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O que disse Mario Vargas Llosa

por Pedro Correia, em 09.10.17

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 Escritor hispano-peruano, Nobel da Literatura 2010, hoje em Barcelona

 

Excertos da vibrante intervenção de Mario Vargas Llosa na enorme manifestação anti-separatista que este domingo reuniu centenas de milhares de pessoas no centro de Barcelona:

 

«A paixão pode ser generosa e altruísta quando inspira a luta contra a pobreza e o desemprego. Mas a paixão também pode ser destruidora e feroz quando é movida pelo fanatismo e pelo racismo. A pior de todas, a que mais estragos causou na História, é a paixão nacionalista.»

(...)

«Estamos armados de ideias, de argumentos e da convicção profunda de que a democracia espanhola veio para ficar. E que nenhuma conspiração independentista irá destruí-la.»

(...)

«Queremos que a Catalunha volte a ser a capital cultural de Espanha, como era quando eu aqui vivi, durante uns anos que recordo com enorme nostalgia. Eram os últimos anos da ditadura franquista, então já muito desgastada. Nenhuma cidade espanhola aproveitou tanto como Barcelona esses resquícios de liberdade para se abrir ao mundo e trazer do mundo as melhores ideias, os melhores livros, todas as grandes conquistas da vanguarda.»

(...)

«Desde há 40 anos, para além das memórias de um passado grandioso e por vezes trágico, Espanha é também uma terra de liberdade, uma terra de legalidade. O independentismo não conseguirá destruir isto.»

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100 comentários

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De Rão Arques a 09.10.2017 às 00:29

Li e fixei mais ou menos isto: "O patriotismo é o ultimo refugio dos canalhas" ou,
"Não confie cegamente nos cabelos brancos, os canalhas também envelhecem
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 08:50

Nunca concordei com essa frase sobre o patriotismo. Concordo com ela se em vez de patriotismo estiver nacionalismo - esse sim, o último refúgio dos canalhas. Porque patriota é aquele que ama a sua pátria - sentimento positivo. O nacionalista odeia todas as outras - sentimento hostil e potencialmente bélico.
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De Rão Arques a 09.10.2017 às 09:22

Obrigado pela destrinça entre nacionalismo e patriotismo. Perguntava a mim próprio qual a extensão do conceito. Em que diferiam ou até se poderiam tocar.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 10:05

Em síntese, o patriota inclui - porque esse sentimento não é de pertença exclusiva. O nacionalista, pelo contrário, exclui - porque o ódio ao estrangeiro supera o amor que sente pela pátria.
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 09:37

Ser-se patriota é amar a sua nação mais do que as outras. Se assim não fosse haveria apenas internacionalismo e não patriotismo.

Ser-se patriota é ser-se nacionalista.

E em alturas agitadas sabemos muito bem quem devemos sacrificar sob o Altar da Nação. O vizinho.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 09:41

Nada disso. O patriota inclui, o nacionalista exclui. Você acaba de chamar patriota ao Hitler, por exemplo.
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 09:59

Existem muitas formas de amar. Os Patriotas Americanos que o digam.

Sim, Hitler amava a Alemanha por cima de tudo. Combateu ferozmente os Internacionalistas em nome da
Deutschland, Deutschland über alles, über alles in der Welt

Como a Portuguesa :

As armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!

Pela Pátria lutar. Lutar contra quem? E a partir de quando?
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 10:09

Que baralhação vai por aí. Hitler nem era alemão: era austríaco. Ele odiava tudo quanto considerava exterior à "nação germânica" no plano simbólico - judeus, maçons, comunistas, liberais, "cosmopolitas" em geral. O ódio ao "estrangeiro" - talvez para exorcizar os seus fantasmas pessoais, pois num certo sentido ele próprio era estrangeiro - sobrepunha-se a tudo o resto.
Nacionalista puro. E duro.
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 10:47

Hitler recebeu uma Cruz de Ferro pelo Reichswehr

Hitler era mais alemão, que Vargas espanhol.

À nação germânica deveria pertencer a Áustria. A solução de a não incorporar , no século XIX, foi uma decisão política e não étnica ou cultural.

Großdeutschland (em alemão "Grande Alemanha") é o conceito de estado-nação com o espaço vital adequado (Lebensraum) para todos os povos germânicos. No século XIX, a Grande Alemanha era um ideal da Alemanha unificada, incluindo a Áustria, diferentemente da proposta da Prússia que pregava a Pequena Alemanha, com a exclusão da Áustria.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 17:13

Sempre pensei que haveria um dia em que alguém, falho de argumentos, apareceria aqui a louvar o Hitler, detentor da cruz de ferro (não seria a cruz de latão?) e "mais alemão que Vargas é espanhol".
Eis que esse dia chegou.
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De João Pedro Pimenta a 09.10.2017 às 19:53

Será o argumentum ad hitlerum invertido?
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 21:15

É bem provável, João Pedro.
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De gty@sapo.ot a 09.10.2017 às 20:13

O crime de cosmopolitismo - que levou e matou muita gente era na Rússia comunista de Staline.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 21:16

Ora pois. Não por acaso, ele e o Hitler firmaram um pacto de "não-agressão". Eram almas gémeas.
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 21:41

Pedro veja quem vendia petróleo aos nazis. Eu digo. A americana Standard Oil and Mr Rockefeller.

Mas isto não interessa absolutamente nada!

"Here is the extraordinary true story of the American businessmen and government officials who dealt with the Nazis for profit or through conviction throughout the Second World War: Ford. Standard Oil, Chase Bank and members of the State Department were among those who shared in the spoils. Meticulously documented and dispassionately told, this is an alarming story. At its centre is 'The Fraternity', an influential international group associated with the Rockefeller or Morgan banks and linked by the ideology of Business as Usual.

Higham starts with an account of the Bank for International Settlements in Basel, Switzerland - a Nazi-controlled bank presided over by an American, Thomas H. McKittrick, even in 1944. While Americans were dying in the war, McKittrick sat down with his German, Japanese, Italian, British and American executive staff to discuss the gold bars that had been sent to the Bank earlier that year by the Nazi government for use by its leaders after the war. This was gold that had been looted from the banks of Austria, Belgium, and Czechoslovakia or melted down from teeth fillings, eyeglass frames, and wedding rings of millions of murdered Jews.

But that is only one of the cases detailed in this book. We have Standard Oil shipping enemy fuel through Switzerland for the Nazi occupation forces in France; Ford trucks transporting German troops; I.T.T. helping supply the rocket bombs that marauded much of London ; and I.T.T. building the Focke-Wulfs that dropped those bombs. Long and shocking is the list of diplomats and businessmen alike who had their own ways of profiting from the war."

==============
Preface to the book TRADING WITH THE ENEMY: An Exposé of The Nazi-American Money-Plot 1933-1949 by Charles Higham; Hale, London, 1983.
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De Anónimo a 09.10.2017 às 14:04

Ser-se patriota é amar a sua pátria. O nacionalista amará a sua nação, a nação árabe, por exemplo, que engloba várias pátrias e, daí, ser fundamentalista.
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 15:10

A nação árabe resume-se à península arábica
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De jpt a 09.10.2017 às 18:03

A distinção tem várias versões mas a que eu prefiro (e uso) é a de Orwell: “Nationalism is not to be confused with patriotism. Both words are normally used in so vague a way that any definition is liable to be challenged, but one must draw a distinction between them, since two different and even opposing ideas are involved. By ‘patriotism’ I mean devotion to a particular place and a particular way of life, which one believes to be the best in the world but has no wish to force on other people. Patriotism is of its nature defensive, both militarily and culturally. Nationalism, on the other hand, is inseparable from the desire for power. The abiding purpose of every nationalist is to secure more power and more prestige, not for himself but for the nation or other unit in which he has chosen to sink his own individuality.”
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 18:29

Se Orwell disse isso, assino por baixo, sem pestanejar.

Não houve um romance que tenha lido que tivesse superado 1984. Ao contrário dessa maioria intelectual, corajosa de telecomando na mão, Orwell viveu o que escreveu. E pagou caro, por isso.
Orwell serviu-se do seu sangue como tinta.
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 19:53

Jpt com esta globalização de costumes, uma uniformização cultural e ideológica imposta. Uma visão maniqueísta da correcta forma de atingir um suposto progresso - consequências da queda da USRR. A proliferação de instituições executivas mas não electivas que interferem nas decisões soberanas dos povos e seus governos. O que diria Orwell deste totalitarismo de fato e gravata, anónimo de escritório? Que verdadeira liberdade hoje existe na hora de decidirmos o que queremos como o nosso modo de vida? Porventura mostraria o patriotismo de Orwel as suas garras? Chamar-nos-iam,os outros, uns anacronicos nacionalistas?
A agressão militar para fora não poderá ser por vezes a única forma de defesa dos de dentro?
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De José Teixeira a 09.10.2017 às 22:11

Que eu saiba Orwell resmungou com tudo. Um pouco mais com algumas coisas do que com outras, ainda assim. Hoje resmungaria, claro. Mais com umas coisas do que com outras. Resmungaria, com toda a certeza, com esta gente que para aqui anda a chamar xenófobos a quem levanta interrogações sobre os fluxos migratórios e depois diz que Vargas Llosa não é espanhol. Com esses, com toda a certeza, resmungaria.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 22:15

Parafraseando o nosso colega Rui Rocha, meu caro, mais depressa se apanha um xenófobo do que um coxo.
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De Anónimo a 11.10.2017 às 11:41

Distorcer palavras tambem é uma forma de mentir.. :/
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De Pedro Correia a 11.10.2017 às 11:46

Alguns acumulam. São coxos e xenófobos.
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 23:24

Resmungar?!! Orwell combateu na guerra Civil espanhola. Viveu e escreveu sobre a miséria dos mineiros ingleses. Viveu a miséria dos que não se limitam a ao queixume .
Tomaramos termos a coragem de Orwell

Nunca disse que o Vargas não era espanhol
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De Pedro Correia a 31.10.2017 às 07:36

Nem poderia. Vargas Llosa, nascido no Peru, é cidadão espanhol de pleno direito.
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De Luís Menezes Leitão a 09.10.2017 às 06:25

Curioso. Eu li o extraordinário romance dele, "O Sonho do Celta", sobre Roger Casement, o patriota irlandês, que foi preso e executado pelos britânicos em 1916 por traição, precisamente por lutar pela independência da Irlanda. Pelos vistos, para Vargas Llosa, só os celtas têm direito a sonhar.

De qualquer forma não se deve esquecer que Vargas Llosa é um extraordinário escritor, mas nunca teve grande jeito para a política. Quando se candidatou à presidência do Peru em 1990, conseguiu perder estrondosamente para Alberto Fujimori, que rapidamente transformou numa ditadura um país que era até então uma democracia consolidada. Eu teria por isso algum cuidado em ir atrás do que diz Vargas Llosa.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 08:47

Eu teria sempre mais cuidado em ir atrás de ditadores como o Fujimori, Luís, não contra quem combate ditaduras e dá a cara e arrisca até a pele nessa luta.
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De SemioZeus a 09.10.2017 às 10:04

Luís M.Leitão

Quando recebem um Nobel, ainda há que ter mais cuidado ;)
O Mundo muda e torna a mudar mas, "lá em cima", a maioria ainda não percebeu que continua tudo na mesma e, o pior, desta vez, vão conseguir que seja a nível global.

Do passado:
https://www.youtube.com/watch?v=EwZ8PDyHCr4&feature=em-uploademail
The Rise of Eugenics - Why Big Oil Conquered The World

Ao presente:
https://www.youtube.com/watch?v=F65XvAYmkTQ&feature=em-uploademail
The International System of depopulation/globalization explained

https://www.youtube.com/watch?v=uYgjuH5uUaA&feature=em-uploademail
The Epic Saga of a Smart Meter Opt-Out

(este último vídeo percebo eu, mal recebi a 1ª carta, já não sei quantas reclamações fiz e, com o cuidado de ser antes de o montarem mas, a cada reclamação mandam cartas com respostas idiotas e, como está do lado de fora da porta, até estou à espera que o venham montar à socapa)
Em Portugal vão ser todos montados até 2019, os resultados sobre os seus efeitos na saúde, já foram comprovados (danos no ADN, neurônios, Alzheimer, Autismo, etc.) e, apesar dos abaixo-assinados de vários especialistas, incluindo médicos, a UE só vai trazer a público os seus próprios resultados, entre 2020/2025. O Princípio da Precaução passou a ser, invertido, se não adoecerem ou morrermos em número suficiente, não vale a pena mandar retirar.
Tal como nos smartphones, só mais tarde puseram nas instruções, a distância recomendável entre o equipamento e o crânio assim como o tempo aconselhável de uso... vejo gente que até o desejava ter colado à cabeça.
Com o 5G a caminho, ninguém escapa nas cidades "inteligentes" vamos ter efeitos piores que ser radiografados 24h ao dia mas, não é assunto prioritário. Se as notícias "verdadeiras" não falam disso, os problemas não existem ;)
Não há dúvida, o dinheiro passou a comprar tudo, incluindo Consciências.

Como sempre tenho digo e repetido, Tudo tem a ver com Tudo... ficarmos todos arrumadinhos no mesmo saquinho global e, com os "preceitos" iguaizinhos para todos, no final, beneficia quem?
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 10:11

Sim, tudo tem a ver com tudo. Eu atrevo-me a acrescentar: nada tem a ver com nada.
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De SemioZeus a 09.10.2017 às 11:42

Tive o cuidado de escrever a que comentário estava a responder, os seus comentários, suponho que já ninguém tem dúvidas, nem sequer Einstein se ainda fosse vivo. Morte, a única coisa, realmente, igual para todos... por enquanto, porque até isto andam a tentar "regular".

"Only two things are infinite, the universe and human stupidity, and I'm not sure about the former." - Albert Einstein
Chamar imbecis aos separatistas catalães, é o "melhor" argumento quando começam a faltar argumentos para não virar disco riscado, a seguir, só lhe falta lá ir e matar uns quantos.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 17:14

Einstein era catalão?
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De Anónimo a 09.10.2017 às 15:18

Foi o primeiro comentário que subscrevo, não de forma incondicional. Também li o livro. Será que só os celtas tinham direito a uma pátria? O porquê do trato que foi dado ao referendo na Escócia e ao da Catalunha, também dá que pensar. Será que teria havido um 1640 com todas estas objecções e burocracias. Continuo a dar primazia à maioria e ao voto referendário. As consequências,se as houver,tocarão a quem as votou.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 17:15

Você tem uma assinalável tendência em repetir os argumentos. Como se verifica aí mais abaixo. Mas tudo bem, sinta-se à vontade.
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De Fernando a 09.10.2017 às 15:26

Foi o primeiro comentário que subscrevo, não de forma incondicional. Também li o livro. Será que só os celtas tinham direito a uma pátria? O porquê do trato que foi dado ao referendo na Escócia e ao da Catalunha, também dá que pensar. Será que teria havido um 1640 com todas estas objecções e burocracias. Continuo a dar primazia à maioria e ao voto referendário. As consequências,se as houver,tocarão a quem as votou.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 17:11

Pergunte aos celtas. Sabe quem são? Há um povo celta? Há um povo catalão? Há uma raça ariana?
Questione-se a si próprio. Você é ariano? Terá sangue mestiço? A mestiçagem garante Estados ou só as raças puras devem ser elevadas a essa categoria?

......

Mais um que invoca 1640 a propósito do separatismo catalão. Comparando Portugal - país independente há quase nove séculos - com a Catalunha que nunca foi independente.
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 18:31

Um povo define-se para além do sangue. Define-se também em termos culturais e historia comum. O problema é que com esta globalização qualquer dia somos todos mestiços e a historia deixara de ser nossa. Será a que os outros querem que ela seja.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 21:32

É uma chatice sermos mestiços. Acaba-se a pureza da raça. Ó mundo cruel: assim a Catalunha já não se torna independente.
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 08:39

Da Liberdade, e da Legalidade e do Vargas:

Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, do qual o Expresso e a TVI são parceiros, investigou mais de 11 milhões de documentos pertencentes à Mossack Fonseca, uma empresa de advogados sediada no Panamá.

Vladimir Putin, Pilar de Borbón, irmã do rei de Espanha, Mario Vargas Llosa e o primeiro-ministro da Islândia, Sigmundur Davíð Gunnlaugsson, foram alguns dos nomes revelados pela investigação.

Os documentos da sociedade de advogados panamiana mostram que o Nobel da Literatura ordenou que o seu nome e o da sua agora ex-mulher fossem retirados da lista de acionistas da empresa em questão, a Talome Services Corp., a 6 de outubro de 2010, um dia antes de ter sido laureado com o prémio máximo da literatura.

Isto há coincidências!!!

"Este foi o ano mais feliz da minha vida". A frase, em letras garrafais na capa da Hola!, não pertence a uma socialite nem figura da televisão mas sim a Mario Vargas Llosa sobre o seu romance Isabel Preisley.

Gonzalo, filho de Varga Llosa, critica o pai pelo uso insensato das palavras. "Até pode pensar assim, mas que o diga em público denota uma falta de sensibilidade, tato e elegância alarmante. Porque este é o mesmo ano em que se separou da sua companheiro de mais de 50 anos e durante o qual praticamente não teve comunicação com dois dos seus três filhos e quatro dos seus seis netos", revela. O filho do escritor diz ainda que as declarações do pai revelam "um desrespeito profundo" para com a sua mãe.

O amor de um Homem de paixões!
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 08:53

De Vargas Llosa não me interessa as reportagens da revista 'Hola', que aliás não frequento, nem com quem ele namora. Interessa-me, sim, o facto de ser um grande escritor - autor de 'Conversa na Catedral', um dos romances da minha vida - e de ter estado sempre no lado certo dos combates políticos. Pelas liberdades, contra todas as tiranias.
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 09:22

Li o livro, vi o filme:

Panama Papers: A História de um Escândalo Mundial
Frederik Obermaier, Bastian Obermayer

Mario Vargas Llosa, "O Senhor Rectidão"', nos Papéis do Panamá.

https://youtu.be/YTprm1m_opE

Este senhor, Vargas, defendeu em mais de uma ocasião o assassinato político.
Lembra-se, Pedro?
Qualquer princípio que justifique a morte de alguém é um mau princípio.

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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 09:37

Que enorme disparate. Aconselho-o a não emborcar a primeira tese que lhe aparece à frente. Alargue os horizonte, leia outras coisas, sujeite ao contraditório aquilo que lhe dizem.
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 09:49

Entonces, le pregunto a Vargas Llosa: ¿Se vale matar al dictador? “Yo creo que sí.

El tiranicidio es algo perfectamente legítimo

E Cuba? le pregunto. ¿Para usted Raúl y Fidel Castro son dictadores? “Absolutamente”, me dice. “Yo creo que ahí se han cerrado todos los espacios.” Sigo. “Si usted justifica la muerte de Trujillo ¿se vale tratar de matar a los Castro?” Vargas Llosa se detiene. “Mire, creo que en cada caso hay que estudiar el contexto”, me dice. “Yo no puedo fijar la estrategia que corresponde en el caso de Cuba porque no estoy ahí, porque yo no vivo adentro.”

Pensa mal. Ou por hipocrisia e vergonha deixou o raciocínio a meio. O difícil depois de justificar o assassinato político é saber onde e quando parar. Quem são os ditadores que devemos poupar? Os déspotas iluminados?

Para um democrata, defensor do Estado de Direito, é curiosa esta sua argumentação.

http://www.univision.com/noticias/vargas-llosa-se-vale-matar-al-dictador

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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 10:03

Isso está totalmente descontextualizado. Essa entrevista refere-se ao romance 'A Festa do Chibo', inspirado no sanguinário ditador Trujillo, da República Dominicana, e o tiranicídio refere-se em específico a esse tirano, no quadro do romance - aliás um dos melhores de Vargas Llosa.
De resto, falar-se em "Estado em Direito" a propósito do regime de Trujillo, ou do Haiti do clã Duvalier, ou de um Idi Amin ou de um Bokassa ou de um Pol Pot ou de um Hitler é pura vigarice intelectual. Deter Hitler por qualquer meio, a partir de determinada altura, passou a ser um imperativo ético - como bem o entenderam os participantes da Operação Valquíria, em Julho de 1944.
https://fr.wikipedia.org/wiki/Complot_du_20_juillet_1944
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 15:36

Sobre os benditos aliados e a urgência no agir:

Milhares de arquivos divulgados esta terça-feira revelam que os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Soviética tinham conhecimento do Holocausto nazi dois anos e meio antes da descoberta dos campos de concentração, durante a II Guerra Mundial.

Os arquivos mostram que os governos do Reino Unido, dos Estados Unidos e da União Soviética já preparavam acusações de crimes de guerra contra o Hitler em dezembro de 1942, depois de terem tido conhecimento de que cerca de dois milhões de judeus já tinham sido assassinados e outros cinco milhões estavam em risco de vida. Contudo, na altura pouco fizeram para tentar resgatar ou providenciar um lugar seguro para os judeus em perigo.

O mundo, todos nós, somos bolas de ranho....a vida para suportá-la só a vinho, ou conhaque
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 21:33

Mas que raio de nacionalista é você ao estabelecer paridade entre o vinho e o conhaque?
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 15:13

Pedro se não me sujeita-se ao contraditório não lia o Delito de Opinião. Mas entre nós, uma diferença. Eu pondero estar redondamente enganado no que penso e creio. E o Pedro?
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 17:05

Sujeita-se ao contraditório? Que faria se não se sujeitasse.
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De Tiro ao Alvo a 09.10.2017 às 20:33

"Pedro se não me sujeita-se ao contraditório não lia o Delito de Opinião"
Apetece dizer como o outro: olhe que não, olhe que não. Pelo que se vê, o Emborcador ouve mal, procura o contraditório mas não o ouve.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 21:30

Ele houve mal.
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De Anónimo a 09.10.2017 às 12:00

ou seja, não lhe interessa o Homem, interessa os romances que escreveu.
O escritor há muito tempo que já não o é, não passa de um candidato a político frustrado. Pena não ter pedido nacionalidade venezuelana e agora talvez estivesse no púlpito em fato de treino!
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 17:15

Quando se confunde realidade com ficção é sinal que a cabeça anda a ficar muito aturdida.
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De Anónimo a 09.10.2017 às 14:11

Cézin... fascista. Yasser Arafat... assassino. Fidel Castro... assassino. Salazar... assassino. D. João II... assassino. A história está cheia disso.
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 15:21

A historia é um desfilar de infâmias tendo a liberdade como careta.
A liberdade costuma ser nas mãos dos ambiciosos um cutelo acerado.
E os batismos evocando altos ideias fazem-se em pias repletas de sangue bento
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 17:16

Abaixo a lliberdade. Pum!
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 09:04

Algo que los especialistas no han preferido profundizar en Vargas Llosa y no han querido esclarecer, es la escandalosa derrota electoral sufrida frente a Alberto Fujimori en 1989, como candidato a la Presidencia de la República del Perú. La maquinaria propagandística y las encuestas electorales lo señalaban como seguro Presidente del Perú; sin embargo, de nada le sirvió la impresionante campaña electoral que desplegó con su denominado FREDEMO (Frente Democrático) al puro estilo del Partido Social Cristiano en el Ecuador, derrochando dinero, comprando votos con camisetas en los barrios suburbanos indigentes y forzando sonrisas para las cámaras. Luego de esta derrota, viaja a España y allí, le consuelan otorgándole primeramente la ciudadanía española y en segundo lugar nombrándole miembro de la Real Academia Española.

También hubo muchos que reprocharon a Vargas Llosa su supuesta arrogancia y el hecho de que se aliara con partidos tradicionales, que ya habían tenido un paso nada exitoso por el poder em Peru.

Outra pérola desse grande intelectual democrata :

Los pobres no leen porque son ignorantes
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 09:15

Pelos vistos, somamos o ódio a Espanha ao ódio a Vargas Llosa, que se atreveu a dar a cara e a tomar a palavra num mega-comício anti-separatista - o maior registado desde sempre em Barcelona, cidade que alguns tontos diziam ser ferozmente anti-espanhola.
Ainda por cima sem indicar fontes. Só blablablá, "emborcado" sabe-se lá onde.
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De Vlad, o Emborcador a 09.10.2017 às 10:03

Pedro, cuidado com as fontes santas. Algumas dão volta à tripa.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 10:13

Ultimamente só tenho bebido vinhos catalães. Recomendo o Vermell de Peguera. Muito bom.
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De Anónimo a 09.10.2017 às 12:27

Bom dia.
Acabei de cair por aqui e só tenho duas coisas a deixar.
Primeiro que é mentira e manipulação asquerosa dizer que nacionalismo é algo como o sionismo ou o racismo. Para mostra a própria Catalunya que tem recebido e integrado tantos imigrantes que são muitos deles que defendem o direito da Catalunya a decidir sobre si mesma, filhos de muitos dos que migraram de zonas pobres de Espanha como Andaluzia ou Extremadura são nacionalistas uns independentistas outros não mas seguramente não odeiam os estrangeiros pois sabem de onde procedem. Os galegos também nunca odiamos os de fora e mesmo os integramos e homenageamos quando merecido. Já eu alguma vez senti para comigo algo menos agradável aqui em Portugal onde vivo há muitos anos.
A segunda coisa é simples. Como se pode por como exemplo de defensor da liberdade uma pessoa amiga da extrema direita (Aznar, Rajoy) e outros, que nunca saiu a censurar as leis mais do que retrogradas em matéria de liberdade de expressão do governo anterior do PP partido que por outro lado além de fundado por militantes do franquismo nunca condenou a Dictadura nem a recuperação dos desaparecidos durante a mesma?
Já alguém viu o senhor Vargas a protestar contra esatas coisas?
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De João Pedro Pimenta a 09.10.2017 às 20:04

Os sionistas também receberam muita gente de variadas partes do globo, gente que fora expulsa dos países aonde viviam por causa da sua religião e cultura.
De resto, se o PP é de "extrema direita", onde é que poríamos Blas Piñar e companhia? E o Podemos do sr Iglesias, é simplesmente "de esquerda"?
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 21:30

Um anónimo de pé em riste a clamar contra o "sionismo". Aleluia: este é dos duros: deve ter saído de algum museu.
Reparem: em vez de escrever Catalunha, à portuguesa, escreve Catalunya - à catalã. Mas escreve Espanha à portuguesa - e não España, como devia fazer para manter o critério.
O diabo está nos pormenores. Basta isto para avaliar a seriedade intelectual deste leitor do DELITO.

P. S. - Para a próxima escreva em galego, um idioma que eu muito aprecio. Cumprimentos meus ao seu primo Mariano Rajoy, sinistra figura da "extrema direita". Dizem-me que os galegos são todos aparentados uns com os outros...
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De Anónimo a 09.10.2017 às 13:22

Mario Vargas Llosa é um escritor maior da segunda parte do século XX e inícios do nosso século, mas tem um defeito inultrapassável: é de direita... Os politicamente correctos de esquerda odeiam-no, não sabem ler os seus livros, aliás acho que não sabem ler livro nenhum, ainda têm pesadelos por a sua "Pátria" ter deixado sair o Arquipélago Gulag para fora das sacro-santas fronteiras; se bem que pelo volume do mesmo este acabe por ter pouca influência nas suas cabecinhas: a meio já esqueceram o início e acabam mesmo por o pôr de parte, por falta de interesse histórico...
Vá lá, leiam "As Cinco Esquinas" e "O Sonho da Madrasta" e tenham sonhos felizes.
Víctor Moreira
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 21:25

Um intelectual só pode ser de esquerda, como é evidente. Se for de direita é corrupto, é venal, é imoral...
O pelotão de fuzilamento da esquerda surge logo de fuzil em riste a disparar estes e outros insultos.
Não é preciso ir mais longe: esta caixa de comentários serve de exemplo disso.
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De Anónimo a 09.10.2017 às 14:17

O chefe do governo da Catalunha, esse que tem um nome pu de mont, ou coisa parecida, é um NAZI. É um nacional socialista. É um racista. É um criminoso.
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De Cristina M. a 09.10.2017 às 17:30

eu acho é que ele é bastante parecido com o José Cid. e isso torna surpreendente o facto de ser levado a sério.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 21:23

Mas o Cid canta melhor. Amigos meus catalães garantem-me isso.
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De Makiavel a 09.10.2017 às 15:16

Caro Pedro Correia,

Onde foi buscar essa tese iluminada do patriotismo ser inclusivo e do nacionalismo ser contra algo?
Ficou entusiasmado com o discurso de Vargas Llosa à multidão madrilista, onde pontificavam as ultranacionalistas bandeiras da falange?

Se Madrid acha que a maioria dos catalães quer permanecer espanhola, nada como organizar uma consulta popular, um referendo... ah espera, eles proibiram o referendo.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 17:04

"Eles" não proibiram: o plebiscito separatista é proibido pela Constituição espanhola - aprovada em 1978 por referendo nacional.
A aprovação mais esmagadora, por sinal, foi na Catalunha - com 78% de participação eleitoral e 90% de votos favoráveis.
Que chatice, não é?
Eu sei que os factos atrapalham. Mas por vezes convém não descolar demasiado deles. São um pormenorzinho a ter em conta, lamento.
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De Makiavel a 09.10.2017 às 17:59

Quando uma constituição de 1978 serve para proibir uma consulta popular em 2017 sobre um assunto de séculos e quando essa proibição é exercida com carga policial sobre quem quer participar na consulta popular, algo vai mal.
Continuem a proibir, mandem para lá a guardiã civil, só ajudam à causa independentista.

Já me esquecia, há referendos melhores que outros. E direitos à autodeterminação então, é consoante.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 21:22

Parece que estou a ouvir um separatista do Kosovo em 2008 a espumar ódio contra os sérvios.
Usavam o mesmo fraseado que você agora usa em louvor dos separatistas catalães. "Proibição", "carga policial", "consulta popular", "proibição", blablablá.
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De Makiavel a 09.10.2017 às 21:25

Começou a desconversar mais cedo que o costume.
Está a perder qualidades a olhos vistos.

Agora vem falar do Kosovo...
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 21:38

Estamos a falar em independências unilaterais no continente europeu e no século XXI.
Quer que eu fale em quê? Da Patagónia? Da Papuásia Nova-Guiné?
De facto, a sua incapacidade de argumentar é espantosa. O que não admira: foi contra o separatismo do Kosovo e é a favor do separatismo da Catalunha. Quanto a coerência, ficamos conversados.
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De Makiavel a 09.10.2017 às 21:55

Em matéria de armadilhas à coerência, terá de fazer melhor, mas registo, com uma pitada de vaidade, que vai fazendo compilação do que me sai do teclado.

O que é que o Kosovo tem mesmo a ver com a Catalunha?
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De Makiavel a 10.10.2017 às 08:04

(Quase) nada.
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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 08:29

Tudo a ver. Quem se opôs à declaração unilateral de independência do Kosovo só pode opor-se à declaração unilateral de independência da Catalunha.
A menos que tenha princípios com a solidez de uma pastilha elástica.
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De Makiavel a 10.10.2017 às 09:09

Não misture alhos com bugalhos.

Estar a misturar uma declaração unilateral do Kosovo, apoiada instrumentalmente pela UE, com as aspirações independentistas de séculos da Catalunha é como confundir a velhinha estrada da beira com qualquer beira da estrada.
Parece que a UE também teve (tem) posições diferentes para situações que o senhor considera semelhantes. Compreende-se na UE: são posições instrumentais.
Só para o lembrar, o assunto é mesmo a Catalunha e as palavras de Vargas Llosa na manifestação onde pontificavam bandeiras ultranacionalista da falange, não as minhas humildes opiniões sobre o assunto ou a independência do Kosovo.
Não perca o foco nem desconverse.
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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 09:33

É incrível como vocês deturpam a realidade, transformando uma megamanifestação pacífica, aliás a maior manifestação de sempre pela unidade de Espanha em Barcelona - que juntou quase um milhão de pessoas - num comício da Falange franquista.
Quando os factos atrapalham a vossa narrativa, prevalece a narrativa. E que se lixem os factos.

E a propósito de factos: como devia saber, não existe uma posição comum da diplomacia europeia sobre o separatismo kosovar. Espanha, por exemplo, nunca reconheceu o Kosovo.
Tal como a Grécia, Chipre, Eslováquia e Roménia.

Se você é contra um Kosovo independente, terá de ser também contra uma Catalunha independente. A menos que os seus princípios políticos tenham a consistência da pastilha elástica: muda a geografia, invertem-se os princípios.
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De Makiavel a 10.10.2017 às 12:04

A propósito de factos: estavam ou não estavam na dita manif umas quantas bandeiras da ultranacionalista falange espanhola, enquanto Vargas Llosa arengava contra os nacionalismos?

Por que raio é que vem falar do Kosovo? Ouve lá consult e não popular? Porque não fala da Escócia?
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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 22:49

Posso falar-lhe na Padânia também.
Corresponde à região mais rica de Itália, tal como a Catalunha está no topo da riqueza das regiões espanholas.
Houve ali - como na Catalunha - um referendo ilegal e uma declaração unilateral de independência. Em séria colisão com o Governo central e à margem das regras constitucionais.
Vale a pena lembrar esse lamentável folhetim, hoje já tão esquecido:
http://www.larazon.es/espana/el-fracaso-de-la-dui-que-intento-la-padania-en-italia-en-1996-AC16502839


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De Makiavel a 11.10.2017 às 07:58

Receei que viesse falar da Pomerânia, tal o nível de desconversa.
Fale da Escócia (da possibilidade que os escoceses tiveram em se pronunciar).

O primeiro passo está dado.
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De Pedro Correia a 11.10.2017 às 08:08

Na Escócia não houve declaração unilateral de "independência" nem referendo ilegal.
Os nacionalistas escoceses submeteram-se a um processo controlado por Londres, com regras legais claras, e declararam à partida que em qualquer dos casos manteriam a Rainha como chefe do Estado e a libra esterlina como moeda.

Só pode ser comparado o que é comparável.

O que está a suceder na Catalunha só pode ser comparado ao processo "independentista" da Padânia, em 1996-1997. Outra alucinada corrida de galinhas sem cabeça.
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De Makiavel a 11.10.2017 às 10:34

Puxe lá a cassete atrás e diga-me se não é comparável a atitude de Inglaterra face à pretensão da Escócia em fazer um referendo com a atitude de Madrid face à intensão da Catalunha em fazer um referendo.

O ponto é mesmo este.

Os acontecimentos recentes decorrem da proibição de Madrid (escudada numa lei de 1978) à realização do referendo.

Apelidar o processo de independência da Catalunha (que começa agora e irá durar tempo) de "alucinada corrida de galinhas sem cabeça" é não perceber o que está a acontecer.

Julgava-o mais perspicaz.

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De Pedro Correia a 11.10.2017 às 10:49

As galinhas continuam a correr sem cabeça. Desde ontem com fracturas evidentes nos separatistas, o que torna a fuga ainda mais alucinada.
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De Fernando a 09.10.2017 às 21:31

Já me manifestei.Vai de encontro ao que tentei dizer há pouco.Podem continuar nesta senda.Duvido que cheguem a porto seguro.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 21:39

Você também foi contra o separatismo do Kosovo e agora apoia o separatismo catalão?
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De Rodericum a 09.10.2017 às 19:41

Mas será que os independentista catalães são fanáticos e racistas?
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 21:20

Os separatistas são fanáticos anti-espanhóis? Claro que sim. Sem a menor dúvida. Tão fanáticos como os tipos do Kosovo que exigiram a independência unilateral da Sérvia, vai fazer dez anos.
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De Rodericum a 10.10.2017 às 12:01

Mais me parecem interessados na sua identidade que num suposto ódio anti-espanhol.
O ideal dos catalães seria conseguirem a independência em acordo com Espanha mantendo as relações económicas e de boa vizinhança. Daí me parecer absurda a acusação de ódio anti-espanhol.
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De Pedro Correia a 14.10.2017 às 14:30

Não há maioria sociológica pró-independentismo. Todas as sondagens confirmam isto, todas as eleições têm confirmado isto.
Percebe-se porquê. Porque não existe um "povo catalão". Pelo menos metade dos habitantes da Catalunha actual descendem directamente de espanhóis de outras proveniências. Basta ver os apelidos de origem castelhana - começando pelo omnipresente García - que excedem os apelidos catalães.
Esta mescla tem enriquecido a Catalunha, não a empobrece. O ideal, ao contrário do que você afirma, é a congregação, não a separação. Por isso costumo dizer que a União Europeia foi a única utopia realizável do nosso tempo - uma utopia que não produziu feridos nem mortos.
Bandeiras, fronteiras, hinos, alfândegas, polícias fronteiriços, passaportes - tudo isto pertence ao passado, felizmente, na Europa comunitária. Reivindicar todas estas velharias em nome dos valores da "esquerda", que sempre foi internacionalista e agora procura colar-se à direita populista, é ainda mais absurdo.
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De s o s a 09.10.2017 às 23:01

O presidente do futebol clube foi eleito. Ponto. Escolheu o treinador. Ponto. Não concordei. Nas ele tinha sido eleito e é sua missão escolher treinador.

Por acaso é raro jogadores de futebol meterem-se na politica, opinarem, tomarem partido.

Quem representa o Vargas ? A sociedade de autores ? Quem representa ?
O vargas esta ao nível de todo e qualquer jogador de primeiro plano. E não é porque defende a espanha una, pois a sua condição seria a mesma se estivesse no outro lado.

Ademais os nobel de literatura, são em regra igualzinhos aos jogadores de futebol, com a diferença de usarem as mãos em vez dos pes. Pois, brincando, não dao pontapés na gramatica. Já os nobel da economia, a economia tem no começo, meio e fim as pessoas, o social.

Por ultimo, que me perdoe o Vargas, desde logo a minha ignorância, mas não gostei nada , do flash que ouvi do seu discurso radical, e se calhar ate saloio.

Ao contrario dos que no Portugal continental festejariam a independencia da madeira, Portugal livrar.-se da madeira, é plausível que todinhos os espanhois sejam contrários á independencia da catalunha, por diversas razoes, mas pela fundamental que é manter a espanha una.

Mas há um pormenor, que a muita informação e desinformação, despista : a generalidade dos catalaes, mesmo dispensando a independencia e de todo não querendo revolução , não gosta dos espanhois. Madrid sabe-o mãis que ninguém, e portanto continua a colonizar um povo que lhe é adverso. Ou seja, na tradição , os pais botam porta fora os filhos que desobedecem, mas querem manter dentro de portas , e á força das baionetas, os catalaes.
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De Pedro Correia a 09.10.2017 às 23:52

"Colonizar um povo que lhe é adverso."
Foi por se sentirem "colonizados" que os do Kosovo proclamaram a independência unilateral. Por isso e por não gostarem dos sérvios. Sobretudo das baionetas sérvias, que os incomodavam muito.
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De s o s a 10.10.2017 às 00:15

por um relampago de tempo acreditei finalmente estar perante o primeiro especialista do kosovo. .

Mas logo passou o efeito , e vejo no Pedro o odio do vargas para com a rebeldia ( a liberdade ) catala. .

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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 00:28

Eis que chega um apoiante do Kosovo livre das baionetas sérvias.
Mande-lhes um postalinho. Eles agradecem-lhe.

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