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Os farsantes são os primeiros a estender o chapéu

por Sérgio de Almeida Correia, em 19.06.14

"Curiosamente, no mesmo dia em que os deputados da maioria falavam grosso ao TC, desafiando os juízes a "não desertar" e a "não fugir às suas responsabilidades", o[s] mesmo[s] PSD e CDS davam luz verde a que o Parlamento repusesse de imediato, sem margem para dúvidas, os salários dos deputados e dos funcionários parlamentares."

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9 comentários

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De Miguel R a 19.06.2014 às 08:57

Então agora o TC comenta comentários do governo? Afinal é agente judicial ou político? Eu continuo na minha, aqui não há santos. Os poderes executivo, legislativo e judicial têm actuado de uma forma vergonhosa. Continue a dança, a gente paga.
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De da Maia a 19.06.2014 às 12:02

Ditado impopular:
«Um argumento porco é dizer que é tudo uma pocilga.»
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De Miguel R a 19.06.2014 às 19:31

Sabe o que é triste? Eu disse «têm actuado». Há quem ache que «são», que ( na sua totalidade) os deputados, políticos, etc, etc. não servem para nada, que são tudo chulos... que votar não serve de nada. Que os Juízes idem aspas. Gente que não percebe que se o número de deputados se reduzir, menos representados ficamos nós enquanto cidadãos.
Estes senhores só ajudam a esta mentalidade (incluindo os do link). O TC não se dever meter com comentários políticos, toma a sua decisão judicial, justifica com a lei ou o seu espírito e acabou. Pelo bem da instituição e do que ela representa não se mete em política. Hoje a sensação que fica é que a oposição ao governo é feita pelo TC. Não pode ser, o TC não pode deixar que assim seja, digam os políticos o que disserem. Acha isto normal? O PS nem vale a pena comentar (a verdadeira guerra pelos tronos do futuro governo). Da forma como se caminha qualquer dia temos um autocrata a caminho, um não-político para nos limpar da corrupção e intrigas políticas...
É de facto um argumento porco, pois é perigoso.

Um ensinamento bíblico (ficaram-me alguns dos mesmos tempos de catequese):
«Jesus levantou-se e disse-lhes: Aquele que nunca pecou atire-lhe a primeira pedra. Ao ouvirem estas palavras foram saindo dali um a um…»
Jo 8, 1-11
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De da Maia a 20.06.2014 às 23:55

Só vi a resposta agora... não leve a mal.
Foi mais um trocadilho que quis sair, e por isso tive o cuidado de o apresentar apenas como "ditado".
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De Miguel R a 21.06.2014 às 12:35

Maia, não levei a mal. O trocadilho tem muita razão. Neste país levam-se as críticas demasiado a peito, vai tudo para o foro pessoal e depois como é pequeno (e mais que tudo é isolado) não se sai disto (inveja, intrigas). Espero ser de uma geração que está a mudar isso, é o que tento fazer no dia-a-dia. Para mim são essas as grandes revoluções. A vida é demasiado importante para se desperdiçar em arrufos (não confundir com o confronto são). Pratica o bem e ele vem ter contigo, vive e a vida vem ter contigo. Acabo de comprovar isso mesmo na minha corrida matinal. Um bom fim-de-semana.
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De Maria Lopes a 19.06.2014 às 09:44

Caros deputados e outros: muito me ocorre dizer sobre a vossa grandiosa conduta na assembleia da república, púlpito para quem é adepto da cultura do carro topo de gama, mas tomando em consideração a vossa óbvia debilidade intelectual e não querendo eu estar aqui a gozar com deficientes, tentarei ser breve: ide-vos fecundar.
Agora que estou mais calma: Ufa! Ainda bem para eles. A sério. Não quero que lhes falte nada. Na vida temos de saber que há gente que merece muito mais que os outros. Oh pah, estou-lhes eternamente grata. A todos os deputados, o meu bem-haja.
Maria Lopes
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De teresinha a 19.06.2014 às 09:51

Ou seja, aí está a prova provada de que o acórdão era cristalino, pelo menos na parte que lhes interessava, e a aclaração não passou de um estratagema do Governo para atacar o TC e continuar a escalada de descredibilização a que têm sido votadas as decisões dos tribunais em particular e a justiça em geral. Que o cidadão comum o faça, não me surpreende. Que seja um órgão de soberania a fazê-lo, cagando para o principio da separação de poderes, é preocupante e só ao nível dos países subdesenvolvidos.
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De teresinha a 19.06.2014 às 10:09

Em direito, a actuação da maioria PSD e CDS chama-se venire contra factum proprium. Ou, dito de outro modo, trata-se de um verdadeiro abuso de direito e uma manifesta, inequívoca e groseira má-fé. Expressões técnicas, é verdade, mas carregadas de muito sentido e que são bem conhecidas do Ministro Poiares Maduro.
Aliás, este senhor, enquanto jurista, com formação na área (e, segundo dizem, especialista em direito europeu e direito constitucional) devia ter um pingo de vergonha quando vem a público dizer o que diz.
Só é cristalino e não precisa de aclaração o que bem lhes interessa e se for para olhar pelo umbigo deles. Uma VERGONHA!
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De Maria Dulce Fernandes a 19.06.2014 às 12:07

Se não nos "pomos a Pau" temos Coronation Street made in Portugal...

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