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Saudades antecipadas de Obama

por Pedro Correia, em 20.01.17

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Barack Obama não foi o santo milagreiro que alguns desejavam. Mas prepara-se para deixar um país melhor do que encontrou ao tomar posse, em Janeiro de 2009. Os Estados Unidos, embora longe da prosperidade de outrora, registam crescimento económico, o desemprego foi reduzido para metade, a inflação situa-se a níveis residuais e nunca tantos americanos beneficiaram de medidas de protecção social como no seu mandato.

No plano externo, o Presidente agiu com prudência no vespeiro do Médio Oriente, enfrentou as tentativas de expansionismo russo e pôde anunciar ao mundo a captura de Bin Laden - cérebro dos atentados do 11 de Setembro e autoproclamado inimigo público nº 1 dos EUA. Já nesta recta final do mandato, obteve dois trunfos na frente externa, levando o Irão a admitir restrições ao programa nuclear e pondo fim a quase seis décadas de congelamento das relações diplomáticas com Cuba.

 

"Vim aqui enterrar os restos da Guerra Fria nas Américas. (...) Acredito que os cidadãos devem ser livres para falarem sem receios, para criticarem os governos e organizarem protestos de forma pacífica. Acredito que o Estado de Direito não inclui a detenção arbitrárias de pessoas por exercerem esses direitos. E, sim, acredito que os eleitores devem poder escolher os seus governos em eleições livres e democráticas. El futuro de Cuba tiene que estar en las manos del pueblo cubano", declarou Obama no Grand Teatro de Havana, num discurso que foi transmitido em directo pelos meios de comunicação do país, ainda há pouco especializados em diabolizar os Estados Unidos.

Importante por este carácter inédito, na primeira viagem de um Presidente americano a solo cubano desde 1928, o discurso confirmou um Obama conciliador e diplomático, mas também firme nos princípios e suficientemente realista para perceber que a prioridade estratégica de Washington quanto ao continente americano é quebrar o eixo Havana-Caracas para isolar o insolvente regime chavista e proporcionar aos cubanos uma abertura idêntica à que Richard Nixon possibilitou na China maoísta em 1972. E ninguém percebeu isso tão bem como Fidel Castro, como demonstraram as farpas dedicadas pelo ex-ditador a Obama, que recusou vê-lo nesta visita.

 

O inquilino da Casa Branca semeou o que o seu sucessor em Washington colherá. Honrando as melhores tradições da política externa do seu país, nomeadamente o que fizeram Nixon ao visitar Mao Tsé-tung em 1972, e Ronald Reagan na sua bem-sucedida deslocação ao Kremlin em 1988. Nada ficou como antes, tanto em Pequim como em Moscovo.

Pressinto que não tardaremos a ter saudades de Obama. Do seu gesto inspirador, da sua palavra eloquente, da sua apaziguadora bonomia. Em suma: da sua decência, que parece um pouco fora de moda e muito deslocada no tempo.

 

Texto reeditado

..........................................................................................................

 

Relembro aqui os primeiros três textos que escrevi no DELITO DE OPINIÃO sobre o Presidente Obama:

O que disse Obama (20 de Janeiro de 2009)

Com a graça de Deus (22 de Janeiro de 2009)

Obama: o sonho americano (25 de Janeiro de 2009)

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50 comentários

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De jj.amarante a 19.01.2017 às 14:09

Porque usa a palavra "captura" nesta frase "...pôde anunciar ao mundo a captura de Bin Laden...". "Execução" ou "eliminação" não seria mais adequado?
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De Jon a 20.01.2017 às 09:37

Penso que foi por decisão de Bin Laden. Ao que parece não lhe dava muito jeito, àquela hora tardia, entregar-se.
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De Pedro Correia a 20.01.2017 às 22:20

Capturado morto. Acontece por vezes a quem recusa ser capturado vivo.
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De Luís Lavoura a 19.01.2017 às 14:31

o Presidente agiu com prudência no vespeiro do Médio Oriente, enfrentou as tentativas de expansionismo russo e pôde anunciar ao mundo a captura de Bin Laden

Três asneiras.

No Médio Oriente, fomentou uma rebelião na Síria e o fornecimento de armas e dinheiro a essa rebelião, conduzindo a uma guerra civil desastrosa. Isto depois de já ter feito merda da grossa na Líbia, que rnasformou num país sem Estado.

O expansionismo russo não existe. Os EUA é que não param de atiçar a Rússia.

Bin Laden não foi capturado, foi assassinado.
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De Jon a 19.01.2017 às 19:57

"Os EUA é que não param de atiçar a Rússia"
Tem razão numa coisa. Apenas os animais conseguem ser atiçados.

Are you a baby-man?

https://www.wook.pt/livro/o-novo-czar-steven-lee-myers/18930407

https://www.youtube.com/watch?v=z8tJzsFEq8M

Alexander Litvinenko

https://www.youtube.com/watch?v=SA1guAEvrZk

Anna Politkovskaya

https://www.youtube.com/watch?v=2Gi20LFMwnI

Boris Nemtsov
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De Luís Lavoura a 20.01.2017 às 10:13

Todos esses casos (Litvinenko, Politkovskaya, Nemtsov) são assuntos da política interna russa, com os quais os países estrangeiros nada têm a ver.
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De Pedro Correia a 22.01.2017 às 20:00

Discordo. Isso seria condenar o José Milhazes ao desemprego.
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De Jon a 20.01.2017 às 09:40

Expansionismo e regimes autocráticos está no DNA da Rússia, desde os tempo de Ivan. Para além do Egipto, leia um pouco sobre a história russa
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De Pedro Correia a 20.01.2017 às 22:22

Expansionismo russo é quase um pleonasmo.
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De V. a 20.01.2017 às 20:47

E assim é que deve ser: vão lá pela calada da noite e limpam o sarampo a esses sarracenos barbudos sem grande alarido. Como fazem os israelitas. A mais requintada foi quando dispararam um míssil para o paraplégico do Hamas. Quando filmaram, uma das rodas da cadeira de rodas ainda girava com tudo a deitar fumo à volta. Foi lindo. E sobretudo eficaz. Nunca mais levantaram a crista.
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De Pedro Correia a 20.01.2017 às 22:23

Há sempre quem prefira "dialogar" com assassinos, terroristas e genocidas. Obama optou por outra via. E fez bem.
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De V. a 21.01.2017 às 02:01

Esse é um conceito puramente ocidental. Eles só querem que Alá lhes dê força para esmagar os infiéis e conquistarem o mundo. Mas nem precisam de Alá: têm a esquerda europeia e toda a gente simpática a abrir-lhes a porta. Um dia, quando estiverem para degolá-los, vão tirar um minuto para lembrar a essa gente toda a sua fraqueza e como até traíram os seus.
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De Jon a 21.01.2017 às 12:28

Não acredite nisso. O Corão é muito parecido com o Antigo Testamento. E lá também podemos encontrar um Deus misericordioso.

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De V. a 21.01.2017 às 16:10

O problema é esse: é ser parecido. Vem tudo daquele buraco infecto de pastores psicopatas. Eu não quero saber dos deuses misericordiosos do Médio Oriente. Quero é que eles desabitem daqui que somos pagãos. Aceita-se druidas e já chega de paizinhos vestidos de branco.
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De Pedro Correia a 22.01.2017 às 20:07

Psicopatas, só à distância. Tenham barba ou tenham baba. Quanto mais longe melhor.
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De Octávio dos Santos a 22.01.2017 às 13:48

Barack Obama dialogou mesmo com assassinos, terroristas e genocidas... o que é que acha, Pedro, que o regime iraniano é?
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De Pedro Correia a 22.01.2017 às 14:24

O que é isso comparado com o diálogo Nixon-Mao Tsé-Tung, Octávio?
Os aiatolas são aprendizes, comparados com os patronos e arautos da 'Revolução Cultural' chinesa...
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De Octávio dos Santos a 22.01.2017 às 21:30

Há (houve) diferenças: Richard Nixon não enviou para a China biliões de dólares, uma parte substancial dos quais poderiam ser utilizados para acções terroristas (John Kerry admitiu isso em relação ao Irão); também não enviou urânio. Nem consta que, aquando desse diálogo entre Washington e Pequim, barcos e marinheiros dos EUA tenham sido capturados e exibidos para efeitos de propaganda.
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De Pedro Correia a 22.01.2017 às 21:43

A maior diferença tem a ver com o período histórico - e não é lisonjeira para Nixon na comparação com Obama: vivia-se ainda na China a chamada 'Revolução Cultural', uma das épocas de maior terror do século XX (que foi fértil nelas). Nixon e Kissinger foram em peregrinação a Pequim, cumprimentaram Mao, o maior responsável por esse terror, caucionaram-no politicamente, fizeram-se fotografar junto a ele, "deram-lhe face" (como se diz no Oriente). Mais: viabilizaram a entrada na ONU, com o correlativo direito de veto no Conselho de Segurança, da China maoísta. A China totalitária, que matou dezenas de milhões dos seus próprios cidadãos.
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De Octávio dos Santos a 22.01.2017 às 23:41

E a União Soviética totalitária também matou dezenas de milhões dos seus próprios cidadãos... Stalin provavelmente matou mais do que Mao e do que Hitler. Porém, Churchill e Roosevelt «caucionaram-no politicamente». E daí?

Nunca disse que concordava com a iniciativa de Nixon e de Kissinger. Existe uma China democrática, e ela está na ilha Formosa - e o telefonema que Trump atendeu da presidente de Taiwan pode ter sido uma forma, indirecta, de reconhecer que, em última análise, nunca é boa política estender a mão a ditadores, para mais quando existem alternativas mais civilizadas.
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De Pedro Correia a 22.01.2017 às 23:47

Os argumentos que aduzi, e também os seus, só demonstram que na condução dos assuntos políticos mundiais se impõe a 'realpolitik'. Não é de agora, e muito menos resulta da acção de Obama: é uma longa tradição da política norte-americana. À excepção de Hitler, os sucessivos inquilinos da Casa Branca contemporizaram com praticamente todos os déspotas do planeta.
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De Octávio dos Santos a 23.01.2017 às 00:29

A «longa tradição» da «realpolitik» norte-americana de contemporização com «praticamente todos os déspotas do planeta» não é, não tem de ser, uma fatalidade; pode e deve ser quebrada... aliás, foi quebrada por George W. Bush, quando resolveu - e bem - derrubar Saddam Hussein, que em anteriores presidências - incluindo as do seu próprio partido - havia beneficiado de demasiada benevolência. Porém, a infeliz tradição foi retomada por Barack Obama ao decidir negociar com o Irão e com Cuba (e neste caso indo ao cúmulo de visitar Havana e o ditador Raul Castro), sem disso resultarem benefícios, quer para o Mundo em geral quer em especial para as populações daqueles dois (oprimidos) países.
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De Pedro Correia a 23.01.2017 às 09:26

Não absolva Bush, Octávio. Nem parece seu. Como qualifica a Arábia Saudita - país tão acarinhado pelo clã Bush - senão como um regime despótico?
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De Octávio dos Santos a 23.01.2017 às 19:30

Eu não absolvo George W. Bush, Pedro, nem tenho de o fazer - a História o fará, não duvido, se é que já não o fez. Quanto à Arábia Saudita, pensava que a minha opinião era conhecida ou óbvia - é um país com o regime mais repressivo e repugnante do Mundo, a par da Coreia do Norte, ambos seguidos não muito longe por Irão, China e Cuba. Não será a opinião de Barack Obama, porque o anterior presidente dos EUA, logo em 2009, se curvou numa vénia perante o então rei saudita, algo estritamente proibido pelos protocolos norte-americanos... e pelo mais elementar bom senso.
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De Pedro Correia a 23.01.2017 às 21:44

Mas aí estamos de acordo, Octávio. Foi um disparate sem nome. Lá está: em nome da 'realpolitik'. Que no caso da Arábia Saudita vem desde Roosevelt, atravessando todo o espectro político dos EUA sem distinções dignas de registo.
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De JSP a 19.01.2017 às 15:38

Metaforicamente , o indulto a "Chelsea" Manning retrata todo o "mandato" Obama.
Para a História ficará o discurso de 4(?) de Junho de 2009, lido no Cairo na presença de Mubarak.
Discuro simultâneamente infame, ignorante e criminoso - como o panorama actual o confirma.
O único efeito positivo da passagem deste sub-produto do "entertainment" pela Casa Branca seria uma vacina tipo Cromwell,como aconteceu à Inglaterra no sec XVII - isso na assumpção de que os EUA se mantêm uma nação unida e coesa, coisa que , aos dias de hoje, levanta não poucas dúvidas.
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De Jon a 20.01.2017 às 09:43

Portanto uma ditadura puritana fundamentalista. Era essa a sua vacina? O Tea Party, quer ver!!!
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De Pedro Correia a 20.01.2017 às 22:24

Quem defende ditaduras puritanas fundamentalistas não pode ser do Tea Party. Porque revela muita falta de chá.
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De lucklucky a 19.01.2017 às 17:08

Obama fez os possíveis por deixar os EUA em conflito entre si próprios e destruir a dissuasão que tinham ganho a muito custo e muitas vidas.

Um veneno.

As provocações raciais de Obama e a sua defesa de "identity politics" e do crime como estratégia eleitoral racialista funcionou para si próprio mas provocaram uma escalada criminosa nos dois ultimos anos que até deixou muitos pretos a vacilar no apoio ao Partido Democrata nas ultimas eleições.
A escalada criminosa obviamente aparece nas cidades dominadas desde há décadas pelo Partido Democrata como Chicago, Detroit, Baltimore, Filadélfia.

"identity politcs" eufemismo para políticas definidas pela raça e pelo sexo de Obama e do seu partido que Obama apoiou tactamente fizeram com que muitos brancos começassem a votar em bloco. Uma coisa inédita.
Agora "Identity politics" funciona para os dois lados.

Os escândalos sucederam-se vários deles passíveis de impeachment, se jornalismo não fosse uma palavra falsa da Esquerda.

-Fast & Furious.
-Usar o IRS para impedir grupos da Direita terem os mesmos direitos fiscais que mesmos grupos da Esquerda
-Usar o IRS para perseguir grupos Republicanos e pessoas que resistiam à sua administração.
-Baixar as multas de Empresas ao Estado desde que fizessem doações milionárias a grupos de Extrema Esquerda e Esquerda.
-Recebeu dezenas de vezes na Casa Branca um dos membros do Partido Democrata que disse em vídeo que organizava incidentes nos comícios de Trump. Watergate? claro que não, o jornalismo é a definição de Fake News...

-Assassínio de um embaixador numa operação não totalmente esclarecida.
A morte do embaixador foi dita pela Administração Obama que tinha sido provocada por um vídeo critico do Islão feita por um cristão àrabe.
Não é verdade.
-O Iraque potencial grande sucesso da sua Administração nas palavras do seu vice-Presidente Biden, deitado ao lixo pela sua birra.
-Mais e mais terroristas libertados de Guantanamo. Uns voltaram-se a dedicar à actividade. Outros entregues a prisões àrabes, estas já não causam escrúpulos aos humanistas.
-Acordos com Ditadura Comunista de Cuba. Mais uma vez para mostrar aos seus amigos de extrema esquerda que Obama está com eles.
-Aumentou a entropia na economia americana devido a mais aumento da regulação.
-As sucessivas red lines na Síria que não cumpriu, tinham precisamente a mensagem: Não somos de confiar. Destruir dissuasão.
- Subsídios milionário para empresas amigas que faliram: Solyndra
- Obamacare as mentiras "You can Keep your Doctor" e o falhanço total: Com os prémios a crescerem para valores enormes.
- Perseguir como nenhuma administração recente jornalistas mesmo do seu próprio lado mas que não seguiam o script estrito da sua presidência.

“This is the most closed, control freak administration I’ve ever covered,” said Sanger in a 2013 CPJ report, “The Obama Administration and the Press.” The report’s author, former Washington Post Executive Editor Leonard Downie, Jr., declared, “The administration’s war on leaks and other efforts to control information are the most aggressive I’ve seen since the Nixon administration.” As journalists often note, the Obama administration has prosecuted more leakers under the 1917 Espionage Act than all former presidents combined.

http://www.cjr.org/criticism/barack_obamas_press_freedom_legacy.php

http://www.politico.com/blogs/media/2015/02/risen-obama-administration-is-greatest-enemy-of-press-freedom-202707


Na caminhada inexorável das Democracias para Democracias Totalitárias, Obama deu um grande salto. A sua ultrapassagem do Congresso, como entrar em Guerra sem declaração oficial de Guerra é mais um sinal.

Todos estes instrumentos e este tipo de comportamento por Obama deram bem mais poder a Trump.
Trump que é um dos venenos criados por Obama.



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De Jon a 19.01.2017 às 19:34

Are you a baby-man?


https://www.youtube.com/watch?v=n1tTsmNJMvE


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De Jon a 19.01.2017 às 21:50

"As provocações raciais de Obama"

Refere-se ao assassinato de negros indefesos pela policia dos EUA?

https://www.youtube.com/watch?v=aQN8_KXeyiY

Culpa de Obama e da sua politica de identidade? Posso sugerir que o Ku Klux Klan surgiu como resposta a politicas de identidade semelhantes?

https://www.youtube.com/watch?v=ajhpFT-lVZY

As "identity politics" existem porque existe e sempre existiu racismo nos EUA. Por aqui chamamos-lhe politicas de protecção das minorias e de defesa dos direitos humanos.

"Assassínio de um embaixador numa operação não totalmente esclarecida".

Ainda decorre uma comissão de inquérito, mas duvido muito da responsabilidade directa do presidente Obama. Desde Dallas a CIA sabe como fazê-las bem? Black Ops?

" Iraque potencial grande sucesso da sua Administração nas palavras do seu vice-Presidente Biden, deitado ao lixo pela sua birra"

Apontaria mais a "birra" secular entre sunitas, xiitas, ismaelitas, etc.

"Mais e mais terroristas libertados de Guantánamo"

Bom havia uns quantos que estavam detidos ilegalmente, sem culpa formada, há umas "semanas" se isso lhe justifica alguma coisa. Regras de um Estado de Direito. Uma chatice!!

Quanto ao resto, imagino que quando se refere à Extrema Esquerda se refira a partidos que defendem a democracia parlamentar, correcto? Quanto a Republicanos decerto, que pelo seu crivo, se refere a neofascistas, correcto?

" Perseguir como nenhuma administração recente jornalistas mesmo do seu próprio lado mas que não seguiam o script estrito da sua presidência"

A Fox News deixou de emitir, quer ver!!

"Aumentou a entropia na economia americana devido a mais aumento da regulação"

A mesma regulação que foi responsável pela crise de 2008, quer ver!!?

"Acordos com Ditadura Comunista de Cuba. Mais uma vez para mostrar aos seus amigos de extrema esquerda que Obama está com eles"

Talvez para tentar melhorar a vida dos cubanos, através do levantamento do embargo. E um dia levar aquele país, pelo surgimento de uma classe média, à democracia. Ou preferiria um contra-golpe e um pouco de sangue? Quanto a ditaduras e acordos comerciais veja a poderosa China por cá - REN, EDP, etc. Sem pruridos!!

"Obamacare as mentiras "You can Keep your Doctor" e o falhanço total"

O que estava antes de Obama era um Sucesso, quer ver!!??.

https://www.youtube.com/watch?v=EpBfPkJyRX4

A qualidade do Sistema de Saúde Americano estava, em 2007, dois lugares acima do de Cuba (compare-se o rendimento per capita dos 2 países)

"A sua ultrapassagem do Congresso"

E eu a pensar que tinha sido a maioria republicana, do Congresso, a ultrapassar o Presidente Obama.

O Luck e a sua mundividência da terra queimada. Do quanto pior, melhor!! Um autêntico revolucionário.














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De lucklucky a 20.01.2017 às 19:46

"Refere-se ao assassinato de negros indefesos pela policia dos EUA?"

Como é óbvio você tão formatado pelo jornalismo ou tão desonesto não fala da violência dos negros sobre os brancos, asiáticos e contra outros negros...

Resultados de Obama:
http://thefederalist.com/2016/07/13/how-obama-left-us-more-racially-divided-than-ever/

Para a Esquerda de que você faz parte o minímo denominador comum é o Grupo. E desde sempre a Esquerda criou e dividiu grupos para os poder explorar e depois deitar fora.

Por isso é que a violência entre negros não interessa pevas a Obama.
Os Negros só interessam logo só é notícia se o acontecimento parecer beneficiar o voto no Partido Democrata.

Por isso é que o caso do Zimmermann foi transformado em grande notícia. Zimmermann nome de branco tinha todas as condições para se tornar mais um emblema. Mas o jornalismo Marxista disparou cedo de mais e era um "Latino"
E logo ali tivemos mais uma raça inventado pelo Jornalismo ou melhor dizendo pela Esquerda: O Branco Latino.

Se um polícia mata um negro - mesmo que o polícia seja ele negro temos um "caso" nos jornais de um lado e do outro do Atlantico, mas se 100 negros são mortos nas principais cidades do Partido Democrata num mês , já não é notícia.

Como não é notícia a grande violência dos negros homens sobre mulheres negras. E mais uma vez aqui o "Feminismo" já bem penetrado pelo Marxismo cala-se e o lápis azul do Jornalista entra em acção, pois é preciso não estragar a narrativa que forma o Grupo eleitoral.


KKK? lá está você com o Partido Democrata...

Foi a Esquerda Cultural de Obama que ajudou a destruir a família nas comunidades negras.
Destruir a família pune sempre os mais Pobres.
É a esquerda de Obama que quer que eles assim permaneçam como
grupo eleitoral perpétuo e para isso é preciso que haja tensão racial.


"A mesma regulação que foi responsável pela crise de 2008, quer ver!!?"

Pois foi.. ou não notou os benefícios fiscais para a construção quer de um lado que do outro do Atlântico? Pode começar por Bill Clinton e os benefícios fiscais, Fanny Mae, Freddie Mac e isso só do lado de lá.



A Housing Boom Built on Folly - Note que este artigo na Bus.Week é de 2005.

What accounts for the housing boom? Economists have cited a number of fundamental factors, including low interest rates, favorable demographics, and restrictions on development. But the unappreciated force that may have infected a strong housing market with home-buying mania is bad tax policy. Specifically, I mean the Taxpayer Relief Act of 1997, signed by President Clinton.

Under a set of easily met limitations — mainly that a home has been a primary residence for two out of the past five years — a family can exempt the first $500,000 in profit on the sale of the home from capital-gains taxes. The comparable figure for a single filer is $250,000.

MONEY PIT. In sharp contrast, capital gains on stocks and bonds carry a 15% levy (the capital gains tax rate had been 20% until the tax law change of 2003.). The powerful lure of tax-free profit is one reason that home prices have risen at a nearly 7% annual rate, vs. about 4% for the stock market since 1997. Sell a home with a $500,000 profit and owe Uncle Sam nothing. But realize a $500,000 gain on Nextbreakthroughtechnology.com and the federal government takes 15%. That’s the kind of math most people can figure out.

The issue goes way beyond tax fairness. A growing number of economists are deeply concerned that residential real estate is absorbing far too many economic resources. Money is pouring into concrete foundations rather than high-tech innovation. “Residential investment accounted for 35% of private investment in the past year, a level not seen since the early 1970s,” notes Martin Barnes, the perceptive financial-market observer at Bank Credit Analyst.

“We’re overinvesting in housing as a nation,” says Mark Zandi, chief economist at economic-consulting firm Economy.com. And we have the 1997 tax-law change to thank, because that created much of the economic incentive to buy, flip, and buy again every two years. (…)



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De Jon a 20.01.2017 às 22:17

"Como é óbvio você tão formatado pelo jornalismo ou tão desonesto não fala da violência dos negros sobre os brancos, asiáticos e contra outros negros..."

Falo nestes por serem claros crimes rácicos e não de oportunidade (como os roubos). E é perfeitamente normal as vitimas de assalto serem não negros porque os negros são, em termos estatísticos, a maioria dos pobres nos USA e os brancos a maioria dos ricos.

"Como não é notícia a grande violência dos negros homens sobre mulheres negras"

Será genético, LuckLucky? Ou produto tóxico da pobreza? Diga-me, você?

"Para a Esquerda de que você faz parte o minímo denominador comum é o Grupo"

Engana-se. Para mim o mínimo denominador comum é a Humanidade. Quanto a esquerda e direita não estou de nenhum lado pois ninguém está do meu.


"Pois foi.. ou não notou os benefícios fiscais para a construção quer de um lado que do outro do Atlântico? Pode começar por Bill Clinton e os benefícios fiscais, Fanny Mae, Freddie Mac e isso só do lado de lá"

https://www.youtube.com/watch?v=FzrBurlJUNk

"Destruir a família pune sempre os mais Pobres"

Olhe por experiência profissional digo-lhe que nada substitui um pai e uma mãe (engana-se se pensa que o dinheiro, nestas situações, quando existem filhos, é um sucedâneo eficaz de uma ausência). E entre os ricos as famílias são também muito facilmente destruídas, sobretudo pelos homens, não interessando para nada a raça - os tais cinquentões, empresários, com descapotáveis vermelhos, que se julgam de novo adolescentes.

Quanto ao resto o Luck está muito à frente para o conseguir acompanhar.








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De Pedro Correia a 22.01.2017 às 20:11

"Formatado pelo jornalismo" é uma das frases preferidas do LuckLucky. Um dia destes hei-de perceber o que significa.
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De cristof a 20.01.2017 às 06:28

Receber um país com 10 Trilioes de divida e deixa-lo com 20 é obra.
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De Jon a 20.01.2017 às 09:44

Depende onde foram gastos. Sabe?
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De Pedro Correia a 20.01.2017 às 22:25

Luxos da maior potência económica, militar, diplomática e estratégica do planeta. Como diria o outro, há vida para além do défice.
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De JSP a 20.01.2017 às 11:11

Ao "Jon" de seviço :
a) aprenda a "ler."
b) no seguimento da anterior,é aconselhável um conhecimento, mesmo que rudimentar , da História Inglesa.
E a coisa termina aqui.
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De Ironman a 20.01.2017 às 14:08

"E a coisa termina aqui"
Com certeza, Lord JSP!
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De Pedro Correia a 22.01.2017 às 20:02

Sintam-se à vontade para prosseguir a discussão.
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De Católico Apostólico Romano a 20.01.2017 às 20:59

O ex-líder do movimento supremacista e racista Ku Klux Klan (KKK) David Duke saudou a tomada de posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos escrevendo no Twitter “Conseguimos!”, noticiou a BBC.

Ei-la a bacina!!

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ex-lider-do-ku-klux-klan-sauda-posse-de-trump-com-a-mensagem-conseguimos
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De Pedro Correia a 20.01.2017 às 22:26

Ex-líder? Que lhe aconteceu? Foi escorraçado?
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De Católico Apostólico Romano a 21.01.2017 às 14:18

Descobriu que tinha ascendentes negros na 6º geração. Por muito bom que seja o detergente existem nódoas que não saem, nem a spray
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De Pedro Correia a 22.01.2017 às 19:57

Ó diabo. Isso é motivo para o sujeito linchar-se a si próprio.
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De V. a 20.01.2017 às 18:29

Acho que Obama fez mal em não mostrar isenção após a eleição de Trump e ter até apressado algumas soluções políticas em final de mandato que lhe ficam muito muito mal — como o episódio com Israel. Se eu for apenas um jornalista da SIC ninguém espera que eu seja imparcial mesmo que esse seja o meu dever profissional (já nos habituámos e sabemos que são assim), enquanto que o dever de respeitar o processo eleitoral americano é parte integrante das funções de um presidente da coisa-em-si.
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De Pedro Correia a 20.01.2017 às 22:28

Eu gostei de ver a cordialidade institucional na sessão de hoje na varanda do Capitólio, com os cumprimentos entre o Presidente cessante e o Presidente recém-empossado.
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De C.S. a 20.01.2017 às 21:59

Muito medo do que aí vem.
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De Pedro Correia a 20.01.2017 às 22:30

É preciso ter calma, como dizia o outro.
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De V. a 21.01.2017 às 00:27

Da primavera? Já vi uma lagartixa hoje aqui no campo. E estava um briol do carcamandro.
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De Pedro Correia a 22.01.2017 às 19:58

Eu vi uma salamandra. Estava de dentro de casa. Fazia calor.

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