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Pacheco, Sá Carneiro e o PSD

por Pedro Correia, em 03.03.16

Hoje, pela enésima vez, Pacheco Pereira surgiu na Quadratura do Círculo como auto-declarado intérprete do "pensamento autêntico" de Sá Carneiro em matéria de social-democracia. Proclamando que o actual PSD, tão tenazmente combatido por ele próprio, nada tem a ver com o do fundador do partido.

"Os homens de Passos Coelho são tudo menos sociais-democratas, são pessoas que se revêem mais facilmente no CDS do ponto de vista doutrinário. (...) Passos Coelho não tem nada de social-democrata: mostra agora um oportunismo verbal que eu reconheço na personagem pois sempre a conheci assim." Palavras do ex-vice-presidente do PSD, ex-líder da distrital laranja de Lisboa e ex-presidente do grupo parlamentar social-democrata pronunciadas há pouco na SIC Notícias.

Sá Carneiro, tragicamente desaparecido em 1980, já cá não está para exercer o contraditório. Mas até por isso convém recordar aos mais desmemorizados que há pelo menos um elo a ligar o partido nestas duas fases da sua história: Pacheco Pereira combateu ambas.

Porque nunca ele militou no PSD de Sá Carneiro. Pelo contrário, ele militou contra o PSD de Sá Carneiro.

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10 comentários

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De cristof a 04.03.2016 às 00:51

Um exercicio penoso. dar credito ao que algumas vezes o maoista diz; facto recorrente na trupe.
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De BELIAL a 04.03.2016 às 11:21

O eterno combatente.

"hay gobierno? Soy contra!".
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De V. a 04.03.2016 às 11:33

Sempre o Sebastianismo. Sá Carneiro não teria feito nada de diferente, não percebo para quê tantas pracetas feias que os injustiçados bustos da criatura não conseguem ornamentar porque são as próprias pracetas que são feias como o povo que as fez. Ainda não perceberam que Portugal enquanto for uma república infestada de funcionários públicos e socialistas facínoras que sugam o ânimo e toda a pouca riqueza que só alguns produzem para alimentarem o seu eleitorado não vai a lado nenhum. Está bem à vista.
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De antónio a 04.03.2016 às 11:55

Sá Carneiro nunca teria permitido que uma personagem como Pacheco Pereira pertencesse ao partido. Essa é a verdade. O resto é folclore.
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De Cau a 04.03.2016 às 12:16

Grande Pacheco! Cada vez é mais assertivo. Está a incomodar muita gente, mas mostra que não tem medo de dizer as verdades que é aquilo que muitos gostariam de fazer, mas não fazem porque não têm coragem. Outros porque querem o poder e pelo poder, não se importam de dizer aquilo que sabem estar errado.
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De lucklucky a 04.03.2016 às 21:12

Qual é verdade que o PP disse? Nenhuma, mais uma vez é o Pravda de Portugal.

Com Sá Carneiro os Impostos eram à volta de 20% do PIB, hoje, no Governo Passos com 40% do PIB.

Logo qual é o mais Social Democrata e qual o mais ****?

****: note-se a diferença de agulha do PP, há uns meses atrás em vez de CDS teria dito Liberal.
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De jo a 04.03.2016 às 12:46

Morrer em funções é o primeiro passo para a beatificação.

Que me lembre da política de Sá Carneiro o objetivo era exercer o poder, se era pela social democracia, pelo liberalismo ou de outro modo, logo se veria.

Nisso não era diferente de outros políticos, nem passou a ser coerente por ter morrido.
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De am a 04.03.2016 às 12:58

PP torna-se mais critico e caustico e insolente à medida que o Partido não lhe passa cartão!

A melhor "condecoração" que o satisfazia era ser expulso do Partido.

Por favor, não o condecorem!
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De Pedro Correia a 07.03.2016 às 13:21

Jamais defenderei a expulsão seja de quem for de partido algum por delito de opinião.
É uma tese geral que da minha parte não admite excepções.
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De JS a 04.03.2016 às 16:07

Mais uma rábula à Pacheco. Antes de aparecer em público decora uns nomes de uns Imperadores Ming, pucha o tema e (julga que) faz figura.
Socialismos, democracias, sempre à vontade do freguês.

Claro que Sá Carneiro até foi realmente PM de um País. País longínquo, que existiu a seu tempo.

Quanto a Passos Coelhos foi apenas Presidente de uma espécie de Câmara Municipal, Portugal.
Uma pobre e mal gerida autraquia que se endivida enquanto a autorizarem.
Tudo porque o poder central -ele mesmo mandarete de outrem- joga com uma lógica que não é a de uma comunidade.

Profundote, bem ao nível de café de bairro.

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