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Socialismo de Curto Prazo

por José António Abreu, em 05.01.17

O caso da TSU do salário mínimo ilustra bem os tempos em que vivemos. Uma medida que se traduz no aumento de poder de compra a curto prazo transporta consigo incentivos perversos de contenção dos salários mais baixos a médio e longo prazo. O acordo do salário mínimo é, na prática, uma política que defende uma economia de salários baixos.

Helena Garrido, no Observador.

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8 comentários

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De Manuel Silva a 05.01.2017 às 10:44

Senhor JAA:
O nosso Portugal anda esquisito.
Mas baixos salários não é bom?
Porque a economia não aguenta salários elevados (excepto os dos gestores, que são obscenamente milionários para tão pífios resultados).
Se o governo aumenta os salários está a rebentar com a economia.
Se diminui é socialismo de curto prazo.
Em que ficamos?
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De José António Abreu a 05.01.2017 às 11:15

Leia o artigo da Helena Garrido na totalidade, acrescente-lhe o do Luís Aguiar Conraria a que pode chegar através da hiperligação abaixo, e talvez depois compreenda o meu ponto de vista. Mais: em vez de fingir estranheza, talvez me possa explicar o seu. Desde logo, concorda com a medida?

http://observador.pt/opiniao/os-riscos-de-aumentar-o-salario-minimo-e-possiveis-alternativas/
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De Vento a 05.01.2017 às 12:07

Na realidade, JAA, subir salários à conta da redução da TSU é alimentar o miserabilismo empresarial neste Portugal. Se tivermos em conta as estruturas empresariais dominantes, constituídas essencialmente por pequenas e médias empresas, este acordo reflecte a miséria que aqui dou conta.

Mais, usar a política do anterior governo, o de subsidiar empresas através de créditos fiscais, subsidiando o sector empresarial à conta dos contribuintes é deixar tudo na mesma.

A geringonça deixou uma má pegada, só para poder dizer que foi porreirinha e que tudo foi feito por acordo alcançado.
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De José António Abreu a 05.01.2017 às 12:25

Eia, finalmente um ponto em que estamos de acordo. Tratemos já do assunto.

Por isso mesmo seria muito mais adequado reduzir outros encargos que recaem sobre as empresas, descendo taxas e impostos (não apenas o IRC - como o PS de Seguro até concordou fazer - mas também os que aumentam os custos da energia, dos transportes, etc.), libertando assim margem para subir não apenas o salário mínimo mas também o médio, que se encontra estagnado há uma eternidade. Claro que para isto seria necessário cortar nas necessidades de financiamento do Estado - algo que a sua geringonça está longe de desejar fazer.
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De Vento a 05.01.2017 às 13:20

O meu caro adiantou-se e esbarra nas conclusões. Estamos de acordo naquilo. Significa isto que esse eia pázinho devia ser assim: Ena pázinhos, afinal o Vento sempre teve razão!

Tratemos então do restante. O problema das empresas é o financiamento na banca. Este acordo sobre o salário não vem beneficiar nem pequenos e, com raras excepções, médios empresários.
Significa isto que estão todos a pagar para o tal grupo que sai beneficiado.

Porém, há um ponto que já há muito tinha focado. O problema também reside no preço da energia. Mas esta situação resolve-se com regulação e não com subsidiação.
Mais, as empresas já têm benefícios fiscais por se implantarem em zonas fora da linha costeira. Desloquem-se algumas para aí.
Nos custos dos transportes a situação está resolvida, e bem.
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De José António Abreu a 05.01.2017 às 14:59

"O problema das empresas é o financiamento na banca."
Ah, o problema é sempre falta de crédito...

"O problema também reside no preço da energia. Mas esta situação resolve-se com regulação e não com subsidiação."
Regula-se o quê? O aumento do défice tarifário? E há-de descobrir onde é que eu defendi subsídios. Seja aos utilizadores, seja aos produtores, onde tendem a existir para suportar modos de produção mais caros (para que conste, não sou absolutamente contra incentivos a formas de energia mais limpas - mas em moldes que não prejudiquem a competitividade global da economia).

"Mais, as empresas já têm benefícios fiscais por se implantarem em zonas fora da linha costeira. Desloquem-se algumas para aí."
Ei, se calhar isto prova que, só por si, os benefícios fiscais não resultam. Já uma diminuição da taxa de IRC, ou do imposto de derrama, ou dos custos de licenciamento, de aprovação de planos de controlo ambiental, de planos contra incêndio, etc., etc., podia ajudar todas as empresas. Mas - lá vamos outra vez - seria preciso o Estado ter uma sofreguidão ligeiramente mais moderada.

"Nos custos dos transportes a situação está resolvida, e bem."
Er... se você o diz. A propósito: está para breve a eliminação do adicional ao ISP, agora que o preço do petróleo se encontra a níveis de 2015?

"afinal o Vento sempre teve razão!"
O mundo voltou à normalidade! (Ou não: a sua obsessão em garantir que sempre teve razão pode constituir apenas uma falha recorrente da Matrix.)
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De Vento a 05.01.2017 às 19:38

Começo pelo fim. Isto foi o que sempre defendi. Mas vamos lá:

1 - O problema não está na falta de crédito, está no custo do crédito. As empresas não têm garantias sólidas para oferecer.

2 - Não, não se regula por essa via. Se o valor da electricidade que é injectada para Espanha a custo zero entrasse nas contas da redução do preço da energia para a indústria tínhamos o problema resolvido.
Quer fazer contas? Leia isto:
http://www.revistafesta.com/index.php/noticias/pais/item/929-oferecemos-a-espanha-75-milh%C3%B5es-de-euros-de-eletricidade-s%C3%B3-nos-primeiros-tr%C3%AAs-meses-do-ano

e isto:
https://www.dinheirovivo.pt/empresas/exportamos-energia-a-custo-zero-para-espanha-que-pagamos-a-100-euros/

Uma vez que a energia é paga pelo consumidor, não há razão para não reduzir a tarifa à indústria.

Vê que sou um ser divino com um génio incrível? Se algum governante andar por aqui, fáxavor de olhar para esta sugestão.

3 - Calma aí, meu caro. Vai em velocidade elevada. Diminuição de IRC para quê? Há investimento? Há melhoramento da actividade produtiva? Há reinvestimento dos lucros? Se nada disso se observa, porquê baixar impostos? Mais, os investimentos e reinvestimentos já possuem incentivos fiscais. Para quê mais?

4 - Está para breve a eliminação do ISP, pergunta-me. Para quê eliminar algo que ajuda ao sector dos transportes nesta fase?
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De lucklucky a 06.01.2017 às 14:09

Asneiras.

O custo do crédito está historicamente baixo.

Os custos do Estado é que não param de subir. De Licenças à Justiça.

E a cultura que o Estado cria é contrária à criação de empresas.

E como eu já disse há algum tempo, os sindicatos deveriam ser os maiores proponentes do empreendedorismo. Em vez disso são os maiores proponentes do empregadedorismo.

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