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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 03.02.17

«As redes sociais transmitem a imagem de um povo constantemente furioso, absurdamente furioso. A massa é de tal forma caótica, disforme e precipitada nos julgamentos que se neste momento o poder passasse para as redes sociais não havia poder. É um pouco como o nosso mundo: um mundo que demonizou o poder. Tudo isso não é saudável para a esfera pública. As redes sociais são uma espécie de "Queda da Bastilha" do nosso tempo. Aquele "povo" é um povo propagandeado e indignado. Tudo em pé de igualdade, a dizer qualquer coisa. Mas é óbvio que as coisas que se dizem não têm todas o mesmo valor.»

Pedro Lomba, no Jornal Económico

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12 comentários

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De antónio a 03.02.2017 às 12:00

Antes dos jornalistas se indignarem com os comentários da populaça nas redes sociais lembrem-se que os maiores causadores disso são os próprios jornalistas pois abriram as suas portas para que qualquer tudólogo e "doutrinador" tenha campo livre para exposição das suas inanidades e dos seus amanhãs que nunca cantaram. Como dizia João Miguel Tavares os jornalistas pensam que são um contrapoder mas comem com os mesmos talheres daqueles que têm o poder. A populaça tem tanto direito a escrever como os tudólogos e "doutrinadores". Querem os jornalistas uma esfera pública saudável ?? sejam os primeiros a dar o exemplo. Entretanto e com o devido respeito vão dar banho ao cão e aprendam a usar o jornalismo como uma boa ferramenta.
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De Pedro Correia a 03.02.2017 às 12:05

Argumento profundo, o seu. Sobretudo na parte que manda "dar banho ao cão".
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De antónio a 03.02.2017 às 14:21

O meu argumento pode não ter a profundidade que se desejaria mas acredite que também não tem qualquer dose de corporativismo pois na minha actividade profissional não se realizam "congressos". Pergunte-se então e em alternativa ao Sr. Lomba se a populaça deve continuar a escrever nas redes sociais ou se para bem de todos nós e da nossa higiene mental será melhor deixar estar as teclas quietas ??
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De lucklucky a 03.02.2017 às 12:58

Redes Sociais são Redes Populistas?

Já estou a ver a classe Jornalista a mudar o nome bonito "Social" que deram à coisa para o nome feio "Populista" e assim manipularem mais uma vez a realidade...vai ter que ser feito aos poucos como quando se passou do "Aquecimento Global" para "Alteração Climáticas"...

Agora o conclusões a tirar da realidade? A Elite nunca está interessada nelas...:
São estes os brilhantes resultados de 30-40 anos Educação Publica do 25 de Abril e de 9 a 12 anos de "educação" forçada?
Onde estão os resultados da "Paixão da Educação" e as "gerações mais instruídas"? Não nasceu o Homem Novo Socialista?


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De Einstürzende Neubauten a 03.02.2017 às 14:43

Confesso que até gosto de "falar" consigo. Mais concretamente em discordar. E confesso que me tem obrigado a rever alguns temas, o fascismo por exemplo, pelo qual agradeço.

Agora essa sua obsessão com o Socialismo!! Das duas uma ou é para "picar" e aí tiro-lhe o chapéu, ou é um caso, qualquer, que roça a paranoia (que poderá ter alguma razão de ser caso tenha sofrido na "pele", as "jagunzices" que se fizeram, sobretudo no Alentejo, aquando do PREC).

Se isso for autêntico, é pá, a sério procure ajuda (o problema é que também aqui está, provavelmente, tramado, uma vez que como dizia alguém, parecido consigo, a psicologia/psiquiatria é uma doutrina socialista). Vinho tinto, não o posso mandar beber. É vermelho. O Branco faz mal. Os licores quase todos são purpurinos, olhe nem sei...chocolate??
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De lucklucky a 03.02.2017 às 22:04

Obrigado pelo cumprimento.

Voce não pode criticar o comportamento generalizado do Povo sem por em causa a ideologia do Estado Social quem tem Ministérios e programas com décadas de trabalho dedicados a educar o Povo, Ensino Obrigatório extensivo e inclusive Radio e TV's Publicas. Pagos em Impostos por esse mesmo povo.

Há qualquer coisa que não joga.

O Novo Homem Socialista foi a glosar com https://en.wikipedia.org/wiki/New_Soviet_man e https://en.wikipedia.org/wiki/Homo_Sovieticus




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De Anónimo a 03.02.2017 às 13:21

"É um pouco como o nosso mundo: um mundo que demonizou o poder. Tudo isso não é saudável para a esfera pública."
Eu não sei se o mundo demonizou ou não o poder.
Mas, se o fez, fez muito bem.
Ao contrário do que diz o post, seria muito mais saudável para a esfera pública.
É que, na base de toda a perversidade do regime a que chamam democracia, está o facto de se transformar, em poder, aquilo que o voto legitimou, como serviço.
Essa perversão contamina toda a política e toda a administração, desde a mais alta função do estado, até à mais pequena autarquia, passando por toda e qualquer repartição pública.
E constitui a grande, a entranhável, a atávica, a universal porta de entrada para a maior, mais respeitada e a mais daninha de todas as instituições nacionais - A CUNHA!
João de Brito
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De Einzeturzende Neubaten a 03.02.2017 às 13:35

Confesso que as redes sociais por vezes se assemelham às nossas estradas. Conduzimo - nos como bestas. Na parte que me toca não o sendo na estrada, pressinto que por aqui não raras vezes o sou. Uma besta. Peço desculpa
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De Liberato a 03.02.2017 às 14:04

Já a reflexão de Teixeira de Pascoaes ia no mesmo sentido.


"O tolo não tem a coragem dos sábios e teme as sombras que lhe aparecem como portas fechadas sobre o mistério. Abrem todas para dentro. Nos instantes de curiosidade, espreita pelo buraco da fechadura, retira os olhos espantados e orneia etéreos disparates que os outros gericos não entendem. O tolo irrita-se contra os asnos, muito vaidosos da sua albarda e do pedaço de asno que os monta.
Os burros perfeitos não pertencem à Humanidade. O homem não é um todo; é um pedaço; uma orelha de burro desenvolvida e adaptada às formas dum ser completo. Mas, no íntimo, não é mais do que uma orelha, onde arde a perisca de um cigarro, para que o triste miserável trote, salte, escoicei, meta o focinho entre as pernas e se empolinhe e rebole no chão, com as patas no ar desesperado!
Eis o homem e a sua tragédia."
(O Pobre Tolo)
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De kika a 03.02.2017 às 15:10

Pertenço a uma minoria que não frequenta
as redes sociais. E sem complexos afirmo
que não faço a mínima ideia da forma que tudo
isso tem. Farto-me de rir quanto aos queixumes
dos que por lá andam a mostrar tudo e contar tudo
das suas vidas. Existe uma grande dose de exibicionismo
e egocentrismo que me ultrapassa.
Estou consciente que num futuro próximo vou ser "obrigada"
se quero participar em alguns debates em jornais por exemplo
com a minha modesta e simplista opinião... não teremos forma
de escapar a essa "ferramenta " o que lamento.


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De Maria Dulce Fernandes a 03.02.2017 às 21:03

As redes sociais lembram-me "Network" e o following do Mad Prophet.
No meu ver, estão sobrevalorizadas, assim como grande parte dos seus utentes.
"Em que estás a pensar?"... acredito que dos muitos que pensam por lá, poucos são os que escrevem o que realmente pensam, outros tantos pensam pouco, mais uns quantos não sabem o que pensar e a maioria segue os grandes pensadores da actualidade, que pensam de si para si que esta malta não pára para pensar.
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De xico a 04.02.2017 às 19:08

Experimentem colocar no facebook um texto mais ou menos longo com uma foto apelativa. A seguir coloquem outro texto contradizendo tudo o que antes se dizia, com outra foto apelativa. Vão ver que as pessoas que colocam likes num são as mesmas que colocaram likes no outro. São aquelas que, de lágrima ao canto do olho, põem salvamentos de gatinhos e cães e textos a apelar à irmandade entre os homens, para logo a seguir colocar outros transbordando de ódio contra Costa ou Passos.

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