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Provocações (3)

por Rui Herbon, em 19.09.17

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Na sexta-feira a agência de notação de risco de crédito Standard & Poor's elevou a classificação da dívida pública portuguesa de especulativa para investimento. Significa isto que vê como remota a possibilidade da República não conseguir pagar o que deve. É curioso notar como alguns dos que vêm agora destacar os méritos exclusivos da Geringonça neste resultado (eu vejo méritos tanto deste governo como do anterior), há poucos anos juravam a pés juntos ser a dívida pública insustentável sem uma reestruturação que certas sumidades garantiam ter de rondar os 50%.

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13 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 19.09.2017 às 19:40

Ó meu caro, garanto-lhe que eu e o Rui já não estaremos por cá quando esta dívida estiver paga. Não é uma questão de realidade mas sim de percepção que a dívida será paga. Aliás há que manter a confiança nos mercados ou estes assustam -se perante a possibilidade de algo ou alguém não puder pagar o que deve. Era o estouro. E cá para a gente , este Capitalismo alimenta-se da dívida senão não há crescimento. ..razão tinha o Sócrates o Aeropagita
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De Tiro ao Alvo a 19.09.2017 às 20:52

O Emborcador já reparou que a Áustria está a emitir dívida a 100 (cem) anos, a taxas baixíssimas, por ter uma dívida pública em níveis controláveis, assim entendem os seus credores. Pagar é uma coisa; não pagar é outra. Toda agente entende isto, menos uns quantos intelectuais desonestos inteligentes, como é o caso do Louçã & companhia.
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De Vlad, o Emborcador a 19.09.2017 às 23:14

Só me dá razão. A 100 anos. Leia o Cisne Negro, de Nassim Taleb sobre projecções e a sustentabilidade que têm. Nenhum de nós estará cá para o confirmar, mas a Áustria com dividas a 100 anos, ao mercado Internacional, está exposta. Muito exposta a um Cisne Negro.
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De Anónimo a 20.09.2017 às 13:20

Isso é o mesmo que chamar a todos os médicos ladrões. Que não são. A maioria é constituída por gente séria.
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De Tiro ao Alvo a 20.09.2017 às 13:21

Isso é o mesmo que chamar a todos os médicos ladrões. Que não são. A maioria é constituída por gente séria.
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De SemioZeus a 20.09.2017 às 10:04

Vlad

Concordo consigo, mas não percebe ou finge não perceber porque têm que ser Dívidas Impagáveis?
Não vê esta contínua concentração de Poder, onde até os oceanos e os rios que correm para esses Oceanos já terem dono?
Ou pensa que isto dos cidadãos não poderem votar na escolha das marionetas para certas Organizações Globais é mera coincidência?
O "credor" já controla países através das dívidas, sabemos que os eurodeputados não podem propor nem vetar leis, pense bem quem tem interesse nisso.
O Poder Corrompe. O Poder Absoluto Corrompe Absolutamente. Quem pensa que ganha com este Absolutamente? Só falta fazer desenhos.

"este Capitalismo alimenta-se da dívida senão não há crescimento"
Com esta, só pode estar a brincar. Isto nem sequer é capitalismo é uma oligarquia controlada por meia dúzia e, cada vez, estão a controlar melhor, pela mera concentração de poder sobre tudo, incluindo todos os aspectos da vida, de todos os indivíduos ao cimo do Planeta e, curiosamente, usam a ferramenta comunista/ socialista/fascista que não passa de apagar os Indivíduos para os pôr em manadas, facilmente controláveis em grupos, bastará controlar, como nos animais, os líderes de cada manada. Nunca se consegue controlar Indivíduos, apenas grupos de indivíduos e, quando estes, por ignorância, só sabem ser seguidores, temos a repetição do desastre e, neste caso, debaixo de um Poder Totalitário Global. Servindo, precisamente, os que diz querer combater.

Até a Constituição Americana, a nossa única esperança, está a ser corrompida para retirar Direitos e Liberdades Cívicas. Ou também pensa que a Dívida americana de 20 Triliões de dólares é mera coincidência?
O único entrave tem sido a Constituição e, se reparar, na Europa já têm tentado mudar as Constituições, neste caso, muito diferentes da americana, "vai ser canja".

https://www.youtube.com/watch?v=z39c-qzsVS0&feature=em-uploademail
What Trump Didn't Say at U.N.

Começaram por controlar o fabrico do dinheiro, baseado em nada, sabendo que este tipo de dinheiro (fiat money) tem uma duração limitada, quando passarem para o próximo passo, você vai passar a simples escravo global e, não esteja tão certo que durante a sua vida não vai sentir as consequências, falta pouco para rematarem o resto.

Sabe qual é esse seu imaginário crescimento com este tipo de dinheiro fingido?
Fingido porque o dinheiro tem de servir de comparação não só a bens reais como ao seu próprio trabalho. Se não tiver valor real como base, eles jogam com valores irreais de comparação. Tudo passou a ser manipulável, até a Bolsa, empresas recebem fiat money para subir na bolsa, não por serem Empresas produtivas ou com valor. Tudo fictício, desde o dinheiro à economia.

Basta pensar no que se comprava, realmente, com 400$ onde enchia um carrinho de supermercado e veja agora o que compra com 20 euros.
Uma família podia viver com um único ordenado, agora, trabalhando os dois, conseguem comprar o mesmo?
Não me diga que o seu rendimento aumentou na mesma percentagem que uns simples nabos, de 1$00, menos de cêntimos ao equivalente a mais de 600$00.
Não conseguem ver que estamos, cada vez, mais escravos porque não ligam os acontecimentos passados aos presentes. A inflação escondida é o imposto mais disfarçado, naturalmente, mudar de moeda foi, apenas, mais um truque e, espere pela próxima mudança.
Se ao votar, com a Dívida, já pouco muda, quando tiverem o Poder Absoluto, pode crer que, a partir daí, não vai haver mais manifestações nem queixas, deixe entrar o tal rendimento universal que, depois, nem se atreve a "piar", cortam-lhe o rendimento e, num país sem soberania, algures, lá longe, pensa ir queixar-se a quem?

As Dívidas não são para pagar e têm de ter a certeza disso, as Dívidas são para Impôr Leis e fazê-lo comer o que uma minoria quiser ou nestes últimos anos vê os seus Direitos aumentados ou reduzidos? E "a procissão até passou do adro" se não fossem os países resistentes a cumprir certas ordens, a Dívida Mundial onde só os Derivativos que essa cambada criou, com dinheiro grátis, já têm o valor 2.200 vezes superior aos dos PIB's somados globalmente. A economia não cresce, apenas uma bolha que, quando lhes convier, será rebentada e de crescimento passamos à miséria e à Dependência Absoluta, de Quem e para Quê?
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De Vento a 19.09.2017 às 20:41

Concordo consigo, Rui. Esta dívida é insustentável para a nação. Como estamos em campanha eleitoral, Costa afirmou que para depois de Outubro amortizaria cerca de 6 mil milhões à dívida.
Mas as contas são simples de ser feitas: quando afirmei que o défice tinha de ser superior, eu pensava que o que iria acontecer seria reduzir o défice ocasionando o aumento do saldo primário. Com o aumento do saldo primário Portugal tem vindo a amortizar juros, mas a dívida cresce.
Portanto, as cativações e a redução do investimento tornava visível o invisível. Acontece que este governo PS-BE, com relativa excepção no PCP, julgou que ao fazer uma política salarial e não social contrariaria o inevitável, o aumento da dívida.
Resultado, como o consumo aumentou com alguma reversão, e não se tendo ponderado no que devia ter sido feito em simultâneo, a inflacção aumentou. Com o aumento da inflacção quem paga renda, recebe pensões, está na pobreza e desempregado vai pagar mais e vai ver reduzido esses tais bónus "sociais"; e vai continuar nessa situação. Consequentemente, a política salarial do governo, e não a social que apregoam, vai ser vivida à custa da dívida, independentemente desses pagamentos que irão ser feitos.
E será assim, porque o investimento produtivo não ocorre, com alguma excepção no sector agrícola.

E o que o CEO do Norges Bank Investment afirmou, está a ocorrer. Logo, ou renegociamos a dívida ou vamos alimentar-nos a leite em pó, porque a seca vai ser grande. E os mercados irão continuar a esmifrar, como já vêm fazendo.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/a-mais-grave-desaceleracao-de-sempre-comercio-global-preocupa-maior-fundo-de-investimento-do-mundo-204129
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De WW a 20.09.2017 às 07:19

A divida continua a aumentar porque o BCE e a europa assim o determinam através do QE, para continuar a alimentar o capitalismo financista, o próximo tombo está bem mais próximo do que se imagina.
A nossa divida e défice são os superavits dos outros.
O garrote foi ligeiramente aliviado nada mais.
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De Vento a 20.09.2017 às 13:42

WW, não se esqueça que a nossa dívida, para não ficar exposta aos especuladores, foi trocada por dívida ao FMI e BCE. O QE não foi nada mais nada menos para a dita estabilização do sector bancário e financeiro.

A subtileza agora é fazer bail-in nessas instituições, para continuar a estabilizá-las e evitar o aumento dos défices por via da injecção de dinheiros públicos. Por isto mesmo todos os bancos viram seus lucros aumentados por via das ditas comissões e serviços.
Como a filosofia é de grão a grão enche a galinha o papo, eles fazem parecer que tudo é poucochinho a cada um para que se transforme num montão.

A geringonça anda a aprender umas coisitas com os mercados. Eles dizem que tudo revertem dos anteriores, mas para ficar igual.
Costa e Catarina são bons a recitar poemas. Eu também veria meu défice reduzido se em vez de pagar os meus compromissos com dinheiro próprio fosse sacar aos vizinhos.
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De Luís Lavoura a 20.09.2017 às 09:35

A dívida pública é efetivamente insustentável e só tem sido sustentada porque o Banco Central Europeu a compra em doses maciças, isto é, implicitamente, o Banco Central Europeu empresta dinheiro à República Portuguesa. Não fosse essa intervenção das autoridades europeias e a insustentabilidade da dívida seria bem clara.
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De Rui Herbon a 20.09.2017 às 09:49

Sim, continuamos ligados à máquina. Mas a insustentabilidade da dívida resulta de opções políticas, não é uma inevitabilidade. Não sei se mais algum país europeu tem défices orçamentais ininterruptos há mais de 40 anos.
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De Anónimo a 20.09.2017 às 10:10

Duas coisas:
1. Quanto aos ziguezagues, aos avanços e recuos dos políticos, não vale a pena bater mais no ceguinho - é um clássico e um dado absoluto.
2. Quanto às dívidas, sejam elas quais forem, são o oxigénio do capitalismo. Sosseguem que, enquanto houver capitalismo, nenhum estado desaparecerá por causa de qualquer dívida - os capitalistas encarregar-se-ão, de uma forma ou de outra, de os manter... endividados.
João de Brito
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De Rui Herbon a 20.09.2017 às 10:27

O capital aprendeu com a medicina: não convém que o doente morra nem que fique curado.

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