais do que o eco enfraquecido da própria voz.

 

Aquele senhor, bisavô da menina que nos escreveu, foi uma presença constante das nossas caixas de comentários nos primeiros dois anos de existência do DELITO DE OPINIÃO. Assinava José Sejeiro (ou José Sejeiro Velho, num saudável assomo de auto-ironia) e aos poucos ia-nos contando algo de si: vivia num daqueles estabelecimentos que se convencionou chamar de "lar da terceira idade", evitava consumir as energias que lhe sobravam a falar exclusivamente de doenças com quem o rodeava e aprendeu a utilizar o computador para continuar a rasgar horizontes apesar da sua precária condição física. Uma das suas mensagens chegou a ser eleita comentário da semana -- rubrica que é um dos mais persistentes traços de originalidade deste blogue -- e vários de nós travámos com ele estimulantes e saborosos diálogos.

Nunca mais aqui houve notícia de José Sejeiro. Mas o registo das apreciações que nos deixou permanece, inapagável. Como memória viva de um momento irrepetível do DELITO, que hoje festeja cinco anos de existência fiel ao mote aqui traçado no primeiro texto do primeiro dia: este é um blogue "aberto a comentários, que pretende acolher e estimular, na convicção de que a interactividade com os leitores é indissociável deste meio de comunicação".

 

Não sei se o senhor que assinava José Sejeiro Velho -- alguém que nunca cheguei a conhecer pessoalmente -- se encontra ainda connosco. Gosto de imaginar que sim, e que a bisneta lhe continua a ler textos nossos. Mas, esteja onde estiver, é a ele que dedico este postal de aniversário. Fazendo questão de acentuar que o DELITO DE OPINIÃO prosseguirá a sua trajectória, já documentada em 22.550 textos de quatro dezenas de autores.

Continuaremos. Mesmo que alguns, sempre prontos a renegar a moda de anteontem para aderirem à moda que renegarão depois de amanhã, insistam em proclamar que os blogues já eram, que não adianta remar contra a maré, que isto de procurar escrever prosas que ultrapassem os 140 caracteres é coisa do passado.

 

Há dias prestei aqui homenagem a 242 resistentes do bloguismo que fui lendo em 2013, com maior ou menor regularidade. Chega agora a vez de prestar também homenagem aos restantes, muitas vezes sem nome próprio, muitas vezes sem outra voz. Refiro-me aos nossos leitores, aos que chegam cá e nos deixam uma palavra de crítica ou elogio nas caixas de comentários.

A todos eles, que simbolizo naquele senhor que só deixou de nos ler quando deixou de ver, endereço hoje uma calorosa palavra de gratidão.

Estes cinco anos passaram num instante. Mas temos muito mais a dizer. E aqui continuaremos, ao encontro de novos e velhos leitores, sabendo resistir a caprichos da moda e a ventos adversos.

Combatendo o silêncio, mesmo quando surge mascarado de palavras. Fazendo deste blogue um exercício contínuo de resistência. Contra a apatia e a solidão.

 

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Parabéns João!

por Patrícia Reis, em 15.12.13

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Para a Patrícia

por Teresa Ribeiro, em 12.12.13

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Parabéns Helena!

por Patrícia Reis, em 07.12.13

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Parabéns Adolfo!

por Patrícia Reis, em 29.11.13

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Parabéns José!

por Patrícia Reis, em 18.11.13

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Parabéns Teresa!

por Patrícia Reis, em 16.11.13

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Parabéns Ivone!

por Patrícia Reis, em 01.11.13

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Parabéns Luís!

por Patrícia Reis, em 10.10.13

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