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SNS: atrás de mim virá...

por Teresa Ribeiro, em 06.06.15

  

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Fiquei a saber por uma amiga que as urgências dos hospitais particulares já não são o que eram. Desde que os seguros de saúde se popularizaram, as salas de espera começaram a encher e o atendimento a degradar-se. O tempo em que as pessoas eram logo recebidas pelo médico já lá vai. Ela, que por razões de saúde recorre com frequência a estes serviços, está a ver crescer o seu rol de queixas a olhos vistos. O último episódio aconteceu há dias. Entrou no hospital da Luz a deitar sangue pelo nariz e pela boca, sem motivo evidente, e deixaram-na plantada à espera, com um saco para aparar a hemorragia na mão, alegando que ali o atendimento é por ordem de chegada.

Há uns tempos, desta feita no hospital da CUF, também eu fui surpreendida por uma cena ao melhor estilo do SNS. Uma médica teve o topete de me dizer, para começo de conversa, que só tinha 15 minutos para me atender. Num centro de saúde os mimos seriam os mesmos só que ficariam muito mais em conta.

Tudo isto me fez pensar na morte anunciada do SNS e nos mitos que paralelamente se têm alimentado acerca da excelência dos serviços de saúde privados. Com a massificação do acesso das pessoas a estes cuidados é claro que a qualidade tende a degradar-se. Aquela médica que precisava de me despachar em 15 minutos devia ter um contrato de outsourcing com o hospital que a obrigava a aviar x doentes à hora. Para oferecerem tarifas competitivas, estes hospitais têm que despachar muita gente em pouco tempo. No caso das urgências aplica-se a mesma lógica com a agravante de a facturação por utente poder subir exponencialmente em função dos exames pedidos, o que nos remeterá sempre para dúvidas quanto à real necessidade de alguns desses exames. Business is business

Faço um flash back e vêm-me à memória as inúmeras decepções que apanhei com o nosso Estado Social. Sempre me senti roubada por ser obrigada a pagar tantos impostos por tão baixo retorno. Idealmente o que o Estado nos cobra devia corresponder a serviços de excelência, só que tal nunca aconteceu nem acontecerá, bem sei. Mas como diz o ditado popular, "atrás de mim virá quem de mim bom fará". 

Se é para pagar um mau serviço prefiro o que me custa menos dinheiro e não seja para lucro de investidores privados. Admito que nesta minha escolha há uma base ideológica. Não abdico da convicção de que o melhor sistema é o que assegura aos contribuintes o retorno dos seus impostos através de apoio à doença, à velhice e no desemprego. Isso faz de mim, aos olhos dos meus amigos liberais, uma estatista, com a cabeça cheia de ideias anquilosadas, defensora de um modelo de sociedade que só aproveita aos parasitas que não têm fibra para se fazer à vida sem o Estado a pôr a mão por baixo.

Mas a verdade é que não me importo de sustentar com o dinheiro dos meus impostos os "parasitas" que recorrem ao SNS e vão inscrever-se no centro de emprego para ganhar algum nos cursos de formação. Não foram esses que entupiram a administração pública de tachos, blindaram a justiça, puseram o que deviam descontar para impostos a render em off-shores, desperdiçaram os rios de dinheiro que nos chegaram da UE em tempo útil e assinaram  contratos que levaram o Estado à ruína.

Os meus amigos que um dia vão sentir no seu lliberal pêlo o que é adoecer e envelhecer numa sociedade quase sem protecção social, ainda vão ter muitas saudades do velho SNS enquanto secam na urgência que puderem pagar, pelos cuidados que o seu seguro de saúde cobrir. 

 

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28 comentários

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De Luis Moreira a 06.06.2015 às 17:35

Agora calcule o que aconteceria nas urgências dos hospitais públicos se não tivessem aliviados pelas urgências dos hospitais privados ( e vice versa...)
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De Teresa Ribeiro a 07.06.2015 às 10:30

Sabia que os hospitais públicos recebem x por cada utente que atendem nas urgências e que por esse motivo há, embora nunca assumido, interesse em canalizar doentes dos centros de saúde para os hospitais?
Se os cuidados de saúde primários fizessem bem a triagem dos doentes, as urgências dos hospitais públicos não entopiam.
Em todo o caso, já o disse aqui e repito: não sou contra os hospitais privados, aliás, como informo no post, já recorri aos seus serviços. Também não sou contra os seguros de saúde. Não posso é concordar com a atrofia do SNS a favor do negócio dos privados.
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De s o s a 07.06.2015 às 23:01

perdao ? ou o comentario é demasiado inteligente ou muito primario. Os cuidados de saude sao a primeira das prioridades, e a crescente degradaçao das urgencias hospitais publicos, mas ate com gestao privada, é propositada. O post fala em impostos e em serviços de qualidade pois correspondentes. Mas, gente mais apressada, endinheirada , e que odeia juntar-se ao povo, se prefere voltar a pagar, recorrendo ao privado, acho que lhes é devido um obrigado, tipo conceder-lhes uma medalha no 10 de junto. Convenhamos, e sempre foi assim.
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De Bic Laranja a 06.06.2015 às 18:55

Entre os Hospitais Civis e Hospitais, S.A. cada um reflicta nos que servem ao bem comum. A questão não é ideológica, é moral. E se porventura for meramente económica, como se quere tudo hoje em dia, veja-se até onde a concorrência daquelas sociedades anónimas alcatruzou os honorários dos médicos e enfermeiros e façam-se as contas do custavam quando os Hospitais Civis tinham o monopólio da oferta desses empregos.
Claro que se tinha impedir com mão firme de brotarem hospitais particulares como cogumelos, mas que ficava mais em conta ao erário, não duvido. Os capitalistas que se dedicassem à indústria
Cumpts.
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De Teresa Ribeiro a 07.06.2015 às 10:23

Não fica é tão em conta para quem é esmifrado por impostos que deviam dar-nos esse tipo de retorno. Neste sentido, sim, também é uma questão moral.
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De s o s a 07.06.2015 às 23:06

apesar de tudo, do vento que passa e varre, se a questao nao for ideologica, entao nao tem conserto. Se a ideologia morreu, a moral morreu faz muito mais tempo. A questao é ideologica : o estado ao serviço dos cidadaos e nao dos interesses capitalistas, pois dizer interesses privados é menos claro.
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De Miguel a 06.06.2015 às 22:43

Que bem que "fala" Teresa.

E muito mais podia ser dito, começando por elogiar o excelente nivel de cuidados que o SNS presta a milhoes de pessoas que precisam. E falo, especialmente, de tudo o que não são as gripes que invadem as urgências.

Infelizmente, os adeptos dos seguros e da "medicina privada" que agora parecem ter invadido o espaço público, um dia ficarão doentes á séria. Ou o pai deles. Ou a mãe. Ou um filho. Acontece a todos.

E, nessa altura, eles farão como o nosso querido primeiro ministro com a sua esposa, que agora necessita dos melhores cuidados médicos... Santa Maria e IPO.

Fico sempre na dúvida se, nestes casos, não devia ser recambiados para a "iniciativa privada" mais próxima e convidados a desenrascarem-se da forma que pretendem para todos nos.
pensamento pouco cristão..eu sei.

Miguel

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De Nuno a 06.06.2015 às 23:52

E nessa altura terão todo o direito de a eles aceder, porque além de pagarem o seu seguro de saúde para serem atendidos mais depressa num hospital privado, pagaram também os impostos que sustentam o SNS.

Enquanto pagador de impostos e dum seguro de saúde, há coisas em que recorro ao público, outras em que recorro ao privado.

Quando o meu bebé de meses caiu e torceu o bracito, fui directo à Estefânea, nem outra coisa me passou pela cabeça. Fui excelentemente atendido. Como o médico teve dúvidas, voltei no dia seguinte para ele ver com a equipa, numa consulta sem marcação.

Quando foi para tirar a tala, já com marcação, cheguei cedo, estive 1h30 à espera para o médico (outro, não o da urgência) e duas alunas olharem um minuto para o bracito e ele dizer que era para tirar. Fiquei 2h à espera da enfermeira que cortou as ligaduras (tinham ido todos almoçar). Em menos de dois minutos, entra o médico com as alunas, dá-lhe um lápis para ele brincar (como teste de mobilidade). O miúdo quase que mete o lápis no olho e se magoa. Em menos de 5 minutos saímos dali. Devia ter ido a um médico privado tirar o gesso.

Qualquer médico que trate daquela forma os doentes, rapidamente deixa de ter clientes. Eu perdi tempo, ele perdeu tempo, as alunas não aprenderam nada, o pessoal da recepção perdeu tempo a ouvir-me, o segurança fartou-se de ouvir o puto chorar, quem não pode pagar 50€/mês para evitar ali estar cedeu-me a vez, o contribuinte gastou dinheiro mal gasto, e tudo por causa dum médico que está ali instalado há décadas a tratar as pessoas assim.

Há coisas em que a concorrência faz milagres. Outras em que o mutualismo é essencial. Se podemos ter ambas, porque não?
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De Teresa Ribeiro a 07.06.2015 às 10:12

Podemos e devemos ter ambas - aliás, já temos há décadas - mas não em prejuízo de um sistema universal que por isso mesmo não está limitado por plafonds e condições de contratos de seguros.
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De Teresa Ribeiro a 07.06.2015 às 10:21

- para o Miguel, ali em cima. Às vezes o sapo troca-nos a ordem dos comentários.
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De s o s a 07.06.2015 às 23:14

pois , pode ser dito de diferentes formas, mas essa ´+e a questao, alias levantada pela Teresa no post. De forma simples, uma das vertentes : se para alem de descontarem naturalmente para o comum, decidem acrescentar um seguro de saude, quiça prescindindo no cotidiano do SNS, pois merecem uma medalha, mas têm pleno direito ao SNS. Nao podem, todos temos de nos proteger, é atraves do privado conseguirem agendamentos prioritarios e operaçoes de luxo no publico. E ate me está a ocorrer a questao de as ambulancias com os sinistrados por exemplo em lisboa e porto nao se dirigirem diretamente para os hospitais privados, coisa que vou já repetir num comentario individual.
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De Teodoro a 08.06.2015 às 10:33

Miguel, comentário 5*
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De Luis Moreira a 07.06.2015 às 11:25

Há, a ideia que o que é público tem que ser estatal. Nada mais errado. Se não existissem os hospitais privados , os grandes hospitais universitários (Santa Maria, S. José, S. João e Santo António) estariam cheios de casos menos graves que neste momento já são tratados em todos os outros hospitais menos diferenciados (estatais ou privados). Se com os privados os hospitais estatais não respondem devia ser bonito sem os privados. Para além do direito da liberdade de escolha
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De Teresa Ribeiro a 07.06.2015 às 19:55

Claro que deve haver liberdade de escolha. Aliás, é essa liberdade que está em causa, quando step by step se procura reduzir à mínima expressão o SNS.
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De Manuel a 07.06.2015 às 11:41

Eu sempre vi o Estado como o organismo que sempre que cresce em tamanho cresce também como doença para o país. É como se tivesse numa existência orientada para dentro de si mesmo, numa dedicação ao seu próprio limbo. As repartições públicas apresentam um frenesim de aparentes atarefados mas que se afastam da razão original e da realidade do mundo cá de fora para se embrenharem num mundo do faz de conta. Creio que é antes de mais um produto da cultura e não das ideologias.
Eu concordo com a Teresa, isto não pode ser tudo negócio, quem pensa assim só pode louco, pois afinal são só dois dias de vida, para quê querer tanto mal dessa forma aos que precisam de solidariedade? Nenhum de nós fica pra trás, caminhamos todos para a morte.
Só pode haver felicidade onde há Justiça e a primeira lei da Justiça é a solidariedade. E se alguns se aproveitam dela para viverem às custas dos outros é um problema muito chato, então que dizer do Estado público que vive e que cresce às custas da sangria que impõe ao país?
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De Teresa Ribeiro a 07.06.2015 às 20:09

O peso do Estado pode e deve ser reduzido, mas há mais Estado além do Estado social. No Estado há muito onde cortar. Ao nível autárquico, por exemplo. Lembra-se da grande reforma administrativa que este governo anunciou no início da legislatura? E dos cortes que anunciou em institutos públicos? A esse nível a montanha pariu um rato. E porquê? Porque no Estado dos tachos e tachinhos não se pode mexer.
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De Manuel a 07.06.2015 às 23:19

O maior sarilho deste país são as reformas. Atrás do andor das reformas segue uma procissão de reformistas rezando terços de hipocrisia. Fazer reformas significa reformarem-se reformistas e acabar-se com a festa. Algo que nunca vai acontecer por livre vontade deles.
O Estatuto de letrado do tempo pré-Europa transformou-se nesta abundância de gente culta nas artes finas do trabalho. Já diz o povo: " não há fome que não dê em fartura".
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De Vento a 07.06.2015 às 12:51

Tem de se decidir, Teresinha. Ou o SNS ou um segurito privado.

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/na-urgencia-de-santa-maria-6651864

Eu sou dos que sempre disse, e mantenho, que o SNS funcionava como uma coutada onde todos faziam o que bem queriam menos aqueles que deviam ser alvo desses cuidados. Escusado será falar nas excepções.
Todavia, Como estes rapazes entendem que quem gere bem é o privado, comprovando-se nesta teoria que eles gerem mal em toda a parte porque são incapazes de aplicar as suas doutas e extraordinárias capacidades a gerir bem o Estado, atiram para cima do privado o que é público e deixam o público às avessas.

Continuo a pensar que Paulo Macedo está a fazer um excelente trabalho, mas precisa melhorar e melhorar muito.

Por último, deixe lá os médicos e enfermeiros emigrar. Isto é bom para os que ficam, pois aumenta-lhes o poder negocial. O que já não se consegue com quotas e fornadas de formandos conseguir-se-á via emigração.
Fica atento, (des)governo, porque assim aumentarás os custos salariais. Vejam lá se sabem gerir.
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De Teresa Ribeiro a 07.06.2015 às 20:15

Tive recentemente familiares internados no hospital e bem vi a escassez de recursos humanos nas enfermarias. Ao fds é gritante, sobretudo ao nível do pessoal de enfermagem.
Chateia-me pagar os estudos a miúdos que depois vão aplicar o que aprenderam lá fora e receber cá pessoal médico que mal sabe português e que não sei que formação recebeu.
O Paulo Macedo tem sido um bom ministro, mas derrapou na gestão dos recursos humanos no SNS. É por demais evidente.
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De André a 07.06.2015 às 18:57

É engraçado. Um familiar meu (já idoso) tem estado bastante doente, uma mera infeção urinária. Foi ao hospital público da sua área de residência (S. José) e pouco fizeram (uma medicação errada), foi ao Hospital da Luz e fizeram o mesmo, piorou e foi de ambulância ao S. José (aparentemente, tudo estava bem segundo os médicos, e como havia falta de camas o melhor era ir para casa). Veio para nossa casa, piorou mais e voltou de ambulância para St.ª Maria (desta feita, o hospital da nossa área de residência). Entre as oito horas que passou nas urgências, à espera de tratamento (com senha laranja), ficou desidratado e faltou à medicação, porque os medicamentos estavam em casa. A meio da noite, depois de muita insistência, decidiram interná-lo.
No dia seguinte de manhã lembraram-se que a área de residência dele era o S. José. Depois de ter sido internado às 3h30 da manhã, foi transferido para S. José, ainda não estabilizado por volta das 14h00. Por poupança de recursos, todos os doentes transferidos são reavaliados nas urgências do hospital onde ingressam, para ver se devem de facto ficar internados. Passou mais uma tarde nas urgências, ficando ainda mais desestabilizado. Ao fim do dia, de novo por insistência nossa, decidiram interná-lo. No entanto, apesar de o indivíduo não comer, não andar, estar amarrado à cama e não reconhecer as pessoas, foi-nos dito que ele se encontrava em condições de ir para casa pela médica de serviço, e que só era internado porque tínhamos feito muita pressão junto do chefe de serviço.
Este último internamento decorreu sexta-feira ao fim do dia. Ontem fomos visitá-lo (tal como hoje, aliás), e deparámo-nos com o departamento masculino de Medicina 1.2 do Hospital de S. José a metade da capacidade (veja-se a falta de camas!). Entretanto o familiar continua a receber medicação, está sedado (e das vezes que já tentaram não ter sedado, tiveram de o amarrar à cama para ele não se magoar a si ou a outros).
Resultado: gastou-se mais dinheiro em serviços de urgência do que se tivessem recorrido logo ao internamento, o paciente degradou visivelmente o estado de saúde (o que acarreta mais dinheiro em tratamentos), submete-se o paciente a mais problemas, que agravaram o seu estado de saúde, enfim, demonstrou-se as fragilidades de um sistema burocrático, vocacionado para poupar (por ordens ministeriais), mas que ao fazê-lo, acabou por aumentar os custos. Ah, e agora o médico do departamento diz que tem medo que o estado de saúde mental do paciente não volte a ser o mesmo. Se for esse o caso, o ministério gastará ainda mais dinheiro, tendo de responder perante este caso em tribunal.
O que é que isto interessa? Depois de termos sido mal atendidos no público, fomos para o privado. Depois de não resolverem o nosso problema no privado (aqui num estado ainda razoável), voltámos ao público. No público a situação continuou a agravar-se e foi levada a um estado extremo, com consequências possivelmente irreversíveis. Entre os dois sistemas (público e privado), venha o diabo e escolha, porque passámos a noite em todos estes hospitais e o resultado a que chegámos foi este.
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De Teresa Ribeiro a 07.06.2015 às 20:16

Que pesadelo, André. Oxalá tudo se recomponha com o seu familiar.
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De cristof a 07.06.2015 às 19:04

Só um pequeno reparo: uma consulta num centro de saude fica por setenta e oito euros. Quando diz que fica mais barato provavelmente referia-se no imediato o que o utente paga na hora; que há-de convir é um dos erros mais graves que um candidato a eleitor faz quando decide votar neste ou naquele em função do que ele "promete dar".
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De Teresa Ribeiro a 07.06.2015 às 20:18

Refere-se a consultas hospitalares? Essas, felizmente, nunca frequentei. Não sei como chega a esses 78 euros...
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De João M a 07.06.2015 às 21:49

Concordo, depois da debandada de profissionais de saude do setor publico, consultas são adiadas várias vezes e por muitos meses,. Obrigado a ir ao privado, médica vem atrasada, atende rápido, passa análises quase sem critério: "...não faz análises à mto tempo, desde 2012", manuscreve rápidamente as análises...não pede hemograma, não pede função renal...passa a medicação à pressa e uma ecografia do pescoço...despede-se (+- 08 min para 1ª consulta e depois de 2h de espera...veio atrasada do hospital publico onde trabalhava...o que nos espera é pior ainda, infelizmente.
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De s o s a 07.06.2015 às 22:52

apesar de tudo foi muito meiguinha para com os amigos, com o que diz a terminar o post. Claro que eles compreendem, mas nao lhes interessa, borrifam-se. E para nao falar mais dos amigos, e de como eles sao protegidos e chulam o estado, digo o seguinte : eleiçoes londrinas e um especialista na rua mais chique ( de vivendas mais ricas ) explicava ao pivot do telejornal portugues : esta gente defende que todos podem ter o mesmo, desde que se esforcem. Os amigos nao descobriram a polvora, nem como nao pagar impostos .

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