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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 27.07.17

«Em todos os maus anos - e são muitos - há sempre um pequeno punhado de incêndios - quase sempre menos de 1% - que destroem por vezes mais de 90% da área total. Não é só azar, é também muita aselhice. Tal como o drama de Pedrógão Grande não foi um azar, foi uma consequência. Aliás, o incêndio da Sertã - que já lavra por Mação e Proença, ameaçando ser o pior de sempre - parece ser um caso paradigmático de aselhice: nas primeiras horas após a ignição, ainda com pequena dimensão, o fogo conseguiu quase o impossível: progredindo pela encosta abaixo, atravessou o IC8, perto de uma praia fluvial e chegou ao "barril de pólvora" (pinhal contínuo), tornando-se incontrolável. Ou seja, não houve azar nenhum. O combate a este incêndio será avaliado de forma independente e com rigor? E se houver conclusões, servirão para alguma coisa?»

Pedro Almeida Vieira, no Público

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4 comentários

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De Alain Bick a 27.07.2017 às 16:47

Morte e Vida Severina
de João Cabral de Mello Neto
«Somos muitos Severinos iguais em tudo na vida: na mesma cabeça grande que a custo é que se equilibra, no mesmo ventre crescido sobre as mesmas pernas finas e iguais também porque o sangue, que usamos tem pouca tinta. E se somos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte Severina
que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte de fome um pouco por dia (de fraqueza e de doença é que a morte Severina ataca em qualquer idade, e até gente não nascida). Somos muitos Severinos iguais em tudo e na sina: a de abrandar estas pedras suando-se muito em cima, a de tentar despertar terra sempre mais extinta, a de querer arrancar alguns roçado da cinza. Mas, para que me conheçam melhor Vossas Senhorias e melhor possam seguir a história de minha vida, passo a ser o Severino que em vossa presença emigra

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De sampy a 27.07.2017 às 22:30

Este é um dos grandes tabus que importa confrontar: a desorganização, incompetência, compadrio e corrupção que grassam nos corpos de bombeiros portugueses.
Sim, reconheça-se a nobreza de intenções e a heroicidade na actuação; mas é precisamente por isso que não podemos continuar a fechar os olhos.
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De Jorg a 28.07.2017 às 00:46

a desorganização, incompetência, compadrio e corrupção que grassam nos serviços da Protecção Civil associadas a ministros e ministérios cheios de desnirteados...
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De sampy a 28.07.2017 às 12:34

Esses estão à vista de todos, e já denunciados pela comunicação social.
Infelizmente, a revolta que se impunha por parte das bases não vai acontecer, porque a epidemia é transversal. Infelizmente, 64(?) mortes não vão conseguir fazer diferença.

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