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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 22.04.17

Procura fazer um amigo por mês e um inimigo por ano: um homem avalia-se pela soma dos que o apreciam e o detestam.

 

Este pensamento acompanha o DELITO durante toda a semana.

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10 comentários

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De isa a 16.04.2017 às 19:33

À primeira vista, isso de um homem (ou mulher ) se avaliar pelo número de amigos e inimigos, conforme a soma dos que o apreciam e o detestam, parece um desafio de um "like" por mês. Suponho que, hoje, se Hitler e Mao estivessem no Facebook, provavelmente iriam ter muitos "amigos" e, certamente que, amigos desses, fariam subir muito a sua auto-avaliação mas, quantos mais amigos, mais auto-convencidos para destruir o Mundo.

Penso que por este caminho, especialmente, no tipo de sociedade em que vivemos, de "interesses" e "dinheiro", alteram muito, as maneiras de fazer essa "soma" e, ficará uma avaliação muito inconstante, inconsistente e um "bocadinho" aldrabada mas, se a única finalidade for para massajar o ego, talvez sirva para quem se contente com pouco como exemplo, basta olhar para aqueles que ocupam ou deixam de ocupar posições de Poder.

Se estamos a contar em nos avaliarmos através dos outros, será um caminho muito traiçoeiro, ainda acabamos por comprar muita tralha, para parecer aquilo que não somos mas que, presentemente, será bastante eficaz para arranjar "amigos", até daqueles que só são amigos, enquanto não discordarmos das ideias deles.

Eu acredito mais na autoavaliação porque, todos temos as ferramentas necessárias para o fazer, apesar de, constantemente, a sociedade nos querer dividir entre os que não sabem nada e os que sabem tudo, os tais a quem temos de ser subservientes e que estão sempre prontos a pensar tudo por nós.
Resumindo, a questão central é que jamais terá acesso à sua verdadeira avaliação sem meditar, profundamente, sobre as suas próprias acções ou sem fazer o seu próprio exame de consciência, uma coisa que muitos nunca quererão fazer... lá terão os seus motivos

A tecnologia traz inegáveis benefícios, mas não me parece que as pessoas, atualmente, estejam mais felizes e, talvez, como Sócrates pregava, em vez de nos ocuparmos tanto com riqueza, fama, poder e pretensos "amigos", passarmos a nos ocupar com nós mesmos e, de vez em quando, tentarmos conhecermo-nos a nós mesmos, em vez de árbitros ou jogadores de futebol, provavelmente, não alteraríamos, na mesma, os resultados do futebol mas, alteraria, sem dúvida nenhuma, o mundo que nos rodeia, senão continuamos como no tempo das cavernas, aquele que melhor caçava mamutes, amigos não lhe faltavam, especialmente na "hora do rosbife"
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De Pedro Correia a 16.04.2017 às 21:04

A sua imaginação é extraordinária, Isa. Invocar o Hitler a propósito desta linha e meia de texto que eu escrevi é uma amêndoa muito amarga neste fim de Dia de Páscoa.
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De isa a 17.04.2017 às 00:18

Escrevo 34 linhas para tentar explicar, o melhor possível, o que penso sobre
"um homem se avaliar pela soma dos que o apreciam e o detestam"
e, a única coisa que escreve é para focar, apenas, dois nomes que utilizei, no caso extremo, para não haver qualquer dúvida sobre a ideia que tento explicar.
Se, por ser Páscoa não são permitidos determinados nomes e, tenta que tudo passe a negativo, apenas pelos dois exemplos de 9 letras, a sensação que me dá, é não terem sido os exemplos que dei, a "amêndoa amarga" mas, apenas, eu não ter concordado com a sua frase onde, os meus argumentos, não fazem parte da imaginação nem do subjectivo.

Quando discordo tento dar argumentos para o justificar, honestamente e sem hipocrisia, algo que devia agradar a quem combata o "politicamente correcto" porque, para esses, quando não é "agradável", bastam menos de duas palavras ou linhas, para tentar acabar com debates ou argumentações.
Comigo sabe sempre o que esperar, concordo ou não concordo, podendo reforçar onde concordo ou justificar, um ponto de vista contrário, de forma transparente sem pretenções de agradar ou desagradar, isso, será problema de quem lê e, quem não concordar, estou sempre desejosa de ler ou de ouvir argumentos válidos porque é assim que testo aquilo que penso e, se alguém me provar que estou errada, agradeço o debate mas, no mínimo:

"1) Validade: produzir argumentos racionais.
2) A regra da pertinência: ou seja, discutir sobre o essencial e deixar de
lado o acidental.
3) Regra da refutabilidade, ou seja, a abertura à contestação dos
argumentos apresentados.
4) Regra da coerência e da não contradição."

Guzot: laissez faire, laissez aller
"— e deixem dizer! Não existe um super-avaliador capaz de parar o processo crítico por uma avaliação terminal que a todos faria calar. E, quanto mais avaliações houver, mais argumentações apaixonantes haverá para descrever"

Como não são questões de vida ou de morte, em vez de ficarmos ou por causa de meros comentários, melhor será ou
Uma coisa sei a 100%, eu nunca poderia ter qualquer cargo político mas, a grande vantagem é eu nunca ter dúvidas sobre quem são os meus amigos ou inimigos, comigo, com tanta franqueza, amam-me ou odeiam-me e, ainda bem, assim, não tenho que perder tempo com esse tipo de dúvidas, sobra-me mais tempo para pensar em todas as outras que, a cada dia que passa, são cada vez mais
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De Pedro Correia a 17.04.2017 às 11:16

Começo a pensar que é politicamente correcto dizer-se o tempo todo que se é politicamente incorrecto.
(Hum... isto dá outro pensamento da semana.)
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De isa a 17.04.2017 às 14:56

Nunca parar de pensar, seja de que maneira for, é bom sinal porque, neste momento, numa sociedade de zombies, vale tudo para "acordar" os que deixaram de pensar por eles próprios, completamente à deriva, flutuando adormecidos na corrente... do politicamente correcto como se alguém, "algures", estivesse minimamente preocupado com eles, com a sua vida, o seu futuro ou que os informem, verdadeiramente, sobre tudo o que lhes convinha saber.
O Mundo pode ser um palco portanto, convém ir espreitando os bastidores

Tanta tecnologia e informação disponível, ao alcance de todos, num mero teclado mas, preferem ouvir uma única versão dos acontecimentos para não cansar os neurônios... até lembra o provérbio popular "Deus dá nozes a quem não tem dentes" mas, depois, não fiquem surpreendidos ou façam o velho papel de vítimas enganadas e ultrajadas.
A propósito disto, deixo um provérbio que, há pouco tempo, aprendi em espanhol e até tem um equivalente em português que também desconhecia:

Camarón que se duerme, se lo lleva la corriente.
Tradução: Camarão adormecido, é levado pela corrente.

Equivalente em português: "Camarão que dorme, a onda leva."
Interpretação: Estar atento para não se ser prejudicado.

Não faltam "camarões adormecidos" e, com a chegada da época balnear, espojados ao Sol, se não forem levados pelas ondas, podem acabar à La Guilho... no prato de meia dúzia de Corporações Internacionais Gourmet que sempre adoraram e se deliciam, há décadas, com "camarões adormecidos", sejam eles "cozidos, grelhados ou fritos"
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De Anónimo a 17.04.2017 às 13:02

Isa,
não tenho a sua erudição;
mas tenho as mesmas ideias e convicções;
a papel químico... diria, se tal fosse possível entre duas pessoas que, como é público e notório, têm como princípio fundador de todas as suas intervenções o pensar pela sua própria cabeça e o exprimi-lo com coragem e independência de qualquer partido, regime ou religião;
não precisa para nada, portanto, do meu apoio, muito menos da minha solidariedade, mas quero manifestar-lhe, aqui e agora, todo o meu apreço;
muito bom dia!
João de Brito
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De isa a 17.04.2017 às 17:52

"Se tem as mesmas ideias e convicções; a papel químico" é porque tem a mesma erudição que eu porque acredito que todos fazemos parte da mesma Consciência Colectiva. De tudo o que existe, só é visível uma pequeníssima parte mas, tudo é energia a que podemos aceder, como disse Tesla "If you want to find the secrets of the universe, think in terms of energy, frequency and vibration."

Até instintivamente, sabemos que há muito mais para além do Conhecimento guardado em "caixinhas", disponibilizado ou não, por um Diploma (alguns agora oferecidos), pelos que se intitulam donos de tudo, incluindo as vidas que não lhes pertencem.
A única coisa que aproveitei do meu Diploma (papel) foi, apenas, ter tido um professor que, nessa altura, todos os alunos pensavam ser "muito chato" por nos obrigar a ler todas as teorias contraditórias sobre um assunto, para depois darmos a nossa própria opinião e, ai de quem seguisse uma que já existisse. Confesso que era difícil mas, foi o melhor treino que pude aproveitar para o resto da vida.
Se fosse hoje, aconteceria o mesmo que a muitos, seria convidado a demitir-se. Hoje a norma passou a ser, não pensar, apenas doutrinar para se ser um bom seguidor e, mais grave, só poder "existir" através da validação ou aceitação dos outros.

Todos partilhamos o mesmo Conhecimento Universal (a parte não visível) e, através dele, podíamos fazer um Mundo, realmente, melhor porque temos as ferramentas para isso, o problema está naqueles que teimam em comer "palha", em segunda mão, ou estejam com o cérebro tão "lavado" que nada consegue motivá-los a investigar, estudar, questionar, continuando a acreditar, apenas, na informação dada por quem os escraviza, fisicamente e mentalmente.
Por um lado dizem que, só por existirmos, destruímos o Planeta, por outro mandam-nos ou convencem-nos a consumir para "bem da economia", só isto devia fazer disparar os neurônios mas, não questionam nada, até "comem" teorias contraditórias.

Hoje, quem tenha aceso à net, só é ignorante se quiser e, direi mais, até a ciência conseguiram politizar, qual o problema?
Os que recebem rios de dinheiro, dizem o que estiver na Agenda Política Global, para não lhes cortarem os subsídios, uma nova maneira de fazer "ciência", na mão dos que querem controlar, absolutamente, tudo.
Podemos dar as voltas que quisermos mas, a única solução, para todos os males deste mundo, terá de ser através do indivíduo, nunca dependente de um imaginário colectivo que acaba sempre distorcido, nas mãos de quem tem triliões e, usa a Ética, não para eles mas, em benefício próprio, para melhor nos domesticarem. Eles têm sempre justificação para fazer Tudo aquilo que não nos é permitido e, isto, ser considerado normal, é uma completa aberração, não conseguindo sair da mentalidade de escravo. Continuamos a ter os Donos que decidem as nossas Vidas.

"I freed a thousand slaves. I could have freed a thousand more if only they knew they were slaves" - Harriet Tubman
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De Luís Lavoura a 18.04.2017 às 16:10

um homem avalia-se pela soma dos que o apreciam e o detestam

Total disparate, reduzir a avaliação de um homem às opiniões dos outros. Como se os outros fossem alguém de valor. Como se os outros não fossem, em muitos casos, mais que uma cambada de burros preconceituosos, incívicos e ignorantes.

Um homem avalia-se por aquilo que é. As opiniões dos outros indicam, as mais das vezes, o oposto da verdade.
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De Pedro Correia a 18.04.2017 às 16:20

É o que penso cada vez que leio uma opinião sua.
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De por linhas tortas a 19.04.2017 às 23:15

Os inimigos são mais honestos. Quanto aos "amigos", tá bem tá. Vai lá vai.

Já agora: a intimidade é a ferrugem da amizade.
Ele há há lastros...

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