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Justiniano Martínez Medina (foto El País) 

 

"Fui guerrillero, pasaba la muga con las planchas del prohibido Mundo Obrero a mis espaldas, fui responsable del PCE de Murcia en la clandestinidad, fui detenido, fui torturado, como atestiguan mis vértebras, cumplí seis años de cárcel, grité amnistía, perdoné a mi torturador. No me hablen de libertades quienes solo las han disfrutado.

No importa, me llaman fascista. Pero el fascismo mata, el franquismo mataba, que lo sepan esos miserables que al mentir, insultan la memoria de nuestros muertos y muertas."

Justiniano Martínez Medina, ex Secretário Geral do Partido Comunista Espanhol - "Gracias, Paco" (El País, 7.11.2017)

 

 

"Somos millones los españoles que conocimos directamente la dictadura franquista. Muchos miles de nosotros no solo sufrimos su represión genérica y colectiva, sino la individual y específica destinada a cuantos nos comprometimos en la lucha por derribar aquel régimen y recuperar las libertades. A cuantos sufrimos en nuestras carnes aquella represión tiene que indignarnos la campaña desatada por los secesionistas catalanes y sus amigos, presentando algunos incidentes y medidas, consecuencia de su locura rupturista, como un retorno de Franco y sus métodos. (...)

Métodos franquistas son también esos otros tres juicios a los que fui sometido ante un tribunal especial, el de orden público, por los “delitos” de asociación, reunión y manifestación, por los que fui condenado a algo más de seis años de cárcel. Comparar aquello con lo actual, hablar de la “vuelta de Franco”, debería abochornar hasta a los que lo han venido pregonando."

Julian Ariza Rico, membro fundador das Comisiones Obreras, a principal central sindical em Espanha - "No banalicemos el franquismo" (El País, 4.11.2017)

 

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36 comentários

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De Luís Lavoura a 08.11.2017 às 10:19

Agora vemos o Diogo Noivo a apoiar comunistas.
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De Diogo Noivo a 08.11.2017 às 11:24

Mais um tiro ao lado, Luís Lavoura.
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De Luís Lavoura a 08.11.2017 às 11:35

Tiros ao lado são os destes dois comunistas espanhóis, pois que ninguém está a comparar o regime espanhol atual com o regime franquista, ninguém está a acusar as prisões espanholas de torturar os prisioneiros, nem ninguém está a acusar as autoridades espanholas de suprimirem as liberdades de associação, reunião e manifestação.

Tudo o que se está a acusar as autoridades (judiciais) espanholas é de prenderem pessoas por motivos políticos. Mais nada. E, sobre isso, os dois comunistas espanhóis nada dizem. Portanto, atiram ao lado.
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De Diogo Noivo a 08.11.2017 às 11:48

"ninguém está a comparar o regime espanhol atual com o regime franquista". Tem a certeza?
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De Rui Henrique Levira a 09.11.2017 às 00:45

Não se espante: são os óticos efeitos das lentes de transformar a realidade ao longe e ao perto, caro Diogo Noivo.
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De JgMenos a 08.11.2017 às 12:21

Para além do berreiro habitual do 'ai que vem lobo!' a esquerdalhada entende que toda a lei deve ser suspensa de aplicar-se se 'por motivos políticos', desde que lhe sejam simpáticos.
Lá vão vivendo em democracia como podem, mas a revolução é o sonho húmido que lhes advém da ânsia de modelação do 'homem novo', seguramente à imagem e semelhança da sua imbecilidade.
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De Vlad, o Emborcador a 08.11.2017 às 12:32

O Homem conceptual é transversal a toda a ideologia sócio economica:

O homo economicus (homem econômico), é visto como um actor racional ou maximizador racional, um ser humano fictício formulado seguindo o conselho dos economistas
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De Rui Henrique Levira a 09.11.2017 às 00:04

O senhor tem seguido o "caso catalão"? Olhe que, a julgar pelo que afirma, parece que não...
Mas não há melhor desengano que o da sólida e intransponível realidade: quem se reclama de perseguido pelo neofranquismo de Rajoy ruma a Bruxelas e, depois de privar com advogados de etarras, alcança um vastíssimo apoio no colo de (alguns) xenófobos e racistas independentistas flamengos, gente filha e neta dos galhardos flamengos que se reviram no nazismo e se alistaram nesses irmãos da caridade que foram as SS.
Entretanto, nem a insuspeita Amnistia Internacional traga a patranha dos "presos políticos" do secessionismo catalão. Enfim, quanto mais escavam, mais cerrada é a escuridão no poço onde se meteram.
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De Rui Henrique Levira a 08.11.2017 às 23:22

Mais vale mil vezes apoiar comunistas (e este comunista cometeu o indesculpável crime de combater o verdadeiro franquismo, aquele que prendia, torturava e condenava ao garrote vil) do que ser apoiado por quatro deputados da extrema-direita flamenga, herdeiros diretos da boa raça flamenga que se alistou nas SS. Mas cada um escolha as suas companhias de eleição, não é verdade?
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De Vlad, o Emborcador a 08.11.2017 às 11:01

Julian Ariza Rico, também deveria falar das centenas de padres e freiras torturados e mortos aquando da República da Frente Popular, no Massacres de Paracuellos.

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De Diogo Noivo a 08.11.2017 às 11:25

Certo. Regimes e formas de actuar que em nada se assemelham ao quadro constitucional vigente na Espanha de hoje.
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De Luís Lavoura a 08.11.2017 às 11:37

Deveria também falar da perseguição dos comunistas aos anarquistas durante a Guerra Civil, das Jornadas de Maio em Barcelona, do desaparecimento de Camilo Berneri e dos outros crimes cometidos pelos comunistas nesse tempo.
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De Diogo Noivo a 08.11.2017 às 11:49

Alarvidades bem descritas por G. Orwell. No entanto, em nada invalidam o meu argumento. Precisamente o contrário.
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De Rui Henrique Levira a 08.11.2017 às 23:18

Quem? O bufo Blair, o escritor de "esquerda" mais querido da direita reacionária?
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De Anónimo a 08.11.2017 às 11:57

Deveria falar-se de tudo desde o paleolítico. Como é muita coisa, o melhor é ficar calado.
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De Vlad, o Emborcador a 08.11.2017 às 12:29

Houve experiências interessantes no Neolítico. Nomeadamente a propriedade comunal e a pouca frequência de lutas/ combates por motivação tribal ou de defesa de propriedade, associadas, estas últimas, às cidades-campos murados-agricultura
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De Rui Henrique Levira a 09.11.2017 às 01:02

No Paleolítico, já os avançadíssimos Catalães tinham inventado a internet e o telemóvel, mais duas inestimáveis contribuições do génio catalão para a felicidade da Humanidade...
Acontece que a aleivosia do resto da grei do planeta azul é só a monumental extensão da precisa acusação do "Espanha rouba-nos!": assim como Espanha roubou à Catalunha o Cervantes, o Colombo, o Goya e o "Siglo de Oro", também os malandros dos ianques lhe furtaram o velhíssimo telefone portátil e a vetusta internet. É, em pouquíssimas palavras, uma conspiração global contra a Catalunha, da qual só escapam meia dúzia de recomendáveis flamengos, a Ioko Ono e a Pamela Anderson (o Bono encontra-se indisponível para dar o seu contributo a mais uma causa humanitária, pois parece que anda aos papéis, e o George Clooney, depois do Sudão do Sul e do "Oscar" aos "White Helmets", optou pelo "low profile").
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De Vlad, o Emborcador a 08.11.2017 às 11:58

Bom, e falar também das lutas intestinas entre comunistas e socialistas, em Madrid, aquando da República da Frente Popular
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De Rui Henrique Levira a 09.11.2017 às 00:13

Sim, e falar também das lutas intestinas entre socialistas e socialistas, Azaña versus Negrín ( o tal que só em 2008 foi readmitido com todas as honras no PSOE, com um formal pedido de desculpas a ele e aos seus camaradas saneados). Nisto da Guerra Civil Espanhola o espaço intestinal torna-se curto para tanta e tão longa luta intestina, convenhamos.
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De Rui Henrique Levira a 08.11.2017 às 23:39

Claro que os crimes cometidos pelos anarcossindicalistas durante a Guerra Civil não tiveram atores nem objeto.
Aliás, não há costas históricas mais largas do que as dos comunistas da Guerra Civil Espanhola: franquistas e neofranquistas, reacionários de todos os matizes de ontem e de hoje, conservadores, liberais, socialistas conservadores e menos conservadores, trotskistas e anarquistas (e não esqueçamos o muitíssimo implantado POUM, a menina dos olhos do muitíssimo difundido Orwell), todos eles zurziram a bom zurzir o PCE.
Se se pode dizer que uma larga maioria reclama sempre a razão como coisa exclusivamente sua, não será despiciendo temperar sensatamente esse protesto com a análise cuidada das forças que se conluiaram no golpe de Segismundo Casado que vendeu - pelas tradicionais 30 moedas de prata - os restos da República Espanhola a Franco. E essa coligação de traições foi e é deveras elucidativa.
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De Rui Henrique Levira a 09.11.2017 às 00:23

Quem se especializou em despachar padres e freiras, meu caro Vlad, foram aqueles que (erradamente) aparecem recorrentemente como os depositários da pureza revolucionária da resistência a Franco: os sempre romantizados anarquistas e anarcossindicalistas.
Foram eles que, convencidíssimos de que os presos comuns eram vítimas inocentes da sociedade opressora, lhes abriram as portas das prisões. O que se seguiu é horrífica história bem documentada por historiadores que estão nos antípodas da historiografia franquista. O local onde esses desmandos atingiram o seu ponto mais alto (ou, mais precisamente, mais baixo) foi, precisamente a Catalunha de todos os amores do Orwell. E isso antes que o Governo Central conseguisse pôr, finalmente, ordem na situação.
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De AntónioF a 08.11.2017 às 11:44

Caro Diogo, permita-me.
Por falar em presos políticos, relacionados com a libertação de povos ibéricos do jugo castelhano, lembro-me deste:

««Após a Restauração (1640 - 1668), movimento que pôs fim aos sessenta anos de governo filipino em Portugal, os Braganças precisavam garantir sua legitimidade como casa régia no plano internacional. Este reconhecimento significaria a aceitação de sua independência enquanto entidade política no âmbito externo, ao mesmo tempo em que promoveria a necessária ajuda militar numa disputa travada contra um inimigo mais poderoso. Com o Congresso de Vestefália (1644 - 1648), a via diplomática poderia ainda promover o fim da contenda ibérica através da inclusão de Portugal no tratado de paz geral. Contudo, a oposição de Felipe IV mostrou-se ferrenha, seja na aceitação dos pretensos embaixadores brigantinos à mesa de negociações, como na libertação de D. Duarte de Bragança (1605 - 1649), irmão de D. João IV e seu prisioneiro no castelo de Milão» [e que no cativeiro irá falecer].
in: http://ejihm2015.weebly.com/uploads/3/8/9/1/38911797/ejihm_2015_gustavo_almeida.pdf

Existirá algum paralelismo, para além de a existir um um Felipe?
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De Diogo Noivo a 08.11.2017 às 12:05

Caro António, talvez exista, desde logo na cabeça de alguns independentistas catalães. No entanto, os anos passaram e o mundo mudou um bocadinho.
Aqui, neste post, o objectivo é apenas o de pôr em evidência a ligeireza com que se fala em presos políticos, principalmente num país onde há não muito tempo houve quem tivesse a sua liberdade limitada - e a sua integridade física ameaçada - por puro delito de opinião, gente submetida ao jugo - aqui sim, jugo - de um regime onde não havia separação de poderes e, por isso, onde o exercício do poder era discricionário.
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De Vlad, o Emborcador a 08.11.2017 às 13:37

O ministro do interior de Espanha, Jorge Fernández Diáz, foi apanhado a conspirar para envolver políticos catalães em escândalos de corrupção. O El País recorda que não foi a primeira vez que se comprometeu. Há uns anos terá mudado as chefes das polícias de forma a criar um grupo para reunir informações contra os líderes dos partidos políticos independentistas.

A uns dias das eleições em Espanha, a divulgação de gravações de conversas entre o ministro do interior espanhol, Jorge Fernández Díaz, e o diretor do gabinete antifraude da Catalunha, Daniel de Alfonso, em que conspiravam para implicar dirigentes partidários catalães em escândalos de corrupção, nas vésperas do referendo sobre a independência da Catalunha, em 2014, estão a pôr todos os partidos contra o PP de Rajoy

http://visao.sapo.pt/actualidade/mundo/2016-06-23-As-gravacoes-que-estao-a-abalar-Espanha-e-a-ressuscitar-escandalos
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De João Pedro Pimenta a 08.11.2017 às 15:55

Se isso é de há um ano e meio, é possível que os sentimentos que então suscitou já tenham passado o prazo de validade.
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De Anónimo a 08.11.2017 às 16:17

"Ver los toros de la barrera".
É a sensação que se tem ao ler, e ouvir, as opiniões dos paroquianos aquém-Caia sobre o que se passa do lado de lá...
A falta que faz "a pele", aquela "intuição das tripas" em relação a um lugar, a um "assunto" que nos foi legado desde há séculos , com o inerente cortejo de mortes, de misérias e de horrores.
A não ser que se esteja (in)conscientemente a fazer o papel de idiota útil, muito de acordo com o que se imagina ser "l ´air du temps" - essencialmente televisivo e de "redes sociais", a carneirada ignorante e abúlica, obediente e servil face à vigarice do "pulhiticamente correcto"...
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De jo a 08.11.2017 às 16:17

Segundo o raciocínio do post só um regime como a Espanha Franquista pode ter pesos políticos.
Se o regime não é esse os presos políticos não existem, por definição.

O pressuposto parece-me estranho, mas se o considerarmos verdadeiro, a lógica é inatacável.

É o raciocínio da minha vizinha D. Dores: Se o Mequinhas é bom rapaz não pode ter cometido maldades.

E muito semelhante ao dos fanáticos de futebol: Não pode ser penalty, porque a nossa equipa é perfeita e, como tal, não comete faltas.
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De Diogo Noivo a 09.11.2017 às 10:15

De facto, jo, e por definição, só em regimes autoritários ou totalitários existem presos políticos. Nos restantes, há separação de poderes.
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De jo a 09.11.2017 às 11:44

Não vejo em que é que a separação de poderes impede a existência de presos políticos.

Se os Tribunais Plenários fossem completamente independentes do governo do Estado Novo, e tivessem feito exatamente as mesmas condenações, os presos presentes a eles não seriam presos políticos?

O governo da Catalunha foi preso por ter tentado promover a independência o que é um ato político. Está preso por causa disso.

Para ser coerente o governo espanhol tem de prender todos os que votaram sim no referendo. Como não pode, meteu-se num beco sem saída. Mas provavelmente vai ganhar a curto prazo e isso é o que conta. Quando a situação estoirar de novo Rajoi e a sua equipa já não estarão lá, foi esse calculo que foi feito. Grandes estadistas.
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De Anónimo a 08.11.2017 às 18:23

Estes comentários de dois elementos que se consideram comunistas, esqueceram-se de que devem estar solidários com povos que lutam pela sua auto-determinação. E ainda por cima apoiando as medidas tipicamente franquistas por parte do governo de Rajoy, devem estar mesmo sem memória. Brancas...😈

Rui Mateus.
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De Diogo Noivo a 09.11.2017 às 10:14

Caro Rui Mateus, sobre o direito à autodeterminação:
https://politica.elpais.com/politica/2017/09/26/actualidad/1506424550_261561.html
Quanto às medidas do Governo, onde vê laivos de franquismo? No respeito por uma Constituição democrática? Ou numa política de descentralização de competências que está em curso desde 1978 e que faz da Catalunha a região com mais autonomia em Espanha?
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De Anónimo a 08.11.2017 às 18:59

Dizem as crónicas que se não fosse Franco tinhamos um satélite comunista da Rússia.
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De Rui Henrique Levira a 09.11.2017 às 01:45

Ainda há muita gente que ainda se não capacitou de que esta pandilha dos secessionistas catalães do PDeCAT, da ERC e da CUP causa um imenso nojo a quem verdadeiramente lutou - sendo preso, espancado, torturado e, não poucas vezes executado (e estes já se não podem enojar, mas por eles se enojam os sobrevivos familiares e amigos) - contra o Franquismo.
Assistir ao espetáculo das barbaridades ditas e feitas por esta amálgama de corruptos de direita e de ociosos (mas regiamente pagos) pequenos-burgueses de esquerda a brincarem às revoluções é algo lamentável.
Mais lamentável ainda é ver gente dita de esquerda a defender tais criminosos demagogos ao mesmo tempo que, desenganada uma e outra e outra vez mais pela quotidiana realidade dos factos, vai embarcando numa realidade virtual cada vez mais desgarrada da Razão.
Que diz agora essa gente das companhias belgas do Sr. Puigdemont? Que dizem essas almas libertárias e muito proletárias da profunda crise em que essa secessionista gente mergulhou a economia catalã e, por arrasto, as massas trabalhadoras catalãs?
Que avalia essa gente do patético mendigar pelo Sr. Puigdemont do apoio da UE para o seu insano projeto independentista, projeto independentista esse em que essa lúcida esquerda via um oportuno aliado na demolição do neoliberalismo euro-alemão?
Eis que o círculo se fecha e quem se proclamava arauto das mais recentes e progressistas liberdades europeias acaba nos braços do que de mais nefasto a Europa produziu: o nacionalismo xenófobo e racista que, a um mesmo tempo, se alimentou do e alimentou o imperialismo e o colonialismo genocida.
E não nos enganemos: fácil é (por bem intencionada boa-fé, desatenção, mero tacticismo, miopia política ou por sectarismo dogmático) vestir a pele do lobo; mais difícil (se não impossível) é futuramente dizer que tal vestimenta nunca foi do seu agrado.
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De Diogo Noivo a 09.11.2017 às 10:18

É nojo, revolta e tristeza que espelham os artigos que aqui cito, Rui Henrique Levira. Lamentável é que haja quem não perceba que equiparar o actual regime Espanhol ao anterior (i) branqueia o franquismo, (ii) desrespeita as vítimas e os verdadeiros presos políticos, (iii) e abraça uma propaganda absurda cuja sustentação lógica é inexistente.
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De jo a 09.11.2017 às 11:59

Como se resolve uma discussão em três penadas:

1 - O regime Franquista era ditatorial e execrável, tinha presos políticos e além disso por vezes matava e torturava os opositores - verdadeiro

2 - O atual Governo de Madrid não se compara do ponto de vista dos direitos humanos ao regime de Franco não mata nem tortura os opositores - verdadeiro

Logo - O atual Governo de Madrid não pode ter presos políticos.

Também podemos dizer:

1 - O regime Franquista tinha um caudilho que usava bigode e tinha presos políticos - verdadeiro

2 - O atual Governo de Madrid é chefiado por Rajoi e Rajoi não tem bigode - verdadeiro

Logo - O atual Governo de Madrid não pode ter presos políticos.
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De Rui Henrique Levira a 10.11.2017 às 00:19

E também podemos jogar, "ad nauseam", com o semântico peso das palavras sem que essas palavras encontrem, por uma vez que seja, o alvo do seu concreto referente.
É o discurso sobre o discurso que se entroniza, num exercício de levitação sobre a aborrecida contingência, como representação do mundo, pois a corda de amarração do discurso que prendia ao real o discurso sobre o discurso há muito foi cortada.
Se há caso exemplar de tal processo, ele encontra-se nos apologistas da secessão catalã que por aqui vão dizendo de sua justiça: a senhora Carme Forcadell acaba de afirmar, perante o juiz, que a DUI foi de "brincadeirinha", mas os nossos convictos apologistas continuam a surfar o seu discurso sobre o discurso, todo ele construído sobre um discurso que é um monte de escombros dinamitado pelos seus próprios autores.

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