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Postais de Lisboa (8)

por Pedro Correia, em 04.07.17

 

Preço das casas em Lisboa já é o dobro da média nacional.

 

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12 comentários

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De Maria Dulce Fernandes a 01.07.2017 às 13:11

Já há alguns anos que pelo preço de um T3 com vista em Lisboa, se compra um moradia com jardim e piscina na parte mais interior da zona balnear da margem sul. Se formos falar de casos concretos, quase pelo mesmo valor conseguimos uma pequena propriedade brasonada em Braga ou Viseu.
Mais estranho ainda é que os andares mais caros, porque têm terraço, vista desafogada, aspiração e sistema de som central , jacuzzi, etc, cujos "extras" inflacionam exponencialmente o preço, são os primeiros a ser vendidos. E não, não há vizinhos asiáticos por perto.
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De Pedro Correia a 04.07.2017 às 10:13

Um "apartamento" com menos de 20 metros quadrados já está a ser arrendado a 450 euros. E há cada vez mais pessoas a "viver" em marquises e vãos de escada.
Esta é a maravilhosa Lisboa de 2017.
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De Luís Lavoura a 04.07.2017 às 10:21

Mas não me parece que faltem casas para viver nos arredores de Lisboa.
Já há 40 anos era assim: as pessoas normais (classe média) não conseguiam viver em Lisboa, tinham que ir viver para Paço d'Arcos, Odivelas, Cacém ou Baixa da Banheira. Hoje em dia continua a haver casas disponíveis nesses lugares, creio eu.
Viver em Lisboa (isto é, no concelho de Lisboa) sempe foi um luxo disponível para poucos.
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De Anónimo a 04.07.2017 às 12:26

Já há 40 anos era assim: as pessoas normais (classe média) não conseguiam viver em Lisboa

Errado. Há 40 anos as pessoas normais —como os meus pais— arrendavam casas baratas com 10 divisões no centro da cidade. Os que tiveram sorte (e juízo) compraram-nas há dez anos quando a lei das rendas colocou muitos proprietários entre a necessidade de fazer obras para aumentar as rendas ou vender. Muitos venderam. A classe média mais baixa e mais frágil (que não trabalhava para o Estado) já é empurrada para a periferia há 20 anos e eu diria que a classe média mais baixa começou a ser empurrada para a periferia a partir daí. O problema é que agora todos os que não trabalham para o Estado são classe média baixa e são expulsos da sua cidade.
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De Luís Lavoura a 04.07.2017 às 13:37

compraram-nas há dez anos quando a lei das rendas colocou muitos proprietários entre a necessidade de fazer obras para aumentar as rendas ou vender

Disparate. Há dez anos (em 2007) as casas em Lisboa estavam mais caras do que atualmente (ou, se não estivessem, pelo menos estavam já caríssimas). Além disso, os proprietários nunca tiveram necessidade nenhuma de fazer obras para aumentar rendas - podiam permanecer com as rendas baixas. Nunca os proprietários foram forçados a vender as suas casas ao desbarato. Sempre as venderam por muito bom preço.

A classe média mais baixa e mais frágil já é empurrada para a periferia há 20 anos

Há muito mais tempo que isso. A classe média, aqueles que ganham 800 - 1000 euros por mês, nunca pôde viver em Lisboa. Sempre viveram na periferia.
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De Costa a 04.07.2017 às 15:54

Ah, as "pessoas normais" e o natural destino das "pessoas normais". Pelo preclaro critério da doutrina Lavoura: aqueles que engrossam largamente a legião de automobilistas suburbanos - e sem escolha realista (de habitação, de meio de transporte e de local de trabalho) -, que tanto o incomodam, ao douto Lavoura, e a quem ele em justíssima fúria fulmina com o que, por educação, me escuso de aqui referir.

É sempre um ensinamento ler os rasgos de uma mente brilhante.

Costa
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De Luís Lavoura a 04.07.2017 às 10:29

A ministra Cristas do anterior governo fez uma magnífica lei do arrendamento urbano, de acordo com a qual as pessoas com mais de 65 anos de idade têm o direito de continuar a morar na sua casa arrendada até à morte (com as rendas apenas ligeiramente aumentadas). Graças a essa maravilhosa lei, pessoas que nada têm a fazer em Lisboa, porque já não trabalham, continuam a ocupar apartamentos que muita falta fariam a outras.
É mais que tempo de acabar com essa salvaguarda.
Eu próprio conheço umas pessoas que são agricultores no Alentejo, onde residem, mas, por terem mais de 65 anos de idade, mantêm um apartamento arrendado por baixo preço em Lisboa, no qual só passam os fins de semana.
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De Javardoura a 04.07.2017 às 15:18

"Graças a essa maravilhosa lei, pessoas que nada têm a fazer em Lisboa, porque já não trabalham"

Nem só de pão se faz um Homem. Aliás para ser-se Homem é fundamental fazer-se do ócio um dever de estar vivo.
Se a capacidade de trabalho fizesse algo alguém, então as térmitas e as abelhas deveriam ter direitos de cidadania.


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De Luís Lavoura a 04.07.2017 às 15:44

Não pretendo que os idosos não sejam ninguém, nem que não tenham o direito de existir, nem sequer que não têm o direito de morar em Lisboa. Só acho que não há razão nenhuma para que a lei das rendas os proteja. Devem poder ser despejados, tal e qual como qualquer outra pessoa. Se não tiverem rendimentos para morar numa casa alugada em Lisboa, podem ir viver para a província, onde as casas são mais baratas. As pessoas não devem ter o direito, garantido pelo Estado, de morar até à morte sempre no mesmo lugar.
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De Javardoura a 04.07.2017 às 17:33

Concordo. Que não seja em vida que as pessoas tenham de viver sempre no mesmo lugar. Era um aborrecimento funéreo.
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De tric.Lebanon a 04.07.2017 às 16:33

finalmente...Lisboa tornou-se uma verdadeira cidade europeia e mais que isso civilizada...já não tem comunidades portuguesas...
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De Pedro Correia a 04.07.2017 às 22:22

Você é o que? Birmanês? Tunisino? Marfinense? Cipriota?

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