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Pensamento da semana

por Joana Nave, em 19.08.17

Na antecipação do que há-de vir, na angústia da memória que nos precede, esquecemo-nos frequentemente de viver. O presente é a única certeza que temos e também o único momento que podemos controlar. Aceitemos esta dádiva de vida plena!

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

 

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33 comentários

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De Luís Lavoura a 14.08.2017 às 09:25

Este pensamento é um ensinamento crucial da doutrina budista: não pensar no passado nem futuro, pensar apenas sobre o presente.
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De Zeus a 15.08.2017 às 09:29

Quando se tenta resumir, dá asneira. Assim, até parece que, no Budismo, o Presente é para se transformar numa Festa permanente.
Como em todas as Religiões, todas podem ter a sua parte boa mas, todas servem o hemisfério direito, para criar pessoas submissas.

No entanto, quando o Budismo fala da importância do Presente é para ser usado para melhorar e "limpar" o Karma (prefiro escrever Karma a Carma) porque, nesta religião, voltamos várias vezes, em várias vidas, para tentar alcançar a perfeição e um espírito cada vez mais puro.
No objectivo budista, temos de nos focar no Presente, para conseguir alcançar a nossa iluminação espiritual no Futuro.

Quando os Ocidentais pensam em Passado (2016), Presente (2017) e Futuro (2018), não é a mesma concepção budista:
Passado: é o acontecimento que não acontece mais ou passou de algo, seja um objeto, um evento ou uma experiência de qualquer um dos dois. Apenas que aconteceu mas, não se está a repetir.
Presente: O presente-acontecendo de outra coisa, seguindo o acontecimento que já não acontecia Antes De.
Futuro: O não-ainda-acontecendo de mais alguma coisa, seguindo o presente-acontecimento de algo antes disso.

É difícil entender para ocidentais, quanto mais explicar:
Ocidentais:
Primeiro, antes de acontecer, o ano de 2017 está no futuro.
Quando o ano de 2017 está acontecendo, está no presente.
Depois que aconteceu, o ano de 2017 está no passado.

No budismo:
O que ainda não aconteceu de algo
O presente que acontece de alguma coisa
O acontecimento que já não aconteceu ou passou de algo, ou algo anteriormente pereceu.

Ou seja, não há nada que por si próprio possa passar, simultaneamente, nos 3 sítios, Passado, Presente e Futuro.

O acontecimento presente é o intervalo temporal entre o surgimento e o fim de um objeto de senso comum, tendo uma natureza essencial.
O acontecimento que não acontece mais, não começa com o final do presente acontecimento e o surgimento do próximo momento.
Em termos aproximados, o ano de 2016 não se tornou o ano passado após e, apenas, num momento do ano de 2016. Do ponto de vista de cada momento desde o início de 1º de Janeiro até o final de 31 de Dezembro, o ano de 2016 ainda está acontecendo.

Confuso? Somos dois porque fomos programados para ver tudo em "caixinhas" bem separadas (tivemos, temos, não sabemos se vamos ter).
Ao contrário do budismo (têm um processo para, individualmente, conseguir atingir algo melhor no futuro)

Como Ocidentais, quando nos estão a manipular com essa de viver o presente, tiram-nos "as ferramentas" para programar um melhor futuro ou seja, "alguém" passou a estar, completamente, à vontade para construir esse futuro por nós e, assim, quando lá chegamos, temos garantido que vai ser, cada vez pior para nós mas, muito bom para quem o passou a controlar porque abdicámos dessa responsabilidade.
Não é por acaso que os Seres Humanos sejam mais explorados, com cada vez mais impostos e que nunca tenham conhecido a Verdadeira Liberdade de apenas Ser, sem esta contínua luta, apenas para sobreviver.

Políticas à parte, uma família sobrevivia com um ordenado, agora trabalham os dois e parece nunca chegar porque as despesas estão sempre a aumentar.

Estamos presos numa permanente luta pela sobrevivência, mais sofisticada, com mais tralhas mas, sempre, à beira de um ataque de nervos, sem paz de espírito, sempre na que chamam "rat race", um modo de vida em que as pessoas são apanhadas numa luta ferozmente competitiva por riqueza ou poder.

Assim, é a melhor maneira para controlar, pôr os Seres Humanos sempre com muitos medos de, perder o emprego, a casa, não ter dinheiro que chegue para as despesas, mais impostos, acrescentam uns ataques terroristas... tudo o que eles possam "despejar", para ocupar as mentes e, ninguém, sequer ter tempo para pensar no Sistema no seu Todo, só ficar preocupado com partes que, pertencem todas a um único problema, a Gaiola invisível, onde estamos metidos. Imaginando, nunca poder viver de outra maneira.

A melhor parte, para os que realmente controlam é, dentro da gaiola, andarem todos a lutar uns contra o outros, sem nunca lhes passar pela cabeça, objectivos comuns, em vez de ver as diferenças e, isto, é mais que velho e, podem pôr todas as hipóteses nas divisões mas, assim, iremos sempre de mal a pior.
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De glu glu a 15.08.2017 às 20:56

as citações que fundamentam essas coisas todas?!
então o tempo é ou não só uma das dimensões?!

(gostei da referência a K. Dick)
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De Zeus a 16.08.2017 às 21:26

Citações que fundamentem o Quê?
Apenas me limitei a tentar explicar a diferença sobre Passado/Presente/Futuro na perspectiva Budista e Ocidental.
Depois limitei-me a explicar coisas óbvias, tão óbvias que a maioria nem pensa nelas.

1+1=2
Faça lá uma citação!

Tive que ir procurar o seu K. Dick e, digo-lhe que você é que deve andar a ler tanta ficção que não consegue ver a Realidade óbvia que, dentro em breve, até vai ser mais estranha que ficção.
Coincidência das coincidências, entre todos os autores tinha de ser um dick e, em vez de escrever Philip Kindred Dick, escreve K. Dick, de knob dick?
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De glu glu a 17.08.2017 às 04:25

a Gaiola de Ferro, a reconstrução ilusória da "realidade", é um tema fulcral nas narrativas de K. Dick.

se, por exemplo, estiver em base binária {0;1}
1+1=10
se a base for {0,1, 2}
2+2=11

e ainda temos a problemática da consistência.

não assuma o óbvio como certo.
não há qualquer "realidade óbvia". aliás, isso até contradiz uma das suas citações iniciais.
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De glu glu a 17.08.2017 às 04:39

na eventualidade deste ser aprovado (só faz sentido após a desmistificação do 1+1), faço notar que ninguém trata o autor por Kindred. nas próprias obras temos sempre Philip K. Dick. idem para Iain M. Bank/Iain Banks.
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De Zeus a 17.08.2017 às 18:05

"na eventualidade deste ser aprovado"

Você deve ter grandes problemas de insegurança, quer aprovação em quê?

Não andamos aqui para receber aprovações ou reprovações, estamos aqui para, cada um, individualmente, evoluir e aprender o mais que puder, principalmente, sobre si próprio e, se, nesta breve passagem, chamada Vida, conseguir equilibrar Corpo, Mente e Espírito, não precisa da aprovação de ninguém, nem sequer que lho digam porque saberá avaliar isso pessoalmente... se lá chegar e, no mínimo, ter tentado.

Nos comentários, cada um pode concordar ou não concordar e, neste caso, pode argumentar e contra-argumentar, não é só atacar, pedinchar mais explicações sobre o que não compreende ou, simplesmente fazer birra, por alguém comentar alguma coisa que não coincida com as suas ideias pré-concebidas.

Pelo meu lado, tento explicar, o mais possível, aquilo que comento, evitando conclusões em SMS e, pessoalmente, sei perfeitamente o que tenho de melhorar, razão de não ter mais paciência, até tento brincar mas, a minha paciência ainda tem limites porque, posso explicar de mil maneiras mas, você, deve ser um grande teste, até para quem conviva consigo todos os dias, devem ter atingido o grau de santidade mas, agradeço-lhe porque, assim, foi mais um desafio pessoal, ao meu grau de paciência a debater idiotices.

Nessa sua persistência, de falar por falar, começo a ter a impressão que, em vez de peru, temos um glu glu perua porque, o trabalho individual que todos temos de fazer nesta Vida, aplica-se a Todos que, ultimamente, até passou a incluir 31 novas categorias de género. Lá vai o tempo de só haver feminino e masculino. Espero que estejam a actualizar os vendedores de aves porque, em vez de pedir peru ou perua, talvez alguém queira um Meleagris- Androgynous ou um Meleagris - Trans

http://en.protothema.gr/sick-of-your-gender-identity/
The 31 genders of New York! (no joke)

Já me estava a esquecer do seu:
"(só faz sentido após a desmistificação do 1+1)"

Nem precisa pedir mais, em vez de uma, dou-lhe 2 travessas
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De glu glu a 19.08.2017 às 13:46

meu caro, espero que se sinta redimido, tal é a quantidade de insinuações, vamos usar eufemismos, que tece em relação à minha pessoa.

a "aprovação" refere-se a um comentário meu que não foi publicado, nada mais.

no entanto, fico satisfeito por ter compreendido o seu erro em relação ao "1+1" e ao (Philip) K. Dick.

quanto à restante prédica, acerca da Vida, guarde-a para um púlpito.

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