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Provocações (2)

por Rui Herbon, em 15.09.17

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Partindo do pressuposto de que a abstenção não é também ela uma forma de manifestação política legítima, pressuposto que não subscrevo, e que deve ser combatida, o governo em vez de trabalhar numa forma mais eficiente de contabilizar os eleitores de facto ou de partir para o voto electrónico, considera que o importante é impedir a realização de jogos de futebol em dia de eleições. Se a medida não se traduzir numa redução expressiva da abstenção, sugiro que numa segunda fase se passe ao encerramento de supermercados e centros comerciais. Se mesmo assim o resultado não for o pretendido, acho que a interdição de praias, pelo menos em dias de sol, é capaz de ser uma ideia. In extremis, encerrem-se restaurantes e cafés. Creio no entanto que seria muito mais eficaz distribuírem talões de desconto em combustíveis nas mesas de voto.

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17 comentários

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De Luís Lavoura a 15.09.2017 às 16:01

distribuírem talões de desconto em combustíveis nas mesas de voto

Melhor ainda seria distribuírem dinheiro em notas. Há muita gente em Portugal que não usa combustíveis.
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De Rui Herbon a 15.09.2017 às 16:08

Tem razão. A mim não me convenciam com essa.
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De Luís Lavoura a 15.09.2017 às 16:04

partir para o voto electrónico

Mesmo que tal forma de voto fosse totalmente segura (não permitisse a descoberta de em quem é que uma pessoa votou, e não permitisse votações fraudulentas), ainda assim teria um enormíssimo (na minha opinião) óbice: permitiria que algumas pessoas transferissem para outras o seu direito de voto.
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De Luís Lavoura a 15.09.2017 às 16:07

O voto eletrónico só será, em minha opinião, viável quando houver um registo central biométrico dos cidadãos (como atualmente há na Índia) e os computadores puderem identificar biometricamente os cidadãos (como dizem que o novo IPhone fará). Só assim será possível garantir que quem deposita um determinado voto é mesmo uma determinada pessoa.
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De Rui Herbon a 15.09.2017 às 17:19

Tem vários problemas que necessitam ser bem pensados, mas não me parece que seja um sistema muito complicado de conceber havendo vontade política. Acho que era melhor ir trilhando esse caminho (começar, por exemplo, com o voto electrónico presencial, que acabaria com o arcaico contar de papéis que a cada recontagem dá sempre diferenças mínimas, a não ser em mesas com pouquíssimo votos) do que andar com medidas avulsas e ridículas como essa de proibir jogos de futebol.
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De Rui Herbon a 15.09.2017 às 19:35

Mas creio que o principal obstáculo ao voto electrónico não são questões processuais ou técnicas: é mesmo a opção política. É que do voto electrónico à democracia directa vai um passo demasiado curto para partidos e classe política.
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De oscar maximo a 15.09.2017 às 22:46

Quando os dados desse registo central forem roubados e vendidos é que vai ser bonito de se ver.
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De Rui Herbon a 15.09.2017 às 22:59

Acha que podem ir parar a mãos piores que as do Estado?
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De João Marques a 16.09.2017 às 02:32

ahahahah, bom argumento!
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De Pedro Correia a 15.09.2017 às 16:37


Eheheheh... Grande ideia!
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De Luís Lavoura a 15.09.2017 às 17:47

É uma grande ideia, de facto.
Seria, na prática, uma forma de keynesianismo. Em vez de se criar dinheiro para o dar aos bancos, como atualmente o Banco Central Europeu está fazendo, dava-se dinheiro diretamente às pessoas. Seria uma forma de helicopter money, de acordo com a sugestão de Milton Friedman. As pessoas quando iam votar recebiam uma nota de 100 euros, fresquinha acabada de imprimir. Muitas iriam logo gastá-la. A economia sofreria um belo boost.
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De Rui Herbon a 15.09.2017 às 17:54

Mau. Não tarda uma piada transforma-se numa teoria económica
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De sampy a 15.09.2017 às 23:42

Todo o homem tem o seu preço, Lavourinha.
E está visto que o teu é uma nota de 100 euros.
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De Anónimo a 15.09.2017 às 17:09

"Partindo do pressuposto de que a abstenção não é também ela uma forma de manifestação política legítima, pressuposto que não subscrevo, e que deve ser combatida,".
Partindo do pressuposto de que o autor aceita a abstenção como manifestação política legítima (pressuposto, porque tal não resulta claro do trecho transcrito), eu acrescentaria que, mais que legítima, uma abstenção massiva seria a única maneira de abalar, por dentro, este regime pervertido.
João de brito
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De Rui Herbon a 15.09.2017 às 17:32

Defendo o direito à abstenção, seja por inércia, manifestação política contra o sistema ou outro motivo qualquer. Não vou votar nas autárquicas.
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De Helena Sacadura Cabral a 15.09.2017 às 21:36

Muita gente te vai seguir meu caro Rui...
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De Rui Herbon a 15.09.2017 às 21:51

Creio que sim. E com medidas como esta só tenderá a piorar. No meu caso é uma vez sem exemplo nos anos recentes.

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