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Quem diria que um tipo se pode meter em tais trabalhos só por emprestar dinheiro a um amigo?

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Banco de Fomento

por Sérgio de Almeida Correia, em 06.10.15

Não é bonito quando os nossos amigos desconfiam das nossas intenções

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Da importância de ser amizade

por Patrícia Reis, em 21.07.14

A melhor forma de amor é a amizade, é quase banal dizer ou escrever, mas talvez não seja tanto assim.

Quantas vezes pensamos nós nos amigos? Quantas vezes telefonamos para saber deles e não contar a nossa vidinha?

Quantas vezes é que somos mesmo amigos: sentados à mesa, a partilhar uma refeição, a rir, perdidos no tempo, sem noção das horas, petiscando pedaços de pão (ou, muito melhor, pedras de Santiago)?

Este sábado, com o miúdo-quase-homem, uma amiga e apenas nós, o meu marido e eu, corremos tudo: política, sexualidade, direitos e deveres, histórias mal contadas, acontecimentos de vida marcantes.

E, quando a nossa amiga falou da avó Joana, os olhos ficaram do tom mais profundo do mar e o nosso coração encolheu, viemos à superfície e sobrevivemos na conversa. Por amor. Por amizade. Por estarmos todos com os telemóveis desligados. Sem preocupações de monta. Das oito da noite até quase às quatro conversámos.

Caramba, uma conversa é tão importante!

E tudo foi recíproco. Nada foi dito a medo, com formalidade.

Quando é assim, posso garantir, é um privilégio.

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Campeão

por Patrícia Reis, em 20.04.14

Sabes, não gosto de futebol. Pouco importa. Fico contente porque o teu Benfica é campeão.

Tu ficarias. Feliz e com a cara cheia de uma comoção contida.

Tu eras um homem contido e bom.

Quando a tua equipa entrou em campo, nós reunimo-nos na igreja dos Salesianos, celebrámos a Páscoa e os sete dias da tua morte.

Por fim, a tua mulher chorou.

Como águias, os teus filhos, ali perto da mãe.

A tua mãe, o teu pai, a tua irmã, o teu irmão, os teus sobrinhos e o resto da família e amigos, todos alinhados numa dor que não conheciam antes. E eu com eles, a querer chorar mais um pouco e sem ser possível.

Li o texto que escrevi e, prometo, não gozei, não disse nenhum disparate de maior e tão-pouco proferi o tal palavrão que me alivia as horas mais difíceis.

Deves ter achado que estava muito séria, o meu coração do tamanho de uma ervilha e ainda as palavras da Paula

 

Eu estava à janela e vi-o a jogar futebol com uns amigos. Não o conhecia, mas era urgente conhecer. Foi amor à primeira vista.

 

E foram trinta anos de cumplicidades, eu sei.

Não devias ter ido tão cedo, sabes?

Ninguém queria o teu sofrimento, é evidente, e a morte pode ser alívio. Mas hoje, com sessenta e cinco mil pessoas na Luz a festejar um jogo que eu não entendo, só consigo imaginar-te numa nuvem a sorrir e a brindar.

Estejas onde estiveres, peço-te, não faças maratonas de playstation, ok?

Pronto. Vai lá celebrar e toma conta dos teus e de mim enquanto aí estás.

Um beijo grande daqui para aí.

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voltar sem nunca ter partido

por Sérgio de Almeida Correia, em 08.11.13

Estou de volta, João. Vê lá como as coisas são. Tão livre como quando te telefonei. E com os amigos de sempre.

Penso que ficarias satisfeito por sabê-lo. A vida trocou-nos as voltas, a ti e a mim, mas não as amizades. E a liberdade está onde sempre esteve: em nós. Vê lá como as coisas são.

E sabes que mais? Só os tontos não voltam aos locais onde foram felizes, ao convívio com os seus. Só os tontos não recuperam a alegria. O Pavese era um tonto.

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