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Pensamento da semana

por Alexandre Guerra, em 04.11.17
Pouco iluminados e recompensados ficam aqueles que, por interesse cívico ou obrigação profissional, têm de acompanhar o que se vai escrevendo e dizendo por uma pseudo elite, cuja sua "sabedoria" resulta de uma vivência confinada ao micro-cosmos delimitado por escassos quilómetros quadrados no centro de Lisboa, onde os egos se retroalimentam em almoços de "trabalho" e para quem Rio de Mouro ou Massamá são uma espécie de enclaves onde vivem os indígenas nas palhotas. Quase nada acrescentam aqueles protagonistas que diariamente fazem opinião na imprensa ou nas "redes" a pavonearem-se e a darem ares de sofisticação, mas ricos na incoerência, ignorantes nos argumentos e arrogantes na disponibilidade de apreender o desconhecido no confronto de ideias. E a verdade é que quanto mais os temas fracturam, mais os preconceitos e radicalismos emergem, numa lógica de proselitismo contra aqueles que, no seu pleno direito e através de argumentos válidos, têm uma opinião diferente que desafie o pensamento dominante do status quo ou o autoritarismo do politicamente correcto. É por isso que aliar o saber dos antigos ao conhecimento contemporâneo, juntando-se-lhe a experiência do quotidiano do povo, com uma pitada de humildade e bom senso, talvez seja a fórmula correcta para se ter uma opinião ponderada e fundamentada sobre os assuntos da sociedade, em geral, e da política, em particular. 
 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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13 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 29.10.2017 às 21:35

A melhor opinião é não querer fazer da nossa toda a opinião.

Cada um é aquilo que viu.
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De Anónimo a 02.11.2017 às 14:08

Vlad

Nem no ver deve acreditar, as manobras de adulteração da realidade estão ao rubro. Cada um, deve procurar a Verdade que nunca é subjectiva mas, propositadamente, está a ser deturpada e enterrada em camadas e camadas de mentiras.

"Em 1944, Frederick M. Lumley, resgatou o termo Kakistocracia e publicou a sua definição no “Dictionary of Sociology”:
"Rule by the worst; a degenerate state of human relationships wherein the governmental machinery is in control of and managed by rulers, all the way from ignorant vote-buying bullies to astute but unscrupulous gangs and rings."

Para Lumley, a Kakistocracia é um estado de degeneração das relações humanas em que a máquina governamental é controlada e dirigida por governantes de todo o tipo, desde ignorantes até criminosos.

Puxando um bocadinho pelos neurônios, façamos a pergunta:
Quando começou a deterioração, a corrupção e o endividamento dos países europeus?
Foi, precisamente quando entrámos na U.E., com mentiras, facilitismo e promessas de almoços grátis e, o pior, começou a completa desresponsabilização dos políticos e das suas políticas irracionais, pois passaram a ter a grande desculpa, das normas e políticas vindas de fora e, aqui, o problema não é só nosso porque temos assistido à mesma degradação em todos os países europeus. Só possível com a colaboração dos piores cidadãos, os menos qualificados ou sem escrúpulos.

Para além dos problemas económicos e da dependência financeira externa dos países europeus, de forma consistente e sistemática, também começou o ataque aos valores éticos, morais e culturais.

Portanto, já temos não eleitos que, externamente, nunca quiseram facilitar trocas comerciais, melhorar as economias, nem sequer o melhor para os cidadãos querendo, apenas, controlar Tudo, até ao mais pequeno pormenor das nossas vidas e, o pior, até querem controlar a nossa maneira de pensar porque o politicamente correcto ou as novas tendências sociais com a imposição de outros Valores, não é um exclusivo nacional mas, o único caminho para o tal governo que querem criar a nível global, em que nada difere do marxismo ou fascismo, exactamente executado com as mesmas ferramentas, para centralizar Poder, onde o indivíduo está a ser reduzido à insignificância de um número, sem voto sobre nada, nem sequer sobre o seu próprio corpo, onde tudo está a ser imposto, ao ser transformado em obrigatório.

Ainda há quem não veja o óbvio:
-Dívidas, o Cavalo de Tróia para controlar Parlamentos, impondo Leis vindas dessa entidade externa não eleita.
-Eurodeputados que não podem propor nem vetar leis.
-Informação, movimentos, organizações, todos subsidiados com milhões, para qualquer ideia aberrante, passar a normal e necessária.

Quando se fala numa minoria que quer controlar o Mundo, a maioria, apesar de sentir que há algo errado, não faz a mínima ideia de que minoria se está a falar mas, quando só 8 indivíduos têm uma riqueza equivalente à que tem, metade da população terrestre, talvez entendam que este número reduzido de pessoas, com os seus triliões, já conseguiu o Poder de, nos bastidores, não só controlar políticas, políticos e paus-mandados como subsidia todo o tipo de grupos e cheerleaders, sejam eles para nos dividir, estupidificar, doutrinar ou, simplesmente, manipular a Percepção que temos do Mundo. Estamos a ser Programados e a maioria nem se apercebe que está a ser desabituada de pensar, para só saber seguir opiniões.

Urgente saber o que está por detrás do "Desenvolvimento Sustentável" onde os Seres Humanos vão passar a ter menos direitos que os animais selvagens e, isto pode ser muito bonito na teoria mas, muito perigoso. Será o controlo total e absoluto dos Seres Humanos à escala global por essa minoria.
Ignorância não tem desculpa porque informação não falta:

https://www.youtube.com/watch?v=_ofmAGaMfkA&t=8s
What Is Sustainable Development?

As Corporações já não estão subjugadas aos Tribunais Nacionais e, com Leis vindas de fora, votar passou a teatro.
Retirado todo o poder ao indivíduo, numa tecnocracia terão o controlo total e absoluto das nossas vidas e nem poderemos possuir nada (não é opinião, pesquisem as Agendas das Nações Unidas)

https://www.youtube.com/watch?v=oP1oX1W8P2w&t=32s
The Dream of Technocracy - Why Big Oil Conquered The World
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De Anónimo a 02.11.2017 às 18:47

Anónimos há muitos mas, este, para não haver confusões, é do Anónimo SemioZeus
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De Vlad, o Emborcador a 02.11.2017 às 22:41

Prenda de Natal, Zeus:

https://libcom.org/files/__Debt__The_First_5_000_Years.pdf
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De Rão Arques a 29.10.2017 às 23:39

Com a enxurrada que nos assola de "doutores na asneira, na ciência burros", as margens da paciência são galgadas pela investida tormentosa do caudal.
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De António Maria a 30.10.2017 às 10:00

O mesmo país que se baba com "web summits" e outras merdas modernas cheias de nomes esquisitos com os quais politicos, jornalistas e quejandos urbanos se masturbam de prazer, é o mesmo que deixa morrer 110 pessoas num meio rural, sem água, sem electricidade, sem futuro.
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De Anónimo a 30.10.2017 às 11:45

" E a verdade é que quanto mais os temas fracturam, mais os preconceitos e radicalismos emergem, numa lógica de proselitismo contra aqueles que, no seu pleno direito e através de argumentos válidos, têm uma opinião diferente que desafie o pensamento dominante do status quo ou o autoritarismo do politicamente correcto."

Nem mais!
Há coisas óbvias que, de tão óbvias, ninguém vê!
E depois há também a história de "O Rei vai Nu!".
Se tivermos presentes estas duas abordagens ao statu quo, tornar-nos-emos muito mais livres, criativos e, consequentemente, muito mais felizes.
Boa!
João de Brito
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De Helena Sacadura Cabral a 30.10.2017 às 19:14

Excelente análise. Costumo dizer que esses programas deviam chamar-se de "arredonda mês".
Já se sabe o que dizem os protagonistas, por norma enfeudados a partidos políticos de que são transmissores. Eles levam uns "eurositos" para arredondar os salários, por norma pagos pelos jobs arranjados através da sigla a que pertencem.
É tão anómalo que até a tv publica também os tem!
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De Tiro ao Alvo a 01.11.2017 às 08:50

"É tão anómalo que até a tv publica também os tem!" Certo, mas esqueceu-se da Radio-telefonia, onde se encontram aos montes, sobretudo na rádio pública.
Para esses é um fartar, para os outros é um esmifrar...
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De Beatriz Santos a 31.10.2017 às 23:47

Julgo que não haverá muita gente com as qualidades que se exigem no texto a uma opinião sensata:).
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De jerry khan a 01.11.2017 às 15:40

como cartesiano não sigo o bom senso,
mas a razão
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De Vlad, o Emborcador a 02.11.2017 às 22:44

"Já se sabe o que dizem os protagonistas, por norma enfeudados a partidos políticos de que são transmissores"

Paulo Portas fatura em média mais de 36 mil euros por mês

http://observador.pt/2017/09/23/paulo-portas-fatura-em-media-mais-de-36-mil-euros-por-mes/

Lata....
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De Anónimo a 04.11.2017 às 19:19

O Rui Costa do Benfica ganha 250 mil euros por ano e outros ainda mais! realmente a economia esta a crescer......para alguns.

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