Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 30.09.17

images[1].jpg

 

Futebol, o Estádio Global, de Fernando Sobral

Ensaio

(edição Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2017)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:


6 comentários

Sem imagem de perfil

De Alain Bick a 30.09.2017 às 10:28

o rectângulo dos 3 efes:
FUTEBOL, FUTEBOL, FUTEBOL
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 30.09.2017 às 10:40

Não se incomode tanto com o futebol, que é a alegria do povo. Tantos bons escritores escreveram sobre futebol - de Camus a Cela, de Orwell a Nabokov, de Drummond de Andrade a Ruy Belo, de Nelson Rodrigues a Fernando Assis Pacheco.
Sem imagem de perfil

De Plinio a 30.09.2017 às 11:48

Tem razão Pedro Correia. Lembro me de há uns tempos lobo Antunes, benfiquistA ter dito que não percebia porque é que as pessoas não eram do Benfica ou algo do gênero. Eu percebo que não sejam do Benfica porque há muitos e bons de outros clubes, incluindo do meu Sporting. Outros grandes escritores não falaram de futebol porque ainda não era um desporto muito popular na altura em que escreveram. Todos tem direito a gostar do que gostam, mas causa-me urticária, gente que não gosta da bola ter que estar sempre a dize-lo. Eu se não gosto de algo não gosto mas não preciso de o apregoar. Mesmo que tende a reconhecer excessos de futeboles na coligação social e um discurso de relativo ódio entre dirigentes e adpetos ferrenhos que não é sintoma de coisa boa.
Sem imagem de perfil

De Costa a 30.09.2017 às 16:50

É verdade, pode tornar-se inoportuno, pouco educado mesmo, que alguém que não goste de algo constantemente o afirme. Sobretudo na presença - física ou por exemplo por aqui - de quem, e com igual legitimidade, goste dessa mesma coisa.

Certo é que o futebol tem entre nós - e, bem sei, não apenas entre nós - uma omnipresença (em si mesma e na prioridade, no destaque, que mais e mais reclama e nunca é bastante) verdadeiramente sufocante. É um verdadeiro eucalipto que seca tudo à sua volta, quanto ao desporto e quanto a tudo o resto. Vejam-se os nossos noticiários televisivos e radiofónicos, que bem mais honestamente deveriam intitular-se "de futebol" quando anunciam chegado o momento das "notícias desportivas" (quantas vezes as de abertura e pelas mais banais razões). O mesmo quanto aos jornais.

É, o futebol, um verdadeiro catalizador das mais descaradas promiscuidades com a política e os negócios, um poiso, entre outros, para as regulares transumâncias de quadros políticos e empresariais. Opera de facto como uma espécie de anestésico social, sabiamente ministrado pelo poder. E é fundamento - blindagem quase inviolável - de exclusão de culpa (de punição por ela, pelo menos) protegendo desde o mais destacado dirigente ao mais boçal adepto que, vestida uma camisola do seu clube, se permite - e lhe são permitidos; tantas vezes com protecção policial - os mais inqualificáveis comportamentos públicos.

Basta viver nas imediações de um estádio - de um dos "grandes", pelo menos (e acontece-me morar a meio caminho entre dois deles) -, para sentir com penosa regularidade e em primeira mão a impune, mal-educada, pesporrenta prepotência do futebol e do seu mundo. E é aguentar que a "bola" é sagrada. E o povo gosta...

O futebol - não a modalidade desportiva, mas "aquilo" em que se tornou - chamou a si essa gigantesca (mais até: grotesca) dimensão: está em toda a parte, impõe a sua presença a toda a gente, quer sempre mais visibilidade, mais dinheiro, mais destaque. É apenas natural que suscite reacções de reiterada repulsa por quem não foi tocado por essa misteriosa "graça". O futebol é como o fisco: está presente e exige, à sua maneira, o seu quinhão em cada gesto das nossas vidas. Ora quem não quer ser lobo (todo o respeito pelos animais!) não lhe veste a pele,

Mas, já que o dia é de reflexão (e a CNE até já veio, pressurosa, mandar que se não inaugure hoje o que seja de coisa pública), nada disto torna menos repugnante aquela intenção de proibir os jogos em dia de eleição.

Para impune, mal-educada, pesporrenta prepotência já basta de facto a do estado e a dos candidatos e suas campanhas. Meses hão-de passar até que os últimos vestígios da poluição da propaganda eleitoral desapareçam. Décadas, até que a última promessa incumprida, viável ou descarada ilusão, seja esquecida. Mais tempo ainda, para que se pague o custo - fora o que se não poderá pagar e permanecerá por gerações - das deletérias promessas que eventualmenre se concretizem e da geral actuação dessa gente.

E depois dos jogos, proibir-se-ia o quê?

Costa
Sem imagem de perfil

De Vlad, o Emborcador a 30.09.2017 às 14:00

E Eduardo Galeano também dedicou um livro inteiro ao prazer do futebol
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 30.09.2017 às 14:57

É verdade. Ele e outros.

Comentar post



O nosso livro


Apoie este livro.



Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D