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Oeiras

por jpt, em 03.10.17

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Foi presidente da câmara. Prevaricou. Foi acusado, julgado, condenado. Cumpriu pena de prisão. E libertado nos termos da lei. Agora foi reeleito. Algo me diz, não sendo eu jurista, que este processo tem a essência do nosso sistema de justiça. O cidadão "pagou a sua dívida à sociedade". E esta, colectada a referida dívida, entende-se ressarcida. E crê na regeneração, devolvendo, por inteiro, os direitos. Neles incluindo os morais.

Assim sendo, a reeleição de Morais é uma coisa bonita.

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13 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 03.10.2017 às 09:33

Também Jesus preferia andar no meio dos pecadores. Melhores são os que capazes do Mal se arrependem, quando comparados com os que apenas são Bons, não por vontade, mas por cobardia de praticarem o mal.
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De jpt a 03.10.2017 às 10:12

Pois, mas neste campo é a prática do "mal" ( do crime) que conta. Os pensamentos pecaminosos são para cada um, exo-jurídicos digamos
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De Robinson Kanes a 03.10.2017 às 09:36

Espero que esse pensamento seja extensível a todos aqueles que já estiveram presos neste país... É que isto há sempre cidadãos julgados de primeira e cidadãos julgados de terceira... E isso não é uma coisa bonita.
Abraço ;-)
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De jpt a 03.10.2017 às 10:09

Por isso aponto a hipótese (sendo laico) de esta ser a essência do sistema. Como tal devendo ser adequado a todos os casos. E não o é, como se sabe, dado o ónus do cadastro (moral e prático).
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De JgMenos a 03.10.2017 às 09:39

Bonita seria se ele se tivesse dado por culpado e arrependido, o que não me consta ter acontecido.
Assim...
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De jpt a 03.10.2017 às 10:11

Não seria exigir uma penitência pública? A regeneração não é mensurável pela prática? E assumida como possibilidade generalizada? Não sei, especulo, nunca li nada de verdadeiramente substantivo sobre estas questões.
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De Luís Lavoura a 03.10.2017 às 10:20

Concordo com este post.
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De jpt a 03.10.2017 às 23:41

Ó diabo!
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De Anónimo a 03.10.2017 às 10:38

Para ser funcionário publico é obrigatório ter cadastro limpo....vamos mudas a lei??? ou par a Camara qualquer patife serve...já ao entrar...quanto mais ao sair!!
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De Rão Arques a 03.10.2017 às 11:24

Para a Catalunha exige-se respeito pelo direito a votar. Em Portugal tem que se respeitar o que o povo votou.
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De Anónimo a 03.10.2017 às 11:28


A questão não é jurídica.
É política.
Tudo começa na cunha e no respetivo favor.
Por natureza e definição, a cunha e o favor são sempre um atropelo à lei e/ou à ética política.
Acontece que, entre a grande maioria nós, a cunha e o favor é tão natural como o ar que respiramos.
Consequentemente, para a grande maioria de nós, o melhor político é aquele que mais cunhas atende e mais favores distribui (à custa dos dinheiros públicos, da lei e da ética).
Daí, o sucesso eleitoral dos isaltinos deste País.
Acontece que, por razões óbvias, o político, que mais cunhas atende e mais favores distribui, é também o mais corrupto.
E isto não é uma coisa bonita.
É todo um povo a ver-se ao espelho...
João de Brito


Não, não é uma coisa bonita.
Infelizmente, é todo um povo a ver-se ao espelho.
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De Helena Sacadura Cabral a 03.10.2017 às 15:37

Não pude deixar de sorrir a este teu texto. Temos muitos defeitos, mas sentido do humor não nos falta!
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De jpt a 03.10.2017 às 23:43

"Rir é o melhor remédio" era uma secção das "Selecções", julgo que edição brasileira (anos 40s e 50s) que existiam em casa dos meus avós maternos.

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