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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 06.10.14

 

 

 Uma Noite em Casa de Amália, de Filipe La Féria

Teatro

(edição Chiado Editora, 2013)

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Amália, Estrela, Inês

por Pedro Correia, em 23.06.09

 

A Maria Inês de Almeida estava muito satisfeita - e tinha bons motivos para isso. A sessão de lançamento do seu livro sobre Amália Rodrigues - quando a obra já vai na segunda edição - foi um sucesso. Sei do que falo: acabo de vir de lá. Sala cheia, no último piso do Corte Inglês, em Lisboa, para esta apresentação da obra, a cargo de Herman José, que lembrou vários episódios da vida de Amália com o bom humor que lhe conhecemos. Lá vi gente da política, como Miguel Relvas e Nogueira Leite. E do jornalismo, como Bessa Tavares e Ribeiro Cardoso. E do espectáculo, como Jorge Fernando (que foi guitarrista de Amália), Júlio César e a bela Ana Moura. E, claro, também gente da blogosfera, como o Duarte Calvão, o Nuno Ramos de Almeida e as nossas Cristina Ferreira de Almeida e Teresa Ribeiro. O Corta-Fitas, onde a Maria Inês milita, compareceu em peso (Francisco Almeida Leite, Luís Naves, Nilton...). Manuel Fonseca, o editor da Guerra & Paz, tem motivos para estar satisfeito: Os Meus 30 Anos com Amália, relatos de Estrela Carvas (que foi secretária da diva do fado) passados à escrita pela Maria Inês, reúne todos os ingredientes para ser um sucesso. Convém sublinhar que Amália Rodrigues morreu há quase dez anos - assinalam-se a 6 de Outubro. Como o tempo passa...

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A reboque

por Ana Vidal, em 17.05.09

 

Já disse aqui o que penso desta coisa que apareceu este ano, chamada Projecto Amália Hoje. Não vou repetir-me. Mas hoje vi os meninos do "projecto" em palco - nos Globos de Ouro da SIC - cheios de uma importância que nunca terão, embandeirando em arco numa homenagem à sua musa. Ou, mais exactamente, àquela que lhes vai permitir, a reboque do seu nome, vender muitos discos e cassetes piratas.

 

Engoli em seco e sustive a respiração, à espera de que aquilo acabasse. Findo o suplício, ainda abananada mas já quase refeita da agressão, veio o golpe de misericórdia na voz da bela Bárbara. Exibindo o seu mais hollywoodesco sorriso, comovida, brindou a plateia com esta espantosa frase:

 

"São momentos destes que levam Amália para a intemporalidade."

 

Tirem-me daqui.

 

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Amália Ontem

por Ana Vidal, em 07.05.09

 

Acabei de ouvir uma coisa que dá pelo nome pomposo de "Amália Hoje", e fiquei siderada. Não consigo chamar-lhe outra coisa que não seja uma "coisa". É tão mau que dói. Os melhores temas de Amália (a de ontem, a de sempre) são barbaramente assassinados por um trio modernaço, que ainda por cima tem o topete de dizer, no comunicado de apresentação do cd, entre outras solenes enormidades: "(...) atrás das letras, do tom triste e melancólico, havia melodias, que queriam mais espaço que umas tristes duas guitarras". O resto é no mesmo tom altivo e pateta, além de profundamente desconhecedor do que significa Amália, o Fado e a guitarra portuguesa. Para esta gente, só a música pop tem valor.

 

Em "Foi Deus", agora travestido de pop, até a letra está adulterada, ou a vocalista enganou-se e achou que não valia a pena emendar. Canta: "E deus-me esta voz a mim"... Se por acaso é um trocadilho propositado, então, nem classifico.

 

Não me tomem por velho do Restelo: sou pelas fusões e experimentalismos na música, incluindo o Fado. E até penso que a Amália, que tanto inovou e provocou no seu tempo, acharia a maior graça a essas fusões.  Mas o mínimo que se exige é qualidade, palavra que não se aplica a esta "coisa". Ou se inova com qualidade ou é melhor estar quieto, e estes três não tiveram talento para ficar quietos. Só tiveram pretensiosismo e mau gosto. É pena. Resta-me esperar que o ruído deste gift envenenado não chegue ao Panteão.

 

Nota: Parece que não estou sozinha nesta tristeza. Aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, pelo menos, também não gostaram.

 

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