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Só vinte?

por Sérgio de Almeida Correia, em 11.05.17

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(créditos: Expresso)

A mim admira-me que sejam só vinte, porque bom bom era serem aí umas sessenta, ou umas oitenta, sei lá, de Santarém até Setúbal, cobrindo toda a área metropolitana de Lisboa e arredores. Se possível com uma extensão ao Aeroporto "Internacional" de Beja, em regime de PPP, para se poder encaixar a malta amiga, e com o aval da CGD. E depois entregar a gestão disso a Sérgio Monteiro. Quer-me parecer que desta vez faltou um pouco mais de rasgo na proposta de Assunção Cristas. Ninguém é perfeito.

Como diria um amigo meu, "isto promete uma remontada épica". Obrigado, António.

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9 comentários

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De JPT a 11.05.2017 às 10:23

No fundo, ao prometer-se 2 ou 20 estações muda apenas a escala de gozar com a cara de quem, efectivamente, anda de metro, e, todos os dias, vê estações que escorrem água há meia dúzia de anos (Rotunda e tantas mais), escadas e passadeiras rolantes parados (Restauradores, esta segunda-feira, Baixa-Chiado dia sim dia não), composições de 16 em 16 minutos, como quando eu saio da bola (incluindo no dia do Sporting v. Benfica), e/ou com 3 carruagens, como a linha vermelha ao fim-de-semana, lotada de "camones" com malas. Mas manter e reparar não passa na televisão.
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De Jorg a 11.05.2017 às 10:44

Cristas joga com as mesmas cartas do xuxa Costa - mente á grande, a conta de dinheiro que "há de aparecer"..
Merece indignada e tão circunscrita critica? Só na medida em que cauciona o rasteiro e soez "spin" geringonço, uma conversa de farsolas que deixa caminho livre para ir tratando da sua corte - nunca a ganãncia dos "xuxa amigos" no arrebanhar de tachos foi tão evidente a quem atenta ao que se está a passar no Estado e para-Estado.. - e ir comprando votos do funcionariado.

Quanto ao demais, façam uma selfie e quando chover venham dizer que afinal está sol, e água cadente é um direitolas no telhado a virar baldes de água cá para baixo....
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De Luís Lavoura a 11.05.2017 às 11:16

São coisas diferentes. A construção de novas estações é um investimento, que pode parcialmente ser financiado com dinheiros de certas origens. Os problemas que você referiu são custos de funcionamento, que têm que ser financiados com dinheiros de outras origens.
Por exemplo, você pode (talvez) pôr fundos europeus a financiar a construção de novas estações, mas não pode certamente pô-los a pagar a eletricidade e os salários dos maquinistas que custaria ter mais composições a circular.
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De JPT a 11.05.2017 às 15:50

"Esta operação terá um custo total de 216 milhões de euros e será financiado através de fundos comunitários e de empréstimos do Banco Europeu de Investimento" (sic, "dinheiro vivo"). Eu sei que há por aí uns aldrabões que defendiam que os empréstimos contraídos pelo Estado Português nos projectos financiados pela Europa não deviam contar para a dívida, porque teríamos sido "obrigados" a contraí-los (e pelos vistos, lá vamos ser "obrigados" outra vez). Mas, as pessoas que vivem no planeta Terra, sabem que, quando se tem de pagar as amortizações e juros dos empréstimos que se contraiu para "investir", fica-se com menos dinheiro para os custos operacionais. Salvo, claro está, se se aumentar o preço dos bilhetes e/ou se inventar uma taxinha (já estou a ver, agora que o Metro e a Carris passaram para a CML: "Taxa Municipal de Infraestruturas de Transporte"). Ou seja, pago mais, e continuo com estações onde chove, escadas paradas e metro quando calha, conduzidas por um tipo que, com o nono ano, ganha mais do que 90% das pessoas que transporta.
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De Costa a 11.05.2017 às 10:37

Há ainda assim uma ténue diferença, creio. Isto das vinte novas estações de metro será essencialmente bravata de político, daquela em que o autor - a autora - será o primeiro a não acreditar. Faz é parte disto de se ser "político", da licença para apresentar coisas destas nos termos e oportunidade em que se apresentam e no exercício dos privilégios da condição, por nós financiada, de deputado(a) da nação.

O derreter ofensivo, reiterado e impune do nosso dinheiro começa logo aí, muito antes, do primeiro inferno da primeira rua esventrada durante anos; muito antes das exuberantes derrapagens (chamam-lhes assim, não é?) de prazos e orçamentos.

Mas com alguma sorte - e nela azar, pois bem vistas as coisas, como princípio, uma bem maior rede de metropolitano seria seguramente muito bem-vinda, só sendo de lamentar que não tenha sido construída no tempo próprio (e não haverá nessa lacuna fundamento para apontar negligência, pelo menos, reiterada por parte de quem, ainda entre os vivos e hoje "senador"(es) do regime, teve no passado responsabilidades de liderança autárquica?) - não passará de um exercício de parlamentarismo em versão de anedota triste e menos responsável. À portuguesa enfim.

Já o caso do aeroporto de Beja é um magnífico exemplo - e longe de único - de delírios irresponsáveis impune e metodicamente consumados. E pagos, a pagar, por todos nós, autor do postal incluído.

Evidentemente, a área política não era então, não é, a de Cristas ou Monteiro. Mas aquela que se reclama digna herdeira de um desastroso republicanismo português, assente no pressuposto de que o país é de todos é o estado é nosso. Quanto a bancos, por essa altura, a CGD estava lá, como não podia deixar de ser. E imperava um outro. Santo.

Costa
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De Luís Lavoura a 11.05.2017 às 11:17

Algumas das novas estações propostas pela Cristas poderiam ser com metropolitano a circular à superfície, que diminuiria substancialmente os custos de construção.
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De Teresa Ribeiro a 11.05.2017 às 13:19

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De Tiro ao Alvo a 11.05.2017 às 16:01

Ao contrário do Sérgio, aqui está quem se diz de esquerda e apoia a proposta da Cristas: http://destrezadasduvidas.blogspot.pt/2017/05/metro.html.
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De Jorg a 11.05.2017 às 17:47

..ei lá! 'pera aí, em 2009, no pico da bebedeira xuxó-Socretina, o xuxa Costa, capatraz da Geringonça, na sua condição d'alcaide da Capital, acolitado á Dra. Vitorino, esposa daquele ministro não-sei-do-quê (não sei eu, e presumo, que nem o sabe bem o dito ministro que é esposo da Dra. Vitorino, que se acolitou ao, então na sua qualidade de alcaide da Capital, xuxa Costa, capatraz da Geringonça...), andou a prometer trinta, i.e. 30 estações de metro á malta!!!!!!!!
E ainda nem havia em vista Monteiros nem Xóninhas Medinas a pagar festas aos Lampiões,sei lá, ficava-se por uns Varas que apreciavam robalos á caixa como o Penguin,aka. Oswald Chesterfield Cobblepot, do Batman....
É mesmo rasgo, ainda que raso.... Aguarda-se "posta" (de pescada) com proporcional indignação á décalage cognitiva da Dra. Cristas!!!

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