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O que eles disseram

por Pedro Correia, em 11.10.17

 

«A democracia está em perigo.»

Manuel Magalhães e Silva, SIC Notícias, 22 de Novembro de 2014

 

«Esta justiça de terceiro mundo aterroriza-me. Isto não acontece num país civilizado, com jornais civilizados.»

Clara Ferreira Alves, Expresso, 22 de Novembro de 2014

 

«Ninguém em Portugal pode considerar-se inocente e estar livre de um dia ser condenado. É chocante e é essa a realidade do País em que vivemos.»

Pedro Adão e Silva, SIC Notícias, 22 de Novembro de 2014

 

«A minha confiança no sistema judicial deste país está pelas ruas da amargura.»

Pedro Marques Lopes, SIC Notícias, 23 de Novembro de 2014

 

«O princípio da presunção de inocência (que devemos valorizar), com este tipo de actuações [das autoridades judiciais], fica estraçalhado.»

André Freire, TVI 24, 23 de Novembro de 2014

 

«[Está a haver] uma promiscuidade entre política e justiça.»

Fernando Pinto Monteiro, RTP, 24 de Novembro de 2014

 

«Sócrates não vai ser julgado com isenção. Como pode ser julgado com isenção?»

Clara Ferreira Alves, SIC Notícias, 24 de Novembro de 2014

 

«Podemos chegar à conclusão que temos uma justiça que encarcera um ex-primeiro-ministro sem indícios muito fortes.»

Pedro Marques Lopes, Diário de Notícias, 26 de Novembro de 2014

 

«Estamos a entrar num sistema, promovido de facto pelos media em grande parte, de mediatização dos juízes. Queremos uma república de juízes? Queremos um justicialismo de juízes?»

Fernando Rosas, TVI 24, 27 de Novembro de 2014

 

«Subsistem dúvidas legítimas quanto à real motivação do tribunal.»

Pedro Bacelar de Vasconcelos, Jornal de Notícias, 28 de Novembro de 2014

 

 

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32 comentários

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De Orlando a 12.10.2017 às 14:31

Sim, se forem provados os factos que constam do referido processo, estamos perante uma situação gravíssima que revela a promiscuidade existente entre o poder politico e o poder económico capitalista ( o mesmo tipo de poder económico que está neste momento ingloriamente a tentar sufocar o povo catalão).
Contudo, não se pode julgar e condenar antecipadamente e de forma farisaica, cidadãos que estão acusados da prática de determinados factos, sem estes serem dados como provados por quem de Direito, levando então à eventual condenação dos arguidos.
Não se pode promover uma inversão da justiça, desprezando o princípio da presunção de inocência de qualquer cidadão até prova em contrário, princípio esse que consta do nosso ordenamento jurídico e que deveria ser respeitado e interiorizado pela comunicação social e pela opinião pública em geral.
Mas o que vemos infelizmente nesta sociedade, povoada por muita gente medíocre e amorfa, é uma tendência para acusar, julgar, apontar o dedo, de forma fácil e irresponsável. Esta predisposição para o julgar fácil e precipitadamente, como se vivêssemos num Estado Policial ou Judiciário, é uma das consequências negativas da globalização capitalista, dando a sensação que retornámos ao pensamento provinciano, como se vivêssemos numa aldeia, levando ao ressurgir da justiça do pelourinho, crucificando os cidadãos na praça pública. Como já afirmei, estamos perante um verdadeiro retrocesso civilizacional e cultural, encapotado e disfarçado pelos avanços imparáveis da ciência e da tecnologia.
O sistema judicial é imperfeito como nós sabemos ( nem outra coisa seria de esperar sendo um sistema criado pelo ser humano), mas só a ele cabe julgar e provar ou não os factos criminais dos quais estejam acusados determinados cidadãos, independentemente de quem sejam.
Não confundo justiça com vingança, infelizmente muita gente não sabe distinguir uma coisa da outra, e por isso considero que a justiça humana vale o que vale, é falível, e o principal papel do ordenamento jurídico é ter um efeito preventivo e dissuasor. A verdadeira Justiça para mim é outra que se situa num plano Superior, que comporta reparação, resgate, eliminação do prejuízo e compensação, coisas que dificilmente estão ao alcance da justiça humana e respetivo conceito.

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