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Carles Puigdemont, ex-presidente do executivo autónomo catalão, exigiu num hotel de Bruxelas a "libertação dos presos políticos" em Espanha, considerando que a detenção dos seus antigos companheiros de governo em Barcelona, por decisão de uma juíza de instrução em Madrid, "revela um clima de repressão e prisões políticas sem precedentes e inaceitável na Europa democrática do século XXI".

Puigdemont está enganado quanto aos precedentes. Em anos recentes, em Portugal, também houve pelo menos três personalidades vítimas da "repressão" e de "prisões políticas inaceitáveis". Nenhum de nós se esquece delas.

 

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Isaltino Morais

 

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 Duarte Lima

 

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 José Sócrates

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40 comentários

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De Anónimo a 03.11.2017 às 08:29

não percebo os jornalistas que designam estas prisões na Catalunha como prisões politicas, estes tem o dever e a obrigação de saber que só foram detidos porque violaram flagrantemente as leis...simplesmente aberrante!! existem leis...
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De Vlad, o Emborcador a 03.11.2017 às 09:37

Eu diria que as leis se puseram a jeito....
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De Rui Henrique Levira a 03.11.2017 às 14:17

Eu diria que ainda mais a jeito se pôs quem as violou. E não foi por falta de aviso: os juristas do parlamento autonómico catalão bem avisaram a senhora Forcadell e respetiva comandita que a coisa ia dar raia...
Um exemplo: sou de esquerda (ou sou um fascista), ferro uns balázios num fascista (ou numa pessoa de esquerda), assassinando-o. Sou preso. Que protesto eu? Sou um "preso político", porquanto o que me motivou foi a minha ideologia... Sacana da Lei que me não permite assassinar impunemente por motivos políticos. Não há direito!
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De Vlad, o Emborcador a 03.11.2017 às 16:42

Essa sua argumentação é semelhante a esta:

Presunto faz beber. Beber tira a sede. Portanto o presunto tira a sede.
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De Rui Henrique Levira a 03.11.2017 às 19:16

Não, caro Vlad, quem, pelos vistos, andou a beber muito "Cava" foi o genial Fuigdemont. Quanto a presunto, prefiro-o - mil vezes o prefiro - às papas com tomate.
Volte a ler o primeiro parágrafo do meu último comentário e vai ver que essa sua gracinha tautológica se ceva na lógica da batata.
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De Vlad, o Emborcador a 03.11.2017 às 20:15

Não é minha. É do meu vizinho. Monsieur Montaigne.
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De Rui Henrique Levira a 03.11.2017 às 22:58

Monsieur Montaigne lá tinha os seus dias - à semelhança das não menos infelizes sonecas do grande Homero - menos felizes. Como todos nós, aliás.
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 23:18

Boas sonecas vai fazendo por estes dias o foragido Puigdemont, lá no hotel de Bruxelas onde está alojado.
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De Rui Henrique Levira a 03.11.2017 às 23:34

E o Sr. Fuigdemont está acordado (ou alguma vez o esteve) para poder dormir?
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 23:44

Liguei para lá há bocado. Ouvi roncos.
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De Rui Henrique Levira a 04.11.2017 às 00:37

Ouça outra vez:sso eram as arengas eleitorais que o Sr. Fuigdemont estava a ensaiar agora que se declarou candidato "in partibus incertibus".
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De Vlad, o Emborcador a 03.11.2017 às 09:07

São permitidos na Catalunha Partidos/Movimentos Independentistas?

Sim.

Quais são?

Organização Civil:

Assemblea Nacional Catalana, Òmnium Cultural, Sobirania i Progrés, Plataforma pel Dret de Decidir, Cercle d'Estudis Sobiranistes

Grupos de Pressão:

Catalunya Acció, Free Catalonia, Endavant, Moviment de Defensa de la Terra, Reagrupament

Grupos Jovens de Pressão:

Maulets, Coordinadora d'Assemblees de Joves de l'Esquerra Independentista, Joventuts d'Esquerra Republicana de Catalunya

Partidos Políticos (separatistas ):

Candidatura d'Unitat Popular (na Catalunha); Esquerra Republicana de Catalunya (na Catalunha, Ilhas Baleares, e na Catalunha Francesa, chamado Esquerra Republicana del País Valencià no País valenciano), membro da Aliança Livre Europeia; Estat Catalão (na Catalunha).

São os deputados, dos Parlamentos, representantes da Vontade Popular, legitimados pelo seu voto e respetivo Programa Eleitoral?

Sim.

O que pretendem, os Partidos da Coligação Governamental Catalã?

Sendo Separatistas, a secessão do Estado Espanhol.

E o Estado Espanhol permite que tais partidos participem eleitoralmente?

Sim.

E o Estado Espanhol permite que os ditos Partidos Separatistas cumpram os seus propósitos eleitorais, legitimados pelo voto popular ?

Não

Hmmmmmm......

O Estelionato eleitoral é crime?

Sim, mas....não. ....

Existe risco de fuga dos políticos catalães presos?
Segundo a juíza, sim.

Onde estavam?
Decidiram desde o início deste processo permanecer na Catalunha, comparecendo sempre, voluntariamente, junto das autoridades judiciais.

Existe risco de destruição de provas?
Dificilmente. O Governo Autonómico foi destituído

Então porque os prendem preventivamente? Alarme social?

Dificilmente. A maioria dos catalães é contra a sua prisão e a favor do independentismo.

Então porquê a prisão preventiva?

Diria que Carmen Lamelas é uma agente dupla, pró catalã, especialista em criar "mártires".





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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 17:39

O seu argumentário, mutatis mutantis, é muito idêntico ao de Sócrates sobre o juiz Rui Teixeira.
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De Vlad, o Emborcador a 03.11.2017 às 17:50

De latim só sei esta:

Sic transit gloria mundi...
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De Rui Henrique Levira a 03.11.2017 às 20:21

E esta, em latim macarrónico - "Alea jacta est, ergo ad Bruxelorum fugatum sum" - não conhece?
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De Vlad, o Emborcador a 03.11.2017 às 09:12

Presos políticos :

Um preso político é um indivíduo encarcerado numa prisão pelas autoridades de um país por exprimir, por palavras ou atos, a sua discordância com o regime político em vigor.

Hmmmmm.....parece-me que foi o que sucedeu na Catalunha.


Corrupção :

Na esfera das relações humanas em particular, está relacionado ao suborno; acto ou efeito de se corromper, oferecer algo para obter vantagem em negócio onde se favorece uma pessoa e se prejudica outra. Busca oferecer ou prometer vantagem indevida a qualquer pessoa, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de oficio.

Hmmmm....parece-me que isto sucedeu em Portugal
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 22:15

Todos os políticos presos se consideram "presos políticos": Sócrates, Lima, Isaltino...
Nada de novo debaixo do sol.
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De Luís Lavoura a 03.11.2017 às 09:35

O Pedro Correia está a confundir "presos políticos" com "políticos presos".

O que importa não é a pessoa que é presa. O que importa são os delitos que lhe são imputados.

Crimes como "sedição" são essencialmente crimes políticos.
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 09:38

Quem confunde políticos presos com presos políticos é Puigdemont, o foragido de Bruxelas. Repetindo o que Sócrates já tinha dito por cá.
Quando aos crimes de que são indiciados pela Procuradoria espanhola, um deles é o de peculato.
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De Vlad, o Emborcador a 03.11.2017 às 09:45

O dinheiro, da Generalitat, foi usado para a realização do Referendo de Outubro e não para proveito pessoal.



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De Rui Henrique Levira a 03.11.2017 às 14:22

Ai sim? Pois parece-me esse um belíssimo argumento de defesa: não só desviaram o dinheiro das funções primárias a que se destinava - Saúde, Educação, Saneamento... - como o aplicaram na realização de um referendo... ilegal. Haja pão... Haja, pelo menos, tanto pão quanto fartura de circo temos.
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De Vlad, o Emborcador a 03.11.2017 às 17:30

O pão faz-me gazes
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De Rui Henrique Levira a 03.11.2017 às 18:46

Tem bom remédio: use uma máscara antigás.
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De Luís Menezes Leitão a 03.11.2017 às 09:58

O crime de peculato é por terem organizado o referendo, que foi precisamente o programa com que foram eleitos. Qualquer jurista considera esta acusação uma anedota, mas em Espanha pelos vistos é levada a sério. Tudo o que não seja para promover a unidade de Espanha é dinheiro mal gasto. Isto diz muito da justiça espanhola.
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 17:37

Sócrates diz algo muito semelhante sobre a justiça portuguesa, Luís.
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De Rui Henrique Levira a 03.11.2017 às 19:47

O crime de peculato não é crime de peculato: é crime de desvio ilegal de verbas para algo que, ainda por cima, era ilegal. Se eu desviar dinheiro e o oferecer aos pobrezinhos, desse dinheiro não usufruindo um cêntimo, qualquer juiz, em qualquer parte do mundo, absolver-me-á?
Veja se entende uns quantos pormenores de uma vez por todas: o parlamento autonómico catalão aprovou, contra o próprio estatuto de autonomia, contra a constituição espanhola e infringindo as próprias regras desse parlamento e os direitos da oposição, uma lei de referendo ilegal; a Generalitat fez uma caricatura de referendo (ilegal) e o seu Presidente declarou, com base nos resultados ilegais de um referendo ilegal, uma independência ilegal. O que é que não entendeu?
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De Vlad, o Emborcador a 03.11.2017 às 20:23

O problema é mesmo esse. Quaisquer declarações de independência, proclamadas por quaisquer Movimentos Separatistas costumam ser ilegais para a Parte da qual se pretende sair. Uma viagem pela história do século XX
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 22:18

Curioso é ver aqueles que urraram contra a independência unilateral do Kosovo sejam agora os primeiros a urrar a favor da independência unilateral da Catalunha.
Vá-se lá saber porquê.
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De Rui Henrique Levira a 03.11.2017 às 23:00

Coerências...
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De Rui Henrique Levira a 03.11.2017 às 23:31

O catavento Pereira? O vento, aquando das diversas profissões de fé, soprava de quadrantes diferentes...
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 23:45

De quadrantes ou de quadraturas.
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De Rui Henrique Levira a 03.11.2017 às 23:28

Pois. A questão é que ainda há quem não compreenda a distinção essencial entre "movimento separatista" e "movimento independentista".
Separatistas são o PDCAT, a ERC e as CUP. Separatista foi a ETA (para além de organização terrorista dentro de um Estado democrático). Independentistas foram o MPLA, a Frelimo, o PAIGC ou, num caso já um pouco peculiar, a FRETILIN, lutando, uns e outra, contra sanguinárias ditaduras coloniais.
Confundir uma região que jamais foi independente (foi-o durante os quatro dias que demorou aos catalães porem-se sob a asa do rei de França, em 1640, o que lhes custou a perda do Rossilhão), com regiões militarmente submetidas a uma longínqua metrópole numa situação colonial é obra.
O victimismo catalão calou fundo em boa parte da população portuguesa, pelos vistos. Como poderemos nós explicar tal posicionamento?
Tentemos.
Se quiser ver a coisa de forma benévola, poderei dizer que tal se deve a uma muito atual confusão entre reivindicação identitária (não raras vezes exclusivista, racista e xenófoba) e reivindicação democrática. Se optar por uma leitura mais ácida, só poderei dizer que essa colagem ao choradinho catalão é fruto de algo tão racional e progressista como a nossa multissecular hispanofobia, hispanofobia essa aliada a uma nossa não menos multissecular dor de cotovelo pela grandeza alheia e uma queda fatal para considerar a desgraça alheia a nossa maior alegria. E de uma inenarrável ignorância da História. Depois de juntar todos os anteriores ingredientes, a coisa tem curto nome: chama-se mesquinhez.
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De Rão Arques a 03.11.2017 às 09:37

Não desandaram à mont
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De Weltenbummler a 03.11.2017 às 09:57

não esquecer os fascistas presos depois do 25.iv
levou Quito a dizer 'finalmente percebo o que é a reacção em cadeia'
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 22:10

Fascistas presos depois? Antes é que seria notícia.
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De Anónimo a 03.11.2017 às 18:34

A alegria é tanta com a prisão de políticos catalãs, que os seus argumentos caem no limite de demagogia barata. Comparar situações diferentes é mesmo de um 'democrata', pois, é. É fartar vilanagem!

Rui Mateus.
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 22:10

Diferente é a situação do cobarde, que fugiu para o bem-bom de Bruxelas deixando a casa a arder.
Esse é que é diferente.

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