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O valor dos argumentos

por Diogo Noivo, em 15.02.17

Sou, sempre fui, favorável à despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Porém, discordâncias à parte, tenho de aplaudir o João Pedro Pimenta pela forma como responde aos talibãs do komentariado nacional que, nesta e noutras matérias, procuram fazer da ética um argumento de disciplina (e de imposição) em detrimento de um debate são, sério e democrático. 

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Então e os pais?

por Francisca Prieto, em 28.09.14

De tempos a tempos, mal renasce das trevas a estafada discussão sobre a lei do aborto e os direitos das mulheres e blá, blá, blá, fico sempre a pensar que nunca vi ninguém a discutir os direitos dos homens, neste caso concreto, dos pais dos fetos.

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Impacto do aborto na economia?

por Teresa Ribeiro, em 29.01.14

E eis como em duas penadas se reduz as mulheres à categoria de parideiras. Além de tolo, pois quando uma mulher quer abortar, aborta mesmo, este argumento não podia ser mais insultuoso.

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Leio no jornal que o número de mulheres que repetem abortos tem aumentado desde que entrou em vigor a lei que discriminalizou a IVG e fico curiosa. Pergunto-me como foi possível estabelecer esta relação de causa-efeito e interesso-me pela suposta notícia. Mas uns parágrafos adiante percebo que se trata afinal da divulgação de um estudo da Federação Portuguesa para a Vida, que na sua luta contra a lei que discriminaliza a Interrupção Voluntária da Gravidez não desiste de a apontar como principal causa do aumento do número de abortos.

Baseada em estatísticas da D.G. Saúde e do INE o que a F.P.V. pôde apurar foi que nos últimos cinco anos (como se sabe não há dados relativos a anos anteriores, pois só depois que a lei entrou em vigor foi possível fazer estes registos) houve um aumento de mulheres reincidentes. Pois. Havendo reincidentes é natural que à medida que o tempo passe essa contabilidade aumente.

O que ficará sempre por saber é se antes da vigência da lei havia menos reincidências em igual período. Isso é que era! Mas na impossibilidade de demonstrar o que deseja, a F.P.V. não se detém e insiste em vincular as estatísticas que lhe convém à lei (curiosamente os únicos dados que é possível cruzar relativamente a períodos antes e depois da vigência da lei, os que referem o número de mulheres que recorrem ao hospital na sequência de complicações provocadas por abortos clandestinos, não são citados, merecendo apenas o comentário de que "baixaram consideravelmente").

Como se sabe, propaganda é assim mesmo, nunca joga limpo, porque serve um propósito, uma agenda, o que me chateia é vê-la mal disfarçada de notícia de jornal. Ainda por cima num jornal dito de referência.

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