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Destroços

por Sérgio de Almeida Correia, em 01.06.17

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Numa feliz iniciativa do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong e do nosso mais alto representante por estas terras, com os apoios da Casa de Portugal, do IPOR, da Fundação Oriente, da Super Bock e de algumas entidades oficiais da RAEM, Junho é agora o mês de Portugal em Macau. E nada melhor do que começar este ciclo com uma exposição individual daquele que é hoje um dos mais consagrados artistas nacionais, cujas obras já estão espalhadas pelas sete partidas do mundo. Aproveitando algumas obras anteriormente conhecidas e que integraram a exposição do ano passado em Hong Kong, a qual foi enriquecida com obras novas produzidas para este evento, Alexandre Farto, mais conhecido como Vhils, exibiu uma vez mais todo o seu talento, e da sua equipa, no Centro de Arte Contemporânea das Oficinas Navais.  

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Fevereiro de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 02.03.17

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Figuras nacionais do mês

Já vai muito longe o tempo em que eram apontados como gestores modelos. Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, antigos homens fortes da PT, foram constituídos arguidos na interminável Operação Marquês, que se torna assim cada vez mais labiríntica.

 

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Figura internacional do mês

O candidato pós-ideológico Emanuel Macron, ex-ministro da Economia, passou a liderar as sondagens para as presidenciais de Abril em França. E é tido hoje como o mais forte obstáculo na corrida de Marine Le Pen rumo ao Palácio do Eliseu.

 

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Facto nacional do mês

Contrariando as expectativas das instituições internacionais e do próprio Governo, a economia portuguesa cresceu 1,4% em 2016, segundo dados oficiais divulgados a 14 de Fevereiro. Uma boa notícia, inegavelmente, apesar do recuo registado relativamente a 2015, ano em que o nosso PIB aumentou 1,6%.

 

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Facto internacional do mês

assassínio de um meio-irmão do ditador norte-coreano Kim Jong Un no aeroporto de Kuala Lumpur, a 13 de Fevereiro, relembrou ao mundo a face mais cruel do regime totalitário de Pionguiangue. Kim Jong Nam, injectado com veneno, era apontado em círculos diplomáticos como eventual líder de uma Coreia do Norte pós-comunista.

 

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Frase nacional do mês 

«Erro de percepção mútuo.» Foi assim que Mário Centeno tentou justificar, numa balbuciante conferência de imprensa concedida a 13 de Fevereiro, a falta de sintonia entre a sua versão e a de António Domingues sobre as garantias dadas ao ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos. A expressão entrou de imediato no nosso léxico político.

 

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Frase internacional do mês 

«O que anda Trump a fumar?» Interrogação irónica do ex-primeiro-ministro sueco Carl Bildt, a 19 de Fevereiro, depois de o inquilino da Casa Branca ter feito referência, num comício, a um  hipotético ataque terrorista naquele país alegadamente cometido por imigrantes ou refugiados. Atentado que nunca aconteceu.

 

 

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Janeiro de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 01.02.17

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Figura nacional do mês

Os troféus são tantos que quase parecem banalizar-se. Mas continuam a justificar destaque. Desde logo por mérito absoluto do homenageado. Cristiano Ronaldo foi galardoado com o título de melhor jogador do mundo na Gala da FIFA, realizada em Zurique, a 9 de Janeiro. O que sucede pela quarta vez.

 

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Figura internacional do mês

Surpreendendo muitos, até no seu partido, Benoit Hamon venceu a 29 de Janeiro o ex-primeiro-ministro Manuel Valls na segunda volta das  primárias destinadas a escolher o candidato socialista às presidenciais em França. O ex-ministro da Educação, oriundo da ala esquerda do PSF, está já a ser alvo de forte contestação interna.

 

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Facto nacional do mês

Portugal despediu-se daquele que muitos consideram o pai do nosso regime constitucional: Mário Soares morreu a 7 de Janeiro, aos 92 anos. O  funeral do homem que fundou o PS em 1973, foi três vezes primeiro-ministro e cumpriu dois mandatos como Presidente da República realizou-se com solenes honras de Estado três dias depois.

 

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Facto internacional do mês

O mais polémico Presidente americano das últimas décadas tomou posse a 20 de Janeiro: Donald Trump prestou juramento numa cerimónia no balcão do Capitólio a que assistiram os seus dois antecessores imediatos na Casa Branca, George W. Bush e Barack Obama, num dia marcado por ruidosos protestos nas ruas.

 

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Frase nacional do mês 

«O PS nunca mais vai precisar da direita para governar.» Frase proferida por Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares e responsável pela coordenação entre o Governo e os partidos que o apoiam na Assembleia da República. Cinco dias antes do chumbo no Parlamento da redução da TSU para as empresas.

 

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Frase internacional do mês 

«A tortura funciona.» Esta foi a declaração mais controversa de Trump desde que tomou posse. Na primeira entrevista que concedeu como Presidente - à televisão ABC, a 25 de Janeiro - o novo inquilino da Casa Branca admitiu a prática da tortura contra suspeitos de terrorismo, o que lhe valeu críticas dos mais diversos sectores.

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Leituras para 2017

por Pedro Correia, em 14.01.17

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Não deixes tudo ao sabor do acaso. Organiza um plano de leitura. Abdica de parte do tempo diário que dedicas a um sem-fim de futilidades. Não espreites mais vídeos de gatinhos nem repliques graçolas alarves nas “redes sociais”. Imagina 2017, no plano cultural, como uma montanha que ambicionas escalar e não como uma ladeira que vais descer.

Elege elevação como palavra de ordem. E nunca esqueças que a leitura será sempre a tua maior aliada neste caminho.

 

Põe de lado uns quantos livros que pretender ler. Coloca-os num lugar acessível, de modo a que consigas espreitar-lhes as capas a todo o momento. Estarão ali, chamando por ti, manhã após manhã, semana após semana.

Canaliza meia hora, todos os dias, do precioso tempo que gastas com aquilo que não interessa para mergulhares numa primeira leitura. Se ela te prender, a meia hora irá ampliar-se quase sem dares por isso. Mas convence-te que terás de concentrar-te nessa meta. Nada se alcança sem um esforço mínimo.

Não escutes aqueles que escutas há anos nas televisões papagueando as mesmas coisas: antes de abrirem a boca já sabes o que irão dizer. Deixa o telemóvel noutra divisão, mostra-lhe que és tu a mandar nele e não ele a dispor de ti. Não caias na tentação de trocar amizades reais por amizades virtuais.

Pensa num livro como um amigo real, disponível a todos os momentos e capaz de te acompanhar nos melhores percursos – aqueles que te abrem horizontes, aqueles que são capazes de fazer de ti uma pessoa com mais cultura, com maior conhecimento, com melhor capacidade de entender os mistérios da vida e desvendar os enigmas do mundo.

 

Organiza uma lista de leituras. Eu já fiz isso, nos primeiros dias do ano. Tenho estes livros à cabeceira, desafiando-me a todo o momento para ir ao encontro deles: O Agente Secreto, de Joseph Conrad, A Cidade e os Cães, de Mario Vargas Llosa, San Camilo, 1936, de Camilo José Cela, O Tio Goriot, de Honoré de Balzac, Batalha Incerta, de John Steinbeck, Revolta na Bounty, de John Barrow, Desconhecidos, de Anita Brookner, O Mundo de Fora, de Jorge Franco, Sartoris, de William Faulkner, Manhattan Transfer, de John dos Passos.

Diz para ti próprio: vou ler mais em 2017. E põe em prática este objectivo. Verás que se concretiza: basta saberes organizar melhor o calendário. A vida é feita de escolhas: prescinde de parte do tempo desperdiçado em irrelevâncias e chegarás ao fim com a certeza de teres aproveitado bem o ano.

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Perspectivas

por Sérgio de Almeida Correia, em 12.01.17

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(Doug Mills, The New York Times) 

"A bill decriminalizing domestic violence passed its first reading of the Duma on Wednesday, with 368 votes in its favor (one parliamentarian voted against it, and one abstained). Should the bill pass its second reading, now under preparation, domestic violence will only be a criminal offense if it’s considered an act of “hooliganism” or borne out of hatred."

 

Com as audições de ontem em Capitol Hill, em especial com as respostas dadas a Marco Rubio por mais uma das bizarras escolhas de Donald Trump para a sua equipa governativa, Rex Tillerson, o presidente e ex-CEO da Exxon Mobil Corporation, ficou ainda mais patente a impreparação, o comprometimento e a incompetência do escolhido para o cargo de Secretário de Estado, assim como a falta de senso de quem o indicou. Até um canal como a Fox News esclareceu os seus telespectadores que Rubio "grelhou" (sic) Tillerson. De facto, Tillerson revelou-se incapaz de dar as respostas que todos os estado-unidenses esperavam ouvir, nomeadamente quanto à futura relação com os russos, e deixou no ar muitas dúvidas sobre a futura mancebia da Casa Branca com a Rússia.

Rússia onde, por seu turno, a Duma se prepara para descriminalizar a violência doméstica, dando assim mais um passo  em direcção à idade das trevas e elementos acrescidos para o estudo do "putinismo".

Se os deputados da Duma e Putin consideram normal que as mulheres russas, as suas próprias mulheres, levem uns estaladões e uns abanões entre uns tragos de vodka nos intervalos do jogos de hóquei no gelo, desde que esse comportamento não seja interpretado como um acto de holiganismo, no ar ficará a dúvida sobre o modo como interpretarão a violência que seja exercida pelos militares e ocupantes russos sobre os "estrangeiros" e as mulheres dos outros em cenários de guerra, ocupação militar ou conflito latente, como por exemplo na Síria, na Crimeia, na Chechénia ou na Geórgia.

É claro que a preocupação de Donald Trump em matéria de conflitos de interesses ou direitos humanos é igual a zero. Como é também a de Putin, comprovada ainda recentemente no aprofundamento da sua relação com as Filipinas de Duterte, onde é o próprio presidente quem estimula uma justiça tribal contra traficantes de droga, consumidores, simples suspeitos ou qualquer cidadão que se incompatibilize com o vizinho por causa das galinhas e seja por este denunciado e morto à paulada como potencial traficante.

A Rússia prepara-se, e já mostrou toda a sua disponibilidade, para vender submarinos, aviões, tanques e armas pesadas e ligeiras a Manila. Os seus almirantes são recebidos pelo Presidente Duterte, o qual lhes deu as boas-vindas e disse que ali os militares russos serão sempre bem recebidos, podendo lá ir quando quiserem e muitas vezes com os seus vasos de guerra, nem que fosse só para "se divertirem", convite enfatizado pelo Presidente das Filipinas entre gargalhadas. Afigura-se, pois, como previsível um aumento da circulação de panças e de rublos em Makati e na infame Mabini Street, onde desaguam as adolescentes filipinas que fogem da miséria no interior e vão em busca de melhores condições de vida na capital, gente que perante o convite de Duterte aos militares, depois de ter estado ao serviço da satisfação das pulsões e bebedeiras dos tropas dos EUA estacionados em Subic Bay, poderá agora passar a servir de objecto de divertimento da armada russa com o beneplácito presidencial. 

Enquanto nos EUA o presidente eleito dá uma conferência de imprensa surreal, de tal forma que o antigo campeão mundial de xadrez Gary Kasparov afirmou que o que por lá aconteceu lhe fazia lembrar as conferências de imprensa de Putin, na Europa, que acabou de perder Zygmunt Bauman, aguarda-se o resultado do Brexit e teme-se pelo que sairá das eleições que aí vêm em França, na Holanda e na Alemanha. Ou pelo que irá acontecer durante 2017 em Israel, na Síria, no Irão, na Turquia, na África subsariana e na bacia do Chade, no Congo, no Brasil, na Venezuela, na Birmânia ou na Argentina, ou, ainda, o que sucederá com aquele urso esquizofrénico da península coreana.

O que actualmente se passa em Washington e Moscovo não pode deixar de nos levar a questionarmo-nos sobre a sanidade e seriedade desta gente que se prepara para tomar conta do mundo à custa da liberdade, da democracia, do respeito e da tolerância para com o outro. E, em especial, sobre aquele que tem sido o trabalho das elites mundiais para a sua defesa, bem como da paz e dos padrões civilizacionais que pelos menos desde o pós-II Guerra se tem procurado preservar.

As perspectivas de dentro de alguns meses o mundo ser dominado por ignorantes misóginos, mais preocupados com os vídeos que possam aparecer com as suas proezas sexuais do que com a paz mundial, por mentirosos, líderes religiosos ortodoxos, corruptos, ditadores autocráticos ou simples mentecaptos são hoje bastante elevadas e colocam já o último discurso de Obama proferido em Chicago numa espécie de museu da civilização.

Não admira que com este cenário Charles M. Blow escrevesse ontem no New York Times que ao escutar o discurso de despedida tivesse sido tocado pelo violentíssimo golpe de decência e dignidade, solenidade e esplendor, sobriedade e literacia que Obama trouxe consigo para o exercício da função presidencial, o que em seu entender será de tal forma anómalo e extraordinário que cada geração só pode aspirar a ter isso uma única vez num presidente.

o que Obama fez em matéria ambiental já o guindaria a um lugar único na história dos EUA, mas saber que se vai embora e nos vai deixar a todos entregues a essa fauna que se perfila no horizonte não é coisa que nos tranquilize.

Não quero aqui assustar ninguém, mas apenas recordar que este cenário reforça a expectativa no trabalho do novo secretário-geral das Nações Unidas. Estará, pois, na hora de António Guterres, lá no seu pedestal de Nova Iorque, se quiser com a ajuda do padre Melícias e das suas orações, isso é lá com ele, nos mostrar que Deus ainda existe. E que não dorme.

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3, 2, 1

por Rui Rocha, em 31.12.16

 

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Então vá, pazinhos

por Rui Rocha, em 30.12.16

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