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Presidenciais (11)

por Pedro Correia, em 03.01.16

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Debate Edgar Silva-Paulo de Morais

 

À beira do fim do debate, Edgar Silva irritou-se com Paulo de Morais porque o ex-presidente da Câmara do Porto aparentava desconhecer projectos de lei do PCP. Naquele momento, o candidato madeirense que integra o Comité Central comunista pareceu esquecer-se de que estava num debate presidencial, quedando-se na condição de porta-voz do seu partido.

De resto, no frente-a-frente desta noite na RTP3 falou-se de quase tudo menos dos poderes do Chefe do Estado, que será eleito a 24 de Janeiro. Em cima da mesa estiveram temas tão diversos como os subsídios à agricultura, o encerramento de escolas e centros de saúde ou o preço dos manuais escolares. Temas pertinentes mas todos da órbita do Governo. Ora o Presidente, como geralmente se sabe, não governa.

Morais acabou por conduzir também este debate para o terreno que mais lhe interessa: o da corrupção. É um nicho de mercado eleitoral com sucesso garantido e ninguém o sustenta com tanto afinco como ele. Com tiradas demagógicas, naturalmente. Mas a demagogia, até mais ver, não paga imposto. E permite agarrar o auditório. Como nesta pequena história que narrou: "Hoje quem durma em Portugal num hotel de cinco estrelas, no momento em que vai tomar o pequeno-almoço, tem duas hipóteses - ou toma-o no hotel e paga IVA a 6% ou atravessa a rua e vai ao restaurante ou ao café, e paga IVA a 23%."

 

Vencedor: Paulo de Morais

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Frases do debate:

 

Morais - «Sou obcecado pela corrupção.»

Edgar  - «É fundamental combater a promiscuidade entre os negócios e a política.»

Morais - «O Estado português deve cumprir os seus compromissos, gastando menos naquilo em que não deve gastar.»

Edgar  - «O País tem 30% da população na pobreza absoluta.»

 

...............................................................

 

O melhor:

- As bicadas de Edgar Silva ao Partido Socialista ajudam provavelmente a cimentar o eleitorado do PCP.

- Paulo de Morais diz o que as pessoas querem ouvir. "O Estado deve ir buscar dinheiro às parcerias público-privadas e pegar nesse dinheiro para aplicar nos hospitais."

O pior:

- Ao fazer uma campanha inteira a clamar contra a corrupção, como faz o ex-braço direito de Rui Rio na Câmara do Porto, corre o risco de banalizar o tema.

- O candidato comunista comparou os atentados terroristas em Paris de 13 de Novembro à "devastação social" em Portugal.

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10 comentários

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De José Manuel Faria a 03.01.2016 às 22:25

Concordo com o vencedor.
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De sampy a 04.01.2016 às 16:29

E também concorda com o vencido?...
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De Pedro Correia a 05.01.2016 às 21:21

Quem cala consente.
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De Anónimo a 04.01.2016 às 01:18

Quando a maior doença do nosso país é a corrupção, nunca é demais falar dela. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Pode ser que o Zé Povinho acorde e veja que os nossos políticos, nunca fizeram nada de nada, para erradicar essa maldita doença que mina toda uma sociedade.
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De Pedro Correia a 04.01.2016 às 08:38

Morais não é político? Já vi este filme: um politico culpar os políticos de todos os males do mundo.
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De lucklucky a 04.01.2016 às 11:04

É lógico pois a Politica, que é a unica religião que resta no Ocidente, promete resolver todos os males do mundo. Até o Clima promete resolver.
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De Pedro Correia a 04.01.2016 às 16:20

A propósito de clima: está de chuva.
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De José7 a 04.01.2016 às 10:44

O Paulo Morais perdeu uma boa oportunidade de confrontar o Edgar Silva e o PCP com a roubalheira no BANIF. Devia ter-lhe dito: meu caro se o PCP não estava de acordo com a solução do BANIF, em vez de ter votado contra ela, devia ter ameaçado o PS que se insistissem na «solução» retirava apoio ao Governo.
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De Pedro Correia a 04.01.2016 às 10:52

Morais não quis hostilizar Silva. Percebe-se que poupa artilharia para outros adversários. Está a apostar tudo nestes debates.

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