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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 24.03.17

prisioneiros-portugueses-livro[1].jpg

 

Prisioneiros Portugueses da Primeira Guerra Mundial, de Maria José Oliveira

História

(edição Saída de Emergência, 2017)

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4 comentários

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De Alexandre Policarpo a 24.03.2017 às 12:11

O meu Avô esteve preso no então Sudoeste Africano, hoje Namibia, que nessa época estava sob administração da Alemanha. Foi aprisionado pelas tropas alemãs nas margens do Rio Cunene que faz fronteira entre o sul de Angola e a Namíbia.
Contava o meu Avô que uma grande parte dos militares portugueses presos pelos alemães, foram dizimados pela doença e pela fome.
Quando os militares que sobreviveram foram libertados, foram transportados para Sá da Bandeira e daí foram de combóio para Moçâmedes para apanharem o barco para Portugal. O meu Avô estava tão mal com paludismo, que quando chegaram a Vila Arriaga, uma vilória que fica entre Sá da Bandeira e Moçâmedes, o deixaram para morrer à sombra de um imbondeiro que havia junto da estação, com uma boa dose de quinino, um cantil de água e um pão.
Três dias depois quando o combóio voltou para Sá da Bandeira, alguns militares foram dar com o meu Avô ainda vivo, meteram-no no combóio e levaram-no para o hospital em Sá da Bandeira. Felizmente salvou-se, ou eu não estaria aqui a contar esta história.
No principio dos anos 70 estive em Angola e fiz muitas vezes a estrada Sá da Bandeira- Moçâmedes que era de terra batida até justamente Vila Arriaga, e depois de asfalto até Moçâmedes. Sabe Pedro o mais curioso desta história? 50 e tal anos depois, o tal imbondeiro ainda lá estava ao lado da estação de Vila Arriaga, onde o destino não quis que a morte levasse o meu Avô.
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De Retornado a 24.03.2017 às 13:54

Impressionou-me este testemunho de um neto de um militar daquele tempo.

Conheci a região do Cuanhama onde os militares andaram com Pereira D'Eça e Roçadas.

Também em 1958 viajei nesse comboio e dormi em Vila Arriaga (ao relento).

Posso usar este relato num blog de militares da Guerra do Ultramar?

Obrigado
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De Alexandre Policarpo a 24.03.2017 às 14:53

Esteja à vontade. Esta é apenas mais uma história, com cem anos, sobre as aventuras de um militar em Angola como tantas outras que ambos conhecemos.
Fiz a minha recruta na EAMA, sou de Janeiro de 1973.
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De Retornado a 24.03.2017 às 18:28

Dois comentários no blog Luís Graça & Camaradas da Guiné, no post P17174

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