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Outubro de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 05.11.17

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Figura nacional do mês

É o português com mais projecção internacional: Cristiano Ronaldo recebeu pela quinta vez o troféu de melhor jogador do mundo que lhe foi entregue pela FIFA - organismo máximo do futebol - numa gala realizada em Londres, a 23 de Outubro. Justa distinção ao capitão da selecção nacional pelo seu desempenho na época desportiva anterior, em que contribuiu para a conquista da Liga dos Campeões, do campeonato espanhol e do Mundial de clubes (com a camisola do Real Madrid) e para o terceiro lugar da equipa das quinas na Taça das Confederações, em que Portugal participou pela primeira vez.

 

 

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Figura internacional do mês

O mês começou com uma vitória de Pirro do presidente do Executivo da Catalunha, Carles Puigdemont, num referendo sobre a independência da Catalunha que violou a Constituição de 1978 e o Estatuto Autónomico da região. Nem o Estado espanhol nem a comunidade internacional validaram esta consulta, nem a declaração unilateral da independência que logo se seguiu, forçando o Governo de Mariano Rajoy a accionar a cláusula da lei fundamental que suspende as instituições autonómicas. Destituído do cargo e convocado pela justiça, Puigdemont fugiu a 30 de Outubro para a Bélgica, onde promete liderar a "resistência" a Madrid.

 

 

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Facto nacional do mês

Ainda traumatizado pelo drama de Pedrógão Grande, o País viu-se confrontado com uma tragédia de proporções ainda mais vastas, na fatídica data de 15 de Outubro, em que a área florestal de dezenas de concelhos do interior e até do litoral foi total ou parcialmente destruída pelas chamas. Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Braga, Aveiro e Guarda foram os distritos mais afectados pelos incêndios, que provocaram a morte de 45 pessoas, arrasaram empresas, pastos e áeas de cultivo, inutilizaram aldeias, cercaram cidades, calcinaram o pinhal de Leiria e deixaram um rasto de devastação com prejuízos ainda difíceis de contabilizar. No plano político, a tragédia levou à  demissão da ministra da Administração Interna e a um reajustamento no elenco governamental.

 

 

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Facto internacional do mês

Turbulência total na Catalunha, com uma sucessão de acontecimentos alucinantes ao longo do mês: referendo ilegal no dia 1, declaração unilateral da independência em Barcelona (dia 10), logo seguida da  suspensão dos efeitos do acto separatista, aprovação no Senado espanhol do artigo 155.º da Constituição que  revoga a autonomia (dia 27), convocação de eleições antecipadas na Catalunha para 21 de Dezembro, fuga para Bruxelas do presidente cessante do Governo regional, acusado - tal como outros ex-membros do executivo - de rebelião, sedição e peculato pela justiça espanhola. O processo tem vindo a causar sérios danos à economia catalã: cerca de duas mil empresas regionais já transferiram a sede social para outras zonas de Espanha, o turismo baixa e o desemprego aumenta.

 

 

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Frase nacional do mês 

«Temos um país devastado. O Estado falhou e temos um Governo fragilizado. Só aceitaria este cargo estando motivado. Por isso claro que estou motivado.» Palavras francas e desassombradas, pronunciadas pelo novo ministro adjunto Pedro Siza Vieira a 19 de Outubro, ainda antes de tomar posse, em declarações ao jornal digital Eco, que assim conseguiu ultrapassar a concorrência. Siza Vieira, um advogado muito próximo de António Costa, exprimiu sem rodeios aquilo que a esmagadora maioria dos portugueses pensa após duas sucessivas tragédias que deixaram o País mais pobre, mais ferido, mais desolado e mais triste.

 

 

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Frase internacional do mês 

«São momentos muito complexos, mas seguiremos adiante. Porque acreditamos no nosso país, sentimo-nos orgulhosos do que somos. Porque os nossos princípios democráticos são fortes, são sólidos. E são-no porque assentam no desejo de milhões e milhões de espanhóis de conviver em paz e em liberdade.» Palavras do Rei de Espanha, Filipe VI, no mais difícil momento do seu reinado, iniciado em Junho de 2014. Palavras proferidas a 3 de Outubro num discurso de seis minutos, na sequência imediata do referendo ilegal na Catalunha, algo que - segundo o monarca - configurou uma "inadmissível deslealdade perante os poderes do Estado" e de quem os representa em solo catalão.

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2 comentários

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De Maria Dulce Fernandes a 06.11.2017 às 21:25

Faço votos de que os seus votos sejam sempre votos em bom.
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De Pedro Correia a 06.11.2017 às 22:13

Estes votos mensais são um ensaio para as votações do ano, Dulce. E que ano este tem sido...

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