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Penso rápido (64)

por Pedro Correia, em 13.02.15

Já li mil textos a profetizar o desmembramento da União Europeia e a derrocada do euro. Enquanto esses textos se sucediam a um ritmo imparável, a União Europeia alargava-se continuamente (passando de 12 países em 1986 para os 28 actuais). A mais recente adesão foi a da Croácia, em 2013. E o euro ia conquistando terreno: já nesta segunda década do século XXI passou a circular oficialmente nos estados bálticos (Estónia, Letónia, Lituânia).
Nenhum estado-membro, por decisão soberana, decidiu abandonar a UE. Pelo contrário, quase metade dos países comunitários (13 em 28) aderiu de 2004 para cá. E vários outros já bateram à porta, aguardando resposta favorável: Turquia, Montenegro, Macedónia, Islândia, Albânia e Sérvia.
Nenhum deles, vá-se lá saber porquê, deu ouvidos aos profetas da desgraça.

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50 comentários

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De Vento a 13.02.2015 às 14:13

Este seu rápido pensamento, Pedro, só vem demonstrar o que temos vindo a discutir ali mais abaixo.
Significa isto que a sobrevivência desta Europa, e da Alemanha em particular, só ocorre pela extensão desta mesma Europa e nunca numa manobra de isolamento.
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De Pedro Correia a 13.02.2015 às 15:58

Os populismos identitários são hoje a maior ameaça à paz europeia, Vento. Há quem lhes ache gracinha. Eu não acho graça nenhuma.
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De Panda Bera a 13.02.2015 às 14:28

Têm de ler, por lá, a carta dos 32, e até ficam com as perninhas a tremer.

"Não temos dúvidas de que a Europa vive uma situação difícil, pelas tensões militares na sua periferia e pelos efeitos devastadores de políticas recessivas que geraram desemprego massivo, o aumento do peso das dívidas soberanas e deflação, abalando assim os alicerces de muitas democracias."

Gostei especialmente do "massivo".
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De Pedro Correia a 13.02.2015 às 15:56

Enquanto esses 32 simpatizantes do Syriza escreviam mais uma cartinha, a banca grega perdia mais uns milhões. Já perdeu 6,4 mil milhões do seu valor em bolsa desde a eleição de 25 de Janeiro.
Por vezes convém sublinhar o óbvio já que andamos tão entretidos a comentar a espuma.
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De l.rodrigues a 13.02.2015 às 14:36

Vá lá perguntar aos islandeses se ainda querem entrar... O governo islandês decidiu suspender o pedido em 2013, e remeteu qualquer evolução futura para um referendo que ninguém, pelos vistos. tem pressa de fazer.

E os turcos também já pareceram mais entusiásticos, não?

Pedro Correia, uma coisa é a ideia e o ideal de uma Europa unida, outra é a forma como essa união tem sido gerida e como afectou aquilo que de facto interessa: a vida das pessoas. A união, de facto. Especialmente quando a proverbial merda acertou na ventoínha.
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De Pedro Correia a 13.02.2015 às 15:54

Caro L. Rodrigues, paremos um instante para pensar. Se a Islândia não entrar perdem mais os islandeses ou perde a UE?
Julgo que a resposta é óbvia.
Quanto à Turquia, eles bem quiseram mas não reuniam condições. Podem agora dizer que já não querem mas a verdade é que foram rejeitados. E bem.
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De l.rodrigues a 13.02.2015 às 16:05

Caro Pedro Correia,
Pare para pensar, e vá ver qual foi a resposta Islandesa à crise financeira, e qual a que estariam obrigados com as nossas troikas e laroikas.

E já agora, como reagiu a economia Islandesa e a nossa.
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De Pedro Correia a 13.02.2015 às 16:12

Caro L. Rodrigues. Parei para pensar e concluí o mesmo: prefiro fazer parte da Europa comunitária mesmo que seja politicamente correcto dizer mal da UE. Não me apetece ser islandês.
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De l.rodrigues a 13.02.2015 às 16:19

Está a fazer-me lembrar um dos escribas do Blasfémias que há uns anos dizia que mesmo que o liberalismo deixasse toda a gente na miséria, seria sempre superior, porque tinha no centro o valor supremo da liberdade. (Ou coisa parecida)
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De Pedro Correia a 13.02.2015 às 16:24

Isso é um disparate, não faz o menor sentido. Mas de que "miséria" estamos a falar? Da Grécia, com rendimento 'per capita' de 18 mil dólares?
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De l.rodrigues a 13.02.2015 às 16:39

Não seja tão literal.

Defender que um liberalismo que causa miséria (por hipótese) é superior porque preserva a liberdade, é ignorar que a miséria é uma prisão.

Da mesma forma, defender a UE que temos, porque assim não andamos à estalada, é ignorar que é esta classe dirigente e esta ordem Europeia que anda a alimentar nacionalismos e separatismos com as suas decisões insensatas.

O problema não está na ideia de UE, mas naquilo em que se tornou, com os sucessivos tratados e a moeda única mal parida. É por isso que um Europeísta convicto como eu tem de ser crítico.

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De Pedro Correia a 15.02.2015 às 00:53

Um europeísta convicto tem de ser crítico, sim. O espírito crítico faz parte da cultura europeia. Mas a crítica deve ser feita, acima de tudo, aos populismos identitários, aos nacionalismos extremistas, à cultura xenófoba em ascensão, ao egoísmo separatista transformado em bandeira política. Tudo isto representa um enorme retrocesso na Europa. Por desenterrar os piores fantasmas da História do continente, escrita em letras de sangue ao longo do último milénio.
A UE, agora tão criticada, foi um dique contra estes extremismos que vão despontando um pouco por toda a parte impulsionando "lideranças carismáticas" e "homens providenciais".
Se isto continua, não tardaremos muito a sentir saudades das actuais lideranças sem carisma que tomam assento no Conselho Europeu, em Bruxelas.
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De Miguel a 13.02.2015 às 15:15

Os factos que apresenta são irrefutáveis; mas diria que uma boa definição de História é precisamente a inabilidade de cada época para dar ouvidos aos profetas da desgraça. Quantas tragédias só no século XX se podiam ter evitado se algumas pessoas tivessem, pelo menos, entretido por momentos a possibilidade de estes adivinhos estarem certos, em vez de se entrincheirarem nas suas certezas.

Só porque países continuam a querer entrar para a UE não significa que não haja problemas dentro dela, pode apenas significar que são demasiado cegos para verem o que se aproxima. Só porque ninguém abandona o euro não quer dizer que funcione, pode apenas significar que é demasiado tarde para o fazer e as consequências seriam piores. O facto de as nações agora estarem sequestradas dentro destas redes de relações, sem hipótese de fuga, é em si um indício do problema. As relações deviam ser consensuais e reversíveis; o que hoje há é a relação do escravo que pode escolher servir o mestre e subsistir, ou fugir a meio da noite sem saber o que lhe acontecerá na manhã seguinte. Isso não me parece uma escolha saudável, espiritualmente falando.
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De Pedro Correia a 13.02.2015 às 16:07

Caro Miguel:
Ninguém diz que não existem problemas dentro da UE. A questão no entanto deve colocar-se, como sempre em política, no campo das alternativas.
A UE - nunca é de mais sublinhar - é uma das raras experiências bem sucedidas ao longo de mil anos de política europeia quase sempre desastrosa, infestada de morticínios de toda a espécie e das guerras mais sangrentas de que há memória.
Eu prefiro ver Angela Merkel e François Hollande lado a lado, falando em uníssono, tentando poupar a Ucrânia aos horrores da guerra do que ver Paris e Berlim em guerra como aconteceu durante tantos anos (1870-71, 1914-18, 1939-45, por exemplo). Esse é o espírito da UE no seu melhor. Isso é o que eu valorizo. Porque nunca devemos ficar indiferentes às lições da história que regressam sempre para nos sobressaltar.

Os profetas da desgraça tendem a diabolizar quem está próximo, mesmo que seja um irrepreensível democrata, e a condescender com quem se encontra mais distante, mesmo que seja um comprovado tirano.
Recordo que entre os notáveis detractores de Churchill durante a década de 30 - em que alertou os britânicos para a necessidade de rearmar o Reino Unido - destacaram-se John Maynard Keynes e Bertrand Russell. O primeiro, já com Hitler no poder, justificou perante a opinião pública em Londres a atitude dos alemães, apontando o dedo acusador ao Tratado de Versalhes, que procurou impor uma "paz cartaginense" a Berlim. Russell, um pacifista de sempre, preferiu traçar cenários de horror no caso de um suposto ataque nazi à capital britânica: "Bastam 50 bombardeiros de gás para envenenar Londres inteira", declarou em 1934.
Estes intelectuais prepararam o terreno para a "paz com honra" assinada por Neville Chamberlain com Hitler em Munique, 11 meses antes do início da II Guerra Mundial. "Teremos a desonra - e a guerra", advertiu Churchill na altura. Cheio de razão antes de tempo.
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De Maria Dulce Fernandes a 13.02.2015 às 18:43

Estadista de grande visão, Churchill nem sempre foi compreendido e foi bastas vezes detractado.
O tempo provou que teve quase sempre razão e quase nunca se enganou.
E estou plenamente de acordo com este penso Rápido e ainda mais com esta resposta.
BFS
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De Miguel a 14.02.2015 às 00:32

A grande visão dele cegou em 1954, quando pediu aos EUA para conduzirem um golpe de estado na democracia iraniana, para protegerem os interesses da empresa hoje em dia conhecida como BP; no lugar de um primeiro-ministro democrata e laico colocaram um Xá despótico que deixou a população a viver na miséria enquanto vendia os recursos do país aos estrangeiros, ao desbarato; tão insuportável se tornou a situação, que em 1979 uma revolução islâmica fundamentalista - num país que costumava ser pró-ocidental e progressista até 1954 - o derrubou e instituiu uma teocracia que impera até hoje. Os iranianos ainda hoje sofrem da grande visão do Senhor Liberdade

Ei, mas o gajo combateu o cabrão do Hitler, não é, por isso está tudo perdoado! Protege-se uma democracia, lixa-se outra; restaura-se a ordem na Europa, deixa-se o Médio Oriente de pantanas durante 60 anos; yin e yang , certo?
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De Pedro Correia a 15.02.2015 às 00:58

Churchill teve razão no essencial, Dulce. Alguns não admitem isso ainda hoje, na maior parte das vezes por mero preconceito ideológico.
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De Miguel a 14.02.2015 às 00:24

Engraçado, quando mencionei que se devia ouvir mais vezes os profetas da desgraça, tinha em mente precisamente os avisos de Churchill. A história deu razão a essa Cassandra.

Ainda é demasiado cedo para sabermos quem terá razão neste assunto da austeridade europeia, mas pelos factos que tenho à minha disposição, extrapolo que acabará por se dar razão, talvez não a todas, mas a várias das previsões destes profetas. Mas não nos aferremos demasiado a certezas por agora; vamos esperar pelos livros de história que se escreverão daqui a 30 anos. Até lá tudo isto é conversa da chacha.

Já agora, acho que é demasiado duro para com Keynes e Russell . O bom filósofo, como muitos então, ainda tinha viva a memória da mortandade de 14/18; muitas dessas pessoas viviam, por assim dizer, num trauma de negação; ninguém queria conceber a hipótese de uma nova guerra, e era melhor fingir que o problema de Hitler se resolveria sozinho se o ignorassem. H.G . Wells foi outro que acreditou nessa ilusão, e por isso foi bem criticado pelo sempre arguto Orwell . Como o admirador que é, já deve conhecer o ensaio:

http:/ orwell.ru library reviews wells english /e_whws

Eu tento olhar para Russell com tolerância; acho que o sentimento dele foi bastante normal dento do comportamento humano.

Quanto ao Keynes , bem, a forma como os Aliados trataram a Alemanha após 1945 prova, implicitamente, que o Tratado de Versalhes foi um fiasco. Desta vez tiveram a boa ideia de não sobrecarregar um país demolido, moralmente abatido, com dívidas e imposições; em vez disso perdoaram as dívidas, injectaram dinheiro na economia, reconstruíram o país, mostraram aos cidadãos uma alternativa ao comunismo, acolheram-nos no mundo moderno em vez de os ostracizarem com recriminações emitidas do pódio do vencedor. Basicamente, fizeram o oposto do que se fez com o Tratado, de forma a garantirem que a Alemanha não voltaria a ter as condições para criar outro lunático que seduziria a população com radicalismos. É quase como um reflexo do que se passa na Europa de momento. Talvez o erro de Keynes tenha sido denunciar a paz cartaginense nos anos 30, em vez de em 1919. Mas foi preciso ver na prática os erros dela para se perceber porque não devia ser repetida. Por isso acho que o economista também merece alguma tolerância, e talvez mais reflexão nos tempos hodiernos.
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De William Wallace a 14.02.2015 às 06:16

Só para dizer que li os seus comentários e que concordo com eles pois argumentou e bem !

É obvio para quem sabe o que passa e tem uma atitude isenta perante os FACTOS, que ou a situação actual muda na Europa ou a Europa como a conhecemos até á bem pouco tempo será mudada por ela, restando saber se quem defende o actual estado pantanoso e ao mesmo tempo radical estará disposto a lutar (na acepção ) da palavra por ele.

É obvio que quando os Países são pisados e as suas populações tratadas como seres inferiores surjam vias redentoras (nesses Países) de que o Siryza é um exemplo mas Soft , em França há um exemplo diferente (a FN ), na Grécia existe a Aurora Dourada, Inglaterra sempre teve um pé fora, em Espanha temos o Podemos, a Hungria é hoje um estado governado por nacionalista hard-core (para dizer o mínimo).

Os métodos usados apenas tem servido para a Banca Internacional limpar os balanços e alguns Estados da UE atingirem níveis de crescimento e independência económica nunca antes sonhados e porem-se em bicos de pés para competirem sozinhos no mercado mundial tentando manter-se na linha da frente servindo-se dos fracos (na Europa) para ficarem ainda mais fortes.

É obvio que se não forem traçados novos caminhos (mais justos / mais solidários) menos radicais temo por um futuro próximo ainda pior que o actual presente.
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De Pedro Correia a 16.02.2015 às 16:07

E no entanto todos os dias vem gente de fora da Europa em demanda dos níveis mínimos de prosperidade que lhes possam ser proporcionados por este continente em que vivemos.
Ainda hoje surgiu a notícia de mais de dois mil pessoas oriundas da Líbia e que aportaram em Itália num barco com lotação mais que esgotada.
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De Pedro Correia a 15.02.2015 às 01:02

Veio muito a propósito essa sua chamada de atenção para a polémica Wells/Orwell. O primeiro, tão visionário na sua ficção, revelava uma espantosa miopia política. O segundo, pelo contrário, acertou sempre no essencial. Sabia ver à distância, como é próprio dos grandes pensadores.
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De rmg a 13.02.2015 às 16:36


Curiosamente ninguém neste jardim à beira-mar plantado se parece ter dado conta de que o euro tem vindo progressivamente a ocupar o lugar do dólar (ou
pelo menos a equiparar-se a ele) em muitos países onde aquele sempre foi a "moeda forte" e não a local.

Em África, na Ásia ou na América Latina paga-se hoje com euros como se paga com dólares.

Não é assim por acaso que os EUA andem a tentar acordos financeiros e comerciais de longo prazo com a UE pois, para além dos problemas internos que atravessam e de estarem vada vez mais "obrigados" a comprar coisas aos chineses (*), ainda se vêm confrontados com esta progressiva falta de confiança no dólar.

Mas para o perceber tem que se ír mais longe do que a leitaria da esquina
(ainda as há ou agora é tudo "milk shop"?).

Quanto à Islândia, citada acima.
A Islândia viveu essencialmente da pesca até 1990 e do crédito e da banca depois disso, muita gente lá ía meter o dinheiro, uma "Suiça" de 2ª.
Entretanto atravessou a crise que atravessou por causa disso mesmo - da qual ainda não saíu, basta lá ír - e houve muitas histórias mal contadas aí pelos nossos jornais, como continua a haver.
A indústria recompôs-se muito mas vive essencialmente de 2 sectores.

No entanto a Islândia é um exemplo que fica bem mas que vale o que vale.
A Islândia tem 320 mil habitantes e portanto mais 12% que o Arquipélago da Madeira e mais 30% que o Arquipélago dos Açores e recebe 600 mil turistas por ano, compará-lo com qualquer outro país da UE só é respeitável desde que se respeitem as proporções.

Também podíamos receber uns 20 milhões de turistas e a Espanha uns 90 milhões, ajudava às contas e justificava a manutenção de muito emprego.

Se para além deste aspecto específico nos lembrarmos (ou fôrmos estudar) que os seus principais parceiros comerciais e "turísticos" são a Grã-Bretanha e os países nórdicos, por razões óbvias, talvez seja mais fácil de compreender por que é que preferem estar "livres" da UE mas continuarem agarrados à GB, claro.

Repito: basta lá ír, ponham "cheap flights Lisbon-Reykjavik" na pesquisa do Google.

(*) A China tinha em Setembro do ano passado 10% da dívida pública americana e mais de 20% da dívida pública nas mãos de estrangeiros.
Não sei bem como é que uma situação destas seria tratada entre nós, onde os chineses comprarem uma empresa privada é um crime de lesa-pátria, mas imagino que deixaria muita gentepor aí engasgada.

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De Pedro Correia a 15.02.2015 às 01:16

É como diz: a escala populacional da Islândia torna-a irrelevante nesta discussão. Governar um país de 300 mil pessoas ou um país de três (ou dez ou cinquenta) milhões são realidades incomparáveis.
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De rmg a 13.02.2015 às 16:48


Em tempo.

Só um artigozinho, que a malta cansa-se depressa se fôr muita coisa.

O artigo é de 11 de Dezembro de 2008, quando os acontecimentos estavam frescos e portanto não dava ainda para virmos contar aqui as histórias que hoje nos convém contar, contando com a memória curta dos outros:

http://www.economist.com/node/12762027

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De da Maia a 13.02.2015 às 17:20

Tem razão, Pedro.
Montes de textos profetizavam o desmembramento, e outros tantos a estabilidade e crescimento na zona euro.
O facto de criticar apenas uns, porque o desmembramento não se deu, não acrescenta um ponto ao crescimento e estabilidade.

Se falamos ainda disto, é porque a situação não melhorou um chavo na periferia, e todos os coristas da " Europa dos amanhãs que cantam", andam a repetir o mesmo refrão desde 2010.

O euro está ligado à máquina, e vai-se confrontar com a urna.
A primeira urna a falar foi a grega, vão seguir-se outras.

Quanto aos novos países aderentes, da zona da Grande Prússia, convém não esquecer que o pedido de entrada da Lituânia, desde 2006, veio agora alterar o sistema de votação no euro-grupo.
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De Pedro Correia a 15.02.2015 às 01:11

Caro da Maia: os profetas da desgraça sucedem-se aos magotes nas tribunas televisivas e nas colunas dos jornais. É uma questão de mercado. Fazer previsões catastróficas dá melhores cotações na bolsa da opinião públicada - logo, origina 'cachets' mais generoso.
Há um ano, por cá, profetizavam a "espiral recessiva". Ou o "segundo resgate". Ou mesmo um 'default' português a originar o colapso do euro, como num castelo de cartas. A realidade vai-se encarregando de os desmentir, mas jamais alguém espere deles um 'mea culpa'.
Pelo contrário, deles esperaremos sempre aquele brado final de Kurtz n' O Coração das Trevas: «O Horror! O Horror!»
Não é que pensem assim. Mas sabem que rende indubitavelmente mais.
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De Na mouche a 13.02.2015 às 18:27

O Syriza tinha um sonho: chegar ao governo e, com a arrogância própria dos brutos, atirar com metade da dívida pela janela.


Não aconteceu: se a Europa tivesse vergado a espinha a este ‘ultimato’, mil syrizas floresciam por aí – no Norte e no Sul, prontos a marchar pela cartilha do radicalismo ‘nacionalista’. Em vez disso, o sr. Tsipras e o ministro Varoufakis passaram à chantagem: sem dinheiro, a Grécia seria tomada por nazis; sem dinheiro, a Grécia arrastaria Portugal para fora do euro; sem dinheiro, a Rússia passaria a tomar chá em Atenas; sem dinheiro, nós rebentamos com tudo e depois não se queixem.


Se Pedro Passos Coelho tolerasse esta conversa delinquente, isso não seria apenas uma capitulação de carácter. Seria uma traição aos portugueses, obrigados a pagar o tipo de benesses que eles não tiveram nestes quatro anos de chumbo. Solidariedade não é imbecilidade.


(Com a devida vénia a João Pereira Coutinho)
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De Pedro Correia a 15.02.2015 às 01:05

Também sou leitor regular da coluna dele.
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De Jorge Gaspar a 13.02.2015 às 19:43

A islândia viu a moeda desvalorizar 50 %. Essa desvalorização fez com que salários, pensőes e preços diminuissem apesar de subirem em coroas islandesas. Diminuiram face ao exterior, e que dependentes eles são de produtos do exterior.
Essa desvalorização de preços corrigiu os desiquilibrios existentes no mercado de trabalho quase imediatamente.
O problema da austeridade em Espanha Grécia e Portugal, é que o mercado de trabalho continua muito rígido assim como os salários e preços (a última subida do salário minimo em Portugal criou imediatamente desemprego e reverteu uma descida considerável do mesmo)
Como é muito dificil passar a receber menos "Euros" (as pessoas não aceitam) desvaloriza-se a moeda e os idiotas já não lhe chamam austeridade. O resultado é exactamente o mesmo (aliás é pior) mas assim os idiotas não chateiam não gritam nem fazem manifestações. Comem menos mas nem dão conta.
Se tivessem deixado os salários ajustarem, hoje não teríamos desemprego e a gritaria já teria acabado.
O maior erro do Passos foi esse (além do Moreira da Silva). Agora vai para eleições a meio do ajustamento.
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De rmg a 13.02.2015 às 23:51


Muito bem.

Lembro-me bem de quando chegava ao fim do ano com o meu vencimento a comprar 80% ou menos do que comprava no princípio, com 3 filhos pequenos para criar.

Mas pelos vistos os "idiotas" que já cá andavam nesses tempos não tiveram esses
"ligeiros" problemas ou tornaram-se política e socialmente tão hipócritas que se
enganam alegremente a si próprios (e a outros idiotas).

Portanto e apenas para "refrescar" a memória:

http://estatisticasenumeros.economiafinancas.com/2010/01/taxa-de-inflacao-em-portugal-1977-2009/

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De Miguel a 14.02.2015 às 00:01

Eu ando a ouvir falar que o mercado laboral em Portugal é demasiado rígido há anos; ainda gostava de saber o que falta fazer para finalmente ficar adequado. Não me lembro do despedimento daqueles 120 trabalhadores da PT ter gerado quaisquer dificuldades; eu hei-de saber, fui um deles; só bastou chegar ao call-center e disseram-me para esperar que iam ter uma conversa comigo noutra sala; dez minutos mais tarde já estava fora do prédio. Isso ainda não é flexível demais para si? Já praticamente não há efectivos, tudo agora é a contrato mensalmente renovado; ao fim de 3 anos o trabalhador, para não se tornar efectivo, é despedido, fica em casa uns tempos e depois é chamado para assinar novo contrato; é tão descarado que mete nojo. Os jovens, ante estas condições de pura chantagem, já não se juntam aos sindicatos, que apenas durarão enquanto houver uns quanto efectivos; aposto que isso o deixará muito feliz. Daqui a alguns anos ninguém poderá fazer greve ou reivindicar seja o que for porque no mês seguinte a empresa pode decidir não renovar o contrato, por mero despeito. Depois há a praga dos recibos verdes. E quase tudo hoje em dia é mediado através de Empresas de Trabalho Temporário, que ganham mais do que os próprios trabalhadores que recrutam. Os salários são uma piada; o meu pai, operário fabril sem liceu terminado, no mesmo emprego desde 1980, ganha mais do que hoje se quer pagar a um engenheiro. Isto faz sentido? Há estágios e empregos parcial ou quase totalmente financiados pelo estado; as empresas têm trabalho gratuito pago pela segurança social.

A sério, o que falta fazer, ou roubar, ao mercado laboral para que ele por fim se torne esse milagre que de um dia para o outro resolverá todos os problemas de emprego e salários em Portugal? E entretanto, em que é que isso vai resolver, por exemplo, o problema da factura eléctrica, que é um dos maiores gastos que empresas têm, superior até ao dos salários? Ainda estamos todos à espera para ver as vantagens tão propaladas da privatização da EDP e da liberalização do mercado da energia; onde está toda essa famosa competição que ia levar ao abaixamento de tarifas? E em que é que mexer no código laboral vai resolver o problema de as maiores empresas usarem todas as lacunas legais existentes para pagarem impostos lá fora? Isso mesmo, vamos poupar uns míseros cêntimos nos salários baixos, enquanto milhões escapam ao fisco! Eis uma economia saudável a funcionar! E em que é acabar com efectivos vai levar a mudanças de mentalidade de directores e gestores, que em tempos de crise continuam a comprar carros de luxo, e a tratar mal os clientes, como acontece na empresa do meu pai, de momento a atravessar riscos de falência? A sério, todo o problema se resume ao inflexível mercado laboral que está mais do que flexibilizado?

Neste país os trabalhadores poderiam xurdir 12 horas diárias gratuitas, comparticipadas pelo Estado, e continuaria sempre a haver alguém a queixar-se das leis rígidas, da dificuldade de despedir, e dos salários astronómicos. Devia ter vergonha, Jorge Gaspar; ou então simplesmente nunca deve ter trabalhado neste país nos último dez anos, pois não faz a menor ideia do que fala.
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De William Wallace a 14.02.2015 às 09:11

E é essa falência de algum tipo de segurança no trabalho que está a matar a economia na medida em que se as pessoas não têm segurança, não fazem projectos a médio prazo (comprar um carro, uma casa, investir em acções) ter um filho, casar-se, está tudo no limbo a ver no que dá.

Qualquer pessoa minimamente racional se tiver trabalho, limita-se ao mínimo indispensável para sobreviver, o maior desvario económico que fará será beber uma cervejas ao Sábado á noite compradas na loja de conveniência mais próxima.

Claro que existe uma imensa minoria (talvez 100 mil assalariados e respectivos dependentes) que podem ir ver as 50 sombras de Gray- por marcação, ou ir ao Meo Sudoeste ou a Londres no fim de semana.

A grande maioria dos dependentes dos restantes assalariados, vive da caridade dos Pais, que pagam a roupa, a Universidade, a comida. mas esses sabem o que os espera , NADA - nem hipótese de emigração já têm pois até o mercado externo está a ficar saturado e são muitos poucos que têm capacidade económica e não só (conhecimentos de línguas e afins) para aguentarem 2/3 semanas á procura de trabalho num País que não conhecem.

É obvio (pelo menos para mim) que destruiu-se muito e o que se fez irá ruir como um castelo de areia e sim aí a "verdadeira esquerda" irá tomar conta da situação e depois ainda será pior, sendo o exemplo mais flagrante a Venezuela e o Brasil. O Brasil só não o é (por enquanto) porque descobriu Petróleo e tinha como o explorar, pois eu ainda sou do tempo em que era noticia no telejornal da RTP que milhares de toneladas de café tinham sido deitadas ao Atlantico.

Obviamente em Portugal, nada acontecerá, continuará tudo a ver no que dá pois só essa cultura explica que o anterior regime só tenha caído de Podre embora tenha sido essa "estabilidade de 48 anos" que permitiu endireitar as contas publicas, não participar na 2ª Guerra Mundial e a partir da década de 50 começar a desenvolver Portugal (muito lentamente, mas solidamente) com base no crescimento europeu da altura.

Em 40 anos Portugal teve 3 BANCARROTAS o que é sinónimo de que algo de muito grave se passa na nossa democracia e na deficiente formação que é dada nas escolas e que com estes tempos negros que se vivem, ainda vai piorar mais, se a sociedade Portuguesa sempre foi atrasada e cheia de chico espertos, ainda vai ser pior pois os exemplos que vêem de cima só o estimulam.

Em relação á atitude de passos coelho e cavaco silva para com o novo governo grego, mostra uma tremenda falta de sentido de estado e respeito para com outro povo, poderia discordar sim mas tê-lo feito de um modo elevado mas em face dos exemplos internos talvez fosse de esperar, embora até eu tenha ficado surpreendido pela arrogância demonstrada e pelos argumentos usados.

Estamos mal entregues, fomos bem levados (alguns merecem-no) pois acreditaram no 44 em 2009, contra a profeta da desgraça da altura, outros decidiram meter a cabeça na areia mas os piores são que jogam em todos os tabuleiros e infelizmente para a sociedade portuguesa são muitos.
E o que é grave é que se 44 tem vencido em 2011, a narrativa seria a mesma ou pior.

E o pior ainda está para vir, ou levamos com mais 4 anos de passos e muchachos ou com 4 anos de Costa que será igual ou talvez pior que passos pois é socialista e a ver pelas taxas e governação de Lisboa só augura o pior, além de que trás todas as viúvas do 44 agarradas a ele e respectivos interesses.



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De João Nuno a 14.02.2015 às 00:53

Apesar de todos os contratempos na Islândia, eles não precisam da UE para nada. Bastam-se a si próprios. Pequeninos, gelados, mas bem orientados, tudo certinho. Quem lá vai, vê que ali tudo funciona, como deve ser e quando assim não é, são tão rápidos, como certeiros, a tratar do assunto.
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De rmg a 14.02.2015 às 02:55


Deve ter sido por isso que diz na última frase que aconteceu lá o que não aconteceu em mais sítio nenhum e durou de 2003 a 2012...

Agora que aquilo esteja a levar uma grande volta é que o João Nuno poderia ter contado aqui, já que lá viu isso tudo, seria útil a sua informação.

Tal como está parece desconhecer que a Islândia está na EEA (European Economic Area) e como tal e por inerência no Mercado Único Europeu.

E que é nesse mercado que trabalha:

http://atlas.media.mit.edu/profile/country/isl/

Boa noite para si

Nota- A Noruega também está na EEA.
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De João Nuno a 14.02.2015 às 20:50

Não vi pobreza, não vi mendicidade, vi que todos viviam bem. Vi e constatei e por mais que diga que eu não sei o que o digo, é a realidade. Se não se acredita, vá e veja, com os próprios olhos porque isto, de se falar porque pertence a isto ou aquilo porque o site tal fiz ou aquilo, não é nada. É lá, no sítio, vendo e perguntando e aí, somos informados, tal qual é a realidade. Gostei do que vi e de como vivem, só não gostei do clima, ao qual jamais me adaptaria. Quem errou lá pagou, pelos erros.
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De rmg a 14.02.2015 às 23:18



Agradeço que se dê ao trabalho de - se não fôr muita maçada para si - reler o que eu escrevi e me dizer o que é que eu pus em causa no que diz para além do "...tudo funciona, como deve ser e quando assim não é, são tão rápidos, como certeiros, a tratar do assunto."
É que se não percebe a contradição dessa sua afirmação com os factos históricos recentes, então ...

Por mais que eu diga que o senhor não sabe o que diz?
Por mais?
Mas eu nunca disse isso!

A Irlanda fez muita asneira e saíu dela e eu tentei dar-lhe informações complementares que permitissem esclarecer a sua afirmação (repito: "sua afirmação") de que não precisava da UE para nada, o que não é de todo verdade dado que a maior parte do que compra e vende é no âmbito do mercado único europeu a que pertence (nem abriu o link, está visto).

Por isso lhe pus o link e é um link exclusivamente "técnico", não há ali um único juízo de valor.

E vem dizer-me que a Irlanda pertencer a esta ou aquela instituição comunitária e que o que vem num site exclusivamente "técnico" consultado em todo o mundo são coisas que "não interessam para nada" porque o senhor foi lá, viu e informou-se.
Está a gozar, não está?

Sabe o que é que não interessa para nada?
É não se poder falar aqui de situações bem documentadas como esta sem aparecer alguém com opiniões pessoais baseadas numas conversas que diz ter tido não sei com quem, não sei onde e não sei quando.

Dito de outro modo: é apresentar raciocínios e responderem com generalidades bem pensantes, quando um raciocínio é afinal fácil de rebater com outro raciocínio (mas obriga a raciocinar,claro!), podendo então ser complementado com a experiência pessoal.

Note que eu não duvido que tenha tido as conversas todas e mais algumas.
Mas permita-me pôr reservas aos seus entusiasmos que os factos não confirmam
(tenho aí o link da pobreza lá mas não lho ponho aqui, nem pensar).

Já agora.
Quem é que lhe disse que eu não conheço a Irlanda e não conheço bem alguns irlandeses?

Boa noite para si




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De João Nuno a 15.02.2015 às 01:00

Eu falo-lhe da Islândia e o meu caro fala-me da Irlanda!.... rmg considera-se um expert em tudo. Já reparou que está sempre a contrapor com todos, dizendo-se o mais culto e o mais documentado. Não duvido que o seja, mas não lhe ficava nada mal aceitar as opiniões dos outros. A modéstia fica bem a todos. Tem de ler com mais atenção é que depois dá nisto. ISLÂNDIA
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De rmg a 15.02.2015 às 03:55



Mas não estamos a falar da Islândia desde ontem?
Ou lá porque eu me enganei no nome do país a conversa fica a zeros (não , não me desculpo com a semelhança dos nomes, foi mesmo distracção minha e, claro, foi um erro meu).

Acha normal pegar por uma troca de nomes que todos nós fazemos no dia-a-dia e que se desfaz no momento?
Como aqui não dá para isso toca de fazer queixinhas à Sôtôra e lá vem o "aquele menino enganou-se, aquele menino enganou-se, não estudou a lição, não é Irlanda,é Islândia".

Já reparou que não me responde a nada de nada excepto com a crítica de que estou sempre a contrapôr os outros?
E depois, não posso?
E eles não me contrapõem a mim, estão proíbidos?
E Você porque é que não me contrapõe no que eu escrevi em vez de se pôr com infantilidades de que eu me considero expert em tudo?

Vê-me intervir em tudo? Não vê, decerto.
Aliàs aparecem aqui assuntos a que estive ligado profissionalmente (e ainda estou) e nunca intervenho nesses, estaria numa posição de vantagem sempre.
Mesmo nos comentários sobre música, assunto em que sou mais expert que nos outros (odeio falsas modéstias que escondem outras coisas...) limito-me a algumas notas de apoio ao esforço do Pedro Correia.

Quando intervenho e levanta discussão vê-me fugir do debate de ideias?
E onde é que eu disse uma única vez que era culto?
Se um gajo tiver alguma cultura demonstra-o pelo que escreve e pelas trocas de ideias que tiver, alguém que chegue aqui a dizer que é culto apenas é ridículo.

E se estiver errado há aqui comentadores suficientemente cultos para me mostrarem que eu sou uma besta analfabeta.

Incomoda-o assim tanto que eu intervenha aqui e ali, discordando por vezes?
Não é para isso que existe uma caixa de comentários, parte integrante do blogue e fonte de informações em muitos casos úteis para os milhares que aqui vêm ler-nos?
Quem não gostar passa à frente que é o que eu também faço.

Eu chamei-lhe a atenção para o que considerei uma incongruência e diz-me "fui lá e vi".
Pronto, isso não se discute.
E sendo como diz porque é que a Islândia se meteu na maior alhada (proporcional ao tamanho do país) já vista e levaram anos e anos a saír dela depois do FMI e um grupo de países nórdicos terem lá metido umas boas massas ?
Aí podia dizer-me "como fui lá e vi, fiquei a saber ainda que..." e então tínhamos tido aqui uma conversa útil, mesmo que só tivesse falado com apoiantes do actual governo teria decerto o bom senso de perceber onde acabava a clubite deles e começava a realidade a que assistia.

O mais documentado em quê se a minha internet é igual à dos outros todos?
Qualquer pateta que saiba utilizar minímamente a internet encontra toda a informação de que precisa lá, basta pôr na pesquisa do Google umas palavras chave relativas ao assunto que procura, quantas mais melhor para apertar a malha da procura e nos primeiros 20 ou 30 sites que aparecem estão lá 2 ou 3 que nos interessam logo.
Até os meus netos adolescentes, alunos banais , fazem isso nas calmas.

Acha que aqueles que eu aqui contrapus ao longo dos tempos precisam que o João Nuno os defenda?

Na sua opinião eu terei tomado de assalto aqui o DO e está tudo sequestrado por tanto conhecimento e sabedoria concentrados numa pessoa só?

Ou lá porque V. gosta mais das opiniões que eu contraponho que das minhas
(o que é mais que normal, se todos pensássemos da mesma maneira nem valia a pena perder tempo a vir cá) resolveu vir dar conselhos paternais?

Os únicos comentadores com quem me viu aqui ter debates mais acirrados são pessoas que respeito pelo raciocínio e pela cultura, que leio com prazer mesmo quando discordo frequentemente deles (já lhes disse isto a eles mais de uma vez) e que neste momento não contraponho nem me contrapõem porque todos nós temos momentos menos felizes e eu acho que isso se passou entre mim e eles ou entre eles e mim, não sei por que ordem nem é essa a ideia.

Eu aceito a opinião de toda a gente, tanto assim que respondo a toda a gente e muitas vezes até esgoto os 4300 caracteres que cada caixinha destas nos dá mas aceitar a opinião não é concordar com ela e até estive mais de 6 meses afastado daqui porque um momento menos feliz de preocupações com pessoas muitíssimo próximas me tornou mais impaciente e receei ser malcriado com alguém.

Boa noite



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De João Nuno a 15.02.2015 às 15:40

O senhor escreve Irlanda consecutivamente e depois diz-me que fala da Islândia? A Islândia também não está imune aos corruptos, como nenhum país o está, mas lá foram castigados, aqui é o que se vê e sabemos. Fizeram coisa feia, mas resolveram a situação, sem por a população a pagar os erros dos corruptores e dos corrompidos. Falei-lhe do que vi e constatei, se quiser acreditar, acredita, se não quiser, tudo bem. Sabe que infelizmente cada qual faz a estatística que quer e na maior parte das vezes, não passam de ilusão pura, para enganarem o povinho e nesse aspecto, estou farto de ver que nem tudo o que dizem corresponde à realidade, por isso mesmo, hoje, se posso, vou ver se é ou não verdade. Aqui, foi o que fiz, tinha curiosidade de conhecer o país e fui, ver e constatar. Basta olhar para nós e segundo o governo, Portugal, está no bom caminho e é ver, o bem que nós estamos a ficar, basta ir à rua e mendiga-se nos caixotes do lixo. Por isso, lhe digo, se tenho oportunidade vou ver e constatar se é ou não real o que dizem. Foi isso que fiz e vi que o que dizem cá, não é o que se passa lá.
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De rmg a 15.02.2015 às 17:22


"O senhor escreve Irlanda consecutivamente e depois diz-me que fala da Islândia?"

E ele a dar-lhe e a burra a fugir.
O senhor bebe?
Acusa os outros de se armarem em "espertos" e não sai do registo do "chico-esperto"?
Pois eu não reconheci que me enganei, o que qualquer pessoa medianamente inteligente terá percebido logo quanto mais a pessoa com quem eu estava a falar?

Escrevi-lhe, voltei a escrever-lhe, acabei a escrever-lhe hoje às 4 da manhã um comentário de 4298 caracteres (dizía lá que já só faltavam 2), a única coisa que tem para me trazer é um comentário digno da caixa de comentários de um tablóide manhoso.

Por isso não me espanta que não goste dos meus comentários, tenho por hábito criticar os que vêm com a conversa de que isto é tudo uma trampa e que são os que habitualmente mais contribuíram, por acção ou inacção, para que isto tudo seja uma trampa.
Só que para si a culpa é dos outros, para os que não fazem nada a culpa é sempre dos outros, se não fizeram nada como é que podem ter culpa?

Ora para mim a culpa é antes de mais minha e já expliquei aqui mais de uma vez porque penso assim, não leu tivesse lido.

Sabe por que é que lá foram castigados?
Porque se não fossem não tinham lá entrado os 5.1 mil milhões que o FMI (2.1) e um consórcio de outros países (3.0) lá meteram, tão simples como isso (está tudo na net, é só pôr "Iceland", "Islande" ou "Islândia", como vê só não está informado e documentado quem prefere não se maçar muito).

Sabe que a Islândia não se recusou nunca a pagar dívidas nenhumas do país, como por cá foi tão apregoado, mas apenas a reembolsar os pequenos aforradores britânicos e holandeses que tinham metido dinheiro no LANDSBANKI em agências fora do país?
E que essas dívidas aos pequenos aforradores britânicos foram pagas pelo governo britânico e as as dívidas aos pequenos aforradores holandeses foram pagas pelo governo holandês porque, como é evidente, os interesses deles na Islândia não eram compatíveis com uma crise diplomática suscitada pela perda de todas as economias de milhares de cidadãos desses países que eram remediados mas não eram ricos?

Anda na rua, a pé, 5 ou 6 horas por dia como eu nos 15 dias por mês que passo em Lisboa?
Vive num bairro de gente muito envelhecida e muito modesta?
Conhece pessoalmente, de falar mesmo todos os dias, algum pobre mesmo pobre?

Mendiga-se nos caixotes?
Sabe o que é mendigar?
Você mendiga nos caixotes nos intervalos de usar a internet para dizer banalidades que ouviu nos telejornais?
Faz alguma coisa para ajudar quem mendiga nos caixotes a deixar de mendigar?
Ou acha que isso não é consigo e usa o "que é que eu posso fazer"?
Pois pode muita coisa, lhe garanto.

Como não está interessado no meu estilo de conversa digo-lhe o que dizía o António Silva nos filmes dos anos 40/50:
"Pois passe V.Exa. muito bem".

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De rmg a 14.02.2015 às 23:24


Afinal sempre leva o link:

http://grapevine.is/news/2014/10/28/child-poverty-in-iceland-tripled-2008-2012/

Como já vi que visitar sites não é consigo, "desça" a página e comece a ler a partir do título e do sub-título, que a seguir indico:

"Child Poverty In Iceland Tripled 2008-2012
The most dramatic growth of child poverty in rich countries, according to UNICEF"

Nota - Espero que confie na UNICEF.

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