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Os comentários da semana

por Pedro Correia, em 13.01.18

«Os episódios sobre esta temática fazem-me lembrar as guardiãs dos costumes da minha terra nos anos 70. Eram quase todas solteironas e provavelmente inteiras. Nunca faltavam à chamada do sino para a oração das 18:00. Ninguém lhes questionava a devoção, embora as más línguas dissessem que eram devotas sim, mas do apessoado sacerdote. Ouvi estórias que nunca reproduzirei por escrito pois continuo a viver na mesma terra e também porque não iria resolver nenhuma das alegadas consequências.
Quando o hashtag #metoo e afins regressa à ribalta penso sempre que a agonia e repulsa que outrora o mundo de Hollywood e Woodstock causavam às ditas senhoras seriam, se ainda cá andassem, coitadas, substituídas por uma total identificação pela muito defendida vivência sexualmente segregada. Os homens podem falar apenas com homens (nunca mais novos, como poderá confirmar o recém-impichado Kevin Spacey), mulheres apenas com mulheres, dispensando-me a dissertar sobre outras derivações de género.
Quando por estrita necessidade social se tiver que falar sobre o tempo (a mais banal temática em qualquer parte do globo) com alguém do género oposto devem evitar-se palavras como “molhado”, “abertas”, “encoberto” e “precipitação”, entre outras que se lembrem de acrescentar ao índex.
Mantendo a trajectória, em breve serão necessárias as técnicas de abordagem usadas nas esplanadas de Teerão: trocar mensagens via bluetooth com nicknames fictícios. Fora disto corre-se o risco de cair nas garras das solteironas guardiãs da moral.»

 

Do nosso leitor Paulo Sousa. A propósito deste meu postal.

 

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«Ninguém pode negar que o assédio sexual e que as violações existem. É um facto.
Mas também ninguém pode negar que há uma necessidade imperiosa, para a espécie humana, de que os homens assediem as mulheres. Se nunca os homens assediassem as mulheres, nunca eles se uniriam sexualmente e não haveria reprodução! O assédio é portanto fundamental. E mulher que nunca seja assediada por nenhum homem certamente que ficará profundamente infeliz!
E também ninguém pode negar que as mulheres têm percepções flutuantes e inconstantes. (La Donna è mobile) Aquilo que para uma mulher num dia foi uma saborosa relação sexual, passada uma semana pode ser recordado como uma infame violação. Aquilo que num momento é sentido como um homem atiradiço mas ligeiramente excitante, no mês seguinte será visto como um perigoso assédio.»

 

Do nosso leitor Luís Lavoura. A propósito deste texto do João André.

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4 comentários

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De Marina Molares a 14.01.2018 às 00:03

Muito bons .

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