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Resistência activa ao aborto ortográfico (124)

por Pedro Correia, em 14.03.17

alfredo.barroso[1].png

 

«Detesto que chamem geringonça a esta maioria. Geringonça é o acordo ortográfico, não é o Governo de esquerda!»

Alfredo Barroso, no Expresso da Meia-Noite da SIC Notícias (10 de Março)

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20 comentários

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De Luís Lavoura a 14.03.2017 às 11:30

Eu diria que geringonça era a antiga ortografia, com exceções, letras que ora se liam ora não se liam, etc.
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De Costa a 14.03.2017 às 14:23

Excepções, facultatividades, duplas grafias, grafias comuns para significados diversos, ambiguidade, confusão, desprezo pela etimologia, vitória da estupidez, obra de quem não pára para pensar, enfim. Eis o que o seu amado AO90 nos apresenta, Lavoura.

Costa
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De V. a 14.03.2017 às 14:34

As consoantes também existem para operações na fonologia das palavras. É claro que uma alma simples e linear nunca entenderá isto. Se eu disser Egipto como deve ser dito (Êh-gip-to) o P é necessário. É claro que se eu não tiver estudado o suficiente e falar como as donzelas suburbanas da SIC Notícias e disser Igito, o P tende a ficar mudo — mas continua a ser necessário para lhes lembrar que são estúpidas.
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De Einstürzende Neubauten a 14.03.2017 às 18:03

Assim se fala bom português, na SICN - "rasquice" e "lamaçal"

https://www.youtube.com/watch?v=xEdG-RqEW74
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De V. a 14.03.2017 às 18:45

Olha, olha — bons tempos em que havia batatada nos debates do M. Crespo. Agora é só o Galamba a cuspir para o ar.
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De Costa a 14.03.2017 às 12:29

Num caso como no outro, "geringonça" será afinal um bem tolerante eufemismo.

Costa
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De V. a 14.03.2017 às 14:07

Não. São ambos o ranho leproso da IIIª República.
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De AntónioF a 14.03.2017 às 15:13

A propósito da «IIIª República», ou será 2ª, escrevi em tempos um comentário num outro espaço, que se o Pedro (autor deste post) me autorizar transcrevo com as respectivas alterações:

Caro «V.»,
Não vou tecer nenhum comentário sobre o seu considerando, mas tão só para o corrigir um aspecto do que escreve. Refiro-me ao facto de enunciar o período histórico que vivemos, como a 3ª República.
Isto denota uma de duas coisas, ignorância histórica ou a interpretação de que a Estado Novo se tratou de uma República na plenitude das características que uma República importa!
Parto do princípio que é ignorância histórica e, que por preguiça retirou esse termo da wikipedia, onde aparece. Aconselho-o pois a pesquisar História de Portugal de A. H. Oliveira Marques, vol III (Editorial Presença, 13ª ed., 1998, p. 603) para verificar que a designação correcta é 2ª República.
Ou seja os períodos históricos da República são: 1ª República, Estado Novo e 2ª República.

Com os meus cumprimentos.

Texto original em: https://oinsurgente.org/2014/03/11/notavel-rasto-de-devastacao/
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De Einstürzende Neubauten a 14.03.2017 às 17:56

O V, prefere a História de Portugal, de João Ameal
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De V. a 14.03.2017 às 18:20

Ahahah, não é ignorância histórica nem preguiça. Eu fui à Wikipédia! A Wikipédia é que pelos vistos não está de acordo com a classificação que propõe V. Exª.

Só por curiosidade, durante o liceu nunca chegávamos a dar a República. O ano acabava sempre nas guerras liberais e já só se falava do assassinato do Rei e da República a correr — só para a rapaziada não ir para casa a pensar que o Brasil ainda era nosso. O programa nunca era dado integralmente por falta de tempo.

Já agora, o texto da Wikipédia parece basear-se no texto do livro de História do 9º da Porto Editora portanto, partindo do princípio de que você tem razão, há por aí fornadas inteiras de jovens trogloditas que não sabem contar repúblicas.
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De V. a 14.03.2017 às 18:31

Aconselho-o também a calçar umas luvas e a protecção que considerar necessária e a enviar um e-mail a sugerir alterações ao Ferro Rodrigues e às esquerdas porque no site do Parlamento também aparece 3ª república. Tenha é cuidado porque eles acham que aquilo é deles:

http://debates.parlamento.pt/
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De AntónioF a 15.03.2017 às 09:48

Às tantas, caro V,
ainda dever ser uma qualquer herança da politica do «inconseguimento».
Em «Democracia», designação histórica que muitos historiadores, nomeadamente a História de Portugal dirigida por José Mattoso, também utilizam para referir ao regime político saído do 25 de Abril, ninguém está isento de crítica, repito ninguém: nenhuma pessoa, instituição ou órgão de soberania, seja por que razão for e muito menos o pode ser pela razão... ... ...dos mercados. Vergonhoso!
Em democracia pensa-se livremente e igualmente de forma livre expressa-se esse pensamento, em democracia não se bajula
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De AntónioF a 15.03.2017 às 09:48

Às tantas, caro V,
ainda dever ser uma qualquer herança da politica do «inconseguimento».
Em «Democracia», designação histórica que muitos historiadores, nomeadamente a História de Portugal dirigida por José Mattoso, também utilizam para referir ao regime político saído do 25 de Abril, ninguém está isento de crítica, repito ninguém: nenhuma pessoa, instituição ou órgão de soberania, seja por que razão for e muito menos o pode ser pela razão... ... ...dos mercados. Vergonhoso!
Em democracia pensa-se livremente e igualmente de forma livre expressa-se esse pensamento, em democracia não se bajula
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De lucklucky a 14.03.2017 às 16:49

O Acordo Ortográfico só existe com o Poder do Estado, Poder da Política que a Esquerda do senhor Barroso gosta que ela tenha.

Fosse um estado liberal e não um estado socialista e já não existiria esse grau de poder político.
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De Einstürzende Neubauten a 14.03.2017 às 18:00

Não tem de agradecer:

https://we.riseup.net/assets/191933/Catecismo%20revolucionario.pdf

Cumprimentos,
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De lucklucky a 15.03.2017 às 01:02

Veja lá se aprende alguma coisa com as linhas curvas do Fascismo

https://en.wikipedia.org/wiki/Florestano_Di_Fausto

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De Einstürzende Neubauten a 15.03.2017 às 13:54

Totalitarismo é Futurismo...

Welthauptstadt Germania

https://en.wikipedia.org/wiki/Welthauptstadt_Germania
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De BELIAL a 14.03.2017 às 18:24

Caranguejola - era nome mais bem posto...
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De BELIAL a 14.03.2017 às 18:29

No estado novo, nem república, nem monarquia.

Era assim uma coisa à moda dos "democratas" antifassistas.
Uma caranguejola, nazi fassista... :-)

Vai lá vai...
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De xico a 15.03.2017 às 10:25

Colocar com todas as letras a palavra contratualizar no texto de um documento legal obedece a que acordo ortográfico? Ou é só para fazer a vontade dos técnicos pós modernos, que dizem "aitem" em vez de "item" e que acham a palavra contratar demasiado simplória?

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