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Só se estragava uma casa

por Diogo Noivo, em 22.03.17

O Ministro que comparou a concertação social a uma "feira de gado" considera infeliz que o presidente do Eurogrupo tenha caracterizado os países do sul como gastadores em "mulheres e álcool". Nascemos para sofrer.

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38 comentários

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De Anónimo a 21.03.2017 às 23:56

O Presidente do Eurogrupo não apanha uma multa nem nada? Como no caso do polaco?
Então no Parlamento europeu é permitido dizer coisas que desagradem ao Presidente? Ou isto não lhe desagradou? Como ele é do sul talvez ache elogioso dizer-se que a malta de cá gosta é de putas e vinho verde.
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De Artur a 23.03.2017 às 07:59

gado é o mais que há por aí .
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De Costa a 22.03.2017 às 00:00

Mas, evidentemente, o geringonçal ministro manteve todas as condições para continuar no cargo. Nascemos mesmo para sofrer.

Costa
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De Einstürzende Neubauten a 22.03.2017 às 09:24

Sobre Jeroen Dijsselbloem, nem uma palavrinha! O Costa decerto pensa o mesmo. (se quiser aprender alguma coia sobre a Embraer leia o que lhe deitei por aí)

Neubauten

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De Costa a 22.03.2017 às 10:44

Interessa-me aqui a duplicidade de critérios e a atitude de superioridade - verdadeiramente de alguém acima de qualquer regra de decência, mas sempre disposto a apontá-las aos outros -, de certo Santos Silva. De todos os membros do governo que tenha sido precisamente este (do primeiro-ministro e do ministro das finanças, nada...) quem veio falar sobre o caso é de especial mau gosto. Ou um brilhante exemplo de casta que se sente superior e imune a escrutínio.

Costa
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De Diogo Noivo a 22.03.2017 às 10:58

Ora nem mais, Costa. Embora o elenco de membros do Governo em condições de responder a isto com alguma autoridade é manifestamente diminuto.
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De Costa a 22.03.2017 às 11:06

O sr. primeiro-ministro fala agora sobre o tema. E de forma indignada, exaltada. Está a fazê-lo num evento que se chama, parece, Football Talks, coisa da FPF. Está certo: fala às massas, fala em tom comicieiro de caudilho ou messias de bairro, fala em local onde se trata daquilo por que o povo se deve verdadeiramente interessar. E deixar-lhe o cuidado do resto.

Está tudo certo, enfim.

Costa
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De Einstürzende Neubauten a 22.03.2017 às 11:47

O Presidente e o Estatuto dos Açores

https://www.youtube.com/watch?v=zw8zkDgf-F4

Seria isto a boa forma?
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De Einstürzende Neubauten a 22.03.2017 às 11:09

Você faz-me lembrar os politiqueiros, que arruinaram/arruínam este país, que mais que defenderem o bem da pátria, importam-se, sobretudo, com as lutas domésticas de poder - como revolucionários marxistas do quanto pior, melhor. Execrável tal atitude!

Tudo, para si, é aceitável , mesmo a desgraça, a ofensa exterior, a humilhação, o ultimatum estrangeiro.

E a autoridade desse Dijsselbloem, em presidir ao Eurogrupo, que até no CV mentiu!! De si, nem uma palavra.

Defenestração!
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De Anónimo a 22.03.2017 às 11:48

Do que você escreve, dir-se-ia, que eu acho muito bem o que o holandês disse. Faça-me o favor de citar uma só passagem minha de onde possa honestamente retirar tal conclusão. Ou então, por uma questão de honestidade, por favor defenestre-se.

Quanto ao tema em si, é utilissimo aos nossos alegados governantes. Mais circo - e daquele que apela às emoções mais básicas - para entreter quem caminha para o (mais um) buraco. Pudesse Portugal impor-se perante as declarações daquele tipo (que se alguma coisa mostram é que o tempo dos Estadistas pertence a uma passado cada vez mais remoto), atirando-lhe à cara contas equilibradas ou em evidente e consolidado caminho de o estarem e exemplos de sólida probidade da parte de quem conduz os negócios públicos do país.

E não pode. Só pode gritar indignações de vão de escada.

Costa

Ps: "politiqueiro" parece-me você, ao argumentar como argumenta a propósito da opção por Évora nos comentários a outro texto deste blogue. Já começamos, receio, a abusar da paciência de quem é aqui nosso anfitrião, mas regresse lá, peço-lhe.
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De Costa a 22.03.2017 às 11:58

Do que você escreve, dir-se-ia, que eu acho muito bem o que o holandês disse. Faça-me o favor de citar uma só passagem minha de onde possa honestamente retirar tal conclusão. Ou então, por uma questão de honestidade, por favor defenestre-se.

Quanto ao tema em si, é extraordinariamente útil aos nossos alegados governantes e será por eles hábil e entusiasticamente cavalgado. Mais circo - e daquele que apela às emoções mais básicas - para entreter quem caminha para o (mais um) buraco. Pudesse, isso sim, Portugal impor-se perante as declarações daquele tipo (que se alguma coisa mostram é que o tempo dos Estadistas europeus do pós-guerra pertence a um passado cada vez mais remoto), atirando-lhe à cara contas equilibradas ou em evidente e consolidado caminho de o estarem e exemplos de sólida probidade da parte de quem conduz os negócios públicos do país.

E não pode. Não pode, como qualquer cidadão pagante de impostos e pensando pela sua cabeça não deixa de constatar. Só pode gritar indignações, de súbito e muito alto, como fez agora o sr. primeiro-ministro -, de algazarra de rua.

Costa

Ps: "politiqueiro" parece-me você, ao argumentar como argumenta a propósito da opção por Évora nos comentários a outro texto deste blogue. Já começamos, receio, a abusar da paciência de quem é aqui nosso anfitrião, mas regresse lá, peço-lhe.
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De Costa a 22.03.2017 às 15:25

Isto foi duas vezes... Deverá ser da minha iliteracia informática. Considere-se o segundo.

Grato,
Costa
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De Einstürzende Neubauten a 22.03.2017 às 16:25

Costa, não lhe respondia a si, mas ao autor do post.

Mas já agora, um ser "(a)imoral" pode ser dotado de sentenças razoáveis. E Santos Silva, embora não tendo, em termos pessoais, moral para criticar determinadas fraseologias, tem obrigação, como MNE, de condenar e pedir a cabeça desse Laranja.

Quanto ao exagero de linguagem, desculpe, mas sou um romântico, um Camille Desmoulins

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De Einstürzende Neubauten a 22.03.2017 às 11:02

Concordo que Santos Silva é gado. Mas uma diferença. Pelo dito de Santos Silva não me senti ofendido, pois dirigia-se a uns quantos, embora condene tal afirmação.

Mas Dijsselbloem dirigiu-se a todos nós, portugueses, em trejeitos xenófobos, apesar de toda a miséria / sofrimento porque temos passado/passamos.

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De Costa a 22.03.2017 às 16:04

Sobre Dijsselbloem, então e como você quer: a acreditar na tradução disponibilizada pelo Expresso (insuspeito, creio, de representar uma força ultra-liberal, da direita dos interesses e lacaio da Sra. Merkel), que só agora infelizmente vejo e que tem o mérito de contextualizar a coisa - o que é, a maior parte das vezes, uma chatice... - terá sido isto o que o homem disse:

"(...) Como social-democrata, considero a solidariedade da maior importância. Porém, quem a exige também tem obrigações. Eu não posso gastar o meu dinheiro todo em aguardente e mulheres e pedir-lhe de seguida a sua ajuda. Este princípio é válido a nível pessoal, local, nacional e até a nível europeu", (...)". Ver mais no "link" abaixo,

http://expresso.sapo.pt/internacional/2017-03-22-O-que-disse-exatamente-Jeroen-Dijsselbloem

Sustente-se, como já pude ouvir, que o homem está incomodado com o facto de Portugal (e Espanha) ter escapado com apenas uma espécie de pena suspensa a uma aplicação de sanções que a letra (e com toda a probabilidade) o espírito da legislação aplicável mandava aplicar. E os últimos a poder vociferar quanto ao assunto serão os nossos políticos (e sim, bem sei, os de pelo menos duas ou três das cores políticas mais relevantes; com generosa relevância para a presentemente de turno).

Admita-se como infeliz, de facto, a analogia invocada. Que afinal até foi cuidadosamente enquadrada como tal: a invocação de uma hipotética circunstância da vida pessoal, assaz verosímil, goste-se ou não da ideia, e passível de, "mutatis mutandis", ser transposta a níveis sucessivamente mais vastos, até ao de país. Mas, sim, admita-se a infelicidade, até mau gosto, do exemplo, atendendo ao momento e ao cargo de quem as proferiu.

Mas vir, a propósito disto - e veja-se como é bem mais moderada, até ver pelo menos, a reacção oficial espanhola -, gritar "ó da guarda" que é xenófobo, racista, sexista e sei lá que mais, é puro e baixo, muito baixo, rasca mesmo, oportunismo político.

Servido copiosamente a um auditório que de leituras se fica pelo noticiário de futebol e novelas. Que convém vá ficando assim, para que tudo funcione como pretendido. E funciona.

Temos então os governantes que merecemos, está visto.

Costa
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De Einstürzende Neubauten a 22.03.2017 às 16:36

Quanto a sanções europeias aos países:

Juncker criticado por dizer que França não foi sancionada por “ser a França”

http://observador.pt/2016/06/03/juncker-criticado-por-dizer-que-franca-nao-foi-sancionada-por-ser-a-franca/

Sanções: como é que explica a aplicação a Portugal e não a França? - Marisa Matias 2016.06.14

https://www.youtube.com/watch?v=G4nxDlieaP4

Sanções UE: Srs Comissários, cortar os vossos salários tb será incentivo? - Marisa Matias 2016.10.03

https://www.youtube.com/watch?v=NoyMWfxOuhA

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De Susana a 22.03.2017 às 02:55

Prefiro um politico que responda à letra quando se impõe, a outros tipo Carlos Moedas, que defende que ou se baixa a bolinha à Europa ou saímos do euro, não há cá meios-termos. Para quê negociar se há tantos mais fortes..
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De Diogo Noivo a 22.03.2017 às 10:57

Santos Silva é, portanto, um político prevenido. Opta por ser carroceiro todos os dias, já a contar que alguém o será num futuro próximo. É isso?
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De JG a 22.03.2017 às 09:05

Se queremos ser levados a sério, talvez fosse bom evoluirmos no sentido de deixarmos para trás a lógica "eu posso asnear porque tu também asneaste"...
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De Diogo Noivo a 22.03.2017 às 10:58

JG, a lógica do Tempo Novo parece ser "asneamos todos".
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De Anónimo a 22.03.2017 às 14:46

Se o que o Diogo Noivo pretendia era apontar a incongruência do nosso ministro, que tem um bom registo de tiros ao lado, eu não o contestarei. Todavia, acredito que concordará comigo se eu disser que o objectivo se mantém: asnearmos todos o menos possível, sem nos desculparmos com a asneira dos outros.
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De JG a 22.03.2017 às 14:46

Se o que o Diogo Noivo pretendia era apontar a incongruência do nosso ministro, que tem um bom registo de tiros ao lado, eu não o contestarei. Todavia, acredito que concordará comigo se eu disser que o objectivo se mantém: asnearmos todos o menos possível, sem nos desculparmos com a asneira dos outros.
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De Luís Lavoura a 22.03.2017 às 09:39

A diferença é que um ministro falou da "feira de gado" numa conversa privada, enquanto que o outro ministro falou em "mulheres e copos" numa entrevista a um jornal. É uma diferença grande. A linguagem e as expressões que se podem usar dependem do tipo de conversa que se está a ter.
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De Luís Lavoura a 22.03.2017 às 11:06

No meu comentário acima não me refiro à divulgação pública, por um jornalista, das conversas privadas de Augusto Santos Silva, nem à (i)legitimidade de tal divulgação. Portanto, a sua resposta não tem cabimento.
Apenas digo que Santos Silva disse o que disse numa conversa privada. Certamente que não o diria numa entrevista a um jornal. Da mesma maneira, não teria mal que o sr Dijselbloem usasse aquela expressão numa conversa privada, mas ela é totalmente inaceitável numa entrevista a um jornal.
Mas enfim, não é nada que surpreenda num holandês. Os holandeses não são povo que prime pela delicadeza, conveniência e chá.
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De Einstürzende Neubauten a 22.03.2017 às 09:53

"Nascemos para sofrer" desde o dia em que temos, por cá, portugueses "Migueis de Vasconcelos e Britos" que pensam o mesmo que esse Dijsselbloem - muitos traidores pátrios (PSD/CDS) que defenderam as politicas de austeridade imposta pela troika (até iam para além dela) pois viam nessa austeridade a justificação, que faltava, para castigarem um povo que achavam ser de mandriões e trafulhas.

A austeridade está hoje no centro de todos os debates políticos. Esta obra vem acrescentar uma perspetiva histórica à avaliação desta ideia, que se manteve ao longo dos séculos, apesar dos fracassos recorrentes. Florian Schui mostra como os argumentos em favor da austeridade têm assentado em considerações morais e políticas muito mais do que nas realidades económicas. O autor revisita os pensadores que influenciaram as nossas ideias sobre a austeridade, desde Aristóteles, São Tomás de Aquino, passando pelo Iluminismo, por pensadores posteriores como Adam Smith, Marx, Weber, Keynes até Hayek ter instaurado um pensamento neoliberal que se mantém ainda nos nossos dias. Florian Schui conclui que a persistência e a força do conceito de austeridade não podem ser explicadas de uma perspetiva económica, mas sim a partir do apelo emocional das ideias morais a ele associadas. Um livro inovador, acessível ao grande público.

https://www.wook.pt/livro/austeridade-florian-schui/16169606
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De Diogo Noivo a 22.03.2017 às 11:00

"Traidores pátrios"? Não nos medicámos hoje, não é verdade? Ou isso, ou não percebemos o que aconteceu a Portugal nas duas últimas décadas - to say the least.
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De Einstürzende Neubauten a 22.03.2017 às 11:12

O Dioguinho é um internacionalista, já vi! Pátria, Honra, Nação, Virtude, são para si conceitos estranhos. ..miúdos, enfim
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De Diogo Noivo a 22.03.2017 às 16:20

Grande salto dialéctico! Questiono que a austeridade seja "traição" e, num passo rápido, daqueles que vai de A a B sem percorrer o caminho que separa os dois pontos, o Einstürzendezinho arrasta-me a virtude pela lama. Só lhe falta o colete de explosivos, meu caro.
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De Einstürzende Neubauten a 22.03.2017 às 16:39

Um dia...

O Terror é a luta da liberdade contra seus inimigos. A virtude sem o terror é impotente, o terror sem a virtude é fatal.
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De Jorg a 22.03.2017 às 10:18

A component de copos é exagerada - se mencionasse antes imobiliário 'upscale' e resorts&safaris agregado a 'ladies in distress" teria algum objecto mais objectivamente fundamentado....
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De Diogo Noivo a 22.03.2017 às 11:01

Bem visto.
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De AntónioF a 22.03.2017 às 10:48

Caro Noivo,
permita-me que pergunte: onde já vimos isto?
https://www.publico.pt/2013/04/15/economia/noticia/presidente-do-eurogrupo-corrige-curriculo-retirando-mestrado-que-nao-tinha-feito-1591368

Claro, só em políticos (inúmeros) deste nosso país, um país do sul!

Parafraseando um cartaz muito em voga num passado recente é caso para dizer:
«Vai estudar, ó Dijsselbloem!»
(Claro que não soa tão bem como o original!)
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De Diogo Noivo a 22.03.2017 às 11:04

Bom, já que é para misturar assuntos, isso ainda complica mais as coisas: entre antigos Primeiro-Ministro, antigos Ministros, assessores e chefes do gabinete já deste Governo, não temos grande autoridade, de facto.
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De Einstürzende Neubauten a 22.03.2017 às 11:14

Pela sua lógica, que autoridade tem o Diogo? Ou o Papa? Nunca pecou, asneirou, mentiu, querem ver?
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De Jorg a 22.03.2017 às 13:45

Ministro Francês que emprega família demite-se. Carlos César e Vieira da Silva ainda não pararam de rir - ou seja, "pecado, asneira, mentira" não é bem defeito, é mesmo feitio!
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De AntónioF a 22.03.2017 às 11:50

Claro, caro Noivo, isso só acontece em países como Portugal,da Europa do Sul. Por isso é que eu disse que os políticos eram inúmeros, sem distinguir as cores partidárias dos mesmos.
Agora, nos países da Europa do Norte... nunca.
http://observador.pt/2015/09/28/ministra-da-defesa-alema-acusada-plagio-na-tese-doutoramento/
Ops!!!!
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De Artur a 23.03.2017 às 07:56

se o holandês chamasse "vacas e bois" aos portugueses como o ministro chamou aos empresários e sindicalistas será que estes ficariam tão calmos como ficaram então ?

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