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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 11.11.17

 

Para bom entendedor meia palavra não basta.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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26 comentários

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De Weltenbummler a 05.11.2017 às 10:17

cati em vez de de cativações
micro em lugar do microfone é meu
xamus início de chá mussas
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De Pedro Correia a 06.11.2017 às 09:12

Ficou-se pelas meias palavras, sinto-me incapaz de entendê-lo.
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De Anónimo a 05.11.2017 às 11:54

Ora aqui está um pensamento que não é da semana, nem do mês, nem do ano, mas de toda a história de todo um povo.
De facto, somos um povo de meias palavras.
Somos intuitivos, emocionalmente muito inteligentes.
Improvisamos tudo e a toda a hora.
Aquele que, por nascimento e/ou formação, não se contenta com meias palavras, é considerado um chato, que só complica.
Mas, de vez em quando, as meias palavras não chegam, mas chegam as árvores que, na queda, matam pessoas, deflagram incêndios que devoram pessoas, animais, plantas, mato... tudo o que é vivo!
E, então, sobram as palavras!...
João de Brito
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De Pedro Correia a 06.11.2017 às 09:13

Em muitos sectores decisivos da nossa vida colectiva, não bastam meias palavras.
Precisamos de palavras inteiras. E por inteiro.
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De Vlad, o Emborcador a 05.11.2017 às 20:27

Para bom entendedor até um silêncio fala.
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De Pedro Correia a 06.11.2017 às 09:14

Prefiro muitas vezes o silêncio às meias-palavras.
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De Cristina M. a 06.11.2017 às 00:34

de bons entendedores está o inferno cheio.
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De Pedro Correia a 06.11.2017 às 09:14

Excelente pensamento, Cristina. Para esta semana ou outra qualquer.
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De Maria Dulce Fernandes a 06.11.2017 às 12:41

A nova moda não são as meias palavras, nem as palavras inteiras, são as palavra-e-meia como separatistalão, governópressor, Carlesmagnacarta, etc...

Também não são apanágio de bons entendedores, só daqueles que ateimam que sabem~tudo, até que a voz lhes doa e talvez então percam o pio.
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De Pedro Correia a 06.11.2017 às 22:23

É verdade, Dulce. As palavras formadas por justaposição andam agora na moda.
Palavras como nacionalpopulismo, fugamonte e toquifoge.
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De Rui Henrique Levira a 06.11.2017 às 16:31

Para tanto e tão bom entendedor nem, por vezes, o maciço peso da substantiva realidade que pelos olhos dentro entra chega...
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De Pedro Correia a 06.11.2017 às 22:16

Acontece, pois.
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De Rui Henrique Levira a 06.11.2017 às 16:41

E, já que a coisa vem a propósito, nós nem um povo de meias palavras somos.
Somos é um povo de mudas e clandestinas palavras subtraídas ao sonante e saudável confronto de ideias, palavras que se colam clandestinamente não àquilo que se pensou, mas àquilo que, facto consumado, se dirá que, afinal, se pensou. Um povo mudo de pública palavra, mas loquaz no íntimo e videirinho discurso.
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De Pedro Correia a 06.11.2017 às 22:15

É bem verdade, Rui. Demasiadas vezes.
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De Beatriz Santos a 09.11.2017 às 08:08

Tem razão. E como é que se muda esta nossa estranha forma de estar no mundo? Não me parece que baste dizer o que se deveria fazer/dizer e não é feito/dito.
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De Rui Henrique Levira a 09.11.2017 às 23:36

Talvez aprendermos o verdadeiro significado da palavra "democracia" (não há ideias democráticas de natureza telepática; toda a democracia se constrói sobre o alicerce da responsável e informada palavra pública partilhada publicamente), para, depois, atualizarmos essa democracia como um comportamento diário e não a vermos, como recorrentemente vemos, como uma instituição alheia à qual pedimos tudo e não exigimos nada, porquanto nada lhe exigindo a nós mesmos nada exigimos. Parece-lhe uma boa sugestão de partida, prezada Beatriz Santos?
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De Beatriz Santos a 10.11.2017 às 07:51

Nem por isso; aquilo que escreveu toda a gente sabe e não lhe faz caso, portanto julgo que temos de ir mais para trás. Há-de haver um caminho que ainda não descobrimos e permita chegar nesse ponto. Referia-me à educação. A como ensinar as gentes sem as bombardear com teorias inúteis, mas criando-lhe hábitos democráticos. Alguma coisa que plante nas pessoas o verdadeiro espírito de ser parte integrante e as faça entender que a democracia dá a cada um um conjunto de direitos que têm o seu reverso de deveres.
Mas até o que eu disse é mera teoria.
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De Pedro Correia a 10.11.2017 às 10:28

Intrometo-me no vosso estimulante diálogo para sublinhar que algumas das vossas frases que aqui li também davam bons "pensamentos da semana".
Esta, por exemplo:
"Não há ideias democráticas de natureza telepática."
E esta:
"A democracia dá a cada um [de nós] um conjunto de direitos que têm o seu reverso de deveres."
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De Rui Henrique Levira a 10.11.2017 às 21:31

Essa frase, meu caro Pedro Correia, faça o senhor o que dela bem lhe aprouver, pois isso é para mim uma honra e um privilégio.
Coisa que se partilhou democraticamente de todos é.
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De Pedro Correia a 10.11.2017 às 23:20

Assim é, de facto. Muito bem.
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De Rui Henrique Levira a 10.11.2017 às 21:26

Se aquilo que eu escrevi, toda a gente sabe, então só uma coisa poderemos concluir: sabendo-o e não alterando nós os nossos comportamentos, pelos vistos somos um povo de imprestáveis preguiçosos.
E, já agora que vem a propósito, deixe-me dizer-lhe, minha cara Beatriz Santos, que aquilo que a gente sabe e não sabe fora das elites bem pensantes que fazem a sua vida nos mundos virtuais dos circuitos em moda em Lisboa e no Porto é coisa para deixar sem sono quem neste país se julga entre uma grei que alguma coisa pensa.
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De Beatriz Santos a 11.11.2017 às 11:54

Não sei bem o que somos nós portugueses, mas até os filósofos dizem que o homem é aquele ser que, sabendo o que é o bem, nem por isso o pratica; na verdade, só Platão julgava que bastaria conhecê-lo para gerar acção consentânea. E no entanto, julgo que, na sua perspectiva filosófica, tinha razão: alguém que chegasse à contemplação do Bem supremo, na ascese que Platão supõe de pensamento e acção, seria também ele quase - ou mesmo - ideal, logo, por força teria de ser Bom. Mas isso, como o filósofo admite,não é próprio do homem. Ou deste mundo.
Não sei muito bem o que são os circuitos pensantes de Lisboa e Porto, devo portanto pertencer aos imensos outros. Vozes desgarradas e sem eco. É tudo vida:).
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De Rui Henrique Levira a 11.11.2017 às 17:56

Eu também, cara Beatriz Santos, pertenço a esse outro circuito de vozes desgarradas e sem eco que, aqui e ali, põe o seu mais ou menos oportuno (ou de todo inoportuno, vá-se lá saber...) pauzito na engrenagem dos tais circuitos bem pensantes. Não seremos muitos a remar contra a maré do "pronto a pensar", mas seremos alguns. E mais vale poucos e consequentemente originais, do que muitos e inconsequentemente todos iguais. Digamos que esse ato é uma singela prova de vida de quem ainda se não cansou de refletir sobre o que fomos, o que somos, e, preparando o para onde vamos, o que seremos.
Saudações cordiais, prezada Beatriz Santos.
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De Vlad, o Emborcador a 07.11.2017 às 20:07

O conhecimento profundo da palavra é fundamental para o manipulador tornar veraz a mentira. São os que usam gravata e dão nós na palavra.
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De Pedro Correia a 07.11.2017 às 23:28

«País engravatado todo o ano / e a assoar-se na gravata por engano.»
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De SemioZeus a 10.11.2017 às 13:04

Meia palavra não basta?
Ultimamente nem 1000 são suficientes porque o Problema não está nas palavras, ditas ou escritas mas, precisamente, nas que ficam por dizer, escrever ou naquelas que andam a tentar erradicar para todo o sempre.

Razão da maioria dos meus comentários serem longos e, por vezes, com partes repetidas porque as palavras só podem ser entendidas de acordo com o grau de conhecimento do "entendedor" que, quando não existe, facilmente pode ser manipulado, bastando, para isso, omissões de palavras na transmissão da mensagem.

As palavras podem Libertar ou Subjugar e a única coisa real é a Verdade, mesmo que ninguém acredite nela ou se omitam palavras para a manipular, ficando o Mundo dividido entre manipuladores, manipulados e uma minoria cada vez mais rara, aqueles que conseguem despir os seus interesses pessoais, não para dizer aquilo que o Mundo é porque, ninguém pode libertar ninguém das mentiras mas, para inspirar a vontade de descobrir aquilo que o Mundo não é.
Só extirpando as mentiras, uma a uma, nos podemos aproximar da Verdade.
Estamos sempre em desvantagem porque há duas maneiras de sermos enganados, acreditando nas mentiras ou recusando aceitar as verdades.

"O médico vê toda a fraqueza da humanidade; o jurista toda a sua maldade; o teólogo toda a sua imbecilidade" - Arthur Schopenhauer

Mas, em nada se crê tão firmemente, como naquilo que menos se sabe e menos se conhece, uma "malga" perfeita para despejar mentiras, meias palavras ou meias verdades e preparar o caldo da manipulação.

"Preferível não é o desejo de acreditar mas o desejo de descobrir, algo que é exactamente o oposto" - (no Decálogo de Bertrand Russel)

A chave da manipulação tem sido criar total dependência de tudo, especialmente das palavras, seja meia ou meia dúzia. Seguidores não são seres humanos completos.
"Discutir com um homem que renunciou à sua própria razão é como medicar um cadáver" - Thomas Paine

No meu comentário de ontem, usei mais de 600 palavras

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/independencia-dos-tribunais-9694276

e se eu não tivesse uma alergia grave às apostas, apostaria que a grande maioria continuará a preferir acreditar nas mentiras ou a fazer de tudo, para evitar pensar, especialmente, se tiver de aceitar que tem sido, sistematicamente, enganado.

Nem é preciso ser vidente para ver o que o futuro nos reserva mas, como sempre, é muito mais fácil, continuar a "empurrar com a barriga" portanto, nem vale a pena falar do "prato principal", continuarei na explicação dos "acepipes" que, por "mera coincidência", foram servidos depois da "sobremesa". O mais interessante, vai ser quando chegarmos à parte final, onde nunca faltarão as letras... na "sopa".
Fica o aviso que, esta "sopinha", foi cozinhada há mais de 40 anos e, para os optimistas que dizem gostar de sopa, desta não vão gostar.

Nesta fase, o mais divertido é ver enganarem-se uns aos outros.
Um exemplo?
Há ordens externas para acabar com a C.G.D.?
Sem "ondas" na geringonça?
Em economia, há a chamada Destruição Criativa.
A C.G.D. passou a cobrar, mensalmente, Manutenção da Conta, nem interessa se é sem ou com bonificação, a questão é que, mesmo com bonificação, o depositante passa a pagar mais que noutro Banco. Por exemplo, um cliente com 5.000 euros passa a pagar, Mensalmente, entre 2,60 euros e 5,15 euros mas, esses mesmos 5.000 euros, num outro Banco pagam, apenas, 50 cêntimos mensais.
Somadas muitas destas "pequenas criações", garantem a fuga de clientes e têm o resultado final desejado, a destruição do Banco Público.

Finalmente, mais de meia palavra para aqueles que sabem qual a "sopa" que, no final, vai ser servida mas, imbecis q.b. para pensarem poder escapar ou conseguir arranjar um "lugarzinho" onde só sirvam "sobremesas", única e exclusiva razão de pertencerem ao clube dos manipuladores mas, o melhor, seria pensarem duas vezes, ao confiar em "cozinheiros" psicopatas, habituados a usar e, mais facilmente, descartar-se, dos "ingredientes" que não lhes façam falta e, destes, vão sobrar muitos.
Com a Inteligência Artificial, os manipuladores, também enfrentarão a sua própria Obsolescência e, ao contrário dos "cozinheiros", serão a única parte visível se, globalmente, as massas "acordarem", antes de lhes vender a eterna e "boa sopa".

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