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O grau zero do jornalismo.

por Luís Menezes Leitão, em 13.11.17

É precisamente fazer uma notícia a questionar se alguém cortou o cabelo e depois chegar à conclusão de que apenas tem um penteado diferente. Não haverá nada mais importante para noticiar do que os penteados das cabeças reais como, por exemplo, as vítimas dos fogos, da legionella, as negociações do Brexit, etc., etc? É por isso que eu sou convictamente republicano.

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26 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 13.11.2017 às 18:08

Seria notícia caríssimo Luís se vossa excelência mudasse de penteado.
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De Luís Menezes Leitão a 14.11.2017 às 06:50

Seria notícia de primeira página.
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De bst a 15.11.2017 às 18:33

Mas, está a ler isso em jornais de uma república não está?
(Já agora, acha que a imprensa britânica é má? Pior do que a portuguesa, toda ela tão republicana?)
Quanto ao mais, qualquer monárquico se indigna como tal tipo de notícias que fazem equivaler um membro de uma família real a uma "celebridade" - embora pouco ou nada haja a fazer num país com imprensa livre - senão esperar que a Duquesa de Cambridge nada faça para contribuir para esse tipo de notícias.
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De Marina Molares a 13.11.2017 às 18:16

E eu sou convictamente monárquica porque assim não tenho de ter uma madrinha Maria Cavaco Silva , em vez disso tenho uma linda Rainha.
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De Luís Menezes Leitão a 14.11.2017 às 06:51

Que lhe faça bom proveito, a rainha "guapa". Mas apesar disso escolhe viver na República Portuguesa.
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De V. a 14.11.2017 às 14:47

Eu vivo em Portugal. A república colonizou a nacionalidade e destruiu os seus símbolos substituindo-os por um pano burocrático com a geometria manhosa do verde e do vermelho. O projecto foi sempre confundir-se com o país para o esmigalhar debaixo do peso de um estado ganancioso e muito pouco bem intencionado que é só para os amigos que se portam bem. Mas um pequeno punhado de galegos originais resistirá sempre ao invasor. Sempre e até à morte.
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De Anónimo a 13.11.2017 às 18:19

Ah! O "púbico" da sãozinha...
Consta que, entre aquilo que é considerado "élite" na paróquia, é considerado jornal(!) de referência...
Pobre paróquia - e pobres paroquianos...
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De Cristina M. a 13.11.2017 às 18:46

constatou agora uma realidade que já não vai para nova...
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De Helena Sacadura Cabral a 13.11.2017 às 18:52

Ó Luis eu também sou republicana, mas as roupas e maquilhagens das primeiras damas da França são tão propagadas quanto as das cabeças coroadas cuja origem, creio, já é maioritariamente plebeia!
:-))
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De Luís Menezes Leitão a 14.11.2017 às 06:53

É verdade, cara Helena. Mas quando se tentou arranjar um cargo oficial em França para a primeira dama, tal não foi aceite. Ao contrário do que sucede, com as princesas e rainhas.
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De bst a 15.11.2017 às 18:50

Mas é republicano e vem advogar o jus uxoris? Bizarro!
Não se vislumbra para o cônjuge de um presidente de um regime republicano qualquer legitimidade para exercer qualquer função que não seja uma sobrevivência de princípios monárquicos! - Mesmo em actos de mero protocolo.

Quanto a França, creio que não pensou bem: o anterior presidente vivia, como se dizia, antigamente, amigado. E tinha, também, uma "petite amie". Seria esta última discriminada ou iam as duas aos banquetes oficiais? E o princípio da igualdade?
Mas, e se tivesse 3 ou 4 - ou 15 - petites amies? Como tenciona resolver a situação? A criação do Harém do Presidente não me parece uma ideia muito republicana - seja lá o que isso for, já que a França está longe de se poder comparar à Inglaterra no que diz respeito ao rule of the law e vivência democrática...
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De V. a 13.11.2017 às 19:02

LOL. Arrazoado fascinante: é republicano para poder ter notícias de 30 em 30 minutos sobre as vítimas dos fogos e da legionella por oposição a notícias de penteados. É pena vª exª não poder ser republicano sozinho porque eu assim tenho de gramar com esse massacre também. Ah, esqueceu-se do Benfica.
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De Luís Menezes Leitão a 14.11.2017 às 06:53

Os monárquicos são do Benfica? Julguei que fossem do Sporting.
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De V. a 14.11.2017 às 14:41

Não, não: fogos, legionella e benfica — o alinhamento do noticiário republicano. Mas estive aqui a pensar e cheguei à conclusão de que você tem absoluta razão. Absoluta e definitiva: à excepção dessa história dos penteados não encontro outro motivo para se querer ser republicano.
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De Flic Flac Açores a 13.11.2017 às 19:21

por causa de pasquins como o dito, é por isso que eu sou profundamente monárquico.
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De Luís Menezes Leitão a 14.11.2017 às 06:53

Ora aí está um bom motivo.
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De Weltenbummler a 13.11.2017 às 19:24

fui republicano de 1949 a1998
agora sou anarca
o estado não presta qualquer que ele seja

venho na lista dos 1.500 do GOL
(donde saí com o mesmo vigor da entrada), mas não me orgulho disso
nem de do que quer que seja

sou apenas e tão só um peregrino, nunca um turista
aos 15 anos li a Odisseia e Ulisses alterou a minha visão do mundo
sempre de mala na mão

a nanotecnologia chegou com atraso ou fui eu que me adiantei

os politicos de esquerda ainda estão no séc. xix

desconhecem os desafios do futuro

recusei uma cátedra pelos desafios da indústria
nunca tive vocação para funcionário público

voltaria ao início e percorreria o mesmo caminho

ad augusta per angusta
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De Vlad, o Emborcador a 13.11.2017 às 19:26

-10 negativos , no farol do jornalismo luso:

http://expresso.sapo.pt/blogues/blog_roupa_para_lavar/jenna-jameson-e-a-problem225tica-das-vaginas-sugadoras=f69548

Jenna Jameson e a problemática das vaginas sugadoras
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De passante a 13.11.2017 às 22:08

> convictamente republicano

Eu como não gramo aristocratas, sou contra os republicanos.

O meu herói é o Calígula, que os queria estrangular todos num só pescoço.
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De bst a 15.11.2017 às 19:28

Há repúblicas aristocratas. Roma foi uma delas. Ou a Holanda, mais recentemente.

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