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Frase internacional de 2013

por Pedro Correia, em 19.01.14

 

«Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo.»

Malala Yousafzai

 

(eleita por maioria, pelo DELITO DE OPINIÃO)

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Frase nacional de 2013

por Pedro Correia, em 19.01.14

 

«Com a apresentação do pedido de demissão, que é irrevogável, obedeço à minha consciência e mais não posso fazer.»

Paulo Portas

 

(eleita por maioria, pelo DELITO DE OPINIÃO)

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Facto internacional de 2013

por Pedro Correia, em 09.01.14

GUERRA CIVIL NA SÍRIA

A guerra civil na Síria, iniciada em 2011, atingiu em 2013 um marco estatístico nada invejável ao ultrapassar a barreira das cem mil vítimas mortais. No fim do ano, segundo dados fidedignos, estavam contabilizados cerca de 130 mil mortos neste conflito, incluindo quase 12 mil mulheres e crianças. Os confrontos que opõem os insurgentes sírios à ditadura do Presidente Bachar al-Assad, no poder desde 2000, causaram já também sete milhões de desalojados, de acordo com dados das Nações Unidas.

 

Este foi o facto internacional mais relevante do ano, eleito por larga margem aqui no DELITO DE OPINIÃO. A recente morte de Nelson Mandela foi o segundo mais votado, tendo a surpreendente resignação do Papa Bento XVI ficado na terceira posição. A eleição do Papa Francisco e o acordo Irão-Estados Unidos sobre energia nuclear também justificaram votos.

Em 2010 elegemos como facto do ano, a nível internacional, as revelações da Wikileaks e em 2011 a nossa escolha recaiu nas revoltas ocorridas no mundo árabe.

Foto AFP

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Facto nacional de 2013

por Pedro Correia, em 09.01.14

CRISE POLÍTICA DE JULHO

O Governo não chegou a cair, mas abanou muito. E não voltou a ser o mesmo. Aconteceu em Julho: a crise alastrou da esfera económica para a área governativa e abalou as bolsas europeias. Com dois protagonistas: Vítor Gaspar e Paulo Portas. O primeiro partiu, o segundo ameaçou fazer o mesmo mas acabou por ficar. Numa posição aparentemente reforçada.

Foi a semana mais turbulenta do ano político, que o DELITO DE OPINIÃO elegeu em votação interna - por estreita margem - o facto de 2013 em Portugal.

Inesperadamente, Passos Coelho perdeu aquele que considerava o seu número dois: o ministro de Estado e das Finanças. Vítor Gaspar bateu com a porta, tornando pública a carta de demissão.

"O nível de desemprego e desemprego jovem são muito graves [sic]. Requerem uma resposta efectiva e urgente a nível europeu e nacional. (...) Esta evolução exige credibilidade e confiança. Contributos que, infelizmente, não me encontro em condições de assegurar. O sucesso do programa de ajustamento exige que cada um assuma as suas responsabilidades. Não tenho, pois, alternativa senão assumir plenamente as responsabilidades que me cabem", escreveu o ministro demissionário nesta carta, datada de 1 de Julho.

O primeiro-ministro não tardou a designar Maria Luís Albuquerque para o lugar de Vítor Gaspar. Mas, subitamente, Paulo Portas demitiu-se. Com carácter "irrevogável", como acentuou a 2 de Julho. Seguiram-se dias de forte tensão na coligação governativa e o espectro das eleições antecipadas chegou a pairar em São Bento. Até que Portas recuou. E Passos elevou-o a vice-primeiro-ministro, no âmbito de uma remodelação governamental.

 

Num segundo lugar muito próximo, entre os factos nacionais de 2013, situou-se a enorme corrente migratória: cerca de 120 mil portugueses emigraram no ano que terminou. As vitórias eleitorais de independentes nas autárquicas de Setembro e a manifestação de polícias nas escadarias de São Bento, em Novembro, também foram votadas, havendo ainda um voto na frustrada tentativa de cantar a Grândola feita pelo ex-ministro Miguel Relvas.

Em 2010 elegemos como facto nacional do ano a crise financeira e em 2011 a chegada da troika a Portugal.

Foto Daniel Rocha/Público

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Figura internacional de 2013

por Pedro Correia, em 08.01.14

PAPA FRANCISCO

O maior consenso, na votação das figuras e factos de 2013 realizada no DELITO DE OPINIÃO, ocorreu em torno da personalidade internacional do ano. Com a grande maioria dos votos a recair no Papa Francisco, eleito em 2013 no mais inesperado conclave católico dos últimos séculos, convocado de emergência devido à renúncia do Papa Bento XVI.

Ao surgir na varanda principal da Basílica de São Pedro, ao fim da tarde de 13 de Março de 2013, Jorge Mario Bergoglio suscitou espontâneos aplausos. Desde logo ao saudar com esta frase a multidão que o aclamava: "Parece que os cardeais foram buscar-me ao fim do mundo". Uma referência ao facto de vir da Argentina, onde era cardeal de Buenos Aires.

Primeiro Papa oriundo do continente americano, primeiro em dois séculos oriundo do clero não secular, primeiro a escolher o nome Francisco em homenagem expressa a São Francisco de Assis, este jesuíta de 76 anos surpreendeu o mundo com o seu verbo fácil, o seu sorriso franco e os seus gestos inovadores que ultrapassam o plano simbólico. Recusou viver no palácio apostólico do Vaticano, iniciou uma profunda reforma da Cúria, lavou os pés a duas raparigas (uma das quais muçulmana) na semana da Páscoa, foi ao encontro de imigrantes africanos em Lampedusa e recusou limusinas na sua viagem triunfal ao Rio de Janeiro, para encerrar a Jornada Mundial da Juventude.

Em Outubro, divulgou a exortação apostólica Evangelii Gaudium, com críticas aos excessos do actual sistema financeiro dominante à escala planetária: "Esta economia mata. Não é possível que a morte por enregelamento dum idoso sem abrigo não seja notícia, enquanto o é a descida de dois pontos na Bolsa."

 

Em segundo lugar, na nossa votação, ficou Edward Snowden, o ex-consultor da CIA que tornou públicas as actividades de espionagem ilegal feitas no âmbito da Agência Nacional de Segurança norte-americana - uma denúncia que o levou a exilar-se na Rússia.

Em terceiro ficou Malala Yousafzai, a adolescente paquistanesa que escapou por um triz a um atentado talibã e agora percorre o mundo defendendo o direito à instrução das mulheres nas sociedades ditatoriais islâmicas, tendo recebido o Prémio Sakharov de Direitos Humanos que lhe foi conferido em Novembro pelo Parlamento Europeu.

Houve ainda um voto em Angela Merkel: a chanceler alemã, que saiu vencedora das legislativas de Setembro, já tinha sido eleita pelo DELITO figura internacional em 2010 (ex-aequeo com Julian Assange) e 2011.

Foto Associated Press

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Figura nacional de 2013

por Pedro Correia, em 08.01.14

RUI MOREIRA

Pela primeira vez uma lista independente (embora com o apoio de um partido, o CDS) venceu uma eleição para uma grande cidade portuguesa, conquistando seis dos 13 mandatos em disputa. Aconteceu no Porto, nas eleições autárquicas de 29 de Setembro, quando Rui Moreira, obtendo 39% dos votos, derrotou o socialista Manuel Pizarro e o social-democrata Luís Filipe Menezes, num dos mais disputados confrontos eleitorais de que ali há memória.

Empresário e dirigente associativo, de 57 anos, Rui Moreira distinguiu-se sobretudo como presidente da Associação Comercial do Porto, sucedendo no município da Invicta ao social-democrata Rui Rio, que cumpriu três mandatos consecutivos. Rio foi, aliás, um dos protagonistas da campanha ao anunciar publicamente que não votaria em Menezes, o candidato oficial do PSD. Uma declaração que facillitou a vitória de Rui Moreira, conhecido adepto do FC Porto e ex-comentador de futebol na RTP.

Fala-se já dele para novos voos políticos, mas por enquanto o novo autarca portuense - que tomou posse a 22 de Outubro e obteve entretanto o apoio do PS para obter maioria nos processos de decisão - promete concentrar todas as energias no trabalho camarário do Porto, a que chamou "cidade livre". Um dos seus primeiros actos como autarca foi normalizar as relações entre o município e o FCP, interrompidas no início do mandato de Rio.

 

Rui Moreira foi considerado a figura nacional de 2013 em votação interna do DELITO DE OPINIÃO, sucedendo a José Mourinho (figura nacional de 2010) e Vítor Gaspar (figura nacional de 2011).

Logo a seguir nesta votação ficou o povo português, no seu conjunto, pelos sacrifícios que enfrenta e a forma como os tem suportado. Em terceiro lugar, o presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim Sousa Ribeiro. Seguiu-se Vítor Gaspar, que se demitiu de ministro das Finanças no início de Julho.

Houve ainda votos isolados em Rodrigo Leão, Cristiano Ronaldo, Paulo Valente Gomes e Bruno de Carvalho.

Foto Paulo Pimenta/Público

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2013: as minhas séries no blogue

por Pedro Correia, em 04.01.14

 Canção do século 1105 (9 de Janeiro de 2013)

 

 

Iniciada em 2012:

Mais cem escritores que deviam ter ganho o Prémio Nobel (36 a 100)

 

De Junho a Novembro:

Aforismos políticos (1 a 100)

 

Em Julho e Agosto:

Regresso ao passado (I a VII)

 

Em Setembro e Outubro:

Arrumar a biblioteca (I a XX)

 

Iniciada em 2009 e com prolongamento previsto para 2014:

Estrelas de cinema (14 a 19)

 

Iniciada em 2009 e com prolongamento previsto para 2014:

Frases de filmes (75 a 78)

 

Iniciada em 2010 e com prolongamento previsto para 2014:

Os filmes da minha vida (41 a 46)

 

Iniciada em 2010 e com prolongamento previsto para 2014:

Grandes contos (17 a 19)

 

Iniciada em 2011 e com prolongamento previsto para 2014:

"Gorduras do Estado" (71 a 92) 

 

Iniciada em 2012 e com prolongamento previsto para 2014:

Grandes romances (5 a 10)

 

Iniciada em 2012 e com prolongamento previsto para 2014:

Resistência activa ao aborto ortográfico (31 a 102)

 

Iniciada em 2013 e com prolongamento previsto para 2014:

Sugestão: um livro por dia

 

Iniciada em 2013 e com prolongamento previsto para 2014:

Livros que deixei a meio

 

Iniciada em 2009 e já prolongada para 2014:

Belles toujours

 

Iniciada em 2010 e já prolongada para 2014:

As canções do século

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Resumo

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.12.13

"Porque as grandes felicidades aqui são todas feitas de escapar à tragédia, uma e outra vez, até ninguém ser mais capaz de escapar à tragédia. Porque é isso que acontece. Com o tempo, a atrocidade abrevia tudo a toda a gente, e o que sobra é de uma tristeza para sempre. A tristeza para sempre é o que mais identifica esta comunidade. Ainda que a heroicidade não o mostre, não o permita aos olhos descuidados de quem vê apenas em passagem." - Valter Hugo Mãe, Adiar, Público, 29/12/2013.

 

Poucos se atrevem a ser tão claros. Por isso podia ser um resumo de Portugal em 2013.

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Deleite

por Sérgio de Almeida Correia, em 19.12.13

O vetusto Teatro D. Pedro V abriu as suas portas para o receber. Numa noite fria, duas mãos percorreram-lhe o corpo. Dedos que se alinhavam e desalinhavam enquanto a melodia se desprendia e nos envolvia na intimidade e aconchego de uma sala centenária. Sobretudo silêncio. E também a limpidez entrecortada pela serenidade do intérprete nos seus curtos diálogos com o público. Jóia, diamante, será o que quiserem. Um momento de puro deleite na contemplação da eternidade. O efémero tem as suas virtudes.     

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É fácil. Está tudo na edição de 2013 do Borda d´Água:

 

 

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De acordo com a edição de 2013, Julho é o mês da ceifa e da debulha (cfr. pág. 9):

 

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Vivemos tempos bíblicos

por Rui Rocha, em 14.05.13

Gaspar: depósitos abaixo de 100 mil euros são sagrados

Benfica: exorcismo da maldição de Béla Gutman

FCP complica aquisição de Josué

Cavaco: aprovação da sétima avaliação foi inspiração de Nossa Senhora de Fátima

Jesus ajoelhou-se

Três fortes erupções solares em menos de 24 horas

Dan Brown lança Inferno

Espírito Santo apresenta prejuízos

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  1. Tribunal Constitucional adia decisão devido às condições atmosféricas adversas.

  2. Tó Zé Seguro envia à Troika redacção sobre as férias da Páscoa.

  3. Vale e Azevedo inicia espaço de comentário político em horário nobre.

  4. Papa Francisco distribui milhares de notas de 20 euros aos peregrinos reunidos na Praça de S. Pedro.

  5. Jorge Jesus afirma que Benfica continua empenhado em vencer ambas as três competições em que está envolvido.

  6. Passos Coelho discorre sobre os custos de oportunidade.

  7. Vítor Gaspar apresenta cenário macroeconómico baseado no restabelecimento de Hugo Chávez e na estabilidade do sistema bancário de Chipre.

  8. Relvas convida o Hélio para liderar a Direcção Geral de Mobilidade Terrestre.

  9. Sócrates pede renegociação dos prazos e condições de pagamento do empréstimo que contraiu para estudar em Paris.

  10. No âmbito do seu plano de reestruturação, a RTP passa a emitir em formato 4:3 o que implicará uma poupança de vários milhões de pixeis anuais.

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Um ano com direito a tudo... até a um ciclone

por Laura Ramos, em 22.01.13


Os troncos das árvores doem-me como se fossem os meus ombros

Doem-me as ondas do mar como gargantas de cristal

Dói-me o luar como um pano branco que se rasga.


Sophia de Mello Breyner Andresen

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1 de Janeiro, terça-feira

Há um ano, a hora era dos semeadores de catástrofes em forma de profecia que rasgavam as vestes em dobre a finados pela União Europeia. Que a Grécia entraria em colapso e seria expulsa da zona euro, vaticinavam. Que o projecto europeu implodiria, proclamavam. Que a moeda única chegaria ao fim, uivavam. Um imbecil chegou a antever que seria Portugal a "destruir o euro". Curioso: estas previsões nunca são confrontadas com a realidade no ano seguinte. Como se nunca tivessem existido.

 

 

2 de Janeiro, quarta-feira

Morreu Marques Júnior, que conheci bem no Parlamento. Era o que antigamente se chamava, sem sombra de ironia, um homem bom. Foi o mais jovem capitão de Abril - tenente ainda - no movimento militar que pôs fim à ditadura. No Verão quente de 1975, combateu a esquerda alucinada que queria transformar Portugal na Cuba da Europa. Desaparece sem ter sido alvo da homenagem nacional que merecia. Ficámos a dever-lhe essa homenagem. Estamos ainda a tempo de reparar tal falta em relação a outros capitães de Abril que foram também capitães de Novembro. No lado certo da História.

 

3 de Janeiro, quinta-feira

Alguns jornalistas concederam estatuto de especialista em macro-economia mundial a um burlão relapso e contumaz, conferindo-lhe uma respeitabilidade que o indivíduo nunca teve. Sempre prontos a invocar a ética da responsabilidade nos seus ralhetes aos políticos, estes jornalistas são incapazes de aplicar a receita a si próprios. Houve até quem achasse graça ao impostor. Sabe-se agora que o sujeito chegou a cumprir pena de prisão por homicídio: atropelou duas senhoras, em ocasiões diferentes, e pôs-se em fuga - o que diz tudo sobre a figura em causa. Lamento, mas não acho a menor graça.

 

4 de Janeiro, sexta-feira

Espreito o mapa da Economist com as previsões da economia mundial para 2013: apesar de tudo, o planeta move-se. Por todo o lado? Por todo o lado menos num pequeno continente chamado Europa. O Oriente vai bem, obrigado. A África subsariana regista índices de crescimento impensáveis há meia década. Américas e Austrália recomendam-se. Só o Velho Continente - na solitária companhia do Japão - vive sob o espectro da estagnação económica. O fim dos mercados coloniais, das matérias-primas a baixos preços, dos combustíveis que pareciam inesgotáveis e da expansão demográfica ocorrida nas três décadas posteriores a 1945 ditou o crepúsculo do milagre económico europeu. Haveremos de recuperar. Mas, para o bem e para o mal, deixámos de estar no centro do mundo.

 

 

5 de Janeiro, sábado

Manoel de Oliveira, com sabedoria eterna, num admirável diálogo com Pedro Mexia publicado na edição de hoje do quarentão Expresso: "A vida é uma derrota. A gente vive da derrota. Nasce contra vontade e não é senhor do seu destino." Provérbio russo, no livro que ando a ler (Os Ditadores, de Richard Overy): "Até o mais pequeno dos peixes agita as profundezas do oceano."

 

6 de Janeiro, domingo

Andam por aí uns democratas ilustres, de candeia acesa, à procura de um homem. Mas não de um qualquer: buscam um Monti. O Mario Monti português. Querem que ascenda ao poder para "endireitar o País". Apontam-me a ilustre personalidade que estará disponível a assumir tão espinhosa missão: a imitação tem curiosas semelhanças físicas com o original italiano. Falta apenas submeter-se ao sufrágio popular. Para espanto meu, os montistas lusitanos dizem que não: há que evitar essa maçada. Nunca vi democratas com tanta alergia ao voto, prontos a abraçar o primeiro Sidónio que lhes surja ao caminho. Sem sequer precisar de farda nem de trotar num cavalo branco.

 

7 de Janeiro, segunda-feira

Há dez anos Portugal parecia um país de abusadores sexuais: não havia manchete de jornal ou noticiário televisivo sem a notícia da praxe: agarra que é pedófilo. De então para cá ganhámos juízo: hoje parecemos um país de constitucionalistas: debatemos a lei fundamental com o sapiente fervor de um Miranda, com a respeitável autoridade doutoral de um Canotilho. Antes assim.

 

8 de Janeiro, terça-feira

Arménio Carlos no Telejornal. Apela aos juízes do Tribunal Constitucional para "não se deixarem pressionar" na apreciação do Orçamento do Estado a pedido do Presidente da República, do PS, do PCP, do Bloco de Esquerda, dos Verdes, do Provedor de Justiça e do Governo Regional dos Açores. E se o documento for considerado constitucional? Seria uma "ilegalidade monstruosa" pois o OE representa uma "violação grosseira" da Constituição. Diz isto sem a menor intenção de pressionar, como é evidente.

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Novo ano, vida nova?

por Ana Vidal, em 01.01.13



RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

(Carlos Drummond de Andrade)

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Paulo Portas

por Pedro Correia, em 31.12.12

 

Candidato desde já a figura nacional do ano que começará daqui a poucas horas. Será um ano muito difícil a vários níveis - e não só em Portugal. Um ano que todos lembraremos mais tarde. Um ano em que cada gesto do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros será alvo de escrutínio máximo. Ele sabe, melhor do que ninguém, que somos escravos das nossas palavras e donos dos nossos silêncios. E procederá em conformidade, sem nunca esquecer este lema. Crucial na política, como na vida em geral.

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Recomeçar

por Laura Ramos, em 31.12.12

O novo ano não é dado a votos superlativos.
A desmotivação é óbvia. O desalento é humano. A lamentação? Chata, inútil e incomodativa... Mas não deixa de ser quase imperiosa.
Ainda assim, nós, as vítimas destas grandes pequenas perdas e tormentas, enjoamos mais do que um bravo marujo português numa caravela batida no mar alto. Um daqueles que deitava a sola de molho, para o outro dia jantar.
Porque será? Porque verdadeiramente não temos norte? O Norte astrolábico que eles tinham?
Pois.
Vamos, gente! BOM ANO!
Recomeçar...
Contigo ou sem ti (... ó crise).

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Roma não perdoa a traidores

por Patrícia Reis, em 27.12.12

Então hoje não posso, mas amanhã serei um gladiador e irei colocar todos os apetrechos e fazer-me ao circo que são estes últimos dias do ano.

Depois, em 2013, serei apenas eu e mais nada do que eu sem uma cambada de idiotas às costas e entro no ano com neon na cabeça que diz que tenho vontade de fazer, construir, ir e partir, escrever e fazer. Já disse fazer. Por estes dias repito-me muito.

Tenham um 2013 como eu vou ter.

Porque Roma não perdoa a traidores e eu tão-pouco.

Depois da porrada, a malta levanta-se e volta a entrar no circo.

Lição aprendida. Pela milésima vez.

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