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Portugal precisa de um verdadeiro Partido Verde

por Pedro Correia, em 02.11.17

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Depois das tragédias ocorridas a 17 de Junho e a 15 de Outubro, com a devastação de grande parte do interior do País e a perda de pelo menos 110 vidas humanas, nada pode ficar na mesma. Incluindo no plano político. Uma das consequências imediatas deve ser a fundação de um verdadeiro Partido Verde em Portugal, acompanhando a dinâmica gerada em diversos países europeus, nossos parceiros no espaço comunitário.

Se a destruição de mais de meio milhão de hectares de terreno florestal e áreas de cultivo não servir de detonador para esta mudança, cada vez mais necessária, duvido que qualquer outro factor venha a torná-la tão urgente. No preciso momento em que o Partido Verde se prepara para reassumir funções governativas na Alemanha, integrando a nova coligação liderada pela chanceler Angela Merkel.

 

Para a fundação em Portugal de um partido homólogo aos Verdes germânicos há que transpor dois obstáculos. O primeiro é a captura deste espaço político, há 35 anos, pelo impropriamente chamado Partido Ecologista Os Verdes (PEV), mero apêndice do PCP surgido na década final da Guerra Fria para tentar alargar o espectro de influência dos comunistas na sociedade portuguesa. Tão apêndice que nunca se sujeitou a um só teste eleitoral autónomo de então para cá: o partido da foice e do martelo serve-lhe de bolsa marsupial, eleição após eleição, acabando no entanto por ganhar com a troca porque consegue deste modo duplicar os tempos de intervenção nas sessões plenárias do Parlamento.

Tem sido sempre assim, legislatura após legislatura, com os vermelhos a ditarem o discurso aos “verdes”, configurados em partido-melancia.

 

Outro obstáculo a transpor é o do pleonástico Pessoas-Animais-Natureza (PAN), que surgiu em data muito mais recente na cena política portuguesa, também invocando a causa ecológica, e falhou em toda a linha nas circunstâncias em que mais devia ter saído com firmeza em prol dos verdadeiros valores ambientais. Em Pedrógão limitou-se aos serviços mínimos, emitindo um comunicado de condolências com 32 palavras, sem exercer a vigilância que se impunha perante a total passividade governamental subsequente à tragédia.

Na véspera dessa dramática data que foi o 15 de Outubro, quando a meteorologia já alertava para um fim de semana anormalmente quente e seco, com perigo exponencial de fogos, o PAN reuniu tranquilamente a sua Comissão Política para, conforme consta do comunicado oficial, dar prioridade à situação na Catalunha. Entre uma e outra devastação da floresta nacional, entreteve-se a legislar na Assembleia da República sobre a admissão de animais de companhia nos restaurantes citadinos: as suas prioridades não podiam ser mais evidentes.

 

Falta portanto um verdadeiro Partido Verde, sem distorções nem disfarces: nem falsamente ecologista, nem animalista urbano chic. Com raízes bem implantadas na sociedade portuguesa. Um partido que nunca foi tão necessário como agora.

Espero vê-lo emergir das cinzas que cobriram uma vasta extensão do território nacional.

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117 comentários

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De José Teixeira a 02.11.2017 às 12:52

Completamente de acordo
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 14:50

E nem falo de um partido verde e branco. Só verde mesmo. Sem ser vermelho por dentro ou cor de burro quando foge.
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De jpt a 03.11.2017 às 05:46

Isso mesmo. Aliás, ofereço-me como simpatizante e eleitor
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 23:20

Já seremos dois.
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De xico a 02.11.2017 às 12:57

Um verdadeiro partido verde e ecologista perceberia que um restaurante não é o habitat apropriado a animais e que o intuito é proteger o egoísmo dos donos e não dos animais.
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 14:53

Um verdadeiro partido ecologista não sairia e defesa das habitações clandestinas na ria Formosa nem estaria mais preocupado com a abertura dos restaurantes aos lulus do que com a morte ou inanição de centenas de milhares de animais em consequência dos fogos e da seca.
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-10-23-Mais-de-600-mil-cabecas-de-gado-sem-pastagens-devido-aos-fogos
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De Luís Lavoura a 02.11.2017 às 15:06

a morte ou inanição de centenas de milhares de animais

A solução que o PAN propõe para esse problema é simples, e eu concordo com ela: que a Política Agrícola Comum da União Europeia deixe de subsidiar a criação pecuária.

É claro como água que, se não houvesse gado em primeiro lugar, o gado não morreria devido à seca.
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 15:12

Faz lembrar a célebre frase do Estaline: «A morte resolve todos os problemas - sem homem, não há problema.»
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De Vlad, o Emborcador a 02.11.2017 às 18:41

Um verdadeiro partido ecologista não poderia apoiar uma economia baseada no consumo/hiper consumo. Nem numa baseada em hidrocarbonetos. Teria que ser anti-capitalista
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 22:46

Anticapitalista? Ó diabo, isso é paleio da Coreia do Norte. Talvez o único país totalmente anticapitalista do planeta.
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De Carlos Silva a 02.11.2017 às 18:15

Ainda bem que propuseram tal medida, porque assim demonstraram quem são!
Para o PAN, o excesso de animais domésticos engaiolados em residências ou restaurantes não são um problema. O problema são os animais do campo porque consomem muita água....
Matem-se todos os animais do campo!
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 22:48

Escopeta neles. Pum! Pum!
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De Vlad, o Emborcador a 02.11.2017 às 13:37

Curiosidades:

Os Partidos Verdes da Alemanha eram, originalmente, tradicionalistas, opondo-se aos câmbios exigidos pela indústria e globalização - a eterna luta entre a cidade (burguesia judia) e o campo ( o espirito nobre do Volkish; as virtudes do Junker)

Surgem, neste sentimento anti - desenvolvimentista , associados aos movimentos românticos, nos quais quer a esquerda, quer a direita, radical, têm a sua matriz. ( a Sociedade, baseada na moeda, como Agente corruptor - o camponês seco, de corpo apolíneo, e de recta palavra, em contraste ao mecador citadino, curvilíneo de corpo e viscoso na palavra)

O PAN é um partido dos donos dos animais de companhia. Um produto da solidão das cidades, em que o cão e o gato, substituem a companhia humana. Do campo, das suas gentes, nada sabem. A vida do campo, paradoxalmente, é contrária aos seus ideais - o animal como elemento de trabalho e elemento de sobrevivência.

Assim Pedro, pelas razões expostas um partido Verde Verde seria Verde por fora, mas Branco por dentro. Seria um Partido Nacionalista e contrário ao movimento globalista. Aquilo a que o Pedro se opõe.

Concorda?

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De Luís Lavoura a 02.11.2017 às 16:12

Do campo, das suas gentes, nada sabem.

Ouvi no passado fim de semana uma entrevista de André Silva, do PAN, a Maria Flor Pedroso, da Antena 1. André Silva enfatizou que, tendo raízes familiares no distrito de Viseu, vai lá muitas vezes, tal como ao distrito da Guarda e ao de Évora. Diz que passa boa parte dos fins de semana pela província.

Não deve portanto ser uma pessoa que nada sabe das gentes do campo.
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 17:08

Ena, o líder do partido da "natureza" vai de vez em quando ao campo.
Parem as máquinas.
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De Carlos Silva a 02.11.2017 às 18:06

Se vai muitas vezes à província, gasta muito combustível e gera muita poluição, ou será que usa um eléctrico?
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De Vlad, o Emborcador a 02.11.2017 às 18:20

Com aquele pança de bicla não vai. Deve ir pela Rede de Expressos.
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De Vlad, o Emborcador a 02.11.2017 às 17:30

Deve gastá-los junto à piscina...a emborcar daiquiris
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 23:21

Ou absinto, que é verdinho.
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De Manuel Guerreiro a 02.11.2017 às 18:32

Estupendo. É isso mesmo.
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 22:50

É preciso mesmo um partido verde. Não um partido-melancia nem um partido dos lulus.
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De Maria Dulce Fernandes a 02.11.2017 às 22:22

"O PAN é um partido dos donos dos animais de companhia. Um produto da solidão das cidades, em que o cão e o gato, substituem a companhia humana. Do campo, das suas gentes, nada sabem. A vida do campo, paradoxalmente, é contrária aos seus ideais - o animal como elemento de trabalho e elemento de sobrevivência."

Não creio que lhe tenham plagiado o pseudónimo, Vlad, só porque não parece seu. Mas é isto, sem tirar nem pôr.
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De Vlad, o Emborcador a 02.11.2017 às 22:36

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De Anónimo a 02.11.2017 às 13:43

Já temos o Partido "Os verdes" não é necessário mais partidos.Para resolver os problemas ambientais só precisamos ser mais activos na sociedade e apontar as responsabilidades a outros e mais outros porque se os eleitos a presidentes de camara e freguesia mais o ministério do ambiente e bombeiros\GNR e proprietários limpassem o que lhes competia e fosse aplicado a lei pelas autoridades policiais e aviso coercivo pelas autarquias não andávamos aqui a discutir o sexo dos anjos.
Comprimentos
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 14:54

Precisamente por haver esse falso partido "verde", apêndice do vermelho, é que faz falta um verdadeiro.
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De Luís Lavoura a 02.11.2017 às 14:34

Esse Partido Verde já existe há muitos anos, é o Movimento Partido da Terra (MPT). Define-se como ecologista, humanista e liberal. Eu até votei nele nas últimas eleições legislativas.
Agora, é claro, é um partidozinho, sem implantação na sociedade portuguesa. As pessoas não querem votar nele, sabe-se lá porquê. Provavelmente porque não sentem, contrariamente ao Pedro, qualquer necessidade de um Partido Verde.
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 14:59

Não defendo nenhum "partidozinho sem implantação na sociedade portuguesa" de cuja existência as pessoas "não sentem necessidade".
As tragédias de 2017, com o rasto de destruição que deixaram, impõem um partido que faça dos valores ecológicos uma bandeira de todos os dias.
Um partido com implantação real no País, não virado apenas para a agenda mediática das dondocas e dos 'parvenus' do eixo Chiado-Príncipe Real.
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De Luís Lavoura a 02.11.2017 às 15:08

Já lhe disse, Pedro, que o Partido Verde que você deseja já existe e chama-se Movimento Partido da Terra. Agora só falta dar-lhe força. O Pedro pode contribuir para isso! Vá já tornar-se militante!
Eu não quero tornar-me militante mas, pelo menos, voto algumas vezes nesse partido. O Pedro também?
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 22:51

Tal como o Groucho Marx, nunca serei membro de um partido que me aceite como filiado.
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De João Pedro Pimenta a 03.11.2017 às 12:30

Ah, outra coisa que digo mais à frente: é irónico pensar que os Verdes alemães surgiram como alternativa à esquerda aos comunistas (incluindo na RDA, em movimentos mais subversivos), que não tinham quaisquer preocupações ambientais, bem pelo contrário, ao passo que em Portugal foram uma criação desses mesmos comunistas. No fundo, uma "coligação" anti-natura. Mas o PCP é pródigo nestes desdobramentos: Intervenção Democrática, CGTP, CPPC, etc.
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 23:34

De dois em dois anos tento abrir a página da tal "Intervenção Democrática" na internet.
Dá-me sempre isto: "Site em construção. Volte mais tarde por favor."
http://www.intervencao-democratica.pt/index.html

Eu volto. Mas aquilo está sempre assim. Já lá vão dez anos.
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De João Pedro Pimenta a 03.11.2017 às 12:27

Só agora é que reparei que havia uma menção ao MPT. Não sei porque é que o meu comentário lá para o fim aparece como anónimo, mas deixo aqui parte dele: O MPT, ou Partido da Terra, é um partido ecologista, de matriz ruralista, fundado por Gonçalo Ribeiro Telles, com mais alguns ex-PPM (que estava a pôr de lado as ideias ambientalistas, tendo sido realmente o primeiro partido com preocupações ecológicas em Portugal) e outras pessoas sem passado político ou ligados a associações ecologistas, como o Movimento Alfacinha. Um dos objectivos era o de "emprestar" uma sigla partidária nas autárquicas a candidatos que respeitassem os seus princípios e não quisessem ou pudessem linhar com os partidos existentes, isto quando não eram permitidas candidaturas independentes às câmaras.
Talvez por ser um partido centrista e menos exuberante ou exótico seja mais ignorado, mas a verdade é que, tirando episódios menos felizes como a "contratação" de Marinho "e" Pinto, é o único partido ecologista que não entra em modas "new age" nem serve de desdobramento a outros partidos. comunistas.
Já agora, tenho de admitir que já fui candidato numas eleições numa lista do MPT. Já havia o PAN, e várias pessoas me vinham perguntar se aquele é que era "o partido dos animais". Lá está, confirma o que digo em cima. Parece que os animais importam muito mais do que a terra. Talvez por isso ela esteja tão maltratada.
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 23:41

O PAN tem ido de mal a pior. Com o país a arder e foi-se preocupando só com a agenda radical 'chic' do eixo Chiado-Príncipe Real: lulus em restaurantes, rotulagem de alimentos geneticamente modificados, ciclovias, separatismo na Catalunha....
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De Anónimo a 05.11.2017 às 14:16

Eu também pensava que o MPT era um partido ecologista. Depois notei que o eurodeputado deles (não estou a falar do Marinho Pinto, que foi eleitor or eles mas é do PDR, mas sim José Inácio faria) votou FAVORAVELMENTE o CETA. Trata-se de um acordo que tem a oposição de TODAS as associações ambientalistas em Portugal (Das grandes como a LPN, Quercus, Zero, GEOTA às menores como Gaia ou Climáximo) e será absolutamente catastrófico para o meio ambiente.

Ao contrário do PEV e do PAN (ambos votaram contra quando tiveram oportunidade) não podemos considerar o MPT um partido ecologista depois deste voto.
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De Pedro Correia a 06.11.2017 às 09:08

Diz-me como votas, dir-te-ei quem és.
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De Anónimo a 02.11.2017 às 14:39

Completamente em desacordo!
Precisamos de tudo o que é verde e mais de todas as cores do arco-íris com todas as combinações possíveis.
Mas de mais partidos não!
Por amor de deus!
João de Brito
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 14:59

Partidofobia? Isso tem cura, meu caro. Penso eu de que.
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De Rão Arques a 02.11.2017 às 14:39

A preservação da verdura deve ser, tal como a educação, a cultura ou a justiça transversal à sociedade, devendo passar por maioria de razão pelos partidos políticos.
Estando provado que pela mão dos existentes não vamos lá, deve ser a sociedade a empenhar-se num movimento dessa natureza sem excluir a participação em arejadas eleições.
O que não faz falta, e deve ser não só denunciado mas também erradicada do parlamento nessa condição é uma agremiação melancia que nunca tendo ido a votos até dispõe de um grupo parlamentar fantasma.
O diabo é que "fazem tudo o que se lhes permite e permitem tudo o que se lhes faz".
De sua natureza são ao natural contra a própria natureza, e não há quem lhes mostre o semáforo amarelo logo seguido de vermelho.
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 15:02

Há muito que defendo uma alteração na Lei Eleitoral que imponha a todos os partidos a obrigação de concorrer de tanto em tanto tempo em lista autónoma, sob pena de perderem a generosa subvenção oficial de que beneficiam.

Tal como defendo o fim dessa subvenção aos partidos que estejam décadas sem nunca elegerem qualquer representante.
É o caso do MRPP, que continua a beneficiar do dinheiro dos nossos impostos apesar de nunca ter eleito qualquer deputado em 41 anos de eleições legislativas.
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De Luís Lavoura a 02.11.2017 às 15:11

defendo o fim dessa subvenção aos partidos que estejam décadas sem nunca elegerem qualquer representante

Discordo. A eleição de representantes é distorcida pelo sistema eleitoral. A subvenção aos partidos depende apenas do número total de votos, seja em que círculo eles sejam obtidos. No limite, um partido pode perfeitamente em Portugal ter 200 mil votos e não eleger nenhum representante. Seria injusto que um tal partido não recebesse subvenção.
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 15:14

É perfeitamente justo que um partido que concorre há 41 anos a eleições sem nunca ter elegido qualquer representante deixe de receber subvenções estatais.
É perfeitamente justo que um partido que existe há 35 anos sem nunca ter concorrido em lista própria a qualquer eleição deixe de receber subvenções estatais.
O dinheiro dos nossos impostos não deve ser utilizado para este fim.
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De Luís Lavoura a 02.11.2017 às 16:16

É perfeitamente justo que um partido que concorre há 41 anos a eleições sem nunca ter elegido qualquer representante deixe de receber subvenções estatais.

Discordo. O MRPP (partido pelo qual não nutro qualquer simpatia) recebe subvenção estatal porque tem sempre mais de 50 mil votos. Não elege representantes porque esses 50 mil votos estão muito espalhados pelos diversos distritos. Num sistema eleitoral justo, proporcional, o MRPP elegeria representantes. A culpa de não ter representantos não é do MRPP, é do nosso sistema eleitoral não democrático.
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De Vlad, o Emborcador a 02.11.2017 às 17:34

Isso dá quanto a cada um ? 1000 aéreos? Também quero ir à Baiona francesa
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De Carlos Silva a 02.11.2017 às 18:11

Seria perfeitamente justo que a lei obrigasse que um partido que não concorre efectivamente às eleições de forma independente de x em x anos que fosse simplesmente banido, pois isso é uma farsa....publicidade enganosa!
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 22:52

O PCP é um partido-canguru. Fêmea. Sempre com o filhote na bolsa marsupial.
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 23:22

Publicidade enganosa, pois. Compra-se um melão e sai uma melancia. Do tamanho de uma abóbora.
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De Rão Arques a 02.11.2017 às 17:08

Problema é que os grandes só o podem ser existindo os pequenos, e por isso vão sendo alimentandos com doses racionadas à tabela.
No limite, que tal acabar com subvenções a todos os partidos?
Aos grandes como aos pequenos, porque se os primeiros nem precisam, os segundos não passam de figurantes baratos no desfile.
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 22:56

O mais escandaloso é mesmo o MRPP, que em 41 anos nunca conseguiu eleger um deputado e apesar disso continua a receber 170 mil euros de subvenção pública anual.
Em nome de quê?
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De Vlad, o Emborcador a 02.11.2017 às 17:39

Pedro e proiba-se ser -se membro de um partido e da maçonaria

Lembra-se de Luís Almeida, Presidente do Tribunal Constitucional e ex deputado do PS? Essa gente deve lealdade a quem?

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-06-04-Maconaria-em-busca-da-influencia-perdida

O presidente do Tribunal Constitucional, Luís Nunes de Almeida, que faleceu segunda-feira (2004), recebeu hoje exéquias maçónicas na Capela-mor da Basílica da Estrela, em Lisboa, algo que não acontecia desde 1882 num espaço de propriedade da Igreja Católica.
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 22:57

As organizações de natureza privada que não vivem penduradas no orçamento do Estado nada têm a ver com este debate. Isso é outra conversa.
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De Vlad, o Emborcador a 02.11.2017 às 17:47

Deveria ser mais fácil aos cidadãos constituírem partidos e desta forma não estarem dependentes das máquinas partidárias/financiamento /endividamento

Vejo pertinência numa subvenção que não dependesse do número de votos obtidos (que financiasse os outdors, publicidade, da campanha eleitoral, etc). A política, assim, como está é só para os ricos.

Se há subsídios para as vacas também deveria haver para os outros.
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 22:58

O MRPP será um partido rico?
Sem precisar de eleger candidato algum recebe dinheiro do erário público há mais de quatro décadas.
https://www.noticiasaominuto.com/politica/463408/pdr-e-pctpmrpp-vao-receber-subsidio-anual-de-170-mil-euros
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De Anónimo a 05.11.2017 às 14:20

O Pedro Correia está errado. O PCTP-MRPP só recebe subvenção quando supera os 50 mil votos, o que geralmente não se sucede. Durante a maior parte dos últimos 40 anos isso não aconteceu.
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De Pedro Correia a 06.11.2017 às 09:11

Sei que neste quadriénio, até 2019, o MRPP empochará um total de 640 mil euros do erário público - ou seja, dinheiro seu e meu. Bastante mais de meio milhão numa legislatura onde não existe qualquer deputado desse partido.
Se isto não é desbaratar receitas públicas, não sei que melhor exemplo haverá.
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De Anónimo a 02.11.2017 às 14:52

Muito bem. Parabéns. É isso mesmo. Haja alguém que diga tão acertadamente aquilo que é mesmo verdade e pertinente. Quantas vezes já disse isso. Onde está e para que serve o partido os verdes? A floresta não é verde? Nunca ouvi uma palavra de preocupação ou de mobilização da sociedade civil para a defesa da floresta contra os incêndios. Esta esquerda comunista só fala do capital... Mas não se interessam pela defesa da natureza e dos mais pequenos que vivem no interior sempre mais desfavorecidos. Uma desilusão!
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 15:09

O tal PAN anda mais preocupado em impor aos donos dos restaurantes que deixem lá entrar cães
https://sol.sapo.pt/artigo/581321/pan-quer-que-animais-possam-entrar-nos-restaurantes
do que no facto de haver 600 mil animais em risco de morte por falta de pastagens devido aos fogos.
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-10-23-Mais-de-600-mil-cabecas-de-gado-sem-pastagens-devido-aos-fogos
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De Anónimo a 02.11.2017 às 15:30

Ninguém força aos donos dos restaurantes nada, simplesmente lhes dá a liberdade de escolha.
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 16:08

Já estou a imaginar um dono de um restaurante ousar barrar a entrada a um dirigente do PAN acompanhado do seu lulu.
Havia de ser bonito.
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De Vlad, o Emborcador a 02.11.2017 às 16:54

Pedro, os do PAN comem seitan e bebem soja....transgênicos.....
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 17:05

Acho chocante que no auge da tragédia da tragédia de 15 de Outubro, que representou uma autêntica catástrofe humana, social e ambiental - com dezenas de vidas humanas perdidas, vários concelhos devastados pelas chamas e dezenas de milhares de animais mortos ou em risco de morte - o PAN andasse mais preocupado com os alimentos geneticamente modificados nas ementas dos restaurantes.
http://www.pan.com.pt/comunicacao/noticias/item/1450-presenca-ogm-alimentos-ementas-restaurantes.html
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De Carlos Silva a 02.11.2017 às 18:13

A Soja não sendo uma planta originária daqui, é uma invasora que também consome muita água....
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 23:02

Agora andam todos a invocar a necessidade de plantar floresta "autóctone", contra as espécie "invasoras", entre as quais destacam o pinheiro bravo.
Como se não houvesse pinheiros por cá desde os tempos em que Portugal ainda nem era Portugal.
Como se o D. Dinis não tivesse mandado plantar há 700 anos o pinhal de Leiria agora destruído.

Quem fala assim é tudo gente da cidade. Que adora dizer às pessoas do campo o que devem elas plantar e cultivar.

Curiosamente, os mesmos alfacinhas que berram pelas espécies "autóctones" no interior do País são os mesmos que batem palminhas ao vereador Sá Fernandes em Lisboa por encher as ruas da cidade de jacarandás e ginkos, entre outras espécies de importação muito recente...
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De Luís Lavoura a 02.11.2017 às 16:18

impor aos donos dos restaurantes que deixem lá entrar cães

Errado. O PAN apenas pretende que os donos dos restaurantes possam optar entre deixar entrar cães e não deixar. Basicamente, que haja restaurantes com cães e outros sem cães, tal e qual como há restaurantes com fumadores e outros sem fumadores.

De acordo com o PAN, o restaurante terá um letreiro à porta a dizer se os cães são admitidos ou não.
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 17:06

Na China há muitos restaurantes com cães. Na ementa.
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De Cristina M. a 03.11.2017 às 00:08

realmente já tardava a comparação fumadores - canídeos.
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 07:58

Faz parte da ideologia dominante, Cristina. Humanizar os bichos e bestializar as pessoas.
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De Cristina M. a 03.11.2017 às 10:59

tem razão, Pedro Correia. essa é que é essa.
acendamos, então, uma vela. anti tabaco.
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De Pedro Correia a 03.11.2017 às 23:23

Cuidado com as queimadas, Cristina.
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De Cristina M. a 04.11.2017 às 23:15

as da Galiza são inofensivas, Pedro.
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De Anónimo a 02.11.2017 às 14:58

Cria um.
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 15:05

Se fosse como tu fundava o Partido Anónimo.
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De Luís Lavoura a 02.11.2017 às 15:12

Exatamente. Muito bem.
Se o Pedro quer um partido com grande implantação popular, crie-o. Veremos depois a implantação popular que o partido por ele criado obterá.
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De Pedro Correia a 02.11.2017 às 23:04

Já tenho um partido. Verde e branco. Com sede em Alvalade.
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De Beatriz Santos a 02.11.2017 às 15:28

Também espero. Se me pareça que vale a pena até sou capaz de contrariar o meu lema de independência partidária.

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