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Simples, simples é cobrar aos pobres e remediados

por Sérgio de Almeida Correia, em 24.07.17

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Eu já tinha sido alertado para esse problema, só que estando longe por vezes tenho mais dificuldade em aperceber-me dos contornos do que vai acontecendo em Portugal.

Desta vez recebi um email dessa mais do que centenária instituição criada por "Carta de Lei de 10 de Abril de 1876, no reinado de D. Luís, sendo na altura Ministro da Fazenda Serpa Pimentel e presidente do 34º Governo Constitucional Fontes Pereira de Melo". Inicialmente criada para recebimento de depósitos obrigatórios, quatro anos depois da sua fundação viria a ser determinada – Carta de Lei de 26 de Abril de 1880 – a criação da Caixa Económica Portuguesa, administrada pela Junta do Crédito Público, por intermédio da Caixa Geral de Depósitos, cujo objectivo era "o recebimento e a administração de depósitos voluntários de pequenas quantias, com o propósito expresso de difundir, promover e incitar nas classes menos abastadas o espírito de economia".  

Os tempos mudaram e depois de múltiplas vicissitudes, a CGD acabaria por se transformar numa sociedade anónima de capitais públicos com uma natureza de banco universal e puramente concorrencial. Apesar disso, a CGD continua a referir ser sua missão "a oferta de soluções para as necessidades financeiras das famílias portuguesas ao longo dos vários momentos do seu ciclo de vida, fomentando a poupança e o investimento nacional".

Não vou perder tempo com a lengalenga que a CGD verteu para o seu site na Internet, mas gostaria de chamar a vossa atenção para o problema que me leva a escrever estas linhas e que, penso eu, afecta largas centenas de milhares, eventualmente milhões de portugueses que desde sempre contaram com a CGD para se protegerem dos BES, dos BANIF, dos BPN e dos BPP da nossa praça.

Acontece que, depois de ter servido de porto de abrigo para clientelas várias, dando emprego a múltiplos comissários políticos, e distribuindo o dinheiro que estava à sua guarda de múltiplos pequenos, médios e grandes depositantes por negócios ruinosos, sem quaisquer das garantias que pedia a um pequeno contribuinte que precisasse de uma dúzia de euros para comprar um apartamento T1 na Brandoa, a CGD vai entrar, presumo que com o aval do Presidente da República e dos responsáveis pela nomeação da actual administração, numa fase em que de banco dos portugueses pobres, reformados e remediados, das pequenas e médias empresas, dos emigrantes e dos pequenos aforradores, se vai transformar num banco para ricos num país onde os ricos têm o dinheiro noutros bancos e em bancos fora de portas, não precisando da CGD para nada.

Na sequência de uma notícia de Junho passado", a CGD anunciou que vai mudar as condições das contas bancárias para criar, diz a publicidade, uma "conta caixa à medida". Pensava eu que seria à medida dos seus clientes, isto é da maioria dos seus depositantes, e que isso seria feito tendo em atenção a sua missão de "oferecer soluções financeiras para as famílias portuguesas", "fomentando a poupança  e o investimento nacional", dando mostras de "uma actuação socialmente responsável", respeitando os "interesses confiados" e os princípios da "não discriminação, tolerância e igualdade de oportunidades". Mas não, enganei-me. As contas de depósito na CGD vão deixar de respeitar todos esses princípios que são apregoados pela instituição e que seriam de esperar da actuação de um banco público responsável e socialmente comprometido.

Com efeito, de acordo com esse referencial de sensibilidade social e respeito pelos mais desfavorecidos que é o Dr. Paulo Macedo, a partir de agora só os clientes com mais de 65 anos de idade e pensão de reforma inferior a 835,50 euros é que continuarão a não pagar pela conta à ordem. Todos os outros, que em tempos foram convidados a abrir contas na CGD para domiciliação dos seus rendimentos – salários e/ou pensões – ou com património financeiro igual ou superior a 5.000 euros, o que na perspectiva do Dr. Paulo Macedo e de quem o nomeou deve fazer deles uns "Gulbenkians", vão passar a pagar para ter o seu pouco dinheiro guardado na CGD.

Perante o que me foi esclarecido pela instituição e vem no jornal, esses ricaços, se quiserem manter uma isenção de pagamento para serem clientes da CGD, "passam a ser obrigados a ter cartões de débito e de crédito e a utilizá-los pelo menos uma vez por mês, o que implica uma despesa efectiva, tendo em conta o custo (anuidade) destes produtos, a que podem acrescer ainda juros, se passarem a utilizar o fraccionamento dos pagamentos a crédito".

Uma vez que os juros que a CGD já hoje paga são absolutamente ridículos para quem lá tem as suas poupanças, calculo que seja por esta via que esse banco onde ainda existem, ao que me dizem mas poderei estar enganado, "capitais públicos", deve pretender estimular a poupança dos portugueses, captar os depósitos dos emigrantes e cumprir a sua função social, de acordo com os referidos princípios da não-discriminação, da tolerância e da igualdade de oportunidades, dando a todos, incluindo desempregados, reformados e pensionistas a possibilidade de imaginarem que continuam a sustentar os desvarios da maltosa dos defuntos BES e BPN, bem como de todos os outros cujos administradores e accionistas se encheram convivendo alegremente com o poder político enquanto o país e os portugueses empobreciam.

Com os novos critérios da CGD, quem lá tiver rendimentos domiciliados, vencimento ou pensão ou for titular de património financeiro acima de cinco mil euros, com um cartão de débito, que é hoje algo indispensável no nosso quotidiano, terá de pagar numa "Conta S" a módica quantia de 30,00 euros por ano. Sem isso irá pagar 40 euros anuais. Se for parar a uma "Conta M" vai pagar entre 48 e 72 euros anuais, e numa "Conta L" pagará entre 84 e 108 euros por ano. Em termos sumários é isto.

Eu compreendo que seja necessário pagar os salários do Dr. Paulo Macedo e daquela catrefa de administradores, entre executivos e não-executivos, que a CGD tem, e que também importe pagar os desmandos das últimas décadas, as reformas com valores mensais de muitos milhares de euros de gente tão respeitável como o Eng.º Mira Amaral, a Dra. Celeste Cardona ou o Dr. João Salgueiro, e de outros que por lá passaram durante uma dúzia de meses; ou os empréstimos que a CGD  andou a fazer para financiar as compras de acções noutros bancos com o dinheiro dos depositantes e contribuintes, empréstimos que depois tem dificuldade em cobrar. Como também compreendo que seja necessário recuperar os quase quatro mil milhões de euros que a CGD perdeu em seis anos, mais os créditos de cobrança duvidosa dos empréstimos aos amigos e os prejuízos de 38,6 milhões decorrentes das saídas do pessoal, já sem falar nas aventuras algarvias.

Mas para além da informação que é dada para a maioria dos clientes que são abrangidos pelas novas regras ser pouco clara e confusa, também confesso que não percebo por que razão clientes como eu e outros que em nada contribuímos para os desmandos que ocorreram na CGD ao longo de décadas, com o aval do poder político, para enriquecimento da cambada que com pouco ou nenhum esforço se aproveitou da democracia para singrar, destruir a economia nacional e empobrecer o país, vamos agora ter de pagar a virtuosa gestão do Dr. Paulo Macedo e seus compinchas, e bem ou mal a dos que os antecederam, acabando todos "empacotados" em "contas-pacote".

Não sei de quem foi esta brilhante ideia de colocar uma vez mais os portugueses com poucos rendimentos e que não têm hipóteses de colocar o seu dinheiro no Luxemburgo, nas BVI ou em Hong Kong, a pagarem os desvarios de quem nos (des)governou. De qualquer modo, sem  estímulos à poupança em Portugal, com a CGD a comportar-se desta forma desonesta e esportuladora para com os portugueses que nela confiaram ao longo de várias gerações, penso que o melhor mesmo será começarmos todos à procura de alternativas numa instituição que, ainda que não pagando ou pagando juros ridículos pelo que lá colocamos, não nos cobre para guardar os nossos modestos rendimentos e poupanças.

A CGD e a sua administração, em vez de cortarem nos salários dos administradores, nas mordomias destes, no papel, nas cadernetas, na burocracia, nos elefantes que criaram, resolveram investir contra os seus clientes mais desfavorecidos.

A CGD e a sua administração não merecem a confiança dos portugueses, ainda que continuem a merecer a confiança política do Primeiro-Ministro e do Ministro das Finanças.

E como pequeno aforrador e, já agora, emigrante, tenho vergonha de que isto esteja a acontecer com essa instituição que em cada dia que passa se vai esquecendo dos únicos que lhe deviam merecer confiança e respeito. Isto é, aqueles que ao longo dos anos lhe confiaram as poupanças contribuindo para o seu engrandecimento e que nunca lhe ficaram a dever tostão ou avo. É esta a compensação – empacotados pelo Dr. Paulo Macedo e pagando pelo empacotamento – que os portugueses recebem pelo apoio dado à CGD durante décadas. Uma inqualificável vergonha.

(Nota: este texto foi editado pelo seu autor para alteração do título, visto que o anterior podia induzir algumas pessoas em erro e se afigurou excessivo face ao sentido do texto)

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24 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 24.07.2017 às 14:07

Agradecia que me dissessem se as Chavez do Areeiro ainda vendem cofres de parede...bom, para o que tenho penso que uma caixa de sapatos também há-de servir. Ou entao a gaveta das cuecas.
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De Zeus a 24.07.2017 às 17:50

Com essa da "caixa de sapatos", está visto que ainda não percebeu qual vai ser o próximo passo, para o remate da escravização dos seres humanos por uma minoria. Dinheiro virtual e chip. Está, apenas, a assistir à destruição Económica, de Valores, Liberdades Cívicas e de tudo o que nos ponha de joelhos, cabeça enterrada na areia e o traseiro numa péssima posição.

O Maior Problema é a falta de Consciência e Conhecimento que leva os seres humanos a colaborar na sua própria escravatura.
A maior Culpa é de quem Consente e, se pensam que mudar as "moscas", vai resolver este Problema Final, continuem porque, desta vez, vão finalmente ver a "parede" que eu falei no Pensamento da Semana.

Seres humanos em plena automutilação que pensam que a solução é as Farmácias terem muitos pensos, ligaduras, desinfectantes e, de preferência, de várias marcas e não conseguem enxergar que o problema está no seu autoinfligido comportamento.
Francamente, já duvido que se vá a tempo, estão a acelerar o Processo e o control mental é tão elevado que se lhes disserem no tom de voz certo por um carrasco devidamente "legalizado" que 2 + 2 = 5, elas acreditam.
Quando deixarem de olhar para os sintomas, respectivos "pensos" e, no seu caso, caixinha mas, para as causas do problema, ainda teríamos uma hipótese de o resolver.

Desta vez, não há D.Afonso Henriques, político ou herói que nos salve, a solução está em cada um de nós e, neste caso, estamos mesmo a precisar que seja uma Verdadeira maioria e não uma Virtual. Se pensam que alguém vos vai resolver o problema e, em vez de usar a cabeça só usam os glúteos para os esparramar no sofá a ver futebol, em vez de adquirirem Conhecimentos para sair do Problema, podem começar a ajoelhar-se porque, desta vez, não há países que se salvem uns aos outros, o Problema é a nível Global.

Só se podem dar dicas porque, por comodismo ou com qualquer outro tipo de isco, deixámos engaiolar o cérebro, agora é um trabalho que só pode ser feito a nível individual.

Deixo mais uma dica, longa mas, se fossem 7 jogos de futebol "papavam-nos" todos e ainda choraram por mais mas, depois, não se armem em vítimas ou vão pedir satisfações ao "paizinho" que estiver, na altura, no "trono" porque os "paizinhos", há muito tempo que nos venderam como futuros escravos de meia dúzia de Corporações, agora, só têm uma saída, aprender em modo de Curso Acelerado e, se algum imagina que, por milagre ou posição na "cadeia alimentar", se vai conseguir safar... em vez de um curso acelerado está a precisar de dois.

https://www.youtube.com/watch?v=_8e41iXn4qI
Mark Passio - Street-Wise Spirituality - St. Louis, MO
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De Vento a 24.07.2017 às 15:22

Simples, simples será o governo PS-PCP-BE prestar contas sobre esta situação, sob pena do povo começar a pensar que pretendem fazer uma suave recapitalização da CGD à conta dos depositantes. Schauble/Merkel, assim, acabarão por ganhar com este governo o que não foi feito no anterior.

Eu andava a estranhar os elogios de Schauble.
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De Luís Lavoura a 24.07.2017 às 16:30

O governo não tem nada que prestar contas sobre as decisões da administração da CGD, da mesma forma que um qualquer acionista de um qualquer banco (digamos, o BCP ou o BPI) não tem que prestar contas pelas forma como esse banco é administrado.
Quem tem que prestar contas é única e exclusivamente a administração do banco, não os acionistas.
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De Kissol a 24.07.2017 às 19:02

Já c/ a PT (empresa privada...) é ao Governo que a Administração tem de prestar contas...
E se não prestar contas admoesta p/ que «a autoridade reguladora [Anacom] olhe com atenção»...
Na CGD o Governo entendeu que era fundamental impôr à Administração ter salários e benesses exponenciais - p/ ser como uma empresa privada... E aqui não há 'despedimentos' - só 'mútuo acordo'...
E os depositantes - em vez de serem remunerados pelos depósitos - têm de pagar por terem dinheiro...
O dinheiro dos outros é nosso e dá muito jeito...
Nada como pôr em prática a excelsa conclusão do 'Socialismo do Séc. XXI':
> “Temos de perder a vergonha e ir buscar a quem está a acumular dinheiro”, Mariana Mortágua.
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De Tiro ao Alvo a 24.07.2017 às 19:30

"O governo não tem nada que prestar contas sobre as decisões da administração da CGD".
Essa agora? Então os governos não têm que prestar contas das decisões erradas que os conselhos de administração, por eles nomeados, tomam?
Nas empresas privadas são os sócios ou os accionistas quem controla as respectivas gerências ou administrações; nas empresas e nos institutos públicos, cabe aos governantes acompanhar e controlar a forma como estão a ser geridos e disso dar conta aos eleitores. Ou defende que as empresas estatais devem ser deixadas ao deus-dará?
Tão ladrão é o que rouba como o que consente...
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De Luís Lavoura a 25.07.2017 às 09:34

Nas empresas privadas são os sócios ou os accionistas quem controla as respectivas gerências ou administrações

Certo. Se as administrações não estão a administrar bem (no entender dos acionistas), então os acionistas substituem-nas por outras. Mas não andam a divulgar ao público consumidor as suas críticas à administração e às decisões individuais desta. Discutem, na melhor das hipóteses, o assunto em privado.

Alguma vez viu algum acionista do BCP ou do BPI a discutir em público a justeza de qualquer medida da administração? Muito menos uma medida tão corriqueira quanto o valor das comissões!!!
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De Tiro ao Alvo a 25.07.2017 às 16:17

Responda: nas empresas públicas quem assume a posição de accionistas, os pagadores de impostos ou os governantes?
Acha que o governo (da ocasião) é o dono das empresas públicas e que, por isso, não tem que prestar contas?
Não são os governantes que têm obrigação de dotar as empresas públicas com gestores competentes, assumindo a responsabilidade pela sua boa gestão?
Tem dificuldade em entender isto? Se tem, abstenha-se escrever em blogues.
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De Luís Lavoura a 26.07.2017 às 09:48

Eu respondo-lhe, com paciência.
As empresas públicas são propriedade do Estado. Quem representa o Estado é o governo. Logo, o governo é responsável por escolher e supervisionar o trabalho das suas administrações.
O governo tem que prestar contas ao povo e, especialmente, aos contribuintes pela boa forma como as empresas públicas são administradas. Isto quer dizer, em primeiro lugar, que essas empresas públicas não devem dar prejuízo.
Nestas condições, se a administração da CGD toma medidas no sentido de que a Caixa deixe de dar prejuízo, então essa administração está a atuar bem e o governo não tem nada que a censurar.
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De Vento a 24.07.2017 às 20:43

Era o que faltava. O governo sabe que a receita ultrapassa os 400 milhões/ano x 10 = + de 4 mil milhões, e assim evita entrar com a massa para o défice não disparar.
O que está a ocorrer é um bail-in. E você diz que o accionista estado não tem de dar satisfações aos portugueses e aos clientes que pagam a CGD.

http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c3246795a5868774d546f334e7a67774c336470626d6c7561574e7059585270646d467a4c31684a4c33526c6548527663793977616d77304e6a557457456b755a47396a&fich=pjl465-XI.doc&Inline=true

"Paulo Macedo tem como objetivo aumentar as receitas provenientes das comissões em 100 milhões de euros até 2020, de forma a cumprir o plano acordado com a Comissão Europeia na recapitalização do banco. No ano passado, o banco faturou 349,5 milhões com comissões líquidas."
https://www.sapo.pt/noticias/economia/cgd-aumenta-comissoes-de-milhares-de-contas_597594e50ed892fc75d0e003
http://www.dn.pt/dinheiro/interior/caderneta-perde-servicos-e-comissoes-viram-mensalidades-8549556.HTML

O governo PS-PCP-BE não pode ocultar dos portugueses a verdadeira essência destas cobranças. Por isso Schauble anda muito satisfeito.
https://www.rtp.pt/noticias/economia/corte-de-custos-para-por-a-caixa-geral-de-depositos-a-dar-lucro_n967781
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De Javardoura a 24.07.2017 às 21:53

Os accionistas têm o direito e o dever de pedirem explicações à administração
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De Luís Lavoura a 24.07.2017 às 15:31

A CGD hoje em dia é e pretende ser um banco como os outros. Não é um banco diferente, que siga regras diferentes. É um banco igual aos restantes. E todos os bancos hoje em dia têm comissões de manutenção de conta. É uma consequência direta da queda da taxa de rentabilidade dos bancos provocada pela queda das taxas de juro.
Se o Sérgio gostava ou acreditava que a CGD era um banco diferente dos demais, desengane-se. Já foi dito e redito que não é nem se pretende que seja assim.
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De Vento a 24.07.2017 às 21:59

Vai ver que não é assim. Isto é mais uma dose de gasolina para a fogueira. O PSD aproveitará este momento para apresentar uma moção de censura. Com esta atará em definitivo a troika actual (PS-PCP-BE). Como o seguimento será uma crescimento residual da economia, devido ao consumo interno (não se esqueça que este período é o dos subsídios), e sem nada se ter perspectivado para a pobreza existente, com a moção de censura o caminho para nova liderança fica aberto.
Espero que Seguro dê um passo em frente.
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De Vento a 25.07.2017 às 10:23

“Em Chipre e em Portugal, onde os cortes nas pensões e em outros benefícios sociais tiveram de ser feitos, as equipas do FMI tiveram de lidar com a distribuição dos cortes. Enquanto a evidência demonstra que as equipas do FMI fizeram esforços para defender as pessoas com menores rendimentos, as decisões políticas finais nem sempre refletiram esses esforços”.

O organismo afirma que o “FMI sempre viu os benefícios sociais atribuídos em Portugal como demasiado generosos e um dos elementos fundamentais para o elevado défice orçamental português” e recorda que desde 2006 defendia cortes e subsídios mais direcionados a grupos alvo, bem como políticas ativas de emprego.
http://www.sapo.pt/noticias/economia/medidas-da-troika-nao-protegeram-sempre-os_5976e2c83f0fbeaa2f95a6aa

Acontece que em Portugal, quer no período da anterior troika quer da actual, as políticas activas de emprego foram transformadas em cursito de Vida Activa, que estão aí para continuar a garantir emprego precário de formadores. Os milhões que se gastam nestas tretas serviriam para apoiar muitos carenciados. Acontece que PS-PCP-BE, porque estão no governo, fazem políticas para as suas clientelas e não para os miseráveis.

Catarina Martins, no que respeita à CGD, agora vem dizer que os reformados não devem pagar. Quer ela dizer que estando no governo aprovou um bail-in na CGD, mas agora exclui os reformados. Conversa fiada!
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De Luís Lavoura a 24.07.2017 às 16:33

Ninguém é obrigado a ter conta na Caixa Geral de Depósitos. Quem achar que esse banco cobra comissões excessivas, pode tornar-se cliente de outro banco qualquer (ou, eventualmente, de banco nenhum). Há montes de pessoas neste país que não são clientes da CGD.
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De Tiro ao Alvo a 24.07.2017 às 16:52

Eu defendo, desde há muito, que a CGD devia ser um Banco como os outros e que, por isso, já deveria ter sido privatizada há muito tempo. Mas não, a maioria dos meus conterrâneos, quixotescamente, queriam e querem uma CGD "nossa", onde os governos da ocasião possam meter lá os seus apaniguados.
Ora aí têm o resultado: milhares de milhões de euros de prejuízos, para serem pagos à conta do orçamento do Estado, ou seja, à conta dos nossos impostos. Para o actual governo, o importante é que essa enorme injecção de dinheiro, essa montanha de euros dos nossos impostos, esse suor de muita gente, não conte para o défice… Qual fechar balcões, qual quê, a CGD é nossa e tem que estar ao serviço de toda a gente…
Aqueles que atiraram a CGD para esta situação, aqueles que a guindaram de uma Caixa de Aforro, que oferecia aos seus clientes aforradores a garantia do Estado, içando-a para um Banco “sem dono”, perdulário, frequentemente ao serviço de governantes pouco escrupulosos, para não dizer criminosos, que aumentaram desmesuradamente a sua máquina administrativa e que envolveram aquele instituição, antes prestigiada, em operações de crédito de elevado risco, muitas apenas proveitosas para uns quantos "amigos", esses gestores deveriam ser julgados, para que se fizesse justiça e se necessário “engavetados”, pagando assim essa forma criminosa de gerir os dinheiros do povo.
Mas, infelizmente e pelo que se tem visto, não falta quem se apresse a defender essa gente, apostando na fraca memória dos portugueses.

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De am a 24.07.2017 às 16:54

Muito brevemente teremos outro banco falido:

BANCO DE TERRAS....

E os lesados em manifes...
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De Anónimo a 24.07.2017 às 17:41

"Simples, simples é cobrar aos pobres e remediados"

Claro!
Para dar aos ricos.
Óbvio!
E o que fazemos nós que não somos ricos?
Nada!
Ou melhor, vamos levantando a tampa do regime, com muito jeitinho, para a panela não rebentar.
Cinismo ou covardia?!...
João de Brito
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De V. a 24.07.2017 às 19:26

Uma vergonha. E querem cobrar por alguns serviços da caixa directa (como transferência) quando para além de não terem trabalho nenhum não oferecem nenhum juro associado à conta à ordem (e o que oferecem nas poupanças é ridículo).

Uns refinados filhos da puta. É para isto que querem bancos públicos? Para quê salvar esta gente? Deixem-nos falir como qualquer outro negócio. Ah, já sei trabalha lá metade do PS e dos sindicalistas do PCP.
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De atento a 25.07.2017 às 00:27

EU vou dar o meu contributo !
fecharei a minha conta.

PS: vão pedir dinheiro para a esquina !
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De JPT a 25.07.2017 às 14:04

Mal ou bem, de há uns anos para cá, todos os portugueses, até os mais pobres (pois mesmo os serviços mínimos bancários têm um custo), pagam comissões para ter contas bancárias à ordem (e/ou pelo uso de cartões de débito/crédito associados às mesmas). Pelos vistos, havia 700 mil que não pagavam (os do costume) e que, exceptuando aqueles que recebem pensões abaixo de €850, vão passar a pagar. Que alguém escreva 1.504 palavras a queixar-se de lhe terem tirado esta mama é todo um "case study" acerca do profundo autismo em que vivem os dependentes do Estado.
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De Diogo Moreira a 27.07.2017 às 10:56

Tenho, actualmente, conta no ActivoBank, a qual não tem custo de manutenção, nem custo de cartões (débito e crédito).

Existem outras contas à ordem sem custos, como no Banco CTT e o Banco Big.
https://www.deco.proteste.pt/dinheiro/contas-ordem/noticias/contas-a-ordem-custos-sempre-a-subir

Para além destas contas, para quem tem dinheiro acima de um patamar arbitrário (de 3000 a 7500 €), os Bancos tradicionais isentam as contas de comissões de manutenção.

Portanto, não são uns "700 mil do costume" que vão ser prejudicados. Estes serão todos os que confiam na Caixa Geral de Depósitos, especialmente os que têm menos posses.
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De JPT a 27.07.2017 às 16:27

Parabéns! Já eu, tenho conta no Millennium, a quem pertence o ActivoBank, e pago essas comissões todas, e mais uma por um transferência permanente para um conta no Bankinter (onde também pago essas comissões), e mais a do empréstimo da casa (em ambas as contas). E, graças a Deus, em ambas as contas eu e a minha mulher temos mais de €7.500 de saldo. Confesso-me um lorpa, portanto. Os que têm menos posses (menos de €850,00 por mês), e são pensionistas, continuam a não pagar nada, o que só acontece na CGD. Os que tem menos posses e trabalham no sector privado pagam sempre, como qualquer repositor do Continente que tem de ter conta no BPI, pois até os serviços mínimos bancários, que são quase só para indigentes, custam €57 euros ano. Claro, excepto no ActivoBank e no Big, que praticamente não têm agências, e no Banco CTT que se está a lançar (quando tiver uma base sustentada de depositantes vai ver se as comissões não aparecem).
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De Diogo Moreira a 28.07.2017 às 11:06

Se não está contente com o seu Banco, existem alternativas. Poderá até encontrar um spread mais baixo para o seu empréstimo, que compense a penalização da troca - ou, pelo menos, que compense nas comissões que lhe são cobradas.

O seu argumento do "público contra privado" é que me repulsa. Deixa no ar que só os funcionários públicos têm conta na CGD e que, por trabalharem para o Estado, obtêm benesses inatingíveis como os comuns dos privados. Uma e outra estão errados - a CGD é o Banco por excelência de todos os portugueses que assim o queiram.

Quanto a trabalhadores serem obrigados a ter conta num Banco em específico, a Lei diz que tal não é permitido.

Finalmente, a DECO anda há anos a lutar contra este tipo de comissões, por serem injustas e incidirem especialmente em quem tem menos posses financeiras. Isso é do mais injusto que pode haver! Um reformado com uma pensão abaixo dos 850 € não paga - mas pagam os que recebem salário mínimo. Seja no público, seja no privado.

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