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Santa Páscoa!

por Teresa Ribeiro, em 15.04.17

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Dedico este post aos católicos que são assim, como a criatura de Deus que aparece na foto, quando vêm à discussão assuntos polémicos sobre a sua Igreja e que rilham os dentes quando lhes falam do seu Papa Francisco,"esse 'comuna' que só veio desestabilizar".

Em tempo de Páscoa, por favor meditem nas palavras do padre Anselmo Borges, que transcrevo a partir da entrevista que deu ao Expresso, para esta última edição, e cuja leitura integral recomendo:

"É evidente que Nossa Senhora não apareceu em Fátima"; "A Igreja é misógina"; "A Igreja não pode impor como lei aquilo que Jesus entregou à liberdade. É preciso acabar com as vidas duplas" (a propósito do celibato obrigatório dos padres); "A hierarquia vive na ostentação e não se bate pelos direitos humanos"; "Este Papa é um cristão no sentido mais radical, não é apenas baptizado, ele segue Jesus". 

São críticas velhas, mas quando vêm de um homem da ICAR com a sua envergadura intelectual, têm outro valor.

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38 comentários

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De Tiro ao Alvo a 15.04.2017 às 12:27

A Teresa está a censurar a vinda do Papa Francisco a Fátima?
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De Teresa Ribeiro a 15.04.2017 às 12:34

Percebo a relação que estabeleceu, mas não foi de todo essa a minha intenção.
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De Tiro ao Alvo a 15.04.2017 às 12:53

Teresa, o meu comentário era, essencialmente, uma crítica ao padre Anselmo. Não por ele não acreditar que Nossa Senhora apareceu em Fátima - há muita gente que não acredita e acreditar não é um dogma; mas aquele "evidente", na boca de um padre, não deixa de ser uma agressão desnecessária a quem acredita.
Boa Páscoa!
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De m. a 15.04.2017 às 16:38

Há pessoas com imensas certezas. Anselmo parece ser uma delas.
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De Teresa Ribeiro a 16.04.2017 às 09:49

Não é pecado estudar, pesquisar e questionar. É o que fazem os teólogos. A fé passiva não é, necessariamente, a mais intensa.
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De Teresa Ribeiro a 16.04.2017 às 09:05

Peço desculpa pela demora na resposta. Fiquei muito tempo off line.
E agora respondendo à sua objecção: Na minha opinião o padre Anselmo pode fazê-lo, já o Papa não. E aqui aproveito para justificar a minha aparente contradição no critério de escolha das citações que elogiei. Francisco tem sido extremamente corajoso a afrontar o statu quo, daí ter-me tornado sua admiradora. Mas claro que a sua posição de líder supremo não lhe permite ser um iconoclasta, dizer a milhões que Fátima, assim como outros "altares do mundo", é um embuste. Outros terão de o fazer por ele. Devagar, devagarinho, a bem de uma depuração que só pode beneficiar a ICAR.
Visitar Fátima é aproveitar uma ocasião para estar em contacto directo com a população, algo que ele preza e muito bem.
Penso que faz falta à ICAR mais gente autorizada e com coragem, como o padre Anselmo, para lutar por uma Igreja mais transparente e coerente com a sua doutrina.
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De Tiro ao Alvo a 16.04.2017 às 11:47

Teresa, do que não gostei foi daquele "evidente" provocador, próprio de quem se julga dono da Verdade e, por isso e a meu ver, censurável.
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De Vento a 15.04.2017 às 12:54

Santa Páscoa, Irmã Teresinha!
As Teresas fazem parte do meu universo. Ela é a Teresa d´Ávila, ela é a Teresinha de Lisieux, ela é a Teresa de Calcutá, e também a Teresinha Ribeiro.

Vamos às partes de seu comentário. Nenhum católico é referência para a consciência dos crentes, tampouco Anselmo Borges. Mas admito que haja muitos cristãos que vejam na ICAR grandes referências para a edificação de sua fé.
A Mariologia não é um dogma de fé; e os Santuários Marianos são locais de peregrinação para onde convergem as mais diversas expressões de fé. Até mesmo muçulmanos, hindus e outros mais os visitam.
Anselmo Borges não pode afirmar que "Nossa Senhora não apareceu em Fátima" pela ordem do saber, mas somente da convicção. Convicção esta que também se aplica aos que acreditam na aparição de Fátima.

Sendo Maria o primeiro cálice de Jesus, pois Ela, pelo seu Fiat (Faça-se), revestiu o mistério da encarnação, é absolutamente normal que a edificação da fé cristã também seja feita com Maria. Aliás, Maria não somente afirmou o seu Fiat, confiando na palavra do Anjo, como também, nas bodas de Canaã, afirmou: "Fazei o que Ele vos disser".
Consequentemente, para encher estas talhas, que todos somos, com o Vinho Novo se arredarmos Maria empobrecemos os nossos caminhos para a transformação do homem no Homem Novo.
Importa também saber que este mistério da encarnação tem expressão na Paixão e Ressurreição de Jesus. Transformar os corações de pedra em corações de carne não significa que esta transformação se dê por simples vontade humana, ainda que seja necessária a sua colaboração. Com a ressurreição de Jesus também se eleva ao Céu o Seu coração. Portanto, há um coração de carne que sangra e palpita no Universo; e este coração de carne também pode palpitar no interior do Homem, transformando os corações de Pedra.
Portanto, Maria antes de ser apostola é a Mãe da Fé.

O celibato tem de ser uma opção. Tem de se acreditar e ver o celibato como expressão de ascese. Olhando o celibato fora deste contexto retira-se o sublime valor àqueles que o escolhem.

Eu também procuro seguir Jesus, e não o Papa ou Anselmo Borges. Para mim segui-l´O não é andar à frente d´Ele. É carregar a minha cruz, sob o jugo de Jesus, sempre atrás de Jesus. Tal como aconteceu com Simão de Cirene na Via Dolorosa. Tal como Maria o fez da encarnação do Verbo até à morte de Cruz.

Carregar a Cruz sob o jugo de Jesus é aceitar a dor da luta pela Verdade e Justiça.
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De pita a 15.04.2017 às 18:32

Senhor Vento, perdoe a brincadeira... mas o que escreveu está muito bem — na minha óptica. E é importante não cair no 'fariseísmo': eu é que sei como, é e como se deve fazer... Por eu ter tão pouca fé, não me admira que o Pe. Borges não sofra com o mesmo.

A leitura do Novo Testamento trás sempre dúvidas: «carrega a tua cruz» (tramado para gente que via todas as semanas uns condenados crucificados), «tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve» (a força que está na esperança).

Agradeço o contributo.
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De Vento a 16.04.2017 às 19:49

Meu caro pita,
não podemos confundir os desertos que encontramos com a perda de fé. Uma coisa é a dúvida e a dificuldade em compreender, outra coisa será dizer que se perdeu a fé por causa dessas dificuldades. Há também um momento de grande secura no caminho espiritual. S. João da Cruz deu-lhe o nome da "noite escura". Mas nem essa noite o demoveu de percorrer o seu caminho em direcção a Jesus. De certa forma, exemplificativamente, encontrará aqui também um significado de carregar a cruz.
Teresa de Calcutá viveu uma "eterna " secura espiritual. Mas não deixou que essa secura a impedisse de percorrer os caminhos de sua fé.

Não se pode confundir fé com acreditar. A fé é um dom, o acreditar é uma opção. Como dom, a fé busca-se: "pedi e ser-vos-á dado; procurai, e encontrarei; batei, e abrir-se-vos-á."

Todavia, a partir de uma passagem do evangelho, quero demonstrar-lhe um exemplo de fé.
A cananeia, originária da região de Tiro e Sidónia, considerada para judeus uma pagã, por isso mesmo os pagãos, aos olhos do fariseísmo ou farisaísmo judaico, eram conhecidos pelo nome desprezível de cães, aproxima-se de Jesus e grita para que sua filha seja liberta.
Jesus responde: "não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel". A mulher, prostrando-se diante de Jesus, volta a apelar para que sua filha seja liberta.
Jesus respondeu: "Não convém jogar aos cachorrinhos os pães dos filhos."
A mulher responde: "Certamente, Senhor, mas os cachorrinhos ao menos comem as migalhas que caem da mesa de seus donos..."
Disse-lhe Jesus: "Ó mulher, grande é a tua fé! Seja-te feito como desejas!".
(Mt. 15,21-28)
E assim aconteceu: a filha ficou sarada. Mas algo mais aconteceu. Aconteceu também Pentecostes. Esta mulher desperta a missão Universal de Jesus, melhor, a Universalidade de Deus Pai, que se consuma também na missão do fariseu Saulo, posteriormente o cristão Paulo, no mundo pagão ou dos gentios.

Não obstante, ainda temos de compreender o significado da Cruz que carregamos.
No Sermão da Montanha (Mt. 5ss), no que respeita às bem-aventuranças, entre outras sentenças, Jesus remata:
"Bem-aventurados sereis quando vos CALUNIAREM, quando vos PERSEGUIREM e disserem FALSAMENTE todo o mal contra vós POR CAUSA DE MIM..."

Concluindo, esse jugo de Jesus não é o da perseguição, da falsidade, da calúnia e da mentira. É o jugo da Justiça e da Verdade, compreendendo-se que a VERDADE não é um mero exercício intelectual, não é uma mera filosofia, não é uma equação matemática. A VERDADE é uma Pessoa, Jesus o Cristo por antonomásia. É no encontro com esta Verdade, Pessoa, que os discípulos de Emaús invertem sua trajectória e voltam a reunir-se com os demais discípulos para iniciar-se a grande missão confiada pós ressurreição de Jesus.

Sobre o descanso da alma, permita a citação de Agostinho de Hippone (Santo Agostinho):
"Vemos as coisas que fizestes, porque elas existem. Mas elas só existem porque Tu as vês. No nosso exterior, vemos que elas existem e no nosso interior vemos que elas são boas. (...). Só depois de um lapso de tempo é que fomos impelidos a fazer o bem, isto é, depois de nossos corações terem recebido a inspiração do Espírito Santo. Antes disso o nosso impulso era fazer o mal, porque Te tínhamos abandonado. Mas Tu, que és o Deus único, o Deus Bom, nunca deixaste de fazer o Bem. (...). Mas Tu és a própria Bondade e não precisas de Bem para além de Ti. ESTÁS PARA SEMPRE EM DESCANSO, PORQUE TU ÉS O PRÓPRIO REPOUSO.
Que homem pode ensinar outro a entender esta verdade? Que anjo pode ensiná-la a outro anjo? Que anjo pode ensiná-la a um homem? Temos de pedi-la a Ti, busca-la em Ti; temos de bater à Tua porta. Só então receberemos o que pedimos e encontraremos o que buscamos; só então a porta se nos abrirá."
(in Confissões de um Pecador - Santo Agostinho)
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De pita a 17.04.2017 às 13:24

Gostei de o ler. Mas nós, crentes, também temos de ler e de citar 'as bem-aventuranças' segundo Lucas: das oito, as últimas quatro são 'maldições'.
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De Vento a 17.04.2017 às 15:18

Não as vejo como "maldições", mas como consequências. São alertas. Para o bem e para o mal colhemos o que desejamos e optamos. Ainda que algumas opções sejam fruto da ignorância, da viciação do pensamento e da própria cultura. É o pecado original transversal a todas as gerações: pretender ser como deuses, viver como deuses e agir como deuses e senhores, determinando muitas vezes ou quase sempre quem deve viver e morrer. Quem deve ser incluído e excluído.
As profecias são uma antevisão do futuro precisamente porque tomam como base os comportamentos presentes. É a constatação da realidade presente que determina a consequência que se verte nessas 4 sentenças que Lucas refere.

A maldição tem uma conotação diferente. Ela é gerada no coração de um sobre o outro. As maldições são como um boomerang, regressam a quem as lança e por vezes perduram nas famílias e nas sociedades. Só as chagas de Jesus as podem vencer. A eucaristia é um sacramento de cura e libertação. O sacramento da penitência é também um sacramento de cura e purga o mal vivido e transmitido.
A grande diferença entre os cristãos reside precisamente no assumir e/ou desprezar a importância da transubstanciação da espécie. E muitas vezes a mesma, por displicência, é desprezada por quem dela comunga e em alguns casos por quem a consagra.
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De Teresa Ribeiro a 16.04.2017 às 09:36

Olá, Ventinho
E por que não pode Anselmo afirmar que a Nossa Senhora não apareceu em Fátima? Não é o único. Já se escreveram muito livros a desmistificar a aparição. Um homem de fé não tem de acreditar em tudo o que lhe contam. Direi mais, se se trata de um homem de fé com responsabilidades, tem o dever de ser mais exigente com o que escolhe acreditar.
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De Vento a 16.04.2017 às 18:35

Mais uma vez, Teresinha, não leu meu comentário. Anselmo Borges pode e deve dizer e escrever o que quer. O que eu disse é que Borges não o pode afirmar pela ordem do saber, mas da convicção.
E os que afirmam e acreditam que a Senhora apareceu em Fátima, pela mesma ordem da convicção, também o podem afirmar.
Concluindo, Anselmo Borges não é uma autoridade nem uma referência em matéria de convicções. É uma pessoa que lê, pesquisa, procura e interroga-se. Tal como qualquer outro.
A sua autoridade centra-se no sacramento do sacerdócio. Logo, tem de usar as prerrogativas conferidas pela Autoridade de Jesus, e da Trindade, para exercer o seu ministério e magistério. Em particular tem de se lembrar do poder que lhe foi delegado e que se centra também na bênção que lhe vem das mãos, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
A fé só é exigente para os que compreendem a realidade que os rodeia. A escolha no acreditar só tem duas saídas: ou se acredita em Jesus ou no seu contrário.
Transformar Fátima num tópico de autoridade é desvirtuar os caminhos da fé. É perder a oportunidade para a partir de Fátima, mais concretamente de Maria, desenvolver e fazer crescer ou edificar a fé das gentes.

"O que ligardes na terra será ligado nos céus". Pois se em torno de Maria se pode ligar a terra aos céus, faça-se.
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De Bernardo a 15.04.2017 às 15:48

Estes raciocínios niilistas são alicerçados na teologia da libertação e são perigosos. Estão dentro da Igreja e são capazes de tudo para transformá-la, adulterando a Doutrina e Tradição Acabaram com o Pecado original e o inferno, relativizam os milagres de Jesus e acreditam que vão construir o Reino dos Céus aqui na terra. Tudo é relativo, não se sabe o que é bem e é mal, todas as religiões são boas e tudo vale. Querem acabar com o espanto da mensagem do Evangelho. Enfim, o secularismo! Devemos estar vigilantes!
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De Teresa Ribeiro a 16.04.2017 às 09:44

"São capazes de tudo para transformá-la" - esta frase fez-me sorrir. O concílio do Vaticano II foi uma pequena revolução, hoje saudada por quase todos Não diabolize os reformadores, porque se estiverem motivados por razões justas, provavelmente deles será o reino dos céus.
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De Artur a 15.04.2017 às 17:11

o Padre Anselmo com esta declaração insulta a fé de milhões de devotos de Fátima em todo o mundo, e também a fé dos papas peregrinos Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI e Francisco.
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De pita a 15.04.2017 às 18:34

Deixe... ele é quem sabe da poda. Isso justifica um curso superior.
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De m a 15.04.2017 às 20:56

Anselmo é muito citado - e loucado - por aquela Câncio.
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De Teresa Ribeiro a 16.04.2017 às 09:31

Artur,
Se o padre Anselmo é movido pelo desejo de transparência, terá certamente a benção divina e a compreensão dos Papas que citou. Arrisco a dizer que mais depressa Francisco compreenderá e simpatizará com as motivações de Anselmo do que com as dos que enriquecem no conforto do Vaticano sem beliscarem uma norma e afrontarem a tradição.
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De pita a 15.04.2017 às 18:37

Ser ou não da ICAR não é atestado de Fé nem de bom conselheiro. Conheço e conheci uma dezena de sacerdotes que apostataram. E é, tão só, a minha contabilidade. Sempre haverá 'fariseus'.
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De pita a 15.04.2017 às 19:22

D. Teresa Ribeiro: leu o abixo publicado? Sobre o aborto.

http://queeaverdade.blogspot.pt/2007/01/artigo-do-padre-anselmo-borges-sobre-o.html
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De Teresa Ribeiro a 16.04.2017 às 09:19

A minha visão sobre o assunto "aborto", sobre a qual já aqui escrevi, coincide com a dele também, portanto, assino por baixo. Lembro-me que um dia, era a minha filha muito pequena - teria talvez uns oito anos - chega da escola e pergunta-me em lágrimas: "Mãe, tu defendes que se matem bebés?" Na altura o referendo ao aborto estava na ordem do dia e ela sabia que eu era a favor da despenalização. Na escola, que era católica, disseram-lhe que quem a defendia era a favor do assassínio de bebés. Estive então pacientemente a explicar-lhe a diferença entre um óvulo fecundado e um bebé, fazendo analogias: "Achas que um ovo é um pintaínho? Ou que um pinhão é um pinheiro?" Ela percebeu.
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De Francisco a 16.04.2017 às 12:09

Não se pode comparar um óvulo com uma pessoa, embora tenham o mesmo ADN, mas já se pode comparar um óvulo com um ovo? Inteligente. O que define o ser humano? Se se deixar desenvolver um óvulo vai dar um pinheiro? Um pinto? Ser humano?
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De Teresa Ribeiro a 16.04.2017 às 20:13

Tergiverse à vontade, Francisco. Sei que sabe que eu sei que percebeu o meu ponto.
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De pita a 15.04.2017 às 20:16

Mais um site a ler:
http://portadaloja.blogspot.pt/2017/04/e-e-vidente-que-ha-padres-sem-fe.html

cumprimenta
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De Teresa Ribeiro a 16.04.2017 às 09:23

É evidente que há padres que por amor à sua Igreja e respeito para com os seus fiéis querem contribuir para a clarificação de mitificações que nada acrescentam à verdadeira fé, mas que aproveitam a muita gente.
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De pita a 16.04.2017 às 11:31

Teresa Ribeiro.
Como não sou de rodeios, esperei que se espalhasse, porque todos se espalham.
Vá para o diabo que a carregue. Conselho de inimigo.
Inimiga da Vida e amiga das trevas. Boa noite

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