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Penso rápido (25)

por Pedro Correia, em 15.07.14

Os herdeiros políticos da França de Pétain crescem hoje à custa dos herdeiros da França do general De Gaulle.
O mesmo sucede quando os eleitores gregos favorecem com o seu voto a formação de uma bancada de 21 deputados neonazis no Parlamento de Atenas, estando ainda vivos milhares de cidadãos que ali testemunharam a criminosa invasão grega pelos esbirros de Hitler.
Marine Le Pen e os neonazis gregos são totalmente indiferentes às lições da História - nomeadamente ao cortejo de crimes cometidos pelos regimes que lhes servem de inspiração.
É de uso corrente responsabilizar as forças moderadas pelo crescimento das franjas extremistas. Esta é, no fundo, uma justificação que pouco explica. Já os teóricos nas décadas de 20 e 30 utilizavam argumentos equivalentes, responsabilizando as "democracias decadentes" para conferir alguma aura de "racionalidade" à marcha sobre Roma conduzida por Mussolini em 1922, ao golpe militar de Primo de Rivera na Espanha de 1923 ou à alucinante cavalgada de Hitler rumo ao poder totalitário em Berlim sobre os escombros da República de Weimar.
Sabendo o que hoje sabemos, temos o dever cívico de fortalecer as forças políticas moderadas. Só elas poderão enfrentar com sucesso uma nova vaga de demonização da democracia política com base nos tais conceitos de povo, pátria, nação ou classe que servem para inflamar as massas mas são a receita garantida para um desastre muito superior a qualquer das nossas dificuldades actuais.

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34 comentários

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De Bandeide a 15.07.2014 às 16:08

Concordo, só que os escândalos, as negociatas, o amiguismo, uma UE divorciada dos povos, as promessas não cumpridas, etc, etc, todas essas manchas que as forças políticas moderadas têm no seu curriculum, se não são de propósito para inflamar franjas extremistas e furiosas, imitam muito bem.
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De Pedro Correia a 16.07.2014 às 11:29

Pensar que essas franjas são a salvação milagrosa dos problemas que enunciou é um profundo equívoco. Não só esses problemas se manteriam mas muitos outros ocorreriam. A História serve para isto mesmo: para nos propiciar lições que temos todo o interesse em assimilar.
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De Bandeide a 16.07.2014 às 12:14

Eu não penso... e também tenho a certeza que ocorreriam outros MUITO PIORES.
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De Luís Lavoura a 15.07.2014 às 16:26

O Pedro identifica aqui a Frente Nacional francesa como um partido neonazi e racista, e eu não vejo quaisquer bases para tal identificação.
A Frente Nacional é um partido nacionalista e anti-imigração, mas não é, que eu saiba, racista, nem partidário de qualquer autoritarismo nem muito menos totalitarismo.
Também não vejo bases para se apodar a Frente Nacional de "extremista". Defender a prioridade à nossa nação ou ao nosso povo, e ser contra a imigração, não são ideias nada extremas, e muita gente compartilha, em maior ou menor grau, delas.
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De Miguel a 16.07.2014 às 02:54

E cá está o Lavoura, o Liberal, como de costume a mostrar que não faz a menor ideia do que seja o liberalismo. Ainda que a Frente Nacional fosse "apenas" um partido nacionalista, o que é muito discutível, isso deveria ser alarmante o suficiente para um liberal, tendo em conta que o nacionalismo, para não dizer o patriotismo tipo patrioteiro, causam espécie aos liberais que se pautam por uma visão do indivíduo livre de constrangimentos como apelos românticos à nacionalidade, à identidade nacional, à alma do povo e outros conceitos abstractos de que os ditadores tanto gostam.

Primeiro o Obiang, agora a Le Pen, qual será o próximo escroque que ele vai defender?
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De Luís Lavoura a 16.07.2014 às 11:31

Miguel,
eu não sou partidário da Frente Nacional, não sou nacionalista, e muito menos sou anti-imigração. Mas acho que a Frente Nacional é um partido normal, que defende coisas defensáveis e legítimas, e não me parece que seja um partido que coloca em perigo a democracia.
o nacionalismo, para não dizer o patriotismo tipo patrioteiro, causam espécie aos liberais
Certamente, e eu não partilho desses valores. Mas acho que as pessoas nacionalistas e patriotas têm o direito de ter um partido que defenda esses valores, e têm o direito de não se verem excluídas do debate de ideias.
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De l.rodrigues a 15.07.2014 às 17:13

A acusação de responsabilidade dos moderados advém do facto de estes em momentos cruciais não terem sido capazes de dar respostas às necessidades mais básicas de grande franjas das populações.
A melhor forma de apoiar os partidos "moderados" (questiono por exemplo que o PSD actual seja moderado) é tirar de lá quem insiste que "não há alternativa". Se a democracia não for capaz de ter imaginação, não faltarão "visionários" capazes de capturar as esperanças dos desesperados.
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De lucklucky a 15.07.2014 às 17:16

Parece que ainda não reconheceu o Extremismo das Forças Moderadas.

Ou por outras palavras não há forças moderadas. Em Portugal o PS, PS e CDS são extremistas, só que menos que o PCP e Bloco. Veja como o Estado Português mudou de 30 anos, ou poderes de que se arroga.
O Acordo Ortográfico de que está muito bem contra não é um exemplo de extremismo?
O endividamento recorde , não é extremismo? o caminho único para o socialismo da Constituição não é extremismo? Imposto que tiram mais de 50% a o que uma pessoa ganha não é extremismo?
Nunca em Portugal o Estado do PS, PSD, CDS tirou tanto aos Portugueses que criam riqueza, isto não é extremismo?

Então se formos a França como é que a Marine Le Pen que supostamente quer manter a França é extremista? Alguém que quer conservar é extremista? Ela pode ser extremista defendendo políticas Socialistas de há 30 anos?
Tem piada o Miterrand nunca foi considerado extremista...

Em muitas partes de França os extremistas são o PSF, o UMP, os Jornalistas "moderados" ,a TF1, o Le Monde. São eles que quiseram, deixaram, defenderam mudar radicalmente a França. E agora o génio está fora da garrafa.
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De Pedro Correia a 16.07.2014 às 11:31

Convém não baralhar de mais as coisas, pondo tudo no mesmo saco como se a política fosse a sopa da pedra.
Refiro-me concretamente a isto, por exemplo:
http://www.theguardian.com/world/2014/may/21/jean-marie-le-pen-ebola-population-explosion-europe-immigration
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De William Wallace a 15.07.2014 às 18:01

Só uma adenda histórica para começar !

A Grécia quando foi invadida pelo exército alemão já tinha sido invadida pelo exército italiano que estava em francas dificuldades para avançar (tendo mesmo de recuar) pois enfrentava um exército grego que oferecia uma tenaz e sólida resistência talvez pelo facto de a Grécia ser á época também ela um estado "fascista" . Ora os generais de Hitler acederam ao pedido da Itália pois temiam perder o flanco sul para uma aliança entre ingleses e gregos atrasando em cerca de 8 semanas a planeada invasão da Rússia, tempo esse que depois fez falta para tomar Moscovo antes do Inverno.

Em relação ao post só tenho a dizer que já lá vão 38 anos da mesma treta, com 3 bancarrotas pelo meio e acho que mudar não faz mal a ninguém.
Pela parte que me toca não votarei mais PSD ou PS ou CDS, estou no ponto em que me estou bem a borrifar para mentirosos ,ladrões e traidores por muito que eles vendam consensos da chacha arquitectados entre 4 paredes.

Em Portugal falta também um direita nacionalista porque aí é que esses moderados do gamanso , mentira e traição ao povo e a Portugal se punham em sentido mas lá chegaremos.

Em França temos o Hollande mentiroso e choninhas e o Sarkozy a responder em Tribunal por obstrução á justiça e corrupção e você Pedro Correia acha que o mal é a FN , além de que em França ainda mandam os Franceses que eu saiba e extremismo é com eles ou não tivessem eles decapitado quase toda a nobreza em nome de ideais Liberté , Egalité et Fraternité que supostamente são a matriz dos "moderados" que você defende.

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De lucklucky a 15.07.2014 às 19:23

Hitler invadiu a Grécia porque esta estava ser ajudada pelos Ingleses. Um pouco acima da Grécia situa-se Ploesti na Roménia. Poços petrolíferos essenciais para o Exército Alemão funcionar que ficariam ao alcance de bombardeiros ingleses.
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De William Wallace a 15.07.2014 às 20:08

Sim Luck, eu sei disso mas os italianos invadiram 1º e levaram que contar daí a ajuda (pronto - invasão do exército alemão) os esbirros foram atrás aliás, não sei porquê os esbirros (einsatzgruppen e Gestapo) que cada potência tem vão sempre atrás.
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De da Maia a 16.07.2014 às 00:03

Pois, isto é complicado, caro WW.
O Pedro prefere ser politicamente correcto com 90% da população que tem medo do fascismo, do que ser politicamente correcto connosco, comentadores anónimos, sempre prontos a acusar o despotismo dos actuais detentores do poder.
Faz-nos assim estas provocações...
"Como é que é, minha malta, fascismo de novo, nem pensar!"
E, nós podemos estrebuchar, dizendo que 50% da história contada é uma história da carochinha... mas de facto, cantamos em coro "fascismo, nem pensar"!

Porque, uma coisa é estar aqui a mandar bocas, sabendo que podem ser lidas por controladores de tráfego, outra coisa é ficar à espera que a polícia bata à porta.

Pétain, coitado, caída Paris, pouco mais podia fazer que Passos Coelho... gerir um protectorado alemão, com uma ilusão de independência.

O problema destes movimentos nacionalistas, como sabemos não é o seu príncipio... são os seus princípios. No princípio ganham adeptos na esperança que mudem o que está mal, o problema é que a cura que trazem é normalmente pior que o mal que combatem.
A máquina de despotismo que libertam vai querer devorá-los, e sem se darem conta, para não serem devorados por ela, vão alinhando nesse devorismo.

Há ideias que são perigosas, mas não é isso que dá razão a Churchill, o mentiroso assumido... a democracia - como tem sido exercida - não é necessariamente o melhor dos regimes. Primeiro, porque pouco tem de democracia. Segundo, porque a ilusão nunca se substitui à verdade.

As estórias foram contadas pelos vencedores ocasionais.... mas a História, essa, será contada pelos vencedores finais. Não são estes, que mentem com todos os dentes que têm.
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De Pedro Correia a 16.07.2014 às 11:35

Sim daMaia, há ideias que são perigosas. Começam por ser encaradas como meras excentricidades (e aplaudidas até por alguns pretensos "liberais" da pacotilha) e logo se propagam como fogo em palha.
Estas, por exemplo:
http://www.theguardian.com/world/2014/may/21/jean-marie-le-pen-ebola-population-explosion-europe-immigration
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De da Maia a 16.07.2014 às 17:29

Nem sabia dessa... o que dizer?
Nem sequer se pode dizer coitada da Marine, por ter um pai assim... porque é por ter um pai assim que ela chegou onde chegou!

Sim, se o pessoal que nos desgoverna tem defeitos, há perigos muito maiores ao virar da esquina. No entanto, isso nunca será razão para baixar a guarda face aos regimes actuais, que entraram numa certa espiral de despotismo controleiro.
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De Pedro Correia a 16.07.2014 às 22:09

De acordo consigo. Como poderia não estar?
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De Luís Lavoura a 16.07.2014 às 09:39

acho que mudar não faz mal a ninguém.
Pela parte que me toca não votarei mais PSD ou PS ou CDS


Em França temos o Hollande mentiroso e choninhas e o Sarkozy a responder em Tribunal por obstrução á justiça e corrupção e você Pedro Correia acha que o mal é a FN , além de que em França ainda mandam os Franceses que eu saiba

Muito bem dito, sim senhor.
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De Maria Dulce Fernandes a 15.07.2014 às 18:11

Eu interpreto o texto do Pedro como o reconhecimento da permanente noite dos facas longas que a Europa neonazi ( chamai-lhe pois conservadora) nos está a fazer atravessar nos últimos anos, rumo à consolidação de uma autocracia radical.
Curiosamente, creio que por muito que queiramos fazer ressurgir os valores democráticos e fortalecer a moderação, os acontecimentos em curso, como focos postos e calculados, irão inflamar a debilitada resistência e repetir a história mais uma vez.
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De Pedro Correia a 16.07.2014 às 11:44

Compete-nos a todos, Dulce, assimilar as lições da História. A moda que começa novamente a ser corrente - como se fosse o apogeu da pós-modernidade - de menosprezar os governos "fracos", ridicularizar ideias como o "consenso", glorificar "líderes" com "pulso forte" em contraponto com os que preferem o "diálogo" não é nova: é velha. Vem de Átila, o Huno.
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De JS a 15.07.2014 às 19:34

É clara a diferença entre a experiência de vida e os conhecimentos de LuckLucky, e a boa vontade, e as boas intenções, de Pedro.
Felizmente nenhum deles é pessoa para desanimar.
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De lucklucky a 16.07.2014 às 09:31

:) O Extremismo manifesta-se de muitas formas e em muitas áreas.
Três bancarrotas em 40 anos demonstram que este é um regime financeiramente extremista.
Por definição um recordes são algo extremo.

Um dos sinais para perceber para onde caminhará uma França do futuro.
A maior parte das pessoas não sabem, pois o bias natural de uma monocultura jornalista instituída não deixa saber que a França hoje não tem industria de armamento de armas ligeiras. A França hoje é incapaz de produzir metralhadoras e espingardas de assalto para o seu exército. Tem de comprar.
Se uma eventual Marine le Pen Presidente fundar uma Industria já teremos um sinal. E também um sinal da consistência das suas ideias.
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De Pedro Correia a 16.07.2014 às 11:52

Nem o Nick Farage quer nada com aquela que você já antevê como "presidente" francesa:
http://www.telegraph.co.uk/women/womens-life/10861123/Ukips-Nigel-Farage-is-right-to-shun-Marine-Le-Pens-advances.html
Deve ter a ver também com a "monocultura jornalística instituída". Consta que o líder do UPIK é muito sensível a isso...

Verifico, por outro lado, que prefere a "monocultura" das metralhadoras. Genial. É isso mesmo que está a faltar à Europa, para celebrar condignamente o centenário da I Guerra Mundial.
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De Justiniano a 16.07.2014 às 14:42

Acontece, caro Pedro Correia, por vezes, que se cede à sedução do desastre e da tragédia. Ainda que bem anunciada!! Será a pulsão trágica irresistível?!
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De Pedro Correia a 16.07.2014 às 14:51

É bem possível que exista essa pulsão inscrita na natureza humana. Mais um motivo para fazermos apelo a factores racionais - fundamentados nos exemplos históricos - para contrariar essa pulsão.
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De Justiniano a 16.07.2014 às 15:08

Sim, caro Pedro Correia, evidente! A minha questão prende-se exactamente com a natureza impulsiva da pulsão! Ou melhor, da estranha atracção ou sedução do desastre ou da tragédia, face aos gradientes de aversão naturais!!
Não podemos tomar o esclarecimento, ou a racionalidade, como verdades auto evidentes. Como pressupostos!! Era essa, precisamente, a minha questão!!
Um bem haja,
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De Pedro Correia a 16.07.2014 às 15:55

Um abraço, caro Justiniano. Agradeço-lhe o contributo que traz para o debate. Apareça sempre por cá.
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De Justiniano a 16.07.2014 às 14:53

Apenas para enaltecer o caro Maia e os seus dizeres "A máquina de despotismo que libertam vai querer devorá-los, e sem se darem conta, para não serem devorados por ela, vão alinhando nesse devorismo.". Verdadeiramente, e sem dúvida, caro Maia, a turpitude, uma vez posta em marcha, devora os seus melhores filhos. Mesmo os menos torpes!!
Um bem haja,
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De Anónimo a 16.07.2014 às 23:56

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De cristof a 16.07.2014 às 21:21

estou cada vez mais esperançado que reformando radicalmente a forma de fazer politica que temos trazido desde a queda da ANP em 25 abril nos traria menos vulnerabilidade as bancarotas e endividamentos escandalozos de autarquias e governos regionais e centrais. Estar a recordar papoes de outros tempos parece-me exercicio de puro entretenimento(semelhante ao que muitas religioes teimam em relevar regras que tinham cabimento há dois mil ou mil e quinhentos anos).
O drama e empecilho é que retirando as benesses dos cargos politicos (que defendo como fundamental) retiramos muito militantismo interesseiro que povoa o panorama de comunicação e controle, que por muito que custe faz crer ao cidadão anonimo que "eles" é que sabem e têm chance de mudar isto.
Mas como algumas aflorações por esse mundo fora mostram se houver boa preparação as alternativas conseguem mobilizar muitos,mesmo com pouca propaganda dos massmedia.
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De Pedro Correia a 16.07.2014 às 22:11

Deve haver uma profunda reforma da lei eleitoral, através de um pacto de regime entre as principais forças políticas, para aproximar eleitos de eleitores.

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