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O marketing é que dá sempre fruta

por Teresa Ribeiro, em 08.06.15

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É sempre mais fácil separar o trigo do joio com a ajuda de quem sabe. Esta notícia, que já tem uns dias, tinha-me passado despercebida e confirma uma velha desconfiança que eu tenho em relação à nossa simpática ministra da Agricultura, a de que é muito boa, sobretudo a fazer propaganda.

Como a Confederação Nacional de Agricultura sublinha, não basta dizer quanto se investe na agricultura, é preciso explicar como e depois apresentar resultados. Só os resultados validam as políticas, mas isso para efeitos de marketing não interessa nada.

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Libertar o futuro, mas pouco...

por Paulo Gorjão, em 25.02.10

Contradições inerentes à superficialidade com que atiram sound bites para o ar.

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Por falar em sobras

por João Carvalho, em 09.09.09

Yellow SubmarineO ainda ministro da Agricultura mostrou-se muito preocupado com a possibilidade de vitória da direita e o regresso do CDS-PP ao poder, por achar que, dos três anos em que Paulo Portas esteve no governo, só sobraram «a compra de submarinos e 60 ou 70 mil fotocópias». Jaime Silva esqueceu-se do restante material de guerra, mas não deixa de ter razão.

Já agora, por falar em sobras, o que é que sobra de positivo dos quatro anos e meio de Jaime Silva? Não é curiosidade: é só para que póssamos lembrar-nos dele por um bom motivo.

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Para que serve o ministro?

por João Carvalho, em 27.06.09

Bruxelas começa a abdicar, finalmente, da rigorosa calibragem de fruta e legumes que decidiu impor e tem feito cumprir há anos. Com o pretexto (difícil de entender) de harmonizar o tamanho, cor e forma de 36 produtos agrícolas, andámos todos a desperdiçar e a deitar fora, durante anos e anos, toneladas e toneladas de bens alimentares que não encaixavam na padronização imposta por eurocratas inventores de ideias: a fruta e os legumes enjeitados nem sequer para concentrados e sumos serviam.

Graças à iniciativa da actual comissária europeia para a Agricultura, 26 desses produtos limitam-se a ter de respeitar aquilo que é essencial: só precisam de ser saudáveis e de estar limpos, em condições seguras e higiénicas para o consumo. As medidas absurdas foram revogadas e a normalização simples e racional vai entrar agora em vigor, a 1 de Julho.

Porém, se a iniciativa parece pacífica, desenganem-se: só nove países aprovaram estas regras simplificadas; 16 votaram contra e Portugal foi um dos dois países que se abstiveram. Mais: o ministro da Agricultura que temos não só se absteve como até se queixa das alterações e diz que apenas não votou contra por não estarem abrangidos dez produtos.

Jaime Silva quer lá saber se há fome e se há desperdício de comida. Ele afirma que está «de acordo com o princípio», mas acha que esta liberalização devia ser gradual.

A verdade é que cada Estado-membro pode determinar as exigências que entender. Portanto, com o ministro que ainda temos, parece provável que o alcance real da entrada no mercado de produtos hortofrutículas não-calibrados seja fraco: a ASAE deixará de ser uma dor de cabeça para quem coloca no mercado, mas as regras das grandes superfícies que compram sem ver poderá ser dominante.

Cross-section and full view of a ripe tomatoNão se sabe o que Jaime Silva queria, ao defender a aceitação apenas gradual de bens alimentares não-padronizados, mas bons para comer. Com a nossa agricultura (e as pescas) abaixo de uma expressão razoável, também não se sabe por que temos de manter um ministro que não cumpre o padrão exigível. Nem um director-geral: qualquer chefe de secção servia para dar conta do recado.

Os pepinos que não forem firmes e hirtos, por exemplo, o ministro acha que só deviam aceitar-se devagarinho? Não se entende. Por estas e por outras é que já não há tomates como antigamente: andam todos luzidios, todos iguais, todos amaricados.

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