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A pergunta inútil de Agosto

por Pedro Correia, em 05.08.17

« Já foste de férias ou ainda não»

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A pergunta inútil de Agosto

por Pedro Correia, em 08.08.16

 

« Então essas férias »

 

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Agosto de 2015: os meus votos

por Pedro Correia, em 08.09.15

Figura nacional do mês

Maria de Belém Roseira  deixou bem claro, a 17 de Agosto, que concorrerá ao Palácio de Belém. Com uma declaração que não deixa lugar a dúvidas: «Apresentarei publicamente a minha candidatura após as eleições legislativas de 4 de Outubro.»

 

Figura internacional do mês

Sérgio Moro, o juiz de Curitiba que lidera as investigações do caso Lava-Jato que já conduziu à prisão diversas figuras dos meios políticos e empresariais, tem-se transformado num herói para milhões de brasileiros.

 

Facto nacional do mês

Polémica dos cartazes do PS: uma senhora lamentava estar "desempregada" há cinco anos" (quando Sócrates ainda governava). Outra dizia-se "desempregada desde 2012". Era tudo falso. E as próprias nem sabiam que tinham sido usadas na propaganda do partido. O facto levou à demissão do director da campanha socialista, Ascenso Simões.

 

Facto internacional do mês

Descoberta macabra numa auto-estrada austríaca, entre Neusiedl e Parndorf, a 27 de Agosto. Um camião vindo da Hungria transportava 71 refugiados mortos por asfixia: 59 homens, oito mulheres e quatro crianças (incluindo um bebé). Foi o episódio mais chocante, neste mês, do drama dos refugiados que têm afluído aos milhares à UE transportados por redes clandestinas. Três búlgaros e um afegão foram entretanto detidos, suspeitos deste crime.

 

Frase nacional do mês

«Bloco Central, só em condições extremas: uma ameaça de invasão de marcianos.» Assim falou António Costa numa entrevista ao semanário Sol, a 21 de Agosto, recusando liminarmente uma aliança pós-eleitoral com o PSD.

 

Frase internacional do mês

«Não pode haver tolerância para quem ponha em causa a dignidade alheia, não pode haver tolerância para quem não se dispõe a auxiliar os outros.» (Angela Merkel num vigoroso discurso contra a xenofobia pronunciado em Hidenau, na Saxónia, a 26 de Agosto)

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Como um longo e aborrecido Domingo

por Isabel Mouzinho, em 01.08.15

Agosto é o mês de que menos gosto. Associo-o sempre a suor e a calor em excesso, a moscas, a desleixo e a chungaria. O país vive a meio gás, semi-parado como num imenso intervalo, e tudo se centra no Algarve, que passa a ser o lugar a evitar nem que seja por sobrelotação, tal e qual  o metro à hora de ponta, ou perto disso.

Na verdade, tirando a nossa casa, quase todos os sítios são insuportáveis; até Lisboa, antigamente tranquila, preguiçosamente apetecível, muito mais silenciosa e quase vazia de gente e de trânsito é agora tão cosmopolita e turística que perdeu parte da graça e da sua habitual sonolência estival, o que pode fazer de um fim de tarde a olhar o Tejo um verdadeiro massacre, ou no mínimo a confusão garantida.

Tenho comigo esta espécie de desgosto que nem chega bem a sê-lo de, por força das circunstâncias, só poder estar de férias no mês que até para viajar é menos simpático que todos os outros. Nesta altura, nada como permanecer no sossego e na frescura do nosso espaço mais íntimo, ao sabor da vontade de cada momento. Há sempre o lado bom das longas manhãs de sono, de praia, ou de moleza, da chuva inesperada e do agradável cheiro da terra molhada que se lhe segue, das horas que parecem passar mais devagar e dar tempo para fazer tudo o que se quer.

Para mim, Agosto é acima de tudo tempo de arrumações, de balanços e de projectos, de descansar e de preparar a nova vida, que se anuncia para o final do Verão. E isto também são férias!

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As canções de Agosto

por Pedro Correia, em 31.07.15

Mais canções de Verão vêm aí no mês de Agosto. Com nomes tão diversos como Ray Charles, Van Morrison, Rosemary Clooney, Peter Gabriel, Deep Purple, Mariah Carey e Camarón de la Isla.

Como sempre, agradeço desde já as sugestões que queiram aqui deixar-me.

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Agosto: estação pateta?

por Pedro Correia, em 31.08.14

Estação pateta? Que estação pateta? Há quem goste de apresentar Agosto como o mês supremo da silly season.

Nada mais falso, como em 2014 voltou a comprovar-se.

 

Recapitulemos: decorre um conflito armado entre a Ucrânia e a Rússia por interpostos rebeldes separatistas, um autoproclamado Estado Islâmico promove massacres étnicos e religiosos no Iraque, África sobressalta-se com a epidemia do ébola e Eduardo Campos, candidato à presidência do Brasil, morre num acidente aéreo em plena campanha eleitoral. A imprensa, à escala mundial, deu destaque a tudo isto.

Nada a ver com silly season. Nada mesmo.

 

Mas este Agosto de 2014, repito, não constitui excepção. O oitavo mês do ano é, por tradição, uma época fértil em acontecimentos de máxima relevância. Foi em Agosto (de 1914) que começou a I Guerra Mundial. Foi também em Agosto (de 1939) que Moscovo e Berlim assinaram o pacto que esteve na origem directa da II Guerra Mundial.

Agosto, mês de luto e de lutas. As bombas atómicas destruiram Hiroxima e Nagasáqui neste mês (em 1945). A Revolução Cultural chinesa teve o arranque decisivo em Agosto (de 1966). Os tanques do Pacto de Varsóvia invadiram a Checoslováquia em Agosto (de 1968). E o início da violência no Ulster, em Belfast e Londonerry, ocorreu igualmente em Agosto (de 1969).

O primeiro governo pós-comunista na Polónia tomou posse neste mês, em 1989, exactamente quando o futuro Nobel da Paz Frederik de Klerk iniciava funções como presidente de uma África do Sul em acelerada transição para a era pós-apartheid. No ano seguinte, também em Agosto, Saddam Hussein invadia o Koweit. E Agosto de 1991 foi marcado por um súbito sobressalto em Moscovo: a tentativa frustrada de golpe para derrubar Gorbatchov.

Em 2008 houve uma guerra no Cáucaso entre a Rússia e a Geórgia, atentados terroristas no Xinjiang, os mais concorridos jogos olímpicos de sempre e um brutal acidente aéreo em Madrid com 154 mortos.

 

Houve mais – muito mais. Roosevelt e Churchill assinaram a Carta do Atlântico em Agosto de 1941. Um ano depois, no mesmo mês, o exército alemão chegava a Estalinegrado. Em Agosto de 1944, iniciou-se o heróico levantamento de Varsóvia. Agosto de 1961 ficou tristemente célebre pela edificação do Muro de Berlim. Também em Agosto, Richard Nixon abandonou a presidência dos Estados Unidos (1974), foi assinada a Acta de Helsínquia (1975), deu-se a rebelião negra no Soweto (1976), ocorreu a grande greve dos estaleiros de Gdansk que acelerou o fim do comunismo na Polónia (1980), foi assinado o acordo sino-britânico sobre o futuro de Hong Kong (1984).

Agosto foi o mês em que se tornaram independentes vários países. Alguns exemplos: Índia (1947), Chipre (1960), Jamaica (1962), Lituânia e Azerbaijão (1991). A concessão do direito de voto às mulheres nos Estados Unidos também aconteceu em Agosto (de 1920), tal como a elevação do Havai a estado norte-americano (em 1959).

Em Agosto foram assassinados Lorca (1936), Trostky (1940) e o democrata filipino Benigno Aquino (1983). Em Agosto (de 1954) o presidente brasileiro Getúlio Vargas suicidou-se, com um tiro no coração, no seu gabinete do Palácio do Catete - o que inspirou um excelente romance de Rubem Fonseca. E este mês viu também desaparecer figuras tão díspares como Marilyn Monroe (1962), Ian Fleming (1964), Lindbergh (1974), Fritz Lang (1976), Elvis Presley e Groucho Marx (ambos em 1977), Ingrid Bergman e Henry Fonda (ambos em 1982), Rudolf Hess (1987) e a princesa Diana (1997).

 

Portugal não é excepção à regra. A primeira Constituição republicana, de 1911, foi aprovada em Agosto, mês em que tomaram posse os presidentes Bernardino Machado (1915) e António José de Almeida (1919). Salazar cai da cadeira em Agosto (de 1968). O inconfundível V Governo Provisório, de Vasco Gonçalves, e a sangrenta guerra civil de Timor dominaram a actualidade em Agosto de 1975.

Foi em Agosto que Maria de Lurdes Pintasilgo, primeira mulher à frente de um governo português, tomou posse (1979), que PS e PSD assinaram a primeira revisão constitucional (1982), que o Chiado ardeu (1988) e o general Spínola, primeiro Chefe do Estado pós-25 de Abril, faleceu (1996).

E quem se esquece do escaldante mês de Agosto de 2004, com o arranque do frágil executivo de Santana Lopes, enquanto o PS mergulhava na crise que conduziu à troca de Ferro Rodrigues por José Sócrates?

Neste mesmo Agosto de 2014 assistimos à derrocada definitiva do Banco Espírito Santo e a uma inédita campanha interna socialista para designar o candidato do partido às próximas legislativas.

Por favor, não voltem a falar na Estação Pateta. Agosto é tudo menos isso.

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