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Os comentários da semana

por Pedro Correia, em 20.05.17

«As claques da bola - essas louvabilíssimas associações de beneficência, cultoras da mais fina educação e elegância de modos - há muito mereciam o reconhecimento académico da importantíssima actividade que desenvolvem e da excelência da sua liderança. Eis, ainda que tardio, um primeiro passo de elementar justiça.

A vasta extensão e subida erudição da tese apresentada, meticulosamente organizada e elegantemente vertida, abordando tema crucial para o bem comum e em tão boa hora suscitado e resgatado de tão sinistras trevas, demonstram exuberantemente esse merecimento.
Louve-se o mestre. E, com ele, o estabelecimento de ensino superior que, em tão desinteressado serviço ao Saber, soube acolher o intelecto e a magna questão sobre que ele tão brilhantemente se debruçaria.

Quanto ao resto: o tempo em que a dignidade de grau universitário - da Universidade, enfim - não era conferida ao alegado estudo de qualquer assunto (e perante isto certo mestrado em gestão de campos de golfe - se bem recordo - que deu que falar há uns anos, adquire densidade incontestável); o tempo em que um mestrado significava mais alguns semestres de estudo, depois de uma licenciatura em regra de cinco anos (ou mais) e em que a avaliação contínua não dispensava os exames (os escritos, pelo menos), e uma nota de muito bom era impensável sem exames orais; o tempo em que, fosse a coisa em "letras" fosse em "ciências", se terminava o ensino liceal sabendo de facto ler e escrever - conhecimento que na verdade se adquiria bem antes na vida escolar -, tudo isso é passado irrelevante, bizantinice reaccionária, nestes anos de Bolonha e da geração "mais bem preparada de sempre".»

 

Do nosso leitor Costa. A propósito deste texto do Rui Rocha.

 

............................................................................................

 

«Ena, tanto educador do Povo junto!
Nestas alturas faço meu o manguito do Zé Povinho. Ide-vos fxxxr. Deixai o Povo ter as crendices que quer, gostar do Fado (então não andaram todos a promovê-lo a património da Humanidade?) e de futebol. Como eu os compreendo, já que nunca achei graça ao ténis nem ao críquete.

Os padres que não gostam de Fátima são aqueles que se enfurecem porque Nossa Senhora tem o mau costume de não lhes pedir autorização para nada e muito menos para aparecer quando, onde e a quem entende, o que numa mente machista como a deles, e de alguns comentadores daqui, é insuportável.

Não consigo entender quem crê na transubstanciação e acha Fátima uma crendice.

Gosto de Fado na taberna (não em concerto), Futebol na TV e de Fátima e de Romarias. E prefiro todo o mau gosto das nossas aldeias ao bom gosto de Brasília e de todo o urbanismo modernista que abomino.

Olhem, tomem um manguito do Zé.»

 

Do nosso leitor Xico. A propósito deste meu postal.

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3 comentários

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De WW a 20.05.2017 às 18:01

Justos destaques em especial o do leitor Costa que ainda não tinha lido.
Apesar de "tudo" o Delito contínua a ser uma referência dentro da "blogosfera" nacional.
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De Costa a 21.05.2017 às 00:30

Não pude deixar de voltar a este tema, hoje ao final da manhã (já ontem, na verdade), ao olhar a multidão de estudantes e seus familiares, eu nesta última condição, na benção das fitas em Lisboa.

Três anos apenas, em grande parte dos casos, de frequência universitária (e quem sabe se com tantas horas, pelo menos, de cerveja e ritos iniciáticos, quantas as de aulas e de estudo: as praxes e afins parecem por estes tempos ocorrer ao longo de todo o ano lectivo) a escassas semanas de conferirem o grau de licenciado - em Portugal, bem o sabemos, logo de doutor; ou "dr.", enfim, na consagrada hierarquia de má consciência do assunto -, cheio de ilusões e que talvez - talvez - adquira alguma verdadeira robustez se avançar para o mestrado. Ou seja, a antiga licenciatura.

Mas se mestrados e mestres se fazem nos termos e estudos que aqui nos trouxeram, o mais largo pessimismo está plenamente autorizado.

Grato pelo destaque.

Costa
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De cristof a 21.05.2017 às 22:38

Mas devemos entrar em linha de conta com a vontade iluminada das esganiçadas da vida polítca , que, com inteira razão querem é crianças felizes. Então se forem macacos felizes até o PAN fica comovido.

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