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Processo autofágico em curso

por Pedro Correia, em 07.06.14

Um partido vencedor de três eleições em dois anos (regionais açorianas, autárquicas e europeias, estas em contraciclo absoluto com o ocorrido na sua família política alargada) cai agora entre cinco e nove pontos percentuais nas intenções de voto, no rescaldo imediato da mais recente conquista nas urnas, registando a maior queda nesta legislatura.

Faz sentido? Claro que sim: é um reflexo evidente do processo autofágico em curso, aliás com antecedentes mais que óbvios. Nunca por cá se havia visto algo semelhante: um partido vencedor celebrar esse triunfo eleitoral entrando numa acelerada desagregação interna que deixará feridas profundas a vários níveis.

Eis a oposição ideal para qualquer Governo. Não admira por isso que na actual maioria já se equacione o cenário de legislativas antecipadas, cada vez mais provável à medida que a guerra civil se desenrola, com requintes de sebastianismo temperado com fúria siciliana, naquele que ainda é o maior partido da oposição.

 

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14 comentários

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De cristof a 07.06.2014 às 16:09

Não acompanho as analises que se baseiam em percentagens, não fazendo referencia aos votos efectivos. Podemos como sabemos todos tirar conclusoes opostas se ao tarbalhar com graficos ou percentagens, se valorizarmos uns em favor deoutros. Tudoparece legitimo só que as conclusoes passam a ser as opostas. Como podemos ver os eleitores que aderiram as propostas do "maior partido" desceram duma forma significativa e até surpreendente atendendo ao ataque aos direitos e ganhos que tem sido apanagio destes laranjinhas, que vendo como têm tratado os grupos influentes e os seus "direitos e privilegios" percebemos porque foram indicados e apoiados por esses espiritos santos divinos = defender os contratos tão bem negociados pelos jptinhas xuxalistas dos governos socraticos. Continuar a basear em percentagens faz perder grande parte da informação, que merece ser destacada a necessidade de propostas viaveis e bem formatadas a que os cidadãos anonimos possam acreditar que sãopara cumprir.Neste parece-me que apos quarenta anos os elitores se resignam a que são os aldraboes do costume,commuitas desistencias antes das urnas.
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De Pedro Correia a 07.06.2014 às 23:12

Mas nas legislativas - não tenho dúvida - a abstenção será muito menor do que nas europeias.
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De rmg a 07.06.2014 às 16:14


O "sebastianismo" e a "fúria siciliana" fazem parte da nossa matriz identitária já como indivíduos , ao transpôr-se para o conjunto da população só se agrava nos seus resultados e consequências .

Daí que todos aqueles que por feitio , por formação ou pelas duas tenham um espírito mínimamente cartesiano - metódico e racional q.b. - sejam habitualmente cilindrados , da política à blogosfera .

Não é tirar conclusões sobre o que é , goste-se ou não disso , que a maioria de nós quer , mas apenas elucubrar sem fim sobre o que podia ter sido ou o que poderá ser .

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De Pedro Correia a 07.06.2014 às 23:09

Entre os que encaram os partidos como sua coutada particular e os que surgem envoltos em aura messiânica como salvadores da pátria venha o diabo e escolha.
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De rmg a 08.06.2014 às 01:55


Não peça o meu caro ao diabo escolhas tão complicadas !
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De Pedro Correia a 08.06.2014 às 13:19

Há sempre a hipótese de lançar uma moeda ao ar. Ou de atirar um prato ao chão.
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De William Wallace a 07.06.2014 às 16:30

Que se comam uns aos outos que não fazem cá falta nenhuma!

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De Pedro Correia a 07.06.2014 às 23:10

Quem não faz falta nenhuma, seguramente, são os proto-candidatos a ditadores. Que los hay, los hay.
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De Sérgio de Almeida Correia a 07.06.2014 às 16:32

E quantos pontos sobe a seguir, depois de finda a crise e antes das eleições? Reacções epidérmicas valem pouco na hora de votar, meu amigo.
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De M. S. a 07.06.2014 às 18:12

Sérgio:
Quanto ao Costa do Castelo prognósticos só no final do jogo.
Eu alinho muito mais na tese do número de votos expressos do que nas vitórias eleitorais baseadas em percentagens artificiais a partir de universos famélicos de votos expressos, como as de Seguro.
Na minha câmara municipal o Executivo (PCP + um fenómeno do Entroncamento chamado Verdes, que é vermelho por dentro e verde por fora) tem uma maioria absoluta com 47% dos votos repartidos a partir de 36,77% de votos expressos.
Uma representatividade de 17,98% do corpo eleitoral.
Mas que grande vitória com maioria absoluta!
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 08.06.2014 às 19:30

Esta é a Democracia que temos. Por outro lado não passamos, de tempos a tempos, sem o regresso de um qualquer Dom Sebastião, esquecendo-nos nós que o pobre Dom Sebastião não valia a água que bebia.
Já aqui escrevi várias vezes que passei 23 anos da minha vida à espera da Democracia. Ela finalmente chegou, e quarenta anos depois temos o sistema que construimos, com os politicos que foram florescendo à sombra desse sistema.
Quando no principio dos anos 70 cumpri o serviço militar, haviam espalhados pelas paredes das casernas uns cartazes que, entre outras coisas, diziam assim: " o exército é o espelho da nação"! O mesmo serve para os politicos; eles são o espelho da nação, ou seja o nosso reflexo, porque nós, pelo menos aqueles que votam, é que os elegemos.
Temos a Democracia que a tradicional pouca exigência lusa teve a arte e o engenho de criar e desenvolver; temos por isso os politicos que merecemos.
O actual PREC (processo esquizofrénico em curso) no PS é disso um bom exemplo.
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De Pedro Correia a 09.06.2014 às 13:02

Faz agora 40 anos, Alexandre, tínhamos como presidente da república um Sebastião. O general António Sebastião Ribeiro de Spínola.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 09.06.2014 às 15:28

:)
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De Pedro Correia a 09.06.2014 às 16:12

E não deu bom resultado...

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