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Rescaldo de 2017

por jpt, em 02.01.18

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Princípio da última tarde do último dia do ano, avanço, distraído, até ao talho da "grande superfície" (antes dita supermercado) defronte à minha casa. Encontro a óbvia azáfama, que deveria ter antevisto, baldo-me à fila e refugio-me junto aos expositores, tentando uma nesga que me deixe surripiar algo. Um talhante está a abastecê-los, rodeado de clientes que o interrogam sobre as disponibilidades do momento enquanto se servem directamente da pilha de caixas carregadas das embalagens que ele está a colocar. Ele está simpático, sorridente, falador, e assim percebo-o brasileiro. Aproveito e pergunto-lhe se não tem uns itens de frango ou peru que procuro, para os trabalhar com o sempre precioso apoio do youtube. Solidário, abre o sorriso, e diz-me que não, que "hoje já não há mais". E explica, quase que em desculpa: "Este ano está assim, estou em Portugal há 18 anos, há 17 na companhia, e nunca vi as pessoas assim, nunca vi vender tanto no fim de ano". Eu sorrio e respondo-lhe, "é isso, isto está melhor". Sorri ainda mais, "é isso, a crise acabou".

"Bom 18", digo-lhe, já com uns nacos de frango e de peru na mão. "Bom ano", devolve. A ver vamos.

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9 comentários

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De Rão Arques a 02.01.2018 às 08:29

Ano "estranho e contraditório" à imagem e semelhança do Presidente. Sem reinvenção possível.
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De jpt a 02.01.2018 às 10:22

Nem mais, quanto ao presidente. Quanto ao ano não o achei nada contraditório. Surpreendente, na dimensão da desgraça, do efeito do nepotismo incompetente. Aliviado, no efeito da boa política económica europeia. Inóspito, no sublinhar da arrogância do poder. Tétrico, ao ver a promoção europeia de Centeno, qual Sá Pinto no Standard de Liege, esse ministro que no início do ano era - e continua a ser, a gente é que faz por esquecer - um ministro que fazia leis ad hominem.
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De Anónimo a 02.01.2018 às 09:36

"A ver vamos." Há esperança até morrer, pode ser que ainda se arranje um diabo.
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De jpt a 02.01.2018 às 10:22

"Ele" anda por aí ...
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De Luís Lavoura a 02.01.2018 às 09:50

nunca vi as pessoas assim, nunca vi vender tanto no fim de ano

O que o homem disse foi que nunca as pessoas compraram tanto no fim do ano. Ele não disse que nunca as pessoas compraram tanto no ano todo. As pessoas podem simplesmente ter adiado para o fim do ano compras que normalmente teriam feito uns dias antes.

Tal e qual como o jpt fez - adiou as compras para o último momento.
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De jpt a 02.01.2018 às 10:25

Que fique explícito que eu não adiei nada. Rigorosamente. Cumpri o meu ciclo normal. Quanto ao que decidiu interpretar da conversa havida, é assunto seu.
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De Beatriz Santos a 02.01.2018 às 19:30

É um quadro interessante este que desenhou a poder de palavras:).
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De jpt a 03.01.2018 às 01:24

Obrigado pela simpatia
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De Anónimo a 03.01.2018 às 20:30

Esta acrescentada procura talvez se deva ao facto de menos gente ter comemorado a festa fora de casa e por isso necessitar de adquirir os acepipes para a passagem do ano. No supermercado perto de mim esgotou o camarão logo na manhã do dia 31, e ouvi reparo semelhante de um dos funcionários da loja. Lá mais para a Páscoa é que a gente vai ver se isto está melhor quando começarem a chegar as sucessivas contas mais gorditas com os novos aumentos, e os recibos dos salários em dieta forçada. É que com ou sem crise, cada ano o meu salário fica cada vez mais magrito em risco de anorexia perniciosa.
Mas com esperanças para um bom ano novo com saúde é o meu desejo para todos nesta época.
MM

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