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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 22.06.17

«A tragédia de Pedrógão Grande, o enorme número de vítimas mortais num incêndio, expõe de forma dramática o abandono a que está votado Portugal. Vimos no fogo e nas mortes o fosso entre um país urbano, pendurado nos direitos e desabituado a ter deveres, e um país que vive entregue a si próprio, esquecido. Foi-nos mostrado, de forma terrível, como são ocas são as palavras e os discursos contra a desigualdade. Desigualdade é isto, é um Estado não ser capaz de proteger aldeias de um incêndio.»

Helena Garrido, no Observador

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5 comentários

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De jorge silva a 22.06.2017 às 17:54

conversa fiada! claro que na cidade não aconteceria o mesmo porque não temos floresta. até parece que o que aconteceu foi um "incendiozito normal". e quanto a direitos, deve haver aí uma confusão....
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De Einzturzende nebauten a 22.06.2017 às 18:04

Exatamente. Em situações de excepção o Estado português só responde à superficie de um Portugal profundo.

Um Estado que tributa os mortos e come-nos vivos. E dele o que recebemos?

Na saúde :
Os engarrafamentos das consultas externas devem-se a uma atípica virulência gripal.

Nos incêndios :
Fenômenos atmosféricos imprevisíveis.

Na crise bancária :
Viveu-se acima das possibilidades

E assim por diante. As fardas das autoridades luzem, e as medalhas ofuscam. Mas a competência é cega. E a culpa já muito velha para que dela esperemos expiação

Também notei que numa situação de emergência o Estado dependeu da cooperação de privados, como a EDP e a PT ( muitas destas empresas asseguram serviços fundamentais através de empresas subcontratadas sem meios para actuarem nestas situações )Não deveria ser assim. Tal como o combate aos fogos deveria estar totalmente nas mãos do Estado.

Outra coisa ficou clara para mim. Se o Estado é inoperante em situações de emergência vou adquirir uma caçadeira pois sinto que a minha segurança não está garantida pelo Estado (uma das justificações da NRA para a venda livre de armamento ).
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De WW a 22.06.2017 às 21:23

Comentário da semana pelo menos para mim.
Quanto ás apreciações da "jornalista" Helena Garrido são similares á dos politicos que diziam (e ela também) que o BES era sólido...
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De Einsturzende neubauten a 23.06.2017 às 00:50

O meu? Envie-me o seu NIB, WW
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De Einsturzende neubauten a 22.06.2017 às 20:04

Falta na opinião de Helena Garrido apontar as causas do estado do Estado. E para mim os interesses dos Privados são muitas vezes satisfeitos com a inoperância, a falência ,desde mesmo Estado. Pois assim conquistam a opinião pública para a privatização de muitos serviços que deveriam ser do Estado. Veja-se o Metro de Lisboa- o caos que por lá anda não é inocente. É sempre assim. Os politicos destroem os serviços para justificarem a sua posterior venda. E no final vão para para o Privado recompensados.

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