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Revisitando o governo de Santana Lopes.

por Luís Menezes Leitão, em 05.01.18

Santana Lopes tem razão quando se queixa de que ninguém no partido lhe chamou a atenção para as trapalhadas do seu governo, quando estas saltavam aos olhos de toda a opinião pública. O mal dos partidos políticos portugueses sempre foi o excessivo seguidismo que têm pelos seus líderes. Em 2004, quando Santana Lopes fez todas aquelas trapalhadas no seu efémero governo, deveria ter sido o PSD a promover internamente a sua rápida substituição no cargo de Primeiro-Ministro, o que teria evitado a dissolução de Jorge Sampaio, e a entrega do país a Sócrates. Margaret Thatcher tinha sido uma excelente Primeira-Ministra e foi destituída pelo Partido Conservador quando se tornou evidente que o seu governo estava esgotado, o que permitiu que os conservadores voltassem a ganhar com John Major. Os partidos não são meras estruturas de apoio ao líder. É antes o líder que deve colocar-se ao serviço do partido.

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23 comentários

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De JS a 05.01.2018 às 09:46

" ... deveria ter sido o PSD a promover internamente a sua rápida substituição no cargo de Primeiro-Ministro,...". Exacto, mas,

No sistema político, em Portugal, os deputados só o são porque estão nas graças do chefe do partido.

No sistema político do Reino Unido ganha-se um lugar de MP (deputado) no Parlamento porque a maioria de eleitores no seu círculo eleitoral o escolheu -fotografia e nome no boletim- em "oposição" aos outros no boletim. Os "sujeitos" em escolha no boletim de voto não são icons de partidos. São indivíduos, os candidatos. Embora sim, a grande maioria se candidate com anuência de um partido.

Este último sistema dá mais poder político aos deputados. E tira poder aos partidos.
Daí a escolha -pelo acima mencionado sistema- dos constitucionalistas portuguêses, eles mesmos arregimentados pelos partidos.
Daí a impossibilidade genética de "funcionários dos partidos" acantonados a deputados, alguma vez alterarem este vigente sistema político.
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De Luís Lavoura a 05.01.2018 às 09:55

teria evitado a dissolução de Jorge Sampaio, e a entrega do país a Sócrates

Quem entregou o país a Sócrates não foi Jorge Sampaio, foi o povo português que, livremente, nele votou.

E votou muito bem, pois o PSD e o CDS tinham estado 2 ou 3 anos no governo e, nesse tempo, não tinham feito nada de fundo para resolver os problemas. Especialmente o governo de Durão Barroso foi de uma absoluta inoperância.

Até agora os presidentes portugueses só dissolveram a Assembleia duas vezes (Mário Soares e Jorge Sampaio) e, em ambos os casos, o povo confirmou totalmente a intuição presidencial de que ele (povo) queria mudar. O presidente limitou-se, em ambos os casos, a executar a vontade do povo.
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De Vlad, o Emborcador a 05.01.2018 às 13:41

Luís relembre a Quinta da Regaleira!
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De Vlad, o Emborcador a 05.01.2018 às 13:48

Quinta da Falagueira, corrijo:

O Governo recusa-se a divulgar o grau de envolvimento do empresário Vasco Pereira Coutinho na venda, por 52,5 milhões de euros, da quinta da Falagueira, na Amadora. O Ministério das Finanças emitiu ontem um comunicado onde apenas reconhece que uma empresa do Estado comprou o terreno (ao próprio Estado) "em parceria com a Big Temple SGPS,SA e a Cottees - Compra e venda de Imóveis [duas empresas do universo de Vasco Pereira Coutinho] para o futuro desenvolvimento de projectos para este espaço".

empresa StormHarbour - apelidada na imprensa de "boutique financeira" - foi contratada por ajuste direto pela Agência de Gestão do Crédito Público (IGCP) para decifrar as cláusulas dos contratos swap assinadas pelas empresas públicas com a banca internacional. Na prática, em vez de protegerem as empresas contra as oscilações dos juros durante esta década, esses contratos colocaram-nas à mercê do casino financeiro, acumulando cerca de 3 mil milhões de perdas potenciais para os cofres públicos.

Swaps: Governo contratou responsável por negócio ruinoso de 2003

O responsável pela StormHarbour em Lisboa é o economista Paulo Gray, ex-representante do Citigroup em Portugal. Foi nesta qualidade que assinou há dez anos o contrato de titularização de dívidas fiscais com a ministra das Finanças do Governo Durão Barroso. Manuela Ferreira Leite não hesitou em dar luz verde numa operação que visava manter o défice abaixo dos 3% em 2003, mas que se revelou ruinosa, tal como estes contratos swap.
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De Anónimo a 05.01.2018 às 11:21

Do texto e dos dois comentários postados, conclui-se que os partidos ignoram e atrapalham a vontade do povo.
E é verdade!
A democracia é a vontade do povo.
E é verdade!
Logo, os partidos ignoram e atrapalham a democracia.
E é verdade!
Hoje, há meios fáceis e fiáveis de expressão direta da vontade do povo.
E é verdade!
Então, estamos à espera de quê?!
João de Brito
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De Vlad, o Emborcador a 05.01.2018 às 13:41

A democracia é o sistema político usado pelos demagogos para fazer crer ao povo que é sua uma vontade que lhes é alheia. A democracia é a Arte de Furtar vontades. A democracia pertence ao melhor contador de histórias
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De Octávio dos Santos a 05.01.2018 às 11:44

Fico à espera de que Luís Menezes Leitão, ou outro colaborador ou comentador do Delito de Opinião, elabore e apresente finalmente uma lista completa, exaustiva, das supostas «trapalhadas» do governo de Pedro Santana Lopes. Para sabermos se foram, são, maiores e/ou piores do que as dos governos de José Sócrates e de António Costa.
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De Luís Menezes Leitão a 05.01.2018 às 13:18

Uma lista completa, exaustiva? Acha que não tenho mais nada que fazer? Veja só isto:
— Passagem de Teresa Caeiro da Secretaria de Estado da Defesa para a Secretaria de Estado das Artes e Espectáculos ainda antes de tomar posse. Consta que quando ela chegou ao Palácio e lhe perguntaram que cargo ia assumir no governo respondeu: "Ainda não sei". Salienta-se que antes se tinha explicado a sua adequação para o cargo de Secretária de Estado da Defesa por ser "filha e neta de generais".
— Atribuição a Paulo Portas do Ministério dos Assuntos do Mar, com total desconhecimento do próprio, motivando uma cara de espanto em directo ainda antes de assinar o termo de posse.
— Leitura completamente desconexa do discurso de tomada de posse, saltando páginas e deixando os presentes (e quem assistia na televisão) na maior perplexidade.
Ainda não passei do dia 1. Deixe-me por favor tomar fôlego.
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De João Pedro Pimenta a 06.01.2018 às 01:30

Acresce que essa dúvida da secretaria de estado que Teresa Caeiro teria forçosamente de ocupar levou a que a cerimónia de tomada de pose do governo se atrasasse valentemente.
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De Octávio dos Santos a 07.01.2018 às 16:41

E então? Para quando a continuação da lista? Dois dias não são suficientes para «tomar fôlego»? ;-)
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De Luís Menezes Leitão a 08.01.2018 às 07:01

Já não é preciso. O seu candidato já fez uma confissão integral e sem reservas das suas trapalhadas e pediu desculpa por elas. Só é pena que o pedido de desculpa tenha vindo com catorze anos de atraso, com ele e tantos apoiantes dele a dizer antes que não tinha havido trapalhadas nenhumas. Mas mais vale tarde do que nunca.
http://expresso.sapo.pt/politica/2018-01-06-Santana-pede-desculpas-por-episodios-cometidos-enquanto-primeiro-ministro
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De Octávio dos Santos a 08.01.2018 às 23:56

O «meu candidato»?! Não sou, nunca fui, militante do PPD/PSD...

... E nunca ninguém disse (eu incluído) que no governo de Pedro Santana Lopes não houve algumas «gaffes», alguns lapsos... cuja gravidade foi, porém, exagerada de uma forma ridícula pelos opositores. Aliás, no texto do Expresso não se depreende, de forma alguma, uma «confissão integral e sem reservas». PSL distingue entre alguns «episódios», algumas «situações» embaraçosas, que de facto existiram, e «erros (fundamentais) em matéria de política interna e política externa» pelos quais não deve pedir desculpa porque, efectivamente, não existiram.
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De Vento a 05.01.2018 às 13:09

Diz-se, e eu acredito, que o demónio oprime de 3 formas: através do medo, do sentimento de culpa pelo olhar constante no passado e também pela ansiedade e intranquilidade que gera com a constante obsessão no futuro.
Para contrariar tudo isto Deus apresentou-se com sendo "Eu Sou", isto é, Aquele que é um instante, Presente, que nunca passa e que tudo renova e transforma, apontando para que "a cada dia baste o seu cuidado".

Vem isto a propósito para dizer que em Portugal os rios parecem desaguar nos charcos; e que Pedro Santana será o futuro presidente do PSD e até mesmo o futuro Primeiro-Ministro.
Mas estou de acordo com o Luís: os presidentes de partidos servem os partidos, mas os partidos devem servir a sociedade. É esta a nota que deve ser colocada nesta campanha em curso.
Por último, espero que Rio venha a aceitar fazer parte do governo de Santana Lopes.
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De Vlad, o Emborcador a 05.01.2018 às 13:50

No outro dia ouvia uma música dos At the Gates, que contava mais ou menos isto:

Deus é um pobre diabo!
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De Vento a 05.01.2018 às 21:04

Tende confiança (Jo 16, 33), é a recomendação de Jesus aos que devem continuar a sua obra. Nada é tão grave para um apóstolo que perder a fé na causa que defende: o desânimo quebra a energia e destrói a raiz do zelo, «é tudo quanto há de pior, é a morte da virilidade». (Lacordaire)
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De Vlad, o Emborcador a 05.01.2018 às 21:46

Como Pedro e todos os apóstolos que não acompanharam Jesus à Cruz.
Apenas as mulheres lhe foram fiéis e como paga não podem ser Padres. Rica Religião.

Aliás até Jesus tergiversou....Pai, porque me abandonas? Era ele Deus? Com quem falava? Deus, Filho e Espírito Santo não são a mesma entidade? Para quem falava então? A quem chamava Pai?....Pai perdoa -lhes porque não sabem o que fazem.....

Vejo mais Deus numa paisagem do Douro que numa Capela....tudo rito vazio...tudo hipocrisia
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De Vento a 06.01.2018 às 11:36

Bem, meu caro, muita imaginação para concluir que Deus não é um pobre diabo mas também uma paisagem do Douro. Porém Deus está em toda a parte, mas Deus não é tudo. Se Deus fosse tudo eu adorava-me a mim mesmo. O panteísmo é uma forma de enaltecimento do ego, muito em voga não só nestes tempos mas também quando os iluminados, ditos sábios, quiseram substituir-se às religiões.
Uma capela é um farol que nos leva a contemplar a residência de Deus: procura-Me em ti e procura-te em Mim.
O salmo 21, Hebreus 22, que Jesus canta na Cruz, começa assim: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes? (---)" e termina dizendo: "Para Ele viverá minha alma, há-de servi-lo minha descendência... e proclamará sua justiça ao povo que vai nascer: Eis o que fez o Senhor."
Em conclusão, Jesus, na Cruz, ao cantar esse Salmo simplesmente diz: Não vedes, sou eu o messias.
E foi a partir da Cruz que tudo renasceu, para os que renascem.

O Deus Filho e o Deus Espírito Santo são consubstanciais ao Pai, isto é, comungam da mesma natureza. Por isto, quem vê o Filho vê o Pai, mas na obra que o Filho realiza. E também por isto, pela obra, deu-nos a possibilidade de sermos filhos no Filho (vide Evangelho de João, o discípulo que esteve junto à Cruz).
O seu problema não é com a religião é com o facto das mulheres não serem padres. Percebo, as mulheres também não podem ser pais, só mesmo mães. Se quiserem ser apostolas, avancem.

Meu caro, o Homem nasceu com uma condenação: foi condenado a escolher e a obter os frutos de sua escolha. Porém, como a natureza divina também é redentora, renovadora e recriadora, aos frutos podres deu a possibilidade de uma nova vida.
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De Vlad, o Emborcador a 06.01.2018 às 13:41

Como bem saberá Jesus era contra o ritual vazio. Contra todo o simbolismo religioso. Pregava ao ar livre longe dos templos. 90% do catolicismo foi inventado por homens. A haver mensagem de Cristo ela consta nos Evangelhos. O resto é parole. É criação humana com vista ao Poder terreno, ou criações de mentes traumatizadas , como Santo Agostinho. Autênticos misoginos.

Acredita mesmo na omnisciência e omnipotência?
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De Vento a 06.01.2018 às 21:26

Não é verdade, também pregava nas sinagogas e no templo de Jerusalém. O catolicismo não é uma invenção dos homens, é uma consequência de si mesmo: "Chamar-te-ás Cefas, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja".

No entanto, há uma simbologia extraordinária no momento da morte de Jesus, isto é, quando o véu do templo se rasgou de alto a baixo. Isto é, o Santo dos Santos, onde o judaísmo acreditava que Deus residisse, deixou de ser um local em que só tivessem acesso os sacerdotes nomeados anualmente. Porque o templo de Deus, o Seu reino, já estava e está no meio de nós, interna e externamente.
O problema não residia no culto e nos ritos, mas na interdição que se fazia através da lei que impedia que nem esses que os praticavam entrassem nem os outros que por acção daqueloutros eram impedidos da vivência dessa experiência de Deus.

A mensagem de Cristo está no diálogo com Nicodemos: "necessário vos é nascer de novo".
Portanto, a questão da Verdade, que é uma Pessoa, o Cristo, que nos revela onde ela habita, de certa forma encontra-se na afirmação de Kant. Kant dizia da pureza do coração e da beleza do céu: "Duas coisas enchem o coração do Homem: o céu estrelado em cima de si e a lei moral dentro dele". Aí está o lugar, o reino da Verdade. Mas não se alcança sem Cristo.

Verifico que vive obcecado com Agostinho, mas não se esquece de lhe chamar Santo. Santo Agostinho é a prova do que lhe dava conta em outro comentário, isto é, da possibilidade de uma nova vida aos frutos "podres". Significa isto, meu caro, que não existem santos sem passado nem pecadores sem futuro. Cappice?

Sobre a omnisciência e omnipotência, respondo-lhe com a afirmação de Einstein: "Deus não joga aos dados".
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De Vlad, o Emborcador a 07.01.2018 às 19:47

Se Deus existir que Ele o acompanhe.

Quanto físicos opto por Niels Bohr.

Abraço
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De Vento a 08.01.2018 às 12:10

A mecânica quântica não responde a esta Lei Natural que deve reger a vida do Homem. É este Universo que o Homem tem de descobrir.

Quanto a Niel Nohr,
O Salmo 19 diz o seguinte: "O céu proclama a glória de Deus, o firmamento anuncia a obra de sua criação".

Como se despede com a questão do "Se", deixo aqui um itinerário:
Se Deus existe, é sobrenatural.
Se é sobrenatural, não está limitado pelas leis naturais.
Se não está limitado pelas leis naturais, não há motivo para que esteja limitado pelo tempo.
Se não está limitado pelo tempo, existe no passado, no presente e no futuro.

Por isto mesmo seu nome é "Eu Sou", o alfa e o Ómega. Ele não é conhecido pelo Eu Era ou o Eu Serei.

Que Deus o acompanhe também, para que transforme suas angústias - e já o está fazendo - na visão de Sua glória.
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De Anónimo a 05.01.2018 às 17:43

"Margaret Thatcher tinha sido uma excelente Primeira-Ministra"
Olhe que não é lá isso o que o povo britânico pensa...
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De Ivo Miguel Barroso a 06.01.2018 às 12:52

Trapalhadas do XVI Governo, recordadas pelo Professor CARLOS BLANCO DE MORAIS:
"o facto é que os sete meses do Governo de Santana Lopes não deixaram saudades. Com efeito, as alegadas interferências na comunicação social que criaram em Marcelo Rebelo de Sousa um adversário implacável, a instabilidade do então primeiro-ministro e os casos pitorescos que erodiam a seriedade do Governo (como as narrativas da “incubadora” e do “menino guerreiro”), os erros de casting na constituição do executivo, as demissões estrepitosas de homens de confiança zangados e o agravamento da situação financeira, ainda persistem na memória coletiva, tendo conduzido a um dos piores resultados eleitorais do PSD que abriu o caminho a Sócrates." ("Não há uma segunda oportunidade para causar uma boa impressão", in Público, https://www.publico.pt/2018/01/04/politica/opiniao/nao-ha-uma-segunda-oportunidade-para-causar-uma-boa-impressao-1797881)

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